Amor trágico
4 Capítulo 4
Os Rangers lutavam contra Nokogiri. Ryou ficou surpreso ao ver que ele estava vivo, pois o tinham derrotado antes, e partiu pra cima dele, dando-lhe um chute na cabeça, que o deixou tonto.
“Enjoha!” Uma rajada de fogo partiu das adagas do Ranger vermelho.
“Maldito Dairanger!” O monstro lançou duas lâminas na direção dele e o derrubaram, formando pequenas explosões. Os outros se agruparam ao seu redor. Ele se recuperou. Os heróis rodearam Nokogiri e o atacaram ao mesmo tempo.
“Tengensei Kirigakure!” Daigo invocou a ilusão de uma retroescavadeira que capturou o inimigo e o levou no carregador a uma alta velocidade. Lin saltou e cravou sua lança Houou nele. Debilitado, recebeu ainda a Kiryoku Bomber. Finalmente, explodiu. Caiu no chão uma espada-lâmina sua, que foi pega por uma criatura misteriosa, sem que os Rangers vissem, pois já tinham saído do local.
Shadam e Gara encaravam Zydos, ainda sem reação. Não conseguiam entender o que aconteceu com seu companheiro de luta. Gara correu para perto dele, segurou-o pelos braços e o sacudiu.
“Zydos, acorda! O que houve contigo?”
Ele riu malignamente. “Morra!” Ele a pegou pelo pescoço e a eletrizou. Shadam reagiu rapidamente e a retirou das mãos do major. Ficou à frente dela para protegê-la. Os Dairangers ouviram as vozes deles e apareceram no depósito.
“Quê? Zydos? Mas a gente o derrotou!” Shouji gritou.
“Dairanger!” O coronel exclamou.
“Deve ser uma cópia revivida dos Gorma, como fizeram com Nokogiri Daisoujou.” Ryou disse.
“Não é mais o Zydos que a gente conhece.” Gara comentou com seu parceiro.
“Vamos embora. Eles que se virem.” Ele respondeu.
Saíram do depósito. Depararam com Ikazuchi. O Imperador Gorma estava já impaciente e mandou-o utilizar o golpe final. O monstro invocou um enorme poder de eletricidade, ameaçando lançar contra eles. Gara não viu alternativa a não ser enfrentá-lo, pois ainda mantinha sua espada. Avançou no monstro e transpassou-o com a espada, recebendo, ao mesmo tempo, a grande onda elétrica. Shadam correu para impedi-la, mas não conseguiu.
“Gara!” ele gritou seu nome, atônito.
Ikazuchi morreu. Teria sido uma vitória, mas o cenário era desolador para o coronel, que se apressou em socorrer sua amada. Segurou-a nos braços e aproximou-a de si.
“O que deu em você?” ele perguntou, desesperado.
“Eu achei que seria possível... Ele ia matar a gente se continuasse...”
“E agora você morre?...Não, não, você não vai morrer, eu não vou deixar...”
Ele a segurou firme e ia se levantar, quando alguém fincou-lhe uma espada pelas costas. Era Akomaru, que tinha aproveitado a lâmina de Nokogiri. Apesar de ter se desentendido com o menino antes de ele morrer, o Imperador quis revivê-lo, especialmente para se vingar de Shadam. O garoto sorriu, satisfeito, e foi embora. Seu pai, antes ajoelhado, desabou no chão e cuspiu sangue.
Gara tocou-lhe o rosto. “Eu estou contigo até a morte.”
“Até a morte.”
Eles se olharam por alguns segundos. Ele morreu primeiro. Ela segurou sua mão e fitou-o, até a hora derradeira, quando seus olhos se fecharam igualmente.
Os Dairangers derrotaram Zydos. Tiveram de enfrentá-lo gigante de novo, mas lutaram com sucesso. Sabiam que chegavam perto do objetivo final. Os generais da tribo inimiga estavam desaparecendo, mas ainda havia o Imperador, e os Gorma sempre reservavam muitas surpresas.
Porém, não é o propósito desta história contar a batalha final dos heróis. A intenção era levar a um fim, apesar de trágico, o romance entre os generais Gorma.
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