Notas iniciais
Desculpem pela demora. Espero que gostem :)

Henrique POV
Minha irmã Nathalia volta hoje de Florianópolis, tínhamos um evento para comparecer com ela, prometi que levaria as crianças e ela ficou muito feliz por isso.
Estávamos eu, as crianças e o Elias esperando-a, ela apareceu no portão de desembarque e correu nos braços das crianças.
— Que saudade que eu estava de vocês. — disse emocionada.
— Foram só 3 semanas — eu falei, porém estava com saudades também, mas não gostava de demonstrar muito.
— Vem cá, seu chato — e me deu um longo abraço.
Fomos para o carro e só largamos as coisas dela no seu apartamento e fomos para o evento. Era um evento em um orfanato, uma festa para as crianças, chamavam casais que estavam na fila para adotar, para passarem mais tempo com as crianças, tinha teatro, danças e estavam dando aulas de balé para os pequenos.
— Pai, quero ir lá aprender balé. — disse Giovana.

Deixei Lucas com o Elias que estavam jogando bola com as outras crianças e levei Giovana para a tal aula de balé, juro que estava pensando em deixar ela fazer, agora que a Nath voltou, ela poderia me ajudar.
Cheguei lá e tinham várias crianças fazendo algum passo que não sei nomes, tinha duas professoras viradas de costas para nós, me aproximei de uma das professoras e perguntei se Giovana podia entrar.
— Com licença, tem lugar para mais uma?
— Claro. Henrique??
— Ana? — ficou em paralisado — que saudades..
Acho que falei alto demais, porra era pra ficar só na minha cabeça. Ana fechou a cara para mim e olhou para baixo e viu Giovana, deu um largo sorriso e a levou para onde as crianças estavam.
Fiquei sentado observando e me perguntando porque ela fechou a cara quando percebeu que era eu, eu fiz algo?. Quando a aula terminar, vou conversar com ela, é muita sorte ter reencontrado ela.

Ana POV
O que ele estava fazendo ali? Será que estava pensando em adotar uma criança? Ele voltou com a Cinthia? Eu estava muito confusa.
— Qual seu nome, mocinha?
— Giovana — disse tímida — posso te fazer uma pergunta?
— Claro, meu bem.
— Você é uma bailarina de verdade?
— Sou sim, eu danço desde que tinha quase teu tamanho.
Ana ficou toda derretida com aqueles olhinhos brilhando quando disse que era bailarina. A aula tinha terminado e ela foi se trocar, pois iria ficar mais um pouco para a festinha.
Estava saindo do banheiro e foi pega de surpresa por Henrique.
— Precisamos conversar.
— Eu não tenho nada para falar com você.
— Eu fiz alguma coisa?
— Não, fez nada, só eu que achei mesmo que iria me ligar.
— Olha, eu posso explicar..
— Não, eu não quero explicações. Como está o seu filho?
— Como assim?
Eita.. Ele não sabia que eu tinha cuidado do filho dele antes de ver ele. Ficou quieta e tentou sair, mas foi impedida quando ele segurou pelos pulsos.
— Como você sabe que ele não estava bem?
— Eu sou enfermeira. Cuidei dele.
— Mas não foi você que entrou lá para ver se estava tudo bem.
— Não foi, porque eu estava brava contigo e dai eu te vi.. Pedi para outra enfermeira ir no meu lugar.
— Mas porque tu fez isso? Eu queria tanto te ver, eu fiquei te procurando naquele restaurante quase todos os dias, querendo saber se você não voltaria lá. Me deixa explicar porque não te liguei.
— Eu já sei o porque.
— Sabe? Se sabe porque está brava então?
— Tu voltou com a Cinthia e está aqui para adotar uma criança. Não é isso? Por isso não me ligou.
Henrique começou a rir, rir não, dar gargalhadas.
— Que? Eu voltar com a Cinthia? Não.
— Então porque está aqui?
— Bom a Nathalia pediu pra eu trazer as crianças e...
— A NATH TÁ AQUI???? Mentira, cadê ela??
Não estava acreditando, uma das minhas melhores amigas do ensino médio estava aqui, nossa, quanto tempo não via ela, que saudades dela..
— Eu converso com você, mas primeiro me leva até a Nath.
Fomos até onde estavam os bebês, eu sabia que a Nath amava crianças, mas ela estava aqui para adotar?
Corri até ela e dei um longo abraço, nossa como eu senti falta dela.
— Que saudades mds.
— Simmmm, como você tá?? — perguntou Nathalia
— Eu tô bem — disse meio incerta — e você? Me conta tudo!!
— Eu tô ótima, podíamos marcar um jantar, o que acha?
— Isso, seria muito bom — Henrique se intrometeu na conversa — além do mais temos assuntos para resolver.
Suas bochechas ficaram vermelhas pois aquilo ficou estranho, Ana não podia estar mais feliz e confusa, o jantar seria em 2 dias e ela já estava surtando..

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.