Amor sombrio
14 Capitulo - 13 Me deixe dar um tempo ao seu coração.
Notas iniciais
The day I first met you
You told me you'd never fall in love
Now that I get you
I know fear is what it really was
Now here we are, so close
Yet so far, haven't I passed the test
When will you realize
Baby, I'm not like the rest
Don't wanna break your heart
Wanna give your heart a break
I know you're scared it's wrong
Like you might make a mistake
There's just one life to live
And theres no time to waste, to waste
So let me give your heart a break
Give your heart a break
Let me give your heart a break, your heart a break
Demi Lovato — Give Your Heart a Break
Pov Felicity
Escuto as vozes ao meu redor, Cait parece irritada com todos; sinto um beliscão no braço, a agulha ultrapassar minha pele até chegar a veia sanguínea, o liquido posto me faz gemer sendo misturado ao sangue que circula por todo meu corpo, as dores cessam depois de alguns minutos, tento abrir os olhos, mas as pálpebras pesam demais.
Flashback on.
— Oliver prefiro o verde – resmungo olhando para a parede a nossa frente.
— Eu sei, mas o azul é a cor do nosso time – argumenta com sorriso.
— Seu time – corrijo com uma gargalhada – beisebol não é minha praia.
— Esqueci que moro com uma nerd – pigarreia.
— Oliver – repreendo irritada.
— Felicity, azul é mais bonito – revira os olhos.
— Percebeu que não sabemos o sexo do bebê e estamos escolhendo a cor masculina para pintar o quarto – digo incrédula.
— É divertido – disse dando de ombros.
— Oliver pode ser menina e você vai deixar o quarto da nossa filha todo azul?
— Felicity não temos nada para fazer que tal decorar? – pergunta balançando a tinta.
— Tudo bem – reviro os olhos – então porque não pintar essas duas paredes de branco e aquelas outras de creme e quando descobrimos o sexo do bebê colocamos os papéis de parede por cima – murmuro olhando envolta.
— Muito bem pensado – disse indo em direção as outras tintas. – Por onde começo?
— Por aquelas – indico para a parede escura próximo a janela. Ele concorda e depois do preparo começa a pintar, saio do quarto por causa do cheiro que me deixa enjoada.
Chego a cozinha e faço um chocolate quente, respiro fundo e aliso minha barriga que começa a apresentar seu destaque, vou até o sofá e me sento nele olhando direto para a TV, antes que possa liga-la vejo um porta-retratos caído por trás, me levanto e me encaminho até o mesmo, me inclino um pouco e o pego, viro para mim e vejo Oliver abraçado com a Helena, um sorrindo para o outro. Oliver tem cabelos mais longos sem barba com feições despojadas e olhar de Playboy apaixonado, Helena parece encantada por ele com sorriso imenso em seu rosto, eles ameaçam se beijar, quem tirou a foto pela posição da câmera parece ter sido ele. Fito por um momento a foto com o gosto amargo na boca, uma lágrima solitária escorre pelo meu rosto, ela não está mais aqui, mesmo assim é como se estivesse, já que ainda mora no coração dele.
— Felicity – chama Oliver se aproximando, coloco o porta-retratos por trás de mim para que ele não veja – o que houve? – questiona me encarando com preocupação.
— Não foi nada Oliver – sussurro limpando o rosto com uma mão.
— Diga o que houve – ordena sério se aproximando.
— Por favor – aceno para que ele não insista – estou bem.
— Sei que tem algo – sussurra próximo a mim mesmo sujo e cheirando a tinta, ele é perfeitamente lindo. Com cuidado ele desliza a mão por meu braço até chegar à foto e puxa devagar das minhas mãos, não quero soltar mas ele ergue uma sobrancelha repreendendo o gesto feito por mim, deito a testa no seu peito e solto a maldita foto. Ele fica em silêncio por um momento enquanto eu fito o chão com o coração do tamanho de uma ervilha.
— Estava caído por trás da TV – murmuro.
— Foi tirada no dia do aniversário dela – sussurra, ergo o olhar para ele que fita a foto distante – estávamos no jardim da mansão Queen – aperta os lábios – bela foto.
— Muito bonita – minto em concordância explicitamente falsa.
— Ciúmes de uma foto? – questiona com desdém.
— Não. Não – gaguejo nervosa me afastando, ele põe a foto virada para baixo na mesinha do centro e volta a me encarar com sorriso animado – o que foi? – questiono sem paciência.
— Aqui – pisca pegando o celular do bolso e me puxando para seu lado – diga x – olhando nos meus olhos batendo a foto, abro um sorriso com sua ousadia.
— Oliver nem estou arrumada – argumento nervosa.
— As melhores fotos são aquelas tiradas nos braços da pessoa que você gosta, não importa o quão esteja desarrumada Felicity, o brilho no olhar e o sorriso é que conta de verdade – sussurra beijando meus cabelos e tirando outra foto nossa. Não há como não se encantar ainda mais por ele, suas palavras me emocionam, ele me solta e começa a tirar fotos minhas.
— Não. Não – tento pegar o celular mas ele desvia, caio de encontro com o sofá fofo, tampando o rosto, ele afasta minhas pernas e fica entre elas.
— Felicity – bufa afastando minhas mãos do rosto – você é linda de qualquer jeito.
— Oliver, por favor – gargalho – me dê isso sr. Queen – consigo pegar o celular e começo a tirar fotos dele com a expressão seria mais com sorriso divertido nos lábios, ele tira a camisa e se inclina – fotos sensuais agora? – solto uma risada olhando para tela tirando qualquer foto que seja sua, como um gatinho mimado ele chega próximo ao meu rosto, beija minha testa, nariz e por fim meus lábios olhando nos meus olhos parece transmitir algo além de um carinho simples.
— Tudo isso ficou para trás Felicity – sorri – o que importa agora é nosso presente, aquela foto se ajuntará as outras.
— Onde? – questiono já sabendo a resposta.
— Para longe de nós dois – sorri e me beija com intensidade, solto o celular e me deixo ser envolvida por seus grandes braços. – E o quarto do nosso bebê?
— Depois – resmunga mordendo meu lábio – tenho algo melhor para fazer aqui – pisca malicioso.
Eu não gosto dele, na verdade eu o amo, essa é minha realidade. Porque teria medo se não temos nada que nos separe agora.
Flashback off.
Abro os olhos ofegante e com coração acelerado, olho envolta e vejo o quarto vazio, só Cait que se aproxima rapidamente e me fita com carinho.
— Felicity – sussurra segurando minha mão com aperto firme.
— Meu bebê? – questiono fraca sentindo um vazio imenso me preencher, meu corpo parece sedado, ainda estou completamente anestesiada por tudo que aconteceu.
— Felicity – suspira apertando os lábios contendo as palavras que desejam sair, mas ela tem receio de pronunciar. Aperto suas mãos com força e o medo me atinge, meus olhos enchem de lágrimas, mesmo fraca insisto.
— Diga que não o perdi, por favor seria o fim para mim –imploro apavorada afastando as cobertas para encontrar minha barriga.
Pov Oliver
Chegamos ao nosso apartamento mais nada da Felicity, não temos nenhum lugar para procurar o que me irrita e me deixa completamente preocupado. Tommy faz círculos andando em minha frente de um lado para o outro, ligamos no mínimo dezenas de vezes para a polícia, chamei meus seguranças e ordenei que revirassem Star City de cabeça para baixo, as emergências e tudo mais, porém ela simplesmente desapareceu. Prendo a respiração e disco o seu número mais uma vez deixando minhas mil mensagens.
— Cait – solta a respiração Tommy ao telefone – eu liguei mas você estava em uma cirurgia. Massageia as têmporas e espera ela terminar de falar – então, Felicity sumiu, não sabe dizer se ela ligou para você?
Ele muda a postura e desvia atenção para a janela com receio de me olhar.
— Tommy – rosno mais ele não me olha, o que me deixa irritado me aproximo e tomo seu celular.
— Oliver – protesta ele mais o afasto.
— Caitlin onde Felicity está? – questiono direto.
— Quer mesmo saber? – grita irritada.
— Agora – exigi sem paciência.
— Por que você mentiu sobre a Helena para nós todos? Somos sua família Oliver – suspira triste.
— Quero saber da Felicity agora! – esbravejo aos oitavos.
— Ela chegou aqui chorando e perdendo sangue.... – solto o celular no chão pegando as chaves do meu carro, Tommy grita por mim, mas já estou entrando no elevador como um raio. A culpa disso tudo é minha, eu a machuquei e se ela perdeu nosso filho eu nunca vou me perdoar, por um erro meu, todos pagam principalmente aqueles que mais amo. Ultrapasso todos os sinais, Tommy grita assustado ao meu lado, mas não escuto e nem quero ouvir nada mais. Chegamos ao hospital, passo pelas pessoas com empurrões bruscos em direção à emergência.
— Senhor não pode entrar aqui – disse um enfermeiro barrando a minha passagem para a emergência.
— Saia da minha frente agora – rosno tentando passar, mas ele me segura e me afasta para trás.
— Por favor senhor, sem autorização não pode passar – acena sério. Respiro fundo e fecho as mãos em punhos estou aponto de lhe dar um soco, quando Tommy segura meu braço e me afasta para trás bruscamente.
— Chame a Dra.Caitlin Merlyn. – pede ao enfermeiro rapidamente.
— Sim senhor – assente o enfermeiro.
— Qual seu problema Oliver? – pergunta Tommy alarmado.
— Eu quero vê-la – urro secamente, mas ele me mantém longe da ala de emergência, onde o enfermeiro se afasta assustado.
— Não pode sair batendo nas pessoas por causa disso – murmura me fazendo sentar. Solto a respiração frustrado. – Precisamos encontrar primeiro a Cait.
— Felicity – suspiro – Felicity...
—.... Estava tudo perfeito para ser verdade – interrompe sério colocando as mãos nos bolsos – parou para pensar que essa história da Helena está muito estranha?
— Quer mesmo falar da Helena agora?
— Felicity está aqui por causa dela – responde sentando ao meu lado.
— Está aqui por minha causa – sussurro – fiz tudo errado é imperdoável Tommy.
— Tem razão – suspira longamente. – Lembra quando nós éramos crianças e fugimos de casa para ir ao parque do outro lado da cidade? Nossos pais tinham viajado e nossas mães estavam em um chá da tarde no jardim – sorri distante – você sempre foi nosso irmão mais velho Oliver, lembro como Thea tinha medo e mesmo assim você pegou na mão dela e disse " Não tenha medo Speddy sempre vou proteger você ". – disse com a voz grossa, sorrio torto com seu gesto. – Quando chegamos no local, não podíamos entrar por que não tínhamos nenhum adulto nos acompanhando, então demos a volta e por milagre conseguimos entrar pelos fundos. Brincamos em todos os brinquedos que não precisavam de adultos, então Thea caiu de um dos carrinhos de bate-bate, e a segurança descobriu que estávamos sozinhos, fugimos novamente para fora do parque com gargalhadas incessantes.
— Comprei um sorvete para Thea e quando acabou ela começou a chorar desesperadamente por outro, mas não tínhamos mais nenhum dinheiro nem para voltar para casa, entramos em uma delegacia e dissemos que estávamos perdidos passei um mês de castigo – sussurro envolvido na lembrança – lembro bem como minha mãe ficou zangada, Thea foi até meu quarto e perguntou quando nós poderíamos fugir de novo, eu não sabia o que dizer, pois tudo que fizemos foi errado. Ela começou a chorar e aquilo me deixava apavorado então eu disse a ela que o que importava era ter vivido algo bom e que se apegasse a isso nada mais importava.
— Assim como Felicity, todas as promessas que você fez a ela – suspira colocando a mão em meu ombro com aperto firme – você cumpriu Oliver, e se mentiu foi porque quis protege-la.
— Todas as escolhas ruins e boas foram feitas de pensamentos abertos, eu posso lidar com as consequências, mas não quero que ela se machuque com isso tudo – digo relaxando os ombros – ela é perfeita para um cara como eu.
— Ela escolheu você – sorri me fitando – a escolha foi feita por ela e não por você. Então esse cara é você Oliver, não deixe o passado destruir o que você lutou em ter; todos esses anos eu tive fé em você, não por ser como um irmão para mim, mas porque você é uma das melhores pessoas que já conheci.
— Espero que um dia ela possa me perdoar – fecho os olhos lembrando de cada detalhe do seu rosto, seja um sorriso doce ou uma expressão zangada.
— Eu estou com você nessa, irmão – murmura. Concordo com a cabeça.
— Ela não está na emergência – disse Cait atrás de mim. Abro os olhos e a fito preocupado assim como Tommy, nos levantamos rapidamente e ela se aproxima.
— Onde ela está? – questiono com receio. Ela com os cabelos em um coque desajeitado, expressão cansada e as mãos nos bolsos do jaleco me encara indescritível.
— Precisamos conversar primeiro – acena para o fim do corredor. – Venha comigo.
— Caitlin....
— Agora – ordena começando a andar. Olho para Tommy que dá de ombros e acena que eu acompanhe. Chegamos ao final do corredor, ela cruza os braços sobre o peito com a postura rígida.
— Ela está grávida e você está ciente disso Oliver, mesmo assim você provou o quão estúpido ainda pode ser – suspira – ela não pode passar por estresse algum eu disse a você antes.
— Sinto muito Cait, mas as coisas saíram do controle – murmuro massageando as têmporas.
— Ou a Helena que voltou e você a escondeu de nós? – argumenta sem paciência.
— Ela apareceu do nada e agora estamos nessa confusão – solto a respiração com a angústia deixando o gosto amargo na boca. – Meu filho Cait? Por favor diga que eles estão bem. Minha aflição faz meu coração bater dolorosamente no peito.
— Sabe, eu nunca tinha visto a Felicity naquele estado em que chegou aqui, parecia que o mundo dela tinha desabado e de fato desabou Oliver – disse triste encostando-se na parede. – Não quero que ela sofra mais.
— O que quer dizer com isso? – questiono aflito.
— Se for para magoa-la deixe-a ir Oliver – disse voltando o olhar para mim – ela não precisa mais de nenhuma dor e nenhum sofrimento por sua causa, somos todos culpados nessa história; você a usou como um objeto e foi embora como se nada tivesse acontecido, a outra culpa é minha e do Tommy quando achamos que você teria alguma salvação. Nós a trouxemos até isso tudo, essa vida que você proporcionou a ela, vê-la assim como hoje, me fez sentir o quão fomos longe por você. Então agora eu digo com todas as letras: para mim a Helena está morta e vai continuar assim, não quero e nem preciso saber o que aconteceu com ela nesses malditos cincos anos, não me importa mais, ninguém aqui vai voltar a viver aquilo que já passou. O tempo passou não somos mais adolescentes, somos adultos e tudo aquilo que fizermos é refletido em nós mesmos, se você quiser seguir por esse caminho é só ir em frente como sempre você fez, tudo sempre foi fácil para você mesmo, como se nada a sua volta importasse.
— Caitlin eu...
— .... Agora se ama Felicity de verdade e quer ficar com ela como sua parceira, a mulher que você escolheu, é só entrar por aquela porta e consertar a merda que você fez – solta tudo furiosa, talvez eu nunca tenha visto assim, suas palavras são cortantes, ela fala por si mesmo e não por ninguém, apontando para porta nossa frente como um convite sublime e impactante.
— Todos esses anos fui uma pessoa desprezível, reconheço – afirmo com maxilar rígido – fiz tudo por mim sem pensar naqueles que eu magoaria, e agora posso pagar caro por isso – digo de coração aberto olhando para porta a minha frente.
— Essa é sua escolha Oliver – avisa séria – Felicity é a melhor coisa que lhe aconteceu nos últimos anos consegue ver isso? Não vê o quanto ela ama você?
— Ela é a mulher que todo homem desejaria é como um presente especial – sussurro firme.
— Assim como você, mesmo que não mereça o que o destino proporcionou para você – sussurra cansada. – Você tem um passado que te assombra e te faz questionar todas as coisas, mas mesmo assim você consegue sentir amor por Felicity porque ela mudou seu coração, deixe isso confortar você e mude aquilo que não precisa mais ser feito como usar a mentira para proteção; todos nós sabemos o quanto ela é forte, você precisa dela o tanto quanto ela precisa de você.
— Só me diga que eles estão bem – imploro apertando os lábios e sinto o calafrio gelar todo meu corpo.
— Estão bem – afirma calmamente me deixando aliviado – foi só um sangramento devido ao deslocamento do saco gestacional que está sendo moldado no útero, acabou rompendo um vaso sanguíneo o que ocasionou hemorragia e algumas dores, e com esse estresse sofrido também fez efeito a levando a um desmaio – suspira – só precisa de bastante repouso que é fundamental para que o saco volte a se fixar evitando o aborto. O que mais? Ah. Atenção, carinho e amor... é capaz de transmitir pelo menos isso uma vez na vida? – rosna irritada me perfurando com os olhos.
— Claro que sim – resmungo.
— Se ela chorar uma gota que seja e passar mal novamente eu arranco seu coração com meu bisturi – avisa furiosa saindo em direção a Tommy que aguarda lendo uma revista.
— É sério? – questiono curioso.
— Nunca falei tão sério na vida, nem quando eu disse sim ao Tommy no altar – bufa olhando sobre os ombros.
— Ei, eu ouvi isso – disse Tommy ofendido se pondo de pé. Reviro os olhos e vejo ambos abrindo as portas e fechando atrás de si. Respiro fundo e abro a porta do quarto com cuidado sem fazer barulho algum, entro e vejo ela dormindo, seu semblante frágil me atinge, sua expressão pálida me estremece, talvez nunca tenha a visto tão frágil no mundo. Me aproximo e pego sua mão e aliso com polegar, fito todo seu corpo encarando a sua barriga pequena.
— Não me odeie Felicity – sussurro me inclinando deixando um beijo em sua testa – tudo que fiz foi para proteger você, o que acabou de maneira errada, sinto muito por tudo que fiz você passar desde que nos conhecemos – suspiro sentando ao seu lado – você se apaixonou por mim e me ama como ninguém, você vê uma beleza interior em mim nunca vista. Só quero que saiba que eu estou aqui e sempre vou estar ao seu lado, porque somos um casal. Estou por inteiro nunca vou ser só uma metade para você.
Cada palavra dita é a verdade, eu quero estar aqui, ao seu lado tenho plena certeza disso. Não senti minhas lágrimas escorrer molhando a minha face, meu choro é um silencio cortante e amargo para mim. Observo, ela dormindo com carinho, sentindo meu coração reprimido, beijo sua mão ficando ao seu lado.
— O que você fez foi errado – sussurra fraca abrindo os olhos e apertando minha mão com força – eu queria te bater agora Oliver, mas estou fraca demais para isso.
— Por favor fique quieta – peço alarmado.
— Dói muito o que você fez, tudo que aconteceu mexeu comigo – suspira com uma careta soltando minha mão e alisando sua barriga com carinho – se confiasse em mim teria dito toda a verdade, mas a verdade é que você não confia e não me ama, nunca me amou Oliver por isso foi fácil para você me afastar.
— Felicity. Eu..
—…Quero ficar sozinha – interrompe triste fechando os olhos mesmo com as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. – Quando você partiu e me deixou em NY, doeu muito, porque todos aqueles que eu amo sempre me deixam para trás, a segunda vez você rejeitou a mim e a nosso filho, um pedacinho de você que nem ao mundo ainda chegou, depois de tudo isso você resolveu se abrir e dar espaço para nós dois, foi um dos momentos mais felizes da minha vida, eu acreditei em você – ofega enxugando as lágrimas – e agora tudo se foi por que você preferiu mentir e me excluir novamente da sua vida, vai embora me deixe sozinha como você sempre fez. – Pede com a tristeza amarga partindo nossos corações.
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