Amor, uma droga necessária
10 Capitulo 10 - Quando o Desejo Rompe o Controle
Notas iniciais

Pov. Jacob
Eu aceitar que tinha perdido para aquele pirralho? Jamais. Eu sabia exatamente como a Nessie reagia quando estava perto de mim; o corpo dela a denunciava. E eu tinha plena consciência do que sentia em relação a tudo isso. Tudo foi comprovado quando entrei naquele quarto e a encontrei se tocando e chamando meu nome.
Ela estava tão deliciosa que fazia minha excitação ficar dolorida. Meu corpo implorava para pular fora daquela calça e aproveitar aquele corpo maravilhoso que ela tinha. Suas pernas estavam abertas, os dedos dos pés se contorciam. Subi meus olhos pelas coxas roliças; seus dedos tocavam a própria intimidade de um jeito desajeitado — ela não sabia exatamente como fazer, mas aquilo lhe dava prazer. Estava vermelha, completamente excitada e molhada.
Mordi o lábio com força. Até então, ela não tinha notado minha presença. Subi o olhar por sua barriga lisa e, logo depois, para seus seios redondos e firmes. Os mamilos estavam durinhos e sensíveis. Suspirei, percorrendo com os olhos seu pescoço esticado, a cabeça arqueada para trás, a boca vermelha entreaberta. Seus olhos estavam fechados, e ela soltava gemidos baixos, doces e estranhamente sensuais. Os cabelos espalhados pelo travesseiro.
A única coisa que eu conseguia pensar era que o desejo que sentia por ela já tinha chegado a um ponto incontrolável, dolorido e impossível de conter. Aquela mulher estava me deixando louco — com sua mistura de inocência e curiosidade, com o desejo de aprender. Sem perceber, ela me provocava de uma forma fora do comum. Eu me sentia sendo arrastado, totalmente desarmado. Não conseguia mais lutar. Precisava tê-la. Precisava ensiná-la tudo o que quisesse aprender.
— Humm… Jake… — Nessie gemeu de forma arrastada, completamente entregue.
— Tô aqui, bebê — minha voz saiu rouca de desejo.
Ela se assustou no mesmo instante. As bochechas esquentaram, o rosto inteiro ficou vermelho. Tentou fechar as pernas, se ajeitar, mas eu sabia que, assim como eu, ela ainda queimava por dentro.
— Há quanto tempo você tá aí? — perguntou ofegante, os olhos nublados de prazer a denunciando.
— Tempo suficiente pra ver o quanto você tá precisando de mim.
A excitação me deixava louco. Aproximei-me da cama em passos lentos.
— Jake… — ela tentou argumentar.
— De agora em diante, você só vai me chamar assim quando estiver gozando.
Ela não recuou, não demonstrou medo. Apenas ficou parada, alerta e curiosa, esperando meus próximos movimentos. O cheiro dela era incrível. O cheiro da excitação era intoxicante.
Fiquei de joelhos na cama e a puxei pelas pernas, fazendo suas costas caírem no colchão. Abri suas pernas novamente, vendo a excitação escorrer pelas coxas. Suspirei, extasiado com aquela visão perfeita, tão entregue, tão linda.
Abaixei-me até ficar entre suas pernas. Ela respirou fundo, nervosa. Senti sua pele se arrepiar sob minhas mãos. Toquei os lábios na parte interna da coxa, chupando o sabor da sua excitação. O gosto era fora do comum. Desci os lábios até sua intimidade, e ela gemeu em antecipação. As mãos dela pararam na minha cabeça, tentando me afastar.
Levantei o rosto.
— Você confia em mim?
Ela engoliu em seco.
— Confio…
Sorri de canto. Depositei pequenos beijos até chegar onde ela estava completamente molhada. Suguei primeiro os lábios externos, observando-a se render. Passei a língua lentamente até o clitóris inchado e sensível, pressionando-o com o polegar. Nessie arqueou o corpo.
— Humm…
Eu estava me segurando, testando-a, observando suas reações. Dando-lhe espaço para parar, se quisesse. Mas ela estava entregue, queria aquilo tanto quanto eu.
Suguei com mais intensidade. Seus dedos se enroscaram em meus cabelos, puxando-os enquanto ela se contorcia, empurrando o quadril contra minha boca. Isso só me deixava mais excitado. Minha calça apertava demais, e a dor pulsava.
— Você me queria? — rosnei contra sua pele sensível.
— Oh… sim! — ela respondeu fora de si.
— Então se entrega. Mata essa vontade.
Ela gemeu ainda mais, rebolando contra mim. Continuei até sentir seu corpo se contrair.
— Jake! — ela gritou meu nome ao gozar.
Subi o corpo sobre o dela. Nessie estava ofegante, vermelha, linda. Fiquei alguns segundos apenas olhando seu rosto.
— Que… que loucura foi essa? — ela perguntou.
— Eu não sei… só sei que preciso de você de um jeito absurdo.
Ela sorriu de canto, passou os dedos pelos meus lábios.
— Isso foi tão bom… — disse, envergonhada.
— Quer aprender a fazer isso comigo?
Droga. Aquela carinha sempre me desmontava.
— Você quer me chupar? — arqueei a sobrancelha.
Ela assentiu, mordendo o dedo.
Ajudei-a, ajoelhei-me. Peguei sua mão e levei até o volume na minha calça. Ela arregalou os olhos, mas não recuou. Abriu a braguilha, observando curiosa. Retirei-me da cueca. No começo, ela se surpreendeu; depois, olhou com desejo. Pegou-me com delicadeza, e quase perdi o controle.
Foi então que ouvi a porta bater no quarto ao lado. Minha mente entrou em pânico. Afastei-me rapidamente.
— Nessie, vai pro banheiro — pedi.
Ela pegou as roupas e correu. Ajustei-me numa velocidade absurda. Logo Bela abriu a porta.
— Jake? O que você faz aqui?
— Vim ver se ela precisava de algo… acho que está no banho.
Consegui sair da situação. Mais tarde, na oficina, a culpa me esmagava. Contei parte da verdade aos meus amigos. Eles me olharam em choque.
— Pelo que parece, você está apaixonado — Paul disse.
Eu não neguei. Não consegui.
Pov. Renesmee
Contei tudo para Alec e Marie. Ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Eu me sentia culpada, mas também viva. Confusa, mas inteira.
— Acho que você está apaixonada — Alec disse.
Meu coração acelerou.
— Talvez… — admiti.
Foi então que tudo desmoronou. Stacy confrontou Alec, expondo um segredo que não era dela. Gritos, humilhação, ódio. Nahuel perdeu o controle. Quando tentei impedir, senti o impacto no rosto. Caí no chão, o nariz ardendo.
Depois, na escola, Jake chegou desesperado. Quando o vi, corri para seus braços. Ele me abraçou com força, como se eu fosse tudo o que importava.
No carro, o silêncio pesava.
— Eu sei que é errado — ele disse. — Mas não consigo parar de sentir isso.
Olhei para ele, ferida, mas certa.
— Eu quero você, Jake. Desde o primeiro beijo.
Ele socou o volante, em conflito.
— Eu não mereço você.
— Mas eu sou sua.
Sentei em seu colo, toquei seu rosto.
— Não podemos mais negar.
Ele fechou os olhos, lutando. Até desistir.
— Me beija — pedi.
E ele beijou.
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