Amor sombrio

19 Capitulo - 18 Elas se foram Oliver !


Notas iniciais
Hello baby´s !!!! Desculpa a demora mais aqui estou !!! Quero agradecer o carinho de todos !!

If I begged and if I cried

Would it change the sky tonight

Would it give me some light

Should I wait for you to call?

Is there any hope at all

Are you drifting by?

When I think about it

I know that I was never there or even cared

The more I think about it

The less that I was able to share with you

I try to reach for you I, can almost feel you

You're nearly here

And then you disappear

Beyoncé — Disappear

Pov Felicity.

Franzo o cenho confusa e pego meu sobretudo vestindo e saindo do apartamento para verificar o que aconteceu depois de receber essa mensagem da Cait. Entro no elevador e saio passando pelo saguão em passos largos, a poucos metros a minha frente vejo Cait encostada em um carro preto com o vidro abaixado, me aproximo mais e paro abruptamente ao ver que atrás dela possui uma arma apontada para sua cabeça.

— Fuja Felicity não se preocupe comigo – diz aflita fechando os olhos.

— Olá baby, achou que se mudando de NY fugiria de mim – sorri Cooper saindo do carro. Dou um passo para trás assustada, mas rapidamente ele para a minha frente com as mãos nos bolsos. – Acho que sua amiguinha aqui pediu pizza.

— Cooper – sussurro nervosa – o que você quer?

— Tantas coisas – afirma com a expressão séria – mais por hora você vem comigo – informa segurando meu pulso.

— Como? Não. Não – gaguejo nervosa tentando desviar do seu toque – Cooper seu desgraçado não pode me tirar daqui, enlouqueceu?

— Você é minha bolinha de ouro Felicity – rosna me puxando, eu tento gritar mas ele me impede colocando um pano úmido cobrindo meu nariz e minha boca.

— Cooper – inspiro o cheiro forte me debatendo, porém ele me segura com firmeza enquanto outros caras se aproximam de nós e me seguram. Meu corpo começa a amolecer sendo erguido antes que despenque no chão.

— Não tenha medo pequena, estou aqui para garantir que você ficará bem, eu tentei deixar você seguir em frente, mas meu coração falou mais alto principalmente depois de descobrir que você mora com um dos homens mais poderosos de Star City – sorri sarcástico seguindo os caras que me levam para o carro. – Coloquem a Sra. Merlyn ao lado dela.

— Por favor – suplico com a vista turva.

— Mr. Queen terá que esboçar muito dinheiro para tê-la de volta, já que tenho duas fontes de renda – sorri com a voz fria o que me faz cair a ficha ele está me sequestrando – Você e o pequeno Queen. – afirma meus pensamentos. Sou vencida pela escuridão que me engole escutando apenas um zumbido entorno de mim.

Pov Oliver.

Me aproximo receoso enquanto Thea fita a cidade com vasto vazio, sua expressão demonstra decepção e cansaço, o que posso fazer além de lamentar? Ela como ninguém me conhece o tempo bastante para saber que o Oliver que ela conheceu não estaria lá o tempo todo, pelo menos até agora.

— Não quero conversar, Oliver – sussurra triste mudando de posição.

— Mais eu preciso – confesso ficando ao seu lado olhando sobre o parapeito uma visão belíssima, todos esses anos morando aqui e nunca tive tempo ou parei para cogitar a ideia de admirar a cidade onde vivo a anos – sinto muito se não contei antes – suspiro inalando o ar gelado.

— Eu errei também – suspira fechando os olhos frustrada – simplesmente desapareci pelo mundo querendo apagar as lembranças, fui fraca reconheço.

— Não. Não foi – sorrio passando a mão por seus ombros – apenas teve a coragem que eu não tive, eu deveria ter feito o mesmo ha mais tempo, sair e tentar esquecer a dor que me obrigava a me afundar em uma ilusão fria e nostálgica.

— Mais você se encontrou Oliver – abre os olhos e me fita com carinho – esse é o cara com quem tanto ansiava em ver novamente.

— Eu sei – aperto os lábios para não sorri.

— Ela é uma mulher muito bonita – sorri inclinando a cabeça para o lado – vejo o quanto ela ama você, apenas no modo como o brilho dos olhos dela se intensificam ao seu lado é como se....

— Se me completasse – inspiro com sorriso torto – sim ela faz parte de mim.

— Como aconteceu? – pergunta voltando a olhar a cidade.

— Eu fui cafajeste – ela revira os olhos, mas não deixa de sorrir – porém ela não desistiu de mim e quando eu menos esperava ela me encontrou e mostrou que tudo que eu poderia ter era seu amor, uma luz pela qual não posso mais deixar de viver, seus simples gestos como; um sorriso me faz desarma, deixar aquela banca de durão de lado e simplesmente ser eu, nada mais, não preciso de mais para me encontrar.

— Estou feliz por você Oliver – deita no meu ombro com aceno – prometo ser uma tia perfeita, vou mima-lo e ama-lo para sempre. É ele ou ela?

— Adam – respondo orgulhoso.

— Belo nome como o da mãe – admite – Espero que ele tenha seus olhos e o sorriso dela – murmura refletindo – devo desculpas a ela por meu mal comportamento, não fui muito receptiva, mas a culpa foi tudo sua por esse ego de não compartilhar nada com ninguém.

— Não se preocupe, Felicity é a melhor pessoa do mundo – sussurro – isso é uma das coisas que me fez se apaixonar por ela.

— Onde Helena estiver – olha para o céu distante – acredite Oliver, ela está feliz por você ter recomeçado – sussurra o que me faz engolir em seco e me afastar desconfortável, ela nota minha mudança de postura e me fita curiosa – o que houve?

— Thea... – pisco algumas vezes com aceno mais ela me fuzila com olhar e interrompe:

— Não me diga que mesmo com todos esses anos, você ainda se pune e finge sentir algo por Felicity para esquece-la, isso não é justo – rosna irritada.

— Não. Não por Deus – aceno. – Preciso que tenha calma e não surte – ergo uma sobrancelha.

— Diz logo de uma vez e para de me torturar – bufa impaciente.

— Helena está viva – solto diretamente. Ela arregala os olhos e se apoia no parapeito colocando a mão sobre o peito.

— Viva. Viva – gagueja tentando respirar – como assim viva? Ela não pode estar viva! Não tem como ela estar viva! Ninguém sobrevive a um acidente como aquele! – esbraveja nervosa. O que eu temia mais um surto, já passei por tantos que não sei como reagir a esse – por que não me contou isso antes seu idiota? – bate no meu braço o que me faz gemer – seu mentiroso.

— Thea. Thea – aceno lhe afastando – pare por favor, com agressão e xingamentos não vamos chegar a lugar algum.

— Vou sim – sorrir irônica voltando a me bater – como acha que eu reagiria ao saber que Helena está simplesmente viva? – urra.

— Fique calma – pedi tentando faze-la se acalmar – é uma longa história.

— É claro que é uma longa história – grita entre dentes – ou acha que é um conto da cinderela que perdeu o sapatinho ou bela adormecida que resolveu acordar sem o beijo do príncipe.

— Basta – rosno impaciente – se não me deixar falar, não tem como saber como realmente tudo aconteceu.

— Comece então – pragueja cruzando os braços sobre o peito com uma ruga na testa franzida e cara de poucos amigos.

— Helena...

— Oliver – interrompe Tommy ofegante correndo até nós com a expressão aflita – Cait sumiu.

— O quê? – questionamos.

— Meu pai disse que ela desceu até o saguão para buscar a pizza porem não voltou mais, procurei por todos os andares e nada dela – acena se recompondo tentando respirar fundo com os olhos desconcertante.

— Meu Deus.... Mais como isso... Felicity – arregalo os olhos seguindo para o elevador.

— Ela também se foi – informa nervoso entrando os dois no cubículo – eu verifiquei seu apartamento e não a encontrei.

— Não, isso não pode estar acontecendo – balanço a cabeça com a voz trêmula – isso não pode ser possível. Me recuso a aceitar.

O elevador se abre e sigo para meu apartamento, verifico cada pedaço do local, de fato ela não está em lugar algum, só assim a minha ficha cai, o desespero toma conta de mim e meu coração bate de forma sem igual, parece que um buraco acabou de abrir nele me fazendo sentir um gosto amargo na boca.

— Oliver – diz Tommy me segurando sobre os ombros – precisamos fazer algo.

Antes que eu lhe responda meu telefone toca, pego o mesmo rapidamente observando o telefone chamar com um número restrito na tela.

— Alô – atendo de imediato tentando controlar o tremor que percorre meu corpo respiro fundo com a voz grave.

— Ora. Ora. Mr. Queen a quanto tempo? – sorri uma voz gélida do outro lado da linha mais não me parece nenhum pouco familiar – pelo o tom da sua voz percebesse que não encontrou uma loira com um pequeno Queen ainda na barriga, esperando você em casa.

— O que você ...

— Isso mesmo estou com sua garota – sorri com desdém.

— Devolva elas agora, pois se eu encontrar você, farei você sentir o inferno bem de perto – ameaço secamente.

— Não está na posição de me ameaçar Mr. Queen – diz friamente – a questão é simples; você e seu amiguinho terão que esboçar uma quantia razoável para tê-las novamente, não se pode colocar a polícia nesse caso de maneira nenhuma, se eu achar que você cogitou a ideia de pôr qualquer que seja a autoridade no nosso caminho nunca mais verá sua amada novamente, muito menos esse bebê – informa de maneira enojada o que me faz fervilhar por dentro.

— Quanto você quer? – pergunto olhando dentro dos olhos de Tommy que me observa em expectativa e nervosismo com as mãos fechadas em punhos.

— Do seu amiguinho eu quero vinte cinco milhões de dólares – sorrir limpando a garganta – e de você como são dois no caso, é o dobro então equivale a cinquenta milhões de dólares, se eu fosse você começaria a retirada a partir de agora, pois quero todo o dinheiro em notas. Quero ele agora!

— Não temos todo esse dinheiro agora, é domingo você tem que nos dar mais tempo, esperar até o amanhecer – engulo em seco.

— Por favor os dois são os homens mais ricos e populares do país tem muita influência podem exatamente solicitar a deslocação do gerente de um dos bancos – rosna impaciente – mais lhe dou essa chance Mr. Queen, apenas uma maneira de lhe fazer refletir – sussurra. Escuto uns gritos o que me apavora – vamos diga ao seu amiguinho que o tempo é curto para as duas.

— Oliver. Oliver – gagueja Cait – estamos bem...

— Não é isso querida deveria ter dito – interrompe com uma pancada forte mordo o lábio fechando os olhos desviando de Tommy.

— Por favor pare, pagamos o que for preciso – grito socando a mesa.

— Acho que chegamos algum acordo – sorrir vencedor – então ligarei para combinar o local onde os mesmos irão deixar todo o dinheiro, não tente ser esperto Mr. Queen, pois tudo que acontecer e der errado é minha adorável ex-namorada que pagará o preço. – afirma encerrando a ligação. Cooper desgraçado.

— Oliver. Oliver – Tommy me sacoleja pelos os ombros.

— Tommy, você precisa retirar uma quantia para o resgate da Cait – suspiro nervoso – vinte cinco milhões o mais rápido possível.

— Eu pago o preço que for, só quero a minha mulher de volta – diz exaltado andando de um lado para o outro. – O que precisamos fazer?

— Primeiro temos que formular um plano de emergência, ele não quer apenas o dinheiro e sim vingança, não entregará as garotas tão facilmente – sussurro aflito. – É uma mente diabólica.

— Temos que ligar para a polícia – informa pegando o celular mais o interrompo tomando o celular de suas mãos.

— Não podemos envolver a polícia nisso, não agora – argumento discando um número – sei quem posso pedir ajuda no momento. Diggle e Lyla trabalham para A.R.G.U.S podem nos disponibilizar agentes para resgate.

— Você quer dizer pedir ajuda para a Amanda – engole em seco – sabe que ela sempre quer algo em troca.

[....]

Pov Felicity.

— Felicity acorda – chama uma voz familiar bem no fundo do meu subconsciente – Felicity. Abro os olhos piscando freneticamente com a claridade da luz.

— Cait – sussurro com a garganta seca, depois de alguns segundos com a vista turva consigo focar no seu rosto observando ela debruçada sobre mim, com um corte sobre o supercílio e um tom roxo no canto de sua boca, o que me faz erguer assustada. – Meu Deus – tento tocar no canto de sua boca impulsivamente, mas ela desvia com uma careta.

— Estou bem – afirma com a voz baixa – você também, eu lhe examinei.

— Onde estamos? – questiono alarmada olhando envolta. Um quarto todo azul sem quadros e moveis apenas uma prateleira de livros velhos em um canto e um colchão ao chão onde estou sobre ele.

— Não sei – suspira se levantando do chão impaciente – sinto cheiro de terra molhada e aroma de flores, muitas flores, onde quer que seja estamos em um local denso como; uma fazenda ou uma mansão com enorme jardim distante da cidade – diz pensativa.

— Não acredito que o Cooper foi capaz de chegar a esse ponto por dinheiro – engoli em seco sentindo meus olhos lacrimejarem em descrença.

— Hey – se aproxima ficando a minha altura com uma postura rígida – nada de chorar – ordena – vamos sair dessa eu prometo a você.

— E se...

— Não. Não – interrompe séria – nada e nem ninguém vai estragar nossa vida, nem esse desgraçado o dele está guardado.

— Ele bateu em você – pisco triste.

— Isso faz dele um covarde, não honra o que tem em meio a suas pernas, eu vou ter minha chance de revidar – rosna se levantando e indo em direção a prateleira onde contém os livros – procurei por algo afiado mais não tem nada – balbucia nas pontas dos pés. Sua postura de mulher decidida e firme me faz ver o quão tenho pessoas verdadeiras ao meu lado, desço o olhar para minha barriga ainda coberta por meu pijama, sinto o bebê mexer impulsivamente, mordo o lábio e encosto na parede, visivelmente cansada com desconforto. – Felicity, Oremos.

— O que? – franzo o cenho confusa para Cait.

— Que o bebê não venha agora – responde nervosa afastando meus cabelos dos olhos – pois em dois dias você completa nove meses e pelo o que percebi ele já está se acomodando em seu ventre na posição....

— Meu Deus – arregalo os olhos nervosa – não posso ter meu bebê em um cativeiro.

— Calma. Calma – segura meu rosto com as mãos – quanto mais nervosa você ficar mais ele vai se apressar para vim ao mundo.

— Adam agora não – aperto os lábios frustrada tentando respirar massageando minha barriga.

— Desculpa interrompe alguma coisa – Cooper adentra como um raio com vestes negras e expressão despojada – não foi minha intenção – sorri gélido. Juro que seu tivesse um machado em minhas mãos agora partiria ao meio sem pestanejar.

— Cooper por que está fazendo isso? – esbravejo irritada.

— Para meu interesse é claro, simples querida dinheiro é o que importa no momento – acena entediado. – Falei com seu príncipe e ele está disposto a pagar qualquer preço por você.

— Desgraçado você merece todas...

— Cuidado com o que diz – alerta chegando perto o bastante para fazer Cait dar um passo para trás e eu prender a respiração. – Acha mesmo que eu esqueci o que você me fez? Jogando-me naquela maldita prisão e depois seu adorado Queen defendendo você em NY como um herói.

— Seu problema é comigo e não com ele – pisco olhando dentro dos seus olhos que me perfuram – não chegue perto dele Cooper ou...

— Ou o quê? – rosna segurando meu queixo com força puxando a arma e encostando o metal frio em minha pele – não pense porque tivemos algo no passado que fui realmente apaixonado por você sou capaz de qualquer coisa para chegar onde mais desejo.

— Por mim você pode ir para o inferno – rosno o empurrando – não pode me machucar, não mais, e se é dinheiro que você tanto deseja, não vai ter.

— Vejo que os anos lhe fizeram bem e lhe proporcionou coragem suficiente para me enfrentar – sorri levantando-se do chão com a expressão fria – desculpe pelos os machucados, querida – acena para Cait que respira longamente com as mãos em punhos – Felicity não tente nada que se arrependa depois – avisa antes de sair e fechar a porta com força.

— Desgraçado. Desgraçado – me levanto com a fúria misturada a sensação de vazio me preenchendo e jogo dois dos livros na porta.

— Pare. Pare – Cait me impede de continuar – não deixe ele fazer isso com você, preciso que você seja forte acima de tudo – sorri enxugando minhas lagrimas – eu lembro como nunca quando estávamos no banheiro daquele hotel mudando seu visual, eu fiz uma promessa a você, que nada lhe machucaria e nem ninguém faria mal a você, estou aqui para lhe garantir isso.

— O que podemos fazer Cait? Ele está a um passo a nossa frente, ele não vai nos devolver eu o conheço o bastante para saber que ele vai me matar e punir Oliver por ter enfrentado ele em NY – fungo com tristeza.

— Preciso que fique calma – ordena olhando nos meus olhos – preciso só bolar um plano para saírmos daqui. – morde o lábio começando a circular pelo local. Respiro fundo e volto a me sentar no colchão frio no chão cansada e literalmente estressada com a situação.

Os minutos se alastram e tudo que tenho em mente é meu filho que está prestes a chegar e Oliver em perigo, o vazio no peito me faz chorar em silêncio. Diferente de mim Cait só xinga algumas coisas e procura uma maneira de sair daqui. Admirável seu gesto de me proteger, ela é mulher forte e incrível, seus anos com Tommy lhe fez bem, sem medo de nada o inverso dele.

— Tive uma ideia – sorrir soltando um livro no chão e correndo até mim – sei como podemos sair daqui.

— Como? – pergunto sem animação.

— Acho que tenho uma carta na manga – acena com sorriso lindo em seus lábios o que me faz sorrir instantaneamente mesmo nessas circunstâncias.

[....]

Pov Tommy.

Com o nascer do sol ando de um lado para o outro pela sala quase abrindo uma cratera no meu tapete, estou aponto de matar alguém ou pelo menos socar, me sinto um totalmente inútil por hora, minha mulher encontra-se não se sabe onde com um maluco cruel se dominando sequestrador. Por Deus.

— Tommy pare de andar de um lado para o outro, isso não vai te levar a nenhum lugar – Thea segura em meus ombros.

— Tudo bem então cruzo os braços e espero – aceno sem paciência.

— Até o momento sim – diz frustrada.

— Só me deixe – rosno me desvencilhando dela e continuando o que estava a fazer. – Respira. Inspira. Respira. Não surta. Não matar ninguém. – sussurro para mim tentando me controlar. – Onde está o Oliver? – esbravejo zangado.

— Estou aqui – anuncia apressadamente adentrando em passos largos – consegui o dinheiro que precisamos, um amigo me devia favores e por milagre ele é o gerente do banco.

— Então vamos logo – murmuro indo para porta.

— Espera Tommy, não sabemos para onde ir precisamos saber quando ele ligar – argumenta sério.

— Certo. Certo – me afasto impaciente.

Minutos começam a se passar, tudo não passa de um longo vazio, minha dor não é diferente de Oliver, pois ele sofre em dobro por sua mulher e um filho, quem não sofreria com isso? Sei bem pois me sinto da mesma forma, perdido e esperando. Minha companheira, minha vida o que posso fazer sem ela? Não existe um eu sem ela. Com alguns minutos a campainha toca o que me faz franzir o cenho, olho para todos que me fitam da mesma forma, Oliver descruza os braços sobre o peito fechando as mãos em punho com a expressão rígida. Me aproximo com receio a porta abrindo com cuidado. Só não caio para trás porque estou segurando firme a porta, meu sangue gela me fazendo prender a respiração.

— Thomas! A quanto tempo? – questiona com a voz gélida. Balanço a cabeça incrédulo, isso só pode ser minha consciência tirando sarro com a minha cara, mas tinha que ser em um momento com esse. Fecho a porta querendo a apagar a imagem, mas volto a abrir novamente com ele na mesma posição, apenas com a postura rígida e zangada – O que houve? Não vai me deixar entrar?

— Merda.... Digo. Sim. Claro por que não? – gaguejo nervoso. Ele passa por mim rapidamente e fica em meio a sala fitando a todos confuso, assim como todos fazem para com ele.

— Tommy! Quem é ele? – Oliver questiona alarmado ao meu lado.

— Exterminador do futuro – praguejo baixo – Lúcifer em forma humana.

— O quê? Do que você está falando? – Oliver insiste em tirar o resto da minha sanidade. Não respondo engolindo em seco, finalmente ele volta a me olhar o que me deixa desnorteado. Ele vai me matar sem piscar como um estalo de dedos, nada mais é tudo que penso.

— Dando alguma reunião particular Thomas? – pergunta com a voz grossa e cortante. Tira seu chapéu negro colocando-o sobre o sofá mostrando seus cabelos brancos, quanto tempo não o vejo? Ah. Sim cinco anos. Por fim me fuzila com o olhar nostálgico. Ele é um senhor com mais ou menos sessenta anos de idade, postura firme adquirida pelos serviços prestado para o país.

— Não. Não – aceno com engasgo. – É. Que. Que – gaguejo. – Houve um problema familiar, mas já estamos resolvendo.

— Quem é ele Tommy? – pergunta Thea cercando-o como se fosse coisa do outro mundo, o que eu não duvido muito. Ele ergue uma sobrancelha para mim em questionamento, me desafiando apenas com o olhar, respiro longamente antes de lhe responder.

— Esse é o General do 2º batalhão das forças armadas dos EUA – suspiro nervoso – Josh Lincoln Snow – completo com o resto de coragem apresentando-o para todos.

— Sou avô da Caitlin Snow – sorrir para ambos.

— É Caitlin Merlyn – resmungo impaciente. – Qual o motivo da sua visita depois de tantos anos?

— Minha neta é tudo que tenho Thomas posso morrer a qualquer momento com um infarto ou algo do tipo, então alguns dias atrás Cait quase me obrigou a vir a Star City para realizar exames com ela – dá de ombros. – Vejo que todos se encontram nessa reunião peculiar, mas onde está minha neta Thomas? – pergunta com frieza.

— Sequestrada? – sugiro com o ar fugindo dos pulmões.

Notas finais
Como não poderia faltar o drama final? hahhahaha já se encaminha para reta final então!! DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS BEIJOCAS E ATÉ SEXTA !!