Amor, uma droga necessária

6 Capitulo 6 - Linhas Que Nunca Deveriam Ser Cruzadas


Notas iniciais
Olá minhas lindas, bom a cá estou eu novamente e desde já agradecendo o apoio de vocês e os comentários do capitulo anterior! Boa Leitura!!!


Algumas horas antes

Pov. Bela

Um milagre era encontrar a casa totalmente vazia como estava agora. Tomei um banho longo e relaxante e desci para preparar algo para comer. Eu não tinha almoçado; estava com um caso muito difícil e, por causa disso, minha cliente me enlouquecia às vezes. Só que ela é muito rica, e eu preciso fazer tudo o que ela quer, senão perco o dinheiro que estou dando tão duro para conseguir.

Quando terminei de descer as escadas, levei um susto ao me deparar com Edward.

— Droga, Edward, como você entrou aqui? — questionei, e ele sorriu abertamente.

— A porta estava aberta — deu de ombros.

— O que você quer? — cruzei os braços.

— Onde estão as crianças? — sorriu debochado.

— Minha filha está na escola e o meu noivo foi ver um amigo — fuzilei-o.

— Quando você vai enxergar que esse seu noivado é patético e vai perceber que eu sou o cara certo pra você? — comentou seriamente.

— Eu não acredito que estamos tendo essa conversa novamente — resmunguei, impaciente.

— Você não ama esse cara.

— Você não sabe nada sobre os meus sentimentos por ele.

— Mas sei sobre os seus sentimentos por mim — deu um passo à frente.

— Edward, vai embora.

— Já estou cansado de você me mandar embora.

— Então não volte mais. Eu já deixei bem claro que acabou! — expliquei.

— Você ainda me ama! — afirmou.

Não deu dois segundos e senti suas mãos na minha cintura, pressionando seu corpo contra o meu. Edward sempre foi um cafajeste. Ele não valia nada, e eu sabia disso quando me casei com ele. Ainda assim, conseguia me fazer perder os sentidos.

— Me solta — minha voz saiu fraca.

— Você quer ser solta?

Apertei a camiseta dele e o puxei. Ele sorriu de canto e me beijou com rapidez. Minhas costas bateram na parede; suas mãos levantaram meu vestido, apertaram minha coxa e a encaixaram em sua cintura. Enlacei meus braços em seu pescoço. Ele apertava minha bunda, fazendo minha intimidade friccionar contra seu membro duro. Meu coração disparou.

Seus lábios desceram para meu pescoço, entre beijos, chupadas e lambidas. Gemido escapou, e ele sorriu satisfeito.

— Você não presta!

— E você gosta.

Ele me deitou no sofá e ficou sobre mim. Tirei sua camisa, revelando o peito duro e o abdômen sarado. Eu estava prestes a fazer uma loucura — e gostando disso.

— Eu não posso fazer isso.

— Por causa do moleque?

— Por causa de mim. Eu não sou uma das vadias com quem você está acostumado — empurrei-o.

— Eu construí uma família com você.

— Não venha se fazer de pai de família — ri, irônica. — Eu sei que você me traiu!

— Quantas vezes vou dizer que não te traí, Isabela?

— Não foi o que a Leah disse.

— Ela inventou porque eu não quis.

— Mesmo assim, nosso casamento não estava indo bem.

— Eu errei, mas eu te amo!

— Eu estou noiva!

— Talvez só damos valor quando perdemos.

— Vai embora.

— Só quando admitir que ainda me ama.

— Eu amo o Jake!

— Não, não ama!

— Quem você pensa que é pra dizer quem eu amo?

Empurrei-o, mas ele segurou meus punhos e me puxou contra o peito.

— Você me ama.

— Me solta!

Ele me beijou novamente. Era errado, muito errado, e eu não consegui negar. Enlacei as pernas em sua cintura; o beijo se intensificou, mãos sob minha blusa, carícias lentas.

O celular vibrou na mesinha. Afastei-me, tentando me recompor.

— Alô?

— Senhora Cullen, aqui é da escola da Renesmee.

— Aconteceu alguma coisa?

— A Nessie se machucou e ligou para seu noivo, que veio buscá-la.

— Eles ainda estão aí?

— Acabaram de sair.

— Obrigada. Estou indo encontrá-los.

— O que houve? — Edward perguntou.

— A Renesmee se machucou. O Jake foi buscá-la; vou conferir.

— Eu te levo.

— Nem pensar. Você vai embora.

— Ela é minha filha.

— Tá, mas não fale comigo.

Ele ainda perguntou sobre nós. Pedi que esquecesse. Um beijo não mudaria minha decisão. Jake era meu porto seguro; Edward, instável.

Pov. Jacob

Eu já conseguia me imaginar atrás das grades. Tudo aquilo era errado. O primeiro beijo foi um erro; o que aconteceu no carro, pior ainda. Eu estava cedendo ao que Renesmee queria.

Talvez ela não entendesse o poder que tinha. Eu não podia ser canalha com a Bela. Não queria carregar isso para sempre.

— Jake, e agora? — ela parecia assustada.

— Calma, ok.

Soltei o cinto com cuidado. Ela foi para o banco do carona, arfando, o corpo tremendo.

— Saia do carro e procure sua mãe.

— Desculpa, Jake. Prometo que nunca mais peço isso.

— Imagina se alguém nos vê assim?

Ela confessou que gostava de me beijar. Desviei o olhar.

— Saia do carro.

— Você está zangado comigo?

— Não, Ness. Estou zangado comigo.

Ela pediu desculpas, beijou minha bochecha e saiu. A culpa me corroía. O pior era não conseguir me arrepender. Eu tinha gostado — e isso me fazia sentir ainda pior.

Quando a Bela entrou no carro, a Nessie estava no banco de trás, em silêncio.

— Olá, amor.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não.

No caminho, Bela elogiou o uniforme de líder de torcida. Engoli em seco, forcei um sorriso.

— Logo vão se comportar como pai e filha — ela comentou.

Minha reação e a da Nessie foram péssimas.

— Eu já tenho um pai — ela disse.

— E eu sou novo demais pra ser pai — completei.

Chegamos em casa. Bela foi descansar. Renesmee subiu sem me olhar. Fiquei na sala, encarando as paredes, sentindo-me o pior ser humano do universo.

Notas finais
PS: Deixem as suas opiniões nos comentários, digam se gostaram se não gostaram enfim sejam sempre verdadeiras beleza?! Tadinho do Jake!!! É safado mais qual homem não é né kkkk. E Edward tentando recuperar a Bela, o que vocês acham?! Acho que ele vai ter fazer melhor. Beijos!!!