Amor, uma droga necessária

5 Capitulo 5 - Entre o desejo e a culpa


Notas iniciais
Boa leitura, capitulo grandinho para compensar o outro beijos lindas!


Pov. Jacob

— Jake. — Sua voz soou envergonhada ao telefone.

Eu pigarreei, tentando achar a minha voz. Já estava acostumado a todo mundo me chamar de Jake em vez de Jacob, mas o jeito que ela pronunciava meu apelido com aquela vozinha…

— Ah, oi — saldei.

— Escuta, será que você pode vir me buscar, am… na escola? — perguntou. — Tentei ligar pra mamãe, mas ela não atende — Nessie comentou.

— Claro que posso, mas o que aconteceu? — questionei. Ouvi ela suspirar e, logo depois, um gemido de dor baixinho.

— Será que você pode vir logo? — pediu, nervosa.

— Já estou indo — afirmei.

— Obrigada.

— Droga… — murmurei, guardando o celular.

— Eu preciso conhecer essa sua enteadinha — Paul passou as mãos pelos cabelos.

— Se controla, idiota. Você está namorando a minha irmã — lembrei, pegando as chaves do meu carro.

— Já vai? — ele se levantou.

— Sim, tenho que buscar a Nessie na escola — avisei.

— “Tenho que buscar a Nessie na escola” — ele me imitou, e eu o olhei torto. — Desde quando você gosta de ninfetas? — ironizou.

— Paul, não tora, ok? Ela é minha enteada e precisa de um favor, simples! — expliquei, e ele riu.

— Se você diz. — Deu de ombros, dando mais um gole na cerveja.

— E para de beber, imbecil. — Arranquei a garrafa das mãos dele.

— Jake, não sei como você faz as mulheres caírem aos seus pés. Porque, cavalo do jeito que é… credo — Paul reclamou.

— Aaaah, feri os sentimentos dela, foi? — comentei. Ele me olhou feio, e eu ri. — Para de reclamar feito uma garotinha.

— Você deve pegar a Bela de jeito, né… — comentou pensativo. — Eu queria enterrar naquele rabo gostoso.

— Pervertido da porra — fiz uma careta. — Mas sim, minha mulher é bem gostosa — comentei, sorrindo de canto.

— E eu não reclamei igual uma garotinha — ele bradou, e eu ri.

— O que que tá pegando? — Dan entrou na oficina; ele trabalha com o Paul.

— Ah, que bom que você chegou. Assim pode fazer companhia pra garotinha chorona aqui. — Abracei Paul com um braço.

— Vai se foder, Jacob — ele reclamou, se afastando.

— Pode deixar que eu cuido dela — Dan piscou.

— Tenho que ir buscar a minha enteada — resmunguei.

— A Renesmee, filha da Bela? — ele questionou, e Paul sorriu abertamente.

— Ela mesma — disse.

— Cara, aquela menina é um tesã… — Meu estômago se revirou de ódio, e eu olhei seriamente para Dan, que limpou a garganta. — Quer dizer… é bonitinha.

O idiota do Paul gargalhou.

— Ai, meu estômago… — meu cunhado, não por escolha, devo acrescentar. Ainda não sei o que a Rachel viu nesse animal… Ele ria igual a um doido.

— Vou nessa — olhei de canto.

Saí da oficina e dirigi até a escola da Nessie, que não ficava muito longe de onde eu estava. O estacionamento estava parcialmente vazio, então não foi difícil achar uma vaga para estacionar. Passei pelos corredores repletos de alunos. Eu nunca vi adolescentes tão estranhos. Uns pagavam de góticos, mas só deixavam o cabelo crescer pra esconder as espinhas, o que não dava muito certo, já que pareciam satélites espalhados pelo rosto. Patricinhas superficiais e arrogantes, aquelas que não podiam ser tocadas direito para não amassar a roupa, borrar a maquiagem ou bagunçar o cabelo. Tinham as nerds solitárias, que não eram feias, mas não se encaixavam em lugar algum. E, claro, as líderes de torcida, que todo mundo conhece e quer ser. Sempre tive um tesão especial por líderes. Bela que não aprenda a ler pensamentos!

Cheguei finalmente à maldita secretaria. Tive que dar mil voltas naquele colégio pra chegar a uma salinha minúscula onde não encontrei ninguém além de Renesmee.

Eu me amaldiçoei pelo que vi. Ela estava encostada na parede, com o pulso enfaixado, vestida em um minúsculo uniforme de líder de torcida. Fiquei parado observando suas coxas roliças e redondas sendo contornadas pela saia azul. Subi os olhos pela barriguinha lisinha e senti a boca salivar quando pus os olhos naqueles dois pares de seios que caberiam perfeitamente em minhas mãos. Ela estava sem sutiã, e os bicos marcavam a blusinha justa. Meu olhar parou em seu rosto: feições de dor, olhos baixos, cabelos caindo à frente enquanto riscava o chão com os pés.

Senti a ereção crescer dentro da calça, apertando de forma quase dolorosa.

Qual é o meu problema? Estou excitado por alguém que não deveria. Deus, o que eu faço?

Limpei a garganta para que ela notasse minha presença, já que eu era incapaz de proferir qualquer palavra. Seus olhos pararam em mim e ela sorriu, como sempre fazia. Aquele sorriso espontâneo mostrava que ela gostava de ficar perto de mim.

— Oi, Jake — ela resmungou.

— O que aconteceu com você?

— Machuquei meu pulso — levantou o braço. — Tudo por causa da Lily, minha amiga, que queria fazer o teste pra líder e me arrastou junto.

— Líder, hã… — comentei, e seu rosto ruborizou. — E você passou?

— Passei, mas a Lily não, e ela tá uma fera comigo.

— Ela devia estar orgulhosa de você.

— A Marie diz que a Lily tem inveja de mim, mas inveja do quê? Ela é bonita e…

— Nem preciso ver essa garota pra concordar com a Marie. Tenho certeza de que você é muito mais bonita.

Ela sorriu, abaixando a cabeça.

— Quem é o senhor? — ouvi uma voz feminina atrás de mim.

— Sou Jacob, padrasto da Renesmee.

A mulher, com cara de sargento, me analisou por cima dos óculos.

— Ok, Nessie está dispensada.

Saímos dali rápido. No estacionamento, vi vários pirralhos punheteiros comendo minha enteada com os olhos, e aquilo me deu um ódio absurdo.

— Ei, Nessie — um garoto do time parou na nossa frente.

— Oi — ela respondeu sem graça.

— Soube que agora é líder.

Ele a olhou de cima a baixo.

— Idiota, não tá vendo o uniforme? — rosnei.

— Oh, o tio quer graça — ele riu.

— Tio o cacete.

— Quer brigar?

— Cresce primeiro, pirralho.

— Jake, vamos embora — Nessie segurou meu braço.

Entramos no carro.

— O que um mero uniforme faz, não é? — ela comentou.

— Como assim?

— O maior gato da escola falou comigo.

— Ainda acha que a Lily é mais bonita que você?

— Para com isso.

— Mas você é bonita.

— Me deixa com vergonha.

— Tudo bem, não digo mais.

— Mas eu gosto de saber que um cara como você me acha bonita.

— Um cara como eu?

— Sim… você é bonito.

Aquilo era perigoso demais. Provocante demais.

— Você me intimida — ela admitiu.

Minha calça estava apertada demais.

— Acho melhor irmos.

Quando fui pegar a chave, ela a tirou do painel e colocou entre as pernas.

— Sabe o que eu quero?

— O quê?

— Que você me beije de novo.

— Nessie, eu não posso.

— Você não quer?

— É claro que eu quero.

— Então me beija… por favor, Jake.

Perdi o controle. A puxei pela cintura e a sentei no meu colo. O susto dela ao sentir minha ereção foi quase engraçado. Logo seus lábios estavam nos meus. Beijei-a com vontade, puxando-a para mais perto. Ela gemeu.

Levantei sua saia até a cintura, movendo seu quadril contra minha ereção. Senti sua vagina quente e molhada se esfregar em cima do meu pau. Ela gemeu de surpresa e prazer.

Três coisas passavam pela minha cabeça:

eu iria preso;

a Bela ia me matar;

mas ela era deliciosa demais.

O celular tocou insistente. Era a Bela.

— Oi, amor.

— Oi…

— Você está na escola da Nessie? Já estou no estacionamento.

O celular caiu da minha mão.

— Anda, menina, se mexe — pedi, desesperado.

— Eu até faria isso se meu pé não estivesse preso no cinto.

É… fodeu. Adeus, mundo.

Notas finais
Comentem minhas divas, acham que o Jake tá perdido kkkk coitado. Beijos