Autora narrando: A peça começou e foi um sucesso. No camarim Sérgio e Gustavo ainda não se entenderam. Até quando vai essa briga dos dois?

Gustavo narrando: Estava no camarim com o elenco, Sérgio se recusava a falar comigo

— Parabéns pessoal vocês estavam ótimos,pena que eu não pude participar agora que consegui um trabalho na TV. Digo olhando pro Sérgio que estava sentado afastado de todos em silêncio

— Obrigado isso é devido também a sua ajuda com tudo aqui hoje a tarde. Diz Paula e todos concordam com ela

— E você Sérgio o que achou? Pergunta Max

— Achei razoável poderia ter sido melhor. Diz arrumando suas coisas e saindo

— Pessoal não liguem pro que ele disse ele só esta chateado comigo vou lá conversar com ele. Digo me retirando

—Espero que eles se acertem. Diz Carol

— É nos também. Diz os outros juntos

Sérgio narrando: Fui andando em meio a neblina com minha mochila nas costas, quando para um carro do meu lado

— Ei cara entra aqui. Diz Gustavo destravando as portas do carro para mim entrar

— Não Gustavo eu não vou entrar

— Larga de ser teimoso e entra está frio e com cara de que vai começar a chover

— Eu não vou entrar. Digo continuando andando.

— Se não entrar no carro por bem vai e entrar por mal. Diz descendo do carro

Gustavo narrando: Sai do teatro,peguei meu carro e fui atrás do Sérgio. Apesar dele ter saído a pouco tempo ele andou bastante demorei pra achar ele. Quando achei parei o carro e disse pra ele entrar, só que ele se recusou a entrar

— Se não entrar por bem entrará por mal. Digo descendo do carro

Pego ele e o levo até o carro e tranco tudo impedindo dele sair e entro pelo outro lado

— Você ficou louco Gustavo? Pergunta gritando

— Eu não você não quis entrar por bem eu tive que usar a força a culpa foi sua

— Minha nada você que não devia vim atrás de mim abre essa porta agora que eu vou descer

— Não vou abrir enquanto não conversamos

— Eu não tenho nada pra conversar com você

— Mas eu tenho faça o favor de ouvir

— Não,abra a porta desse carro pra eu sair,anda logo Gustavo

— Não vou abrir enquanto você não ouvir o que eu tenho pra falar

— Vou ouvir nada do que você tem a me dizer. Digo gritando

— Se você continuar gritando eu vou perder a concentração é isso pode causar um acidente e isso que você quer?

— Não

— Então pare de gritar

Sérgio narrando: Gustavo me colocou a força dentro do carro e não deixou eu sair. Comecei a gritar,mas parei quando ele me alertou do possível acidente que poderia causar. Ele dirige até o apartamento dele, e estaciona o carro na garagem

— Será que agora você pode abrir essa porta?

— Ah claro. Diz destravando as portas

Saio do carro e o portão tava acabando de fechar passo por baixo e saio do prédio

— Até mais Gustavo

— Sérgio volta aqui vamos conversar. Diz apertando o botão pro portão abrir

— Não to afim. Digo acenando pro táxi que tava vindo

— Sérgio. Diz caminhando até mim

— Tchau. Digo entrando no táxi antes dele chegar em mim e o moço segue caminho

— Para onde vamos? Pergunta o moço a mim enquanto dirigia

Abri a minha mochila,peguei uma folha e uma caneta e anotei o endereço no papel

— Para esse lugar aqui. Digo entregando o papel pra ele

Gustavo narrando: Sérgio entrou no táxi e foi embora. Não sei pra onde foi. Pensei en seguir o táxi,mas já o tinha perdido de vista. Então subi e me deitei. Fiquei pensando a onde ele poderia estar e como eu poderia me desculpar com ele,até adormecer