Amores Da Vida 1.2
3 Caminhada... Longa e cansativa caminhada....
Notas iniciais
Tenham uma boa leitura ^^
- Não acredito, não acredito. – eu andava de um lado para o outro batendo com a palma da mão na perna.
- Eu estava te esperando, não ouvi eles anunciando a saida de nosso onibus. – Grissom me olhava sentado no banco.
- A culpa é sua!
- Sua. – ele falava calmamente ao se levantar.
- Minha? – parecia que minhas pernas não queriam parar, meus sangue fervilhava a cada pisada que eu dava naquele chão seco.
- Sara! – Grissom segurou meus braços me parando o que fez meu corpo por inteiro vibrar e talvez ele tenha sentido isso porque na mesma hora suas mãos se afrouxou de meus braços e suas buchechas ficaram coradas – Desculpa.
Baixei o olhar.
- Vamos prosseguir ou você prefere comprar outra passagem?
- Prefiro ligar pra alguem que possa me buscar.
- Se você conseguir ligar pra alguem daqui! – ele revirou os olhos e eu franzi o cenho ficando mais irritada ainda.
- Por que você fez isso? – minha voz subia algumas oitavas.
- Eu só estava te esperando. – ele parecia mesmo inocente.
- E agora?
- Vamos continuar. – ele sorriu – Se não me engano se andarmos um pouco pra... – ele olhou pra trás por alguns segundos e depois voltou a me olhar – Se irmos p’ aquele lado vamos encontrar uma rodovia...
- Trem? – o encarei.
- Isso. – seu sorriso se alargou.
- E você acha que vamos andar quantos quilômetros? – meu rosto se vincou.
- Calma. – ele pensou um pouco antes de me responder – Não muitos.
- Quantos? – insisti.
- Não sei, alguns, talvez mais que 20k, ou muito mais ou talvez até menos. Não sei se o relevo muda muito daqui até lá. – ele tinha mesmo que ser tão intelectual?
- Ok. Ok. Te odeio. – estreitei os olhos ao passar por ele pra pegar minha mala.
- Ei, Sara. – ele mais uma vez me segurou fazendo aquela vibração percorrer por todo meu corpo. Ele me soltou quando me virei – Bom... Se formos agora à gente chega lá num estante.
- Você carrega a minha mala? – o encarei – Porque tudo isso é sua culpa.
Grissom revira os olhos me achando a pessoa mais infantil do mundo, mas concorda em carregar a minha mala.
- Então vamos começar. – bato três vezes o pé no chão – quando eu quiser parar então pararemos.
- Esses anos com Nick lhe deixaram mimada ou é só mais um defeito seu que eu não conhecia?
Estreitei os olhos e me virei, eu não responderia aquilo, porque provavelmente eu o xingaria.
**~~
- Eu só quero ver onde vamos dormir. – é eu estava reclamando de novo.
- Se quiser voltar...
- Não! Já começamos então vamos.
- Claro, não é você que esta com duas malas! – ele resmungou logo atrás de mim.
- É e foi você quem fez com que isso acontecesse então por favor Grissom. – revirei os olhos e não o olhei. Fiquei mais na minha.
- Como uma pessoa muda com o tempo. – ele quase sussurrou, mas aquela frase me fez parar e o encarar, virando totalmente meu corpo na direção dele.
- Se eu mudei, foi porque a culpa não foi minha. – eu queria ter sido grossa nesse momento, mas fui em vão.
- Se não estivesse tão cega por Nick...
- Ele pelo menos ousou a dizer que me amava. – minha voz subiu algumas oitavas.
- Eu não disse o contrario ou algo do tipo. – seu olhar ficou vago por um estante, mas logo recuperou o foco,agarrando com mais firmeza a mala e passando por mim – Não vai ficar ai parada, vai?
Mordi os lábios e sem falar nada o segui.
**~~
- Estou cansada. – retirei a minha outra sandália, andando mais devagar atrás dele.
- Vamos andar mais um pouco.
- O problema é que já estamos andando há horas. – meus olhos se estreitaram, eu estava cansada.
- Só mais um pouco.
- Grissom já esta a noite, esses matos pinicam, mosquitos de varias espécies já me morderam e eu... Estou com dor no corpo.
Ele parou e eu pude ouvir ele bufando.
- Já estamos chegando!
- Você nem sabe onde estamos. – quase gritei.
- Então faça melhor, nos conduza você mesma. – ele soltou as duas malas, furioso e se encostou em uma arvore toda raquítica.
Pensei por alguns minutos e ele sabia que aquilo tudo não daria em nada.
- Você deve ser meu inferno particular. – murmurei.
Mas pude ver ele me encarar.
- Pelo menos eu sei que sou alguma coisa pra você. – ele conseguia me irritar com essas frases miseráveis.
Ficamos ali de pé nos encarando por longos minutos até que senti algo gelado pingar em mim.
Franzi a testa e olhei pro alto. Assustada, reparei que o céu estava completamente nebuloso e que nenhuma estrela fazia seu show e muito menos a lua que poucas horas atrás tentava brilhar com sua luz fosca.
- Esta chovendo. – ouvi Grissom dizer.
- Agora que reparou nisso. – revirei os olhos.
- Isso não é bom sinal. – o encarei e procurei sinal de preocupação em seu rosto.
- Temos que andar!
- Por quê? – eu estava disposta a resistir, a não seguir em frente naquele momento.
- Vai cair um temporal.
- Não vai não. – fiz uma careta fazendo Grissom me encarar enquanto ele pegava novamente as malas.
- As nuvens estão pesadas, temos que ir Sara. – ele mais uma vez deu uma olhada no céu e realmente a chuva que era apenas um leve chuvisco agora aumentava deixando toda minha blusa e meu cabelo molhados – Não conheço essa região, então temos que nos precaver...
- Para com isso, por favor. Como não conhece essa região? Há horas atrás disse pra mim que conhecia e agora... – balancei a cabeça – Esquece, vamos. – passei a mão no rosto, pois a chuva embaçava minha visão.
Notas finais
Até o próximo cap. (postarei amanha ás 18h.)
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