Amor sombrio
23 Capitulo - 22 Um amor para toda vida !!
Notas iniciais
Loving can hurt
Loving can hurt sometimes
But it's the only thing that I know
When it gets hard
You know it can get hard sometimes
It is the only thing that makes us feel alive
Photograph -- Ed Sheeran
Pov Felicity.
Caminhei até o banheiro para me recompor, deixando um Oliver dorminhoco debruçado sobre a cama com a expressão despojada. Ergui a mão onde continha o anel mais belo que eu já tinha visto em toda a minha vida. Ele prometeu me amar para sempre. Meu coração batia tão acelerado, temia que fosse sair pela boca. Nunca amei alguém assim, tantas maravilhas esse homem me proporcionou ao longo dos meses que estamos juntos, só o Adam é a prova de tudo que passamos. Finalmente eu me sentia em casa. Sorri escovando os dentes e lavando o rosto logo após; saí até o closet onde o relógio marcava duas da manhã. Meus seios cheios gritavam para que o Adam voltasse para casa, não suportaria mais um minuto sem meu filhote. Vesti uma roupa simples olhando para Oliver, depois saindo do quarto assim como do apartamento para busca-lo. Com alguns minutos apertei a campainha algumas vezes aguardando um dos Merlyn atender a porta.
— Felicity – sorriu Tommy abrindo a porta o que me deixou surpresa. Esperava que a Cait abrisse, Tommy é sempre o preguiçoso. – Pela sua carinha, Oliver enfim marcou o gol.
— Tommy – reprendi nervosa sentindo meu rosto corar. – Qual é o seu problema?
— Nenhum – gargalhou me dando espaço para entrar na sala. – Só vocês dois que não contaram que o Adam troca o dia pela à noite.
— Desculpe seu acordo foi com o Oliver não comigo – dei de ombros entediada fazendo-o fechar a cara. – Cadê meu filho?
— Com a Cait na cama – respondeu fechando a porta. – Me siga — chamou em passos largos. – Espera... – parou de andar me fazendo colidir com o mesmo. – Você é team o quê?
— Hein? Team? Que team? – perguntei confusa.
— Não me diga que você é como o Oliver – sussurrou girando sobre os calcanhares me sacolejando pelo os ombros.
— Tommy você está bem? – balancei a cabeça um pouco zonza. – Pare de me sacudir – grunhi nervosa. Ele solta uma risada maléfica alisando o queixo.
— Vai gostar – piscou me deixando mais confusa.
— Não sei o que o avô da Cait fez com você, mas foi grave – afirmei passando por ele até o quarto, bati na porta escutando a voz de Cait soar calmamente, ordenando que eu enfim entrasse soltando uma gargalhada. Arregalo os olhos observando Adam morder uma chupeta fitando a Cait com afeições animadas. Mas espera ele estava vestido de....
— Team aranha – apresentou Tommy pulando na cama ao lado dele.
— Oliver vai matar você – soltei incrédula.
— Ainda dá tempo de voltar atrás – disse Cait ficando ao meu lado. – Olhando pelo o lado crítico, as chances de Tommy sair morto dessa é provavelmente possível.
— Vocês não vêm como Adam ficou lindo? – bufou esparramando na cama.
— Tanto team tinha que ser logo uma aranha? – gargalhei com os olhos marejados. – Sério Tommy?
— Ele é o mais novo Adam Parker – disse Tommy com aceno.
— Deixe-me ver de perto – sorri pegando Adam para mim. Ao me ver ele solta a chupeta e balança as perninhas sem parar com sorriso fofo. – Hey, meu amor, sou eu sua mamãe – beijei suas bochechas fofas inalando seu cheirinho de bebê. – Você está lindo.
— Assim disse a mamãe aranha – deu um pulo Tommy colocando o capuz em Adam. – Mostre suas teias para ela. – sinalizou com as mãos.
— Vou mostrar um Queen justiceiro, cave logo sua cova não – avisei com outra risada mais extensa. – Agora nos deixe ir para casa, antes que eu mesma mate você Tommy.
— Sua convivência com Oliver está mexendo com seu humor – informou ofendido me fazendo revirar os olhos.
— Menos Tommy – pisquei.
— Eu vou com você até a porta – sorriu Cait com carinho apertando meu ombro. Saímos do quarto seguindo para sala.
— Cait onde está minha cueca cinza? – gritou Tommy.
— Sei lá Tommy, você tem tantas – respondeu Cait irritada. A mesma se apoiou na porta com o rosto pálido fechando os olhos com suspiro longo.
— O que houve? – questionei nervosa mudando Adam de posição.
— Estou bem – afirmou segurando minha mão. – Só tem uma versão daquele Merlyn cômico dentro de mim.
— Nossa !!! Você está grávida? – soltei um gritinho animado.
— Assim como você vai casar? – devolveu o gritinho puxando minha mão para observar o anel mais de perto. – Lindo! Felicity. Meu Deus.
— Vou sim – sorri fitando o anel. – Oliver quer casar, Oliver Queen quer casar – gargalhei pena que minha mãe não está viva para ver. Ela estaria de cabelos em pé e fazendo festa antes do tempo.
— Estou feliz por você – afirmou me puxando para um abraço acolhedor.
— Obrigado Cait – sussurrei em seu ouvido. – Se não fosse por você, eu não teria o encontrado novamente.
— Você trouxe luz para ele, nunca haverá uma forma de agradecer por tudo que você fez – voltou o olhar terno com sorriso. – Somos uma grande família agora.
— Para sempre – falei com o coração aberto. Nossa jornada estava só começando e tudo que vivemos de ruim, foi pago com o bem próspero.
(......)
— Olha Adam seu papai dorminhoco – apontei para o mesmo que dormia profundamente ainda. – Acorda bonitão – chamei jogando sua calça de moletom em suas costas nuas. – Tenho um presente para você.
— Felicity – resmungou sonolento sem querer abrir os olhos.
— Oliver – chamei mais alto. Enfim ele abriu os olhos passando as mãos no rosto. Depois de uns segundo afastando o sono ele nos fita incrédulo.
— Não – franziu o cenho pulando da cama e vestindo sua calça de moletom. – Vou matar o Tommy.
— Ele ficou lindo, não pode negar – sorri convincente tentando persuadi-lo de alguma forma.
— Meu filho vestido de aranha? Sério?
— Qual o problema? – reviro os olhos entregando o mesmo para ele.
— Tommy devia visitar algum hospício, talvez encontre sua família por lá – resmungou sentando na cama – Adam o que fizeram com você? – bufa balançando um bebê de perninhas agitadas. – Foi o maluco do seu tio Tommy lembrei.
Enquanto Oliver planeja algum tipo de assassinato para Tommy volto a vestir minha camisola relaxando o corpo sem aquelas roupas apertadas. Sento ao lado do mesmo que brinca abertamente com nosso garotinho. Deixo um beijo casto em seu ombro firme olhando para Adam que esboça toda animação em pequenos gestos e sorriso gostosos. Olhos azuis, com poucos cabelos dentro daquela roupa em listras negras em um tecido vermelho.
— Acho que ele quer você – disse sorrindo. Adam olha para mim com um bico lindo em choro baixo.
— O que você quer? Peito? – brinco deitando-o mesmo no meu colo. Oliver afasta a alça da minha camisola mostrando o seio para Adam que pega e começa a mamar fechando os olhinhos. – Calma! Adam – suspiro com gemido meus seios doem com suas sucções rápidas. Mordo o lábio absorvendo a dor fina por um momento.
— Você está bem? – questiona preocupado.
— Sim – assinto relaxando os ombros. – Nada que uma mãe não possa suportar pelo seu garotinho – sorri abrindo os olhos. – Obrigada – pisco para ele que sorri confuso. – Por fazer parte da minha vida todos os dias.... O Oliver que se tornou hoje é meu orgulho – murmuro deixando um beijo casto em seu queixo. – Eu te amo, a cada minuto em que encontro esse olhar.
— Só uma mulher pode me fazer amar assim – disse olhando em meus olhos acariciando minha pele com simples toques de suas grandes mãos. – E essa mulher sempre vai ser você Felicity Smoak.
— Todos os dias da minha vida – afirmei encontrando seus lábios, sua barba rala riscando minha pele deixando arrepios intensos por todo meu corpo. Meu coração era dele, sempre foi desde a primeira vez que o vi, nem o tempo ou alguém pode apagar isso, tira-lo de mim. Era o início de uma vida maravilhosa, eu tinha me encontrado e era ao lado de Oliver.
Semanas depois.
Pov Oliver.
— Você está crescendo rápido Adam – balbucio balançando um ursinho para ele que sorri com as perninhas agitadas encarando o ursinho. – Você é perfeito, meu pequeno – afirmei com carinho.
— Amor, o que acha de orquídeas no altar? Não gosto muito de rosas – mordeu os lábios Felicity encarando um catálogo como se fosse algo do outro mundo. – Quero algo simples. – acrescentou nervosa.
— O que você escolher está de bom tamanho – sorri chamando sua atenção. – Só preciso do seu sim diante de todos, nada a mais.
— Oliver Jonas Queen – falou com a voz grossa sentando no meu colo jogando o catalogo sobre a mesa. – Aceita se casar com Felicity Megan Smoak? – ergue uma sobrancelha.
— Sim. Aceito hoje e para sempre – afirmo puxando uma mecha do seu cabelo ondulado. – Ela me aceita?
— Claro que aceita – gargalhou me roubando um beijo. – Hoje e para sempre. – repetiu com ronronado baixo.
— Sério? – sussurrei beijando seu pescoço.
— Sério – sorriu pegando um bebê chorão do carrinho. – Adam eu estou aqui – disse beijando a face do mesmo. Olho para Adam que esboça um bico lindo olhando para Felicity todo meloso. – Você e seu pai não dão trégua.
— Desculpe-nos, mas a senhorita é muito requisitada, somos Queen, sinto muito – dou de ombros fingindo estar ofendido.
— Meu Deus! Tão parecidos, DNA precisa de algum? – questionou deitando Adam nos braços.
— Não – sorri deitando em seu ombro.
— Desculpa casal, mas precisamos da Srta. Smoak para organizar um certo casamento – anunciou Cait adentrando a sala. – Deixem os momentos românticos para apimentar a lua de mel em breve.
— Ela tem razão – fez um bico Felicity saindo do meu colo deixando um frio arrasar meu corpo. – Consegue ficar sem nós por algumas horas? – perguntou indicando para si e o Adam.
— Não por muito tempo – pisquei afrouxando a gravata. – Volte logo – ordenei afastando uns papéis da mesa.
— Como quiser Capitão – fez continência e saiu com Cait pegando sua bolsa assim como a de Adam. Eu estava feliz, era uma vida boa e agradável, eu não me sentia mais o mesmo, Felicity todos esses meses me mostrou o que perdi em anos. Minha união com ela era apenas o começo de algo em que eu desejava para o resto da minha vida. Nunca poderia amar alguém assim, até mesmo Helena que achei por muito tempo ser meu grande amor, nada passou apenas de um amor do passado e acabou sendo levado com ela durante sua morte a muitos anos, meu medo maior era me apaixonar de novo para depois perder.
— Oliver – chamou Diggle entrando na sala. – Tem alguns minutos para um café? – sorriu.
— Claro que sim – devolvi o sorriso me erguendo da cadeira deixando o ursinho de Adam no carrinho. Olhei envolta e sai da sala com o mesmo ao meu lado.
[.....]
— Como se sente? Como pai e um futuro marido? – ergueu uma sobrancelha animadamente bebericando seu café forte.
— Me sinto muito bem – afirmei fitando o meu. – Eu acreditei por muito tempo que não merecia isso novamente, alguém para que eu me importasse, uma família para cuidar.... Era algo que para mim não valia mais a pena quando Helena se foi, então encontrei Felicity e tudo mudou – sorri olhando para meu velho amigo.
— Ela é uma grande mulher, a melhor que você possa ter conhecido em toda a sua vida, eu fico feliz por você amigo, sempre sonhei que um dia você encontraria seu verdadeiro lugar – confessou mudando de posição. Diggle tinha razão, sempre teve, era o melhor conselheiro que alguém podia ter, assim como Tommy. Falando no mesmo.
— Subi dezoito andares para sua secretaria me dizer que você estava no café – revira os olhos se jogando na cadeira ao lado com uma exaustão dramática.
— Como se fosse tivesse subido todos os degraus – sorri com uma careta debochada.
— Mas eu subi – disse ofendido – seu elevador parou – explicou ainda ofegante – parece que fiz uma maratona são silvestres.
— Estou sabendo que você vai ser o mais novo papai – ergui uma sobrancelha assim como Diggle que pareceu surpreso.
— Depois de cinco anos – sorriu animado. – Agora sim nossa família vai esta mesmo completa – piscou.
— Parabéns Tommy – falei me erguendo para abraça-lo.
— Obrigado irmão – assentiu devolvendo o abraço. Era notável toda a felicidade nos seus olhos, ele sempre foi um cara legal, desde nossa infância somos como irmãos, cuidamos um do outro todo esses anos e o que me deixa feliz é saber que ele nunca desistiu de mim, mesmo com todas as coisas que o fiz passar, como ele mesmo disse nossa família agora está completa, enfim achamos nosso caminho. – Somos caras de sorte – completou com uma piscadela recebendo as felicitações de Diggle.
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