Amor, uma droga necessária
11 Capitulo 11 - A Hora da Verdade
Notas iniciais

Pov. Bela
— Senhora Cullen. — Minha secretária surgiu à porta.
— Sim?!
— O senhor Edward deseja falar com você.
Respirei fundo. No instante em que ela disse o nome dele, senti meu coração acelerar. Mas o que estava acontecendo comigo? A essa altura do campeonato, Edward não tinha o direito de bagunçar minha vida novamente. Ainda assim, eu o conhecia bem e sabia que ele não desistiria tão fácil.
— Hã… — pigarreei, tentando disfarçar meu nervosismo. — Deixe-o entrar. — Girei os olhos. — Ah, eu já estava esquecendo: saia e compre um carregador para meu celular. A bateria já faz um tempo que não dura, esqueci o meu em casa.
Ela assentiu, abriu passagem e deixou meu ex-marido entrar.
— Olá. — Ele sorriu abertamente.
— Edward… — suspirei, alisando as têmporas. — O que você quer?
Ele se sentou à minha frente.
— Vim ver se está tudo certo para a minha viagem com a Nessie.
— Sim. Se ela ainda quiser ir, sim. A família do Jake chegará neste final de semana, dará tempo de acomodá-los direito e terminar os preparativos para o jantar de noivado.
Edward soltou um sorrisinho debochado, balançando a cabeça negativamente.
— Até quando você vai levar esse noivado sem sentido pra frente? — Sua voz soou amarga.
— Até eu me casar com ele. — Sorri.
— Você está fazendo papel de idiota.
Ele se levantou.
— E por que eu estou fazendo papel de idiota? — arqueei uma sobrancelha.
— Você não contou pro seu noivinho que quase transamos aquele dia, não é?
Engoli em seco. Senti-me péssima por enganar Jake, mas, apesar de tudo, não me arrependia do que fiz — o que me tornava ainda pior.
— Você está doido? Claro que não! Aquilo foi um erro e nunca vai se repetir, porque eu amo o Jake.
Era para soar como uma afirmação, mas minha voz saiu incerta.
— Bela… — Edward atravessou a sala, virou minha cadeira e me puxou pelos braços. — Deixa de ser louca. Você me ama, e eu vou te provar isso.
Ele me empurrou sobre a mesa. Eu não consegui reagir. Não tive forças para afastá-lo, porque, por mais louco que fosse, eu queria aquilo tanto quanto ele.
Enlacei minhas pernas em sua cintura, prendendo-o contra meu corpo. Ele se curvou sobre mim, nos deixando ainda mais colados. Edward me olhou nos olhos — parecia angustiado… apaixonado.
Engoli em seco, sentindo meu coração bater violentamente. Agarrei seu pescoço e o beijei. Seus lábios se moveram sobre os meus com urgência enquanto eu tentava desabotoar sua camiseta. Ficamos sem ar, e seus lábios desceram pelo meu pescoço até o vale dos meus seios.
— Ah, Bela… eu te amo. Por que você não aceita isso? — rosnou contra minha pele.
Ele me puxou para sentar na mesa. Levantei os braços, ajudando-o a tirar minha blusa. Arranquei sua camiseta, deixando seu peito à mostra, e abri seu cinto, jogando-o em qualquer lugar.
Edward voltou a me beijar, fazendo cada músculo do meu corpo se contorcer. Ele retirou minha saia, deixando-me apenas de lingerie. Remexi-me contra sua cintura, sentindo sua ereção dura demais para aquela calça.
Ele soltou um grunhido, abaixou meu sutiã e sugou meu seio com fome. Agarrei seus cabelos.
— Isso… oh, assim! — gemi, completamente alucinada.
Edward empurrou tudo que havia sobre a mesa para o chão e me deitou ali. Abriu a braguilha, libertando seu membro grande e grosso. Arrancou minha calcinha e friccionou o polegar contra minha intimidade, constatando o óbvio: eu estava pronta.
Com uma única estocada, ele me preencheu por completo.
— Oh… merda! — gemeu.
Logo começou a me estocar com força, a mesa se movendo sob nós. Eu o queria inteiro, agora e sempre.
— Admita, Bela… admita que me ama.
— E-eu… eu te amo, Ed… — sussurrei.
Ele sorriu e aumentou o ritmo. Gozamos pouco depois, juntos, exaustos.
Ficamos ali por alguns minutos, tentando recuperar o fôlego. Minha mente estava um caos. O que eu faria agora?
Pov. Jacob
— Jake, esse não é o caminho de casa. — Nessie olhou confusa pela janela.
— Não é. Vamos pra oficina.
Eu ainda tentava digerir tudo o que havia acontecido.
— Você está arrependido, não é?
— Não, meu anjo. Não me arrependo de nada. Só preciso ajeitar as coisas.
Ela franziu o cenho.
— Não posso continuar noivo da sua mãe e me envolvendo com você.
— Você vai terminar com a minha mãe… por minha causa?
Suspirei.
— A culpa não é sua. Nem minha. Aconteceu.
Chegamos à oficina. Paul e Dan nos olharam curiosos. Nessie entrelaçou sua mão na minha.
— O que aconteceu com seu rosto? — Dan perguntou.
Ela explicou sobre a briga, enquanto eu me irritava só de imaginar alguém a machucando.
Depois que ficamos a sós, ela abaixou a cabeça.
— Tenho medo de perder você.
— Isso não vai acontecer. Eu prometo.
Ela me olhou decidida.
— Eu quero ser totalmente sua, sem interrupções…
Aquilo me tirou o chão.
— Me faça sua, Jake.
Levei-a para o quarto nos fundos da oficina. Cada beijo, cada toque, era carregado de desejo e cuidado. Tirei suas roupas lentamente, devorando cada centímetro do seu corpo com reverência.
Quando finalmente nos unimos, fui delicado, paciente, sentindo sua dor se transformar em prazer.
— Jake… isso é bom… — ela gemeu.
Gozamos juntos, ofegantes, perdidos um no outro.
Deitei ao seu lado, puxando-a para meu peito.
— Isso é loucura… — ela murmurou.
— Com toda certeza.
Batidas na porta nos fizeram gelar.
— Jake, é melhor saírem. A Bela e o Edward estão aqui.
Meu coração disparou. Nos vestimos rapidamente.
— Promete que ficaremos juntos, não importa o que aconteça?
— Prometo. Eu te amo.
— Eu te amo também.
Saímos para encarar todos. Edward e Bela estavam ali, tensos.
— Jacob, eu cancelei o jantar de noivado — Bela disse, com pesar. — Eu ainda amo o Edward.
O mundo parou.
— Eu amo o Jake — Nessie disse firme, segurando minha mão.
Os dois nos olharam em choque.
Hora da morte?
18:26.
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