Amores Da Vida 1.2

11 Noticias boas e ruins!


Notas iniciais
Na minha opinião acho que fiz esse cap. corrido demais. Sei lá né!
Mas tenham uma ótima leitura ^^

Amarrei um pedaço de pano no meu pé.

Dormi um pouco, estava muito cansada. Acho que Grissom ficou o tempo todo acordado, me vigiando ou apenas estava mesmo sem sono. O Sol estava agradável naquele fim de tarde quando acordei e o trem começava a parar.

Olhei pra porta e Grissom estava de pé olhando pro lado de fora, enquanto alguns animais faziam barulho.

Pisquei algumas vezes e me sentei vendo que tínhamos chegado a uma cidade... A minha antiga cidade... A minha cidade.

- Chegamos. – Grissom falou sem ao pior olhar.

- Eu senti! – fiquei de pé devagar, sentindo uma leve dor no pé. Grissom se virou, pegando a bolsa e logo me olhando com um sorriso no rosto.

O trem parou, dando um solavanco, quase me derrubando. E Grissom pulou.

- Vamos Sara. Temos que encontrar a sua casa.

- Eu sei onde eu moro. – sorri olhando pra ele da porta.

- As coisas mudam! – ele ergue a mão, a principio eu não ia pegar, mas deixei pra lá e o segurei ao descer daquele trem.

Realmente a cidade parecia diferente, mas nem tanto.

Enquanto andávamos, eu não me sentia tanto idiota assim, com as roupas que eu usava e com o cabelo bagunçado que estava.

Andamos por algumas horas, na verdade andamos até escurecer de vez. Eu estava cansada e Grissom também.

Então paramos em uma praça, sentei em um banco enquanto Grissom ia comprar algo pra comermos.

Aproveitei pra ver meu pé que doía um pouco, tirei o pedaço de pano que enrolei nele e suspirei baixo.

Prendi o cabelo e me encolhi um pouco com frio até Grissom chegar com dois cafés e dois sanduiches.

Sentou a minha frente, me entregando meu lanche.

- Obrigada. – sorri.

- De nada. – ele sorriu sem me olhar – E desculpa por ontem.

- Pra dizer a verdade você só viu minha silueta, então...

- Não! Eu estava falando sobre ter roubado no jogo. – ele arregalou os olhos me olhando.

- A, tá – fiquei com vergonha, mas dei de ombros bebendo meu café quentinho – Eu estou completamente perdida.

- Eu falei. – ele sorriu.

Uma bola parou ao meu pé, olhei pra bola colorida e me abaixei pegando-a. Logo olhei pra frente vendo um menino e uma menina correndo em minha direção.

- Desculpa moça. – o menino estava ofegante. Sorri pra ele e lhe entreguei a bola.

- Só tome mais cuidado pra... – olhei pra luz que me chamou atenção... Sol... Sol...

- Diogo! – olhei pra além do menino que também se virou – Diog... – um homem alto e feito me encarou e aos poucos foi mostrando seu sorriso, um sorriso familiar – Sa... Sara! Sara! – ele riu e eu não me contive, corri pra seus braços. Braços que eu sentira tanto a falta.

**~~

Jamie me abraçou, que abraço apertado e bom, que abraço reconfortante. Meus olhos cheios de lágrimas, meus soluços de felicidade. Aquilo era tão bom.

- Por que não me ligou? Por que não me deu noticias? Por quê? – meu irmão chorava – Me deixou tão preocupado, deixou mamãe tão preocupada. Não deveria ter feito aquilo.

- Me desculpa Jamie. Por favor. – me afastei um pouco dele – Eu precisava esquecer aquilo tudo.

- Poderia não ter se esquecido de mim pequena.

- Eu voltei. – acariciei seu rosto – Não me esqueci de você. Eu voltei...

**~~

Depois de tanto choro e de tantos abraços olhei pro lado vendo as duas crianças e uma mulher falando com eles.

- Marie? – olhei pra Jamie que confirmou com a cabeça.

- E aqueles são Diogo e Bree. – ele apertou minha mão – A Bree me lembra de você!

Sorri pra Jamie.

- Eles são lindos. – mordi os lábios – Meus sobrinhos. Que coisa. – o olhei – Você esta lindo irmão.

- Os anos me fez bem. – ele riu – Você continua linda como sempre... – Jamie olhou pro lado, pra onde eu estava sentada – Seu marido?

- Hãn? – olhei pra onde ele olhava, pra Grissom que estava sentado olhando toda a praça.

- Grissom! – o gritei, e quando ele olhou pra mim, fiz um sinal pra que ele viesse ao meu encontro – Ele é um amigo. – falei baixo.

- Ah. – Jamie não se convenceu, eu ainda o conhecia. Muito bem.

**~~

Depois que conversamos tanto, Jamie me contou que já sabia sobre a minha chegada, que Nick havia se encontrado com ele em uma de suas viagens. Mas o que Jamie não sabia era o dia que eu iria vê-lo.

Fomos embora a pé, Jamie e sua família morava ali perto. Agora eu começava a lembrar de tudo...

Enquanto Grissom conversava com Jamie eu andava ao lado de Marie e das crianças. Parecia que eu jamais tinha me afastado deles, parecia que aquelas crianças me conheciam desde o dia que nasceram...

- Moramos aqui. – ouvi Jamie falar e agora que reparei em que rua eu estava.

Sorri, porque pra termos parado naquela rua era porque meu irmão tinha uma condição boa e feita. Quando ele chegou próximo de mim mandando Diogo entrar pra tomar banho e acabou segurando minha mão disse:

- Se lembra de quando passávamos às vezes por essa rua e você achava as casas lindas? – Jamie quase sussurrou.

- Como eu poderia esquecer? – o olhei – Fico feliz por você e por Marie, que conseguiram tudo o que queriam.

- Fico feliz por você também Sara.

- Jamie... – meu sorriso se foi e apertei sua mão. Ele me olhou cuidadosamente e mesmo tantos anos separados ele sabia o que eu queria dizer.

Ele soltou um suspiro longo antes de falar.

- Papai morreu. – arregalei os olhos levantando o rosto, assustada e não acreditando em suas palavras – Já faz dez anos.

Coloquei a mão sobre a boca enquanto minhas lagrimas desceram sem permissão.

- Por quê? – minha voz saiu fininha.

Notas finais
Será que Sara realmente ficou abalada com a noticia ou ficou feliz, sabendo que o pai já foi capaz de um dia maltrata-la? hnn'
o que acham? -- beijitos da titia Kary, até.