Amor sombrio

16 Capitulo - 15 Amor & Ódio !


Notas iniciais
Então desculpe-me pela a demora !!! sem muita enrolação aqui está mais um capitulo !!!! Boa noite e otima leitura !!!

Merrily we fall

Out of line, out of line

I’d fall anywhere with you

I’m by your side

Swinging in the rain

Humming melodies

We're not going anywhere until we freeze

I’m not afraid, anymore

I’m not afraid

Forever is a long time

But I wouldn't mind spending it by your side

Carefully we'll place our destiny

He Is We — I Wouldn't Mind

Semanas depois.

Pov Tommy.

Depois de uma reunião totalmente cansativa resolvo sair e ir em busca de Cait. Hoje pretendo fazer uma surpresa a ela. Então reservei um jantar no seu restaurante favorito. Há dias não agimos como um casal normal, ela sempre ao lado da Felicity e eu o mesmo com Oliver e nisso esquecemos de nós dois e da nossa própria vida.

— Sr. Merlyn? – chama Catrina minha secretária.

— Sim – suspiro encontrando seu olhar.

— O investidor das indústrias Gilbert ligou desejando reagendar a reunião para amanhã no primeiro horário, então remarquei as oito – disse calmamente.

— Tudo bem – assinto seguindo para o elevador – tenha uma boa noite. – despeço-me dela com gentileza.

— O mesmo senhor – sorrir e acena antes que as portas se fechem.

Sigo para meu carro tirando a gravata que me sufoca e abrindo dois botões da minha camisa. Entro, jogo minhas coisas no banco do passageiro e dou partida no carro seguindo para a clínica. Fito as ruas que parecem tranquilas hoje e em alguns minutos chego à clínica. Como sou um dos donos, minha entrada é livre, passo por alguns pacientes que saem e enfermeiros que estão encerrando seu plantão. Ando pelo corredor vazio até escutar algumas risadas extensas quebrando o silencio do ambiente nostálgico. Ao dobrar para direita vejo Cait próxima ao Ronnie seu antigo namorado e amigo de faculdade. A cena me desconcerta por completo. Ela sorri encantada como se estivesse vendo um príncipe a sua frente, ele olha dentro dos olhos dela com satisfação plena talvez posso julgar e dizer que é um desejo.

— Ronnie, por favor – sorri dando um tapa no ombro dele com leveza – isso foi nada mais, nada menos que cinco anos atrás. Como consegue lembrar?

— Eu me lembro como se fosse ontem Srta. Snow – responde cruzando os braços sobre o peito.

— É Sra. Merlyn – corrigi irritado – atrapalho algo aqui? – rosno para os dois. Cait dá um pulo e arregala os olhos surpresa.

— Amor – sorri sem jeito e tenta se aproximar de mim, mas me afasto do seu contato – Tommy – sussurra nervosa.

— Você não me respondeu se estou atrapalhando algo aqui? – pergunto mais uma vez secamente perfurando Ronnie com os olhos.

— Não. Não atrapalha, jamais – Cait responde nervosa tentando segurar minhas mãos. Fechos em punhos tentando controlar ódio que se forma dentro de mim.

— O que você faz aqui? – pergunto amargamente me aproximando dele e ficando a centímetro do seu rosto. – Não quero você perto da minha mulher. Deveria ter certeza disso.

— Tommy. Tommy – Cait chama segurando meu rosto e me puxando de volta para seu lado – ele só está de passagem para uma convenção de medicina aqui em Star City.

— Ele não precisa estar aqui na nossa clínica para ter algum conceito de mais alguma de suas babaquices – alerto secamente com acidez da minha voz fazendo-a gelar – ele é seu ex parceiro não percebe isso?

— Thomas, por favor, não seja grosso com ela – Ronnie ordena sério. Abro um sorriso irônico voltando a encara-lo.

— Quem é você para me dar ordens? Miss Simpatia? — pergunto aos oitavos com sarcasmo tentando acerta-lo com um soco, mas Cait me segura pela cintura. – Ainda lembro muito bem como é sentir meu punho amassando sua cara.

— Por favor Tommy – Cait implora com a voz triste e o corpo estremecido – Amor não está acontecendo nada aqui. Entenda isso, estamos em um ambiente que é necessária tranquilidade.

— Agora eu entendo o que Felicity está passando – me solto dela e me afasto bruscamente – esse maldito passado que nos rouba a paz. Ele foi o homem que você mais amou Caitlin Snow – grito sentindo meus olhos arderem.

— Não me chame assim – Cait pede assustada com as lagrimas descendo por sua face.

— Ele foi o seu primeiro amor, tudo nele fascinava você, mesma inteligência, paixão por salvar vidas e tecnologias, Caitlin Snow – urro – quando eu pedi você em casamento, eu sei muito bem que você só aceitou porque queria esquece-lo, porque ele – aponto para ele sem tirar os olhos dela – resolveu te deixar para conseguir seu diploma bem longe de você, fora do país; quantas vezes eu vi você chorar por ele? Quantas vezes você me deixou amar você para esquecer ele?

— Tommy.. Tommy... Por favor – soluça. – Não diga mais isso. Tudo mudou, nós mudamos. Não leve isso a um nível difícil.

— Thomas eu não a deixe para conseguir um diploma, éramos jovens e eu tinha que ir para a Inglaterra com meus pais, Caitlin não poderia ir comigo – Ronnie mostra sua presença o que me deixa mais furioso. A vontade de mata-lo me consome por dentro.

— Cinco anos eu passei para te dizer isso – me direcionou a ele objetivamente – você é um desgraçado filho da mãe que não mereceu um segundo do tempo dela – soco seu rosto fazendo-o dar passos para trás. Dois seguranças me seguram e me impendem de terminar o que comecei – desapareça antes que eu faça você se arrepender de ter voltado – grito enfurecido sacudindo meus ombros e me soltando de ambos. Olho para Cait que chora como se o mundo tivesse acabando – eu esperava mais de você. Srta. Snow. Pensei que você tivesse aprendido que as coisas ruins ficam para trás – sibilo as palavras voltando para a saída.

— Tommy – chama Cait em desespero atrás de mim seus saltos estalam sobre o piso a me seguir. – Eu dei um passo e você também.. e eu te amo. Não torne isso uma avalanche sobre nós. Ele não fez nada e éramos só adolescentes, as coisas mudaram e hoje nós nos tratamos só como médicos.

— Você está certa – grito irritado – quem fez foi você, em deixa-lo se aproximar de novo, como amiguinhos de infância, olhando-o agora como se nada tivesse acontecido lá atrás, minha raiva não é dele estar aqui – suspiro – é você agir como se nada tivesse acontecido, ele fez mal a você, ao seu coração e quais foram as palavras mesmo que ele deixou no cartãozinho de natal? Ah. Lembrei ‘’ Querida Cait é você ou minha família, sinto muito mais escolho minha família porque é mais importante para qualquer pessoa no mundo, siga sua vida como eu vou seguir a minha, com amor Ronnie’’. Foi lindo a frase não? E quem foi o babaca que segurou sua mão e disse que nada mais a machucaria? Eu – grito batendo no peito – eu ignorei os protestos do meu Pai e a todos aqueles que estariam contra ao nosso amor, por que eu – olho dentro dos seus olhos – porque eu sempre amei você – suspiro e deixo uma lágrima escorrer. Entro no carro e fecho o vidro ignorando seus protestos de desespero.

— Por favor. Por favor me escute – grita socando o vidro. Olho para frente dando partida no carro arrancando em alta velocidade a deixando para trás. Para a longe da mulher que mais amo e que me machucou.

[......]

Pov Felicity.

Deito-me na cama relaxando o corpo enquanto observo Oliver mexer em algo no closet e resmungar para si. Sorrio com o gesto e aguardo ele se encaminhar até a mim novamente.

— Felicity você viu uma caixinha de madeira? – questiona.

— Não – suspiro – por que?

— Eu queria... Ah. Encontrei – sorri pegando uma caixinha e se aproximando sentando-se ao meu lado. – Quero te mostrar uma coisa – sussurra animado. Franzo o a cenho e tento pegar a caixinha mas ele desvia – promete que não vai surtar – ergue uma sobrancelha. – como, por exemplo, sorrir descontroladamente ou chorar o oceano pacifico?

— Oliver – doou-lhe uma tapa irritada – me mostre e terá sua resposta.

— Tudo bem – assente colocando a caixinha sobre a cama próximo a mim, coloco a mão por cima para abri-la, mas antes ele segura minha mão sobre a mesma e aperta firme olhando dentro dos meus olhos – era a única forma de tê-la perto de mim todos os dias. – sorri torto. Olho para ele desconfiada e puxo a caixinha para mim colocando sobre minha barriga. Abro com cuidado. Um sorriso encantador se forma em meus lábios, pego as mexas dos meus cabelos roxos.

— Meu Deus você cortou meu cabelo – murmuro com uma risada sarcástica encontrando seu olhar – Oliver isso parece cena de um filme.

— Eu sei – revira os olhos com sorriso envergonhado brincando em seus lábios – no momento você não tinha nada que eu pudesse levar comigo, então cortei de seu cabelo. – acrescenta dando de ombros não contendo a risada.

— Por que fez isso Sr. Queen? – pergunto fechando a caixinha.

— Não sei – confessa fitando o nada – a verdade que não era para ter sido apenas uma mexa do seu cabelo, só uma parte de você – suspira frustrado encontrando meu olhar – o certo a ser feito era você ter vindo comigo.

— Mas você não me deu a chance – murmuro inquieta.

— Por que fui um covarde Felicity – disse triste – sinto muito meu amor. Observo ele se torturar novamente e resolvo afastar um pouco seus sentimentos tristes.

— Encontrei você Sr. Queen – sorrio o puxando para mim – eu nunca vou desistir de você – acaricio seu rosto com carinho encostando nossas testas, sua respiração toca minha face aquecendo minha pele – você pode não entender, mas me fez forte Oliver. E eu te amo mais por isso. – passo os dedos sobre sua barba rala roçando seus lábios com delicadeza transmitindo carinho.

— Eu também te amo Felicity – sorri beijando meus lábios demoradamente. Sinto nosso filhote chutar forte o que me faz resmungar em seus lábios. – Descanse – ordena me fazendo deitar.

— Amanhã pode ir comigo comprar a mobília do quarto do bebê? – peço com olhar do gatinho de botas.

— Claro que sim – afirma pegando a caixinha e a colocando sobre a cômoda, volta o olhar para mim cobrindo meu corpo com o cobertor fofo – agora durma. Seguro sua mão com firmeza e fico o admirando o tempo necessário para sentir que estou em casa com o homem que mais amo no mundo. Balanço a cabeça relaxando o corpo.

[....]

Pov Oliver.

Ela consegue dormir e fica quietinha aninhada ao seu travesseiro grande para acomodar sua barriga com o coberto cobrindo todo seu corpo. Respiro fundo e a fito uma última vez afastando suas mexas loiras do rosto, levanto-me seguindo para a cozinha antes do telefone começa a tocar corro rápido e pego o mesmo.

— Alô – atendo de imediato.

— Oliver – diz a voz suave de Helena.

— O que deseja? – engulo em seco. O que diabos ela quer essa hora da noite?!

— O detetive achou uma pista sobre quem esteve no cemitério na noite em que fui retirada de lá – sussurra animada.

— Que pista? – pergunto curioso.

— O zelador informou que o antigo coveiro pediu demissão um dia depois que fui retirada do local – murmura – o detetive pesquisou sobre ele e descobriu que o mesmo está em central city com uma vida garantida e bastante confortável para um coveiro aposentado. Ele ficou rico do dia para noite como se tivesse ganhado na loteria ou assaltado um banco. – sibila ironicamente.

— Então quer dizer que o coveiro pode ter recebido muito dinheiro para ajudar tirar você do tumulo e depois disso foi embora? – questiono refletindo de fato faz sentido.

— O detetive acha que sim – responde. Abro a boca mais ela interrompe com limpar de garganta noto seu sorriso do outro lado da linha – temos que ir a central city falar com o coveiro.

— Não posso – respondo direto – Felicity não pode viajar ainda – suspiro desconfortável – precisa de bastante repouso e não vou deixa-la sozinha aqui. Também não. Não. Vou...

—.... Ficar sozinho comigo? – interrompe com uma risada ousada – Oliver. Oliver – estala a língua resignada – eu não vou agarrar você em meio a nossa viagem. Não se preocupe com isso. Parece que se esqueceu que quando tínhamos algo era você que rasgava minhas roupas e me levava para cama.

— Como consegue agir naturalmente nessas circunstâncias? – rosno sem paciência.

— A vida me fez assim e você sabe mais do que qualquer outra pessoa – responde cética mais com animação me deixando desconfortável – Oliver – suspira – eu sempre vou ama-lo do mesmo jeito, não quero enganar ninguém, nem mesmo sua adorável loira – sorrir impaciente – quem me garante que está por completo nessa relação?

— Não pergunte o que você não deseja ouvir. – respondo seco.

— Espero sua resposta gatinho sobre nossa viagem. Eu sei que você cedo ou mais tarde vai ceder para mim – sorri convencida.

— Helena. Depois que encerrar esse caso você vai... – encerra a ligação me deixando como um babaca. Tento ligar de volta mais ela não atende. Estou aponto de jogar o telefone na parede ao ouvir a voz doce de Felicity me chamar.

— Oliver – sussurra segurando minha mão e pegando o telefone voltando a colocar no gancho – o que houve? – questiona preocupada.

— O detetive descobriu uma pista onde possivelmente o coveiro que trabalhou no período que a Helena foi enterrada esteja em central city – fecho os olhos irritados.

— E? – incentiva nervosa.

— Ela quer que eu vá com ela para central city – solto ar que queima meus pulmões.

— Você não é detetive – bufa sem paciência indo em direção a geladeira. – Ela deseja sua presença e não seus conhecimentos.

— Eu não vou com ela – resmungo – não preciso ir.

— Oliver a questão não é você ir com ela – acena tomando um gole de agua – o fato é que você tem medo de se render a ela e acabarem na cama.

— O quê? – arregalo os olhos.

— Não se faça de surpreso. – sorrir despreocupadamente –Realidade querido, as vezes precisamos ver além do que nossos olhos querem mesmo ver – murmura se aproximando – eu sei que ela foi especial para você a muito tempo, as coisas não vão embora simplesmente assim, mas eu tenho algo para dizer. Eu confio em você.

— Então..

— Então significa que você não vai ficar sozinho com ela no mesmo ambiente jamais nem um minuto – sorri sentando ao meu lado com uma tigela pequena com seu sorvete favorito – repito confio em você. Porém ela não.

— O que posso fazer? – pergunto.

— Deixe ela ir sozinha com o detetive para central city, você não é perito ou algo do tipo não vai e nem precisa estar nessa viagem. — responde dando de ombros e comendo calmamente.

— Tudo bem – assinto aliviado pelo menos ela não teve nenhum daqueles surtos que acaba me deixando louco – mas deixo claro que eu não iria sozinho com ela de maneira alguma – me adianto nervoso.

— Claro que não amor – pisca beijando meu rosto passando a ponta do nariz gelado no meu – estou aqui para garantir e proteger o que é meu por direito. Concordo com a cabeça e beijo a ponta do seu nariz observando sua face ruborizada seus cabelos preso em um coque desajeitado vestida com minha camisa do Blue Jays e meias do Bob esponja. Ela não precisa de nenhuma vaidade para ser linda. Só seu sorriso resplandecer cada parte do meu coração.

O telefone volta a tocar o que me deixa irritado. Felicity se inclina e atende, aperto os lábios tentando me conter porque se for a Helena eu a mato sem pestanejar.

— Felicity – atende suavemente. Escuto com atenção sem esboçar emoção. Com alguns segundos franze o cenho e sorri com desdém – claro, ele se encontra sim – me observa com atenção – tudo bem, boa noite. – assente. Afasta o telefone e me entrega o mesmo – é Sara diz ser importante.

— Sara – chamo

— Tommy quebrou toda a minha academia – rosna irritada – nossa academia – sobressalta ao lembrar que somos sócios.

— Faz muito tempo que ele não luta – murmuro incrédulo.

— Ele não fala nada, só bate nos pobres dos meus alunos – esbraveja. Escuto um garoto dizer chega com gemidos de dor – você, por favor, trate de buscar seu amigo – avisa cortante – porque se eu pegar meu bastão ele vai encontrar o que tanto procura.

— Sara – suspiro me erguendo rápido e pegando minhas coisas – não faça nada espere eu chegar.

— Então se apresse – resmunga – porque eu já tenho meu bastão em mãos. Liguei várias vezes para Cait mas ela resolveu sumir e não atende a droga do telefone, resolvi então deixar mensagens para ela.

— Tudo bem. – digo encerrando a ligação.

— O que houve? – pergunta Felicity ao meu lado.

— Tommy enlouqueceu e está quebrando tudo na academia – respondo vestindo minha jaqueta. – Tenho que resolver logo isso antes que ele vire o saco de pancadas da Sara.

— Cait sabe disso? – pergunta incrédula.

— Sara ligou várias vezes, mas ela não atende, deve estar na emergência – sugiro frustrado balançando a cabeça confuso por que ele está agindo como um louco!? Não tem motivos para isso. – Pode ficar um tempinho sozinha?

— Claro. Não se preocupe comigo estou bem – afirma calmamente. Sorrio deixando um beijo casto em seus lábios mesmo com um pouco de receio saio do apartamento. – O que deu no Tommy para agir assim? – balbucio nervoso.

[...]

Chego a academia no mesmo momento em que Sara parte o seu bastão de madeira no joelho dividindo em dois e acertando Tommy com dois golpes um no rosto e outro nas pernas fazendo-o cair no chão com grito entredente, me aproximo rápido subido no ringue e segurando em seu pulso antes que ela o acertasse mais uma vez.

— Sara não – ordeno sério. Ela bufa e se afasta sentando em banquinho.

— Esse idiota assustou todos os meus alunos – rosno sem paciência – todos que ele enfrentou foram nocauteados sem nenhum remorso, costelas quebradas e dentes perdidos, isso parecia uma zona de guerra, ele simplesmente enlouqueceu de vez.

— Foi divertido – gargalha ele. Giro meu corpo e o vejo tentar se levantar cuspindo sangue.

— O que diabos deu em você? – esbravejo tentando levanta-lo mais o mesmo desvia e se ergue sozinho com gemidos de dores. Enfim de pé ele olha nos meus olhos com a expressão cansada e triste, com um corte sobre o supercílio e o canto da boca machucado – Tommy – murmuro incrédulo. É notável sua expressão destruída.

— Ele não disse nada – resmunga Sara ficando ao meu lado – bati nele até tentar arrancar a verdade, mas desses lábios não saem nada, até parece um tumulo.

— Não tenho nada para dizer – rosna ele tirando a camisa respingada de sangue e a jogando para longe.

— Claro que você tem – digo irritado – veja seu estado. O que Cait irá pensar quando vê-lo assim?

— Ele não irá se importar – sorrir – nunca se importou.

— Do que você está falando? – perguntamos em uníssono.

— Ela mentiu para mim – acena com desdém. Franzo a testa e o fito preocupado.

— Não diga besteiras – se adianta Sara nervosa – Cait é a pessoa mais correta que já conheci.

— Até algumas horas atrás sim – dando de ombros limpa o canto da boca – vamos Oliver lute comigo. É sua vez. – disse animado.

— Não – suspiro – vamos para casa – chamo sem paciência.

— Do que tem medo Oliver? – ergue uma sobrancelha – está velho demais para isso? Esqueceu de quantas vezes nos enfrentamos aqui?

— Não tenho tempo para suas gracinhas – rosno – deixei Felicity em casa sozinha para busca-lo, então vamos...

— Como acha que Felicity se sente em saber que a mulher que você mais amou está de volta e pode roubar o lugar dela Oliver? – Seu questionamento me atinge em cheio.
Eu nunca vou deixar Felicity para voltar a ter algo com a Helena. – Porque eu estou me sentindo enganado e destruído da mesma maneira que ela estava algumas semanas atrás. A Cait resolveu se tornar amiguinha do homem que a magoou muito no passado.

— Ronnie – sussurro com a voz falha.

— Meu Deus! – exclama Sara incrédula.

— Eu encontrei os dois falando do passado como algo tão banal e simples que fez meu coração se partir em mil pedaços. – solta o ar enxugando as lagrimas.

— Tommy...

—.... Eu estava lá Oliver, quando ela resolveu seguir em frente – arqueja com dor – pensei que ela o veria com outros olhos e não aqueles de admiração que encontrei hoje.

— Parou para pensar que viu errado? – questiona Sara. Repreendo com olhar e ela acena em rendição. – Tudo bem – assente – eu vou juntar minhas coisas preciso sair. Sabe como fechar a academia – disse me dando uma tapa nos ombros – não seja idiota Tommy e deixe ela se explicar. Todos nós erramos afinal ninguém é perfeito. – se afasta pegando sua bolsa e saindo pelos fundos.

— Me deixe aqui Oliver não quero voltar para casa – sussurra triste voltando a chamar minha atenção – me deixe sozinho.

— Tommy – suspiro – Cait te ama, não é nada do que você esteja imaginando, todos esses anos ela demonstrou seus sentimentos por você, talvez ela tenha o perdoado por que ela tem um coração bom, pense nisso. – argumento. Por um momento ele parece refletir mais volta a ficar parecendo um cachorro sem dono.

— Sinto muito Olie mais nada que você possa me dizer vai mudar o que estou sentindo agora, volte para Felicity e me desculpe pela grosseira anterior – disse. Mesmo com coração partido ele é um grande homem. Só está magoado.

— Nos deixe sozinhos Oliver – ordena Cait atrás de mim. Viro e a vejo com uma expressão séria e cansada – o problema dele é comigo – finaliza amarga. – Precisamos conversar sozinhos. Balanço a cabeça em concordância e resolvo deixá-los sozinhos mesmo com receio. Olho uma última vez para Tommy que a fuzila com o olhar profundo.

Pov Felicity

Sento no sofá e pego meu livro para ler e preencher a mente um pouco. Com alguns minutos de leitura escuto a campainha tocar. Levanto-me soltando o ar com preguiça e minha barriga começando a ficar pesada. Abro a porta e a visão me atinge em cheio.

— Helena? – pisco incrédula.

— Olá Felicity – sorrir com as mãos no bolso. Veste um vestido preto rodado sobre os joelhos justo na cintura sem nenhum decote, cabelos soltos em um liso perfeito, maquiagem leve com destaque só nos lábios em um tom vinho chamativo caindo sobre sua pele pálida. Tira as mãos do seu sobretudo azul escuro mostrando o anel de noivado com uma esmeralda no centro cravejado de diamantes ao redor. Engulo em seco ao lembrar da foto onde ela estava abraçado ao Oliver mostrando o anel. Dentro de mim diz tire ele do dedo e engula.

— O que deseja? – pergunto secamente. – Não são horas de incomodar uma mulher grávida, muito menos um homem casado.

— Oliver não é casado – sorri com desdém entrando no apartamento observando todo o local mesmo sem permissão, seus saltos estalam no piso o que me deixa mais furiosa – belíssimo apartamento. – admite – mas não estou aqui para falar sobre a decoração. Deveríamos conversar um pouco – suspira voltando sua atenção para mim – Oliver não me deixa aproximar de você muito menos você sozinha.

— Helena – suspiro querendo parti-la ao meio – onde você quer chegar?

— Simples ao Oliver – responde dando de ombros.

— Mas não vai tê-lo – solto uma risada irônica – já ouviu falar na expressão " A fila anda"? Então. Oliver deu seu passo, processe e supere, faça o mesmo Helena, não insista em algo que sabe muito bem que não pode mais ter – digo com sorriso falso.

— Sabe. Quando éramos adolescentes Oliver costumava me levar ao jardim da mansão Queen – suspira encontrando meu olhar com animação plena o que me causa náuseas – ele dizia que tudo era para sempre, nosso amor poderia ser infinito como o mar, eu acreditava por que cada palavra que saia dos seus lábios era como música para meus ouvidos. Mordo o lábio e respiro fundo ela não vai conseguir me atingir.

— Isso foi há anos qualquer casal apaixonado se declara um para o outro Helena, não me surpreende em nada o que está me dizendo agora, eu também já ouvi palavras bonitas de outro cara que não era o Oliver, me sentia única como você – aceno abrindo os braços – mas pode ver que as coisas mudaram. Eu me apaixonei pelo Oliver assim como ele por mim. Outro homem, outro alguém e aqui estamos em nossa vida, simples nada vai mudar – pisco para ela com convicção o medo que eu sentia se foi.

— Vejo que conseguiu prendê-lo com um golpe antigo – desce o olhar para minha barriga – que feio Srta. Smoak. – estala a língua em tom ácido.

— Não foi um golpe – sorrio alisando minha barriga – foi algo que aconteceu entre duas pessoas que se gostam e outras não podem ter a mesma oportunidade. – afirmo cortante.

— Acha que consegue mesmo me afetar? – sussurra se aproximando ficando a centímetros do meu rosto com olhar frio – acha que pode me atingir por que está gravida dele e eu perdi o meu?

— O destino fez e quis assim com ajuda de alguém que talvez odeie mais você do que ao Oliver – penetro seu escudo de durona chegando a seu ponto mais frágil – não engolimos sua história Helena. Quem nos garante que é mesmo verdade tudo que você disse?

— Corajosa Felicity devo admitir – abre um sorriso falso.

— Oliver é meu agora, se mantenha distante dele, não estamos na faculdade disputando o carinha mais popular – alerto tomando coragem e seguindo o caminho onde ela não quer chegar, se achou que eu desistira está completamente enganada – como se sente Helena? Em voltar e saber que seu lugar já foi preenchido por outra mulher? Que ele não a deseja mais como antes? Que o filho é meu e não seu? Me diga como se sente em saber que a outra mulher nos pensamentos e no coração do seu amado? — questiono firme fazendo-a dar passos para trás com olhar indescritível mais seus lábios seguem uma linha rígida mostrando temor – se achou que entraria na nossa casa para me causar qualquer tipo de medo, desculpe decepciona-la mais sua presença só me causa náuseas.

— Palavras bonitas – confessa sem ofensa – admirável seu gesto de mostrar que o Oliver é seu – sorri passando por mim – o que eu tinha a dizer foi dito Felicity.

— O que não me afetou em nada – afirmo com a mesma firmeza sem me deixar a abalar – não tenho medo do seu jogo sujo.

— Comovente, mas sem convicção, olhe para mim e depois para você, uma hora Oliver vai cansar dessa vida papai e mamãe; ele é um homem que gosta de algo intenso, que no momento você não pode proporcionar para ele – pisca olhando sobre os ombros – seu ego masculino falara mais alto e mais cedo ou mais tarde ele se renderá a mim.

— Oliver não é esse ser nojento que você está idealizando – dou de ombros – o que temos aqui é amor Helena, coisa que você nunca terá de volta.

— Eu estou aguardando atenciosamente por isso, esperarei ele partir seu pobre coraçãozinho – sorrir – até mais Felicity.

— Espero não ter essa honra de vê-la novamente – me faço de chocada abrindo a porta para ela e acenando para que saia antes que eu avance e faça um estrago – eu direi ao Oliver que você mostrou suas garrinhas – choramingo com um bico – pena que cortei antes de você coloca-las de vez para fora – pisco sorrindo fechando a porta com força sem encara-la mais. – Demoníaca filha do capiroto, cosplay da menina do poço, fugitiva do Jurassic Park, despache de grife – xingo irritada. Fecho os olhos contando até dez respirando longamente. Meu bebê remexe me fazendo gemer baixinho. – Tudo bem meu amor, mamãe está bem — aliso minha barriga tentando controlar meu coração enfurecido. – Ainda vou matar essa mulher.

Notas finais
Deixem seus comentários !!!! até a próxima meus amores !!