Amor sem limites

1 Colégio Wening High


Notas iniciais
Lívia Garden consegue finalmente entrar na escola mais famosa de sua cidade após ganhar uma bolsa de estudos em um programa de tevê. Ela sonha em ter reputação e sugere que ser uma líder de torcida dará uma reputação a ela. Será que vai dar certo? Veremos no proximo capitulo!
Hoje é meu primeiro dia no colégio. Nem sei o que dizer, estou completamente tremula, afinal, não é todo dia que se ganha uma bolsa de estudos para uma escola super famosa e cara como essa. Eu ,sinceramente , achava aquele programa de TV “tente a sorte” uma tremenda promessa falsa de que você ganha algo no final, mas, acho que errei na minha teoria. Quando terminaram de ditar os números da ficha e percebemos que era idênticos ao da nossa , eu e minha mãe nos olhamos por uns 2 segundos e logo após disso saímos gritando pela casa inteira como doidas (não foi nem uma surpresa o fato de o porteiro ter interfonado na minha casa para pararmos de gritar). Após isso, ligamos para o canal de tevê e eles disseram que uma de nós poderia estudar no colégio Wening High e, como minha mãe não estudava mais, a vaga ficou pra mim.

Eu acabei de abrir meus olhos, não consigo me mover por conta da preguiça imensa que eu estou de levanta e dar passos até meu banheiro, mas acabo ouvindo barulho de passos vindo em direção ao meu quarto, e aí, bate na porta:

-Bom dia princesinha! — diz minha mãe empurrando de leve a porta com um dos pés e segurando uma bandeja com café da manhã.

-Oi mãe... — digo apoiando meu corpo sob meus cotovelos e bocejando — por que me acordou tão cedo?

-Para você se arrumar com calma e sem pressa – disse ela colocando a bandeja sobre minhas coxas – agora coma e vá se arrumar!

O prato que minha mãe havia feito pra mim foi um prato que meu pai amava, e eu também amo. Comi o mais devagar possível para saborear e lembrar das época em que meu pai ainda estava comigo, a época mais linda da minha vida. A época em que a vida era mais colorida. Uma lágrima cai do meu olho, e é nesse momento que lembro que tenho que me arrumar. Comi rápido e corri para o banheiro. Tomei banho, puis a roupa, me maquiei e fui para a sala. Ao chegar na sala, minha mãe estava sentada no sofá e com uma caixa pequena na mão :

-Vem, senta aqui – disse ela com uma mãe do assento a seu lado.

Fui até ela e sentei ao seu lado olhando fixamente para a caixa, afinal, nem era meu aniversário e eu já ia ganhar presente. Como assim? Fiquei na duvida se era um sonho ou uma pegadinha da minha mãe:

-Abra – disse minha mãe estendendo a caixa para mim.

-Isso é uma brincadeira? – falei pegando a caixa de sua mão.

-Só vai saber quando abrir – ela sorriu empolgada

Desamarrei o laço em delicadeza e ainda com o pensamento de que podia sair um palhaço daquela caixinha, e eu odeio palhaços. Minha mãe nem esperou eu tirar a tampa da caixa e já perguntou:

-Gostou?

Abri a tampa e:

-Eu amei – disse sorrindo.

Era um colar com uma pedra linda, ele é chamado de: pedra da Lua. Não sei o porquê dela ser chamada assim, mas sei que ela é linda demais:

-Que bom que gostou! – disse ela colocando sua mão em minha coxa. – ele é uma herança de família. Desde a época de minha bisavó esse colar pertencia a nossa família. Ele ajuda na hora que você mais precisa, meio que...dá sorte.

-Que bom, eu tava precisando de algo que me desse sorte ultimamente – disse olhando fixamente para a pedra.

-Quer ajuda pra colocar? – disse minha mãe estendendo a mão para pegar o colar.

-Sim, eu quero. – falei entregando o colar a ela.

Minha mãe se levantou e colocou o colar em mim. Depois eu me levantei e me olhei no espelho para ver coo ficou, e ficou maravilhoso. Alguma coisa me dizia que naquele dia tudo ia dar certo, TUDO.

Me levantei e sentei na mesa para comer a carne de panela que minha mãe fez, mas antes, olhei pra ela disse:

-Por que esta me mimando tanto?

-Porque te amo — disse ela com um sorriso imenso no rosto.

Minha mãe nunca foi como uma mãe normal, Ela não me tratava com o amor e carinha que eu merecia. Meu pai me dava atenção dobrada todos os dis, do inicio ao final do dia, ele sim me fazia uma criança feliz. Minha mãe bebia muito e não ficava em casa nenhum instante, então acabei me apegando mais ao meu pai. Depois da morte dele a minha mãe piorou com a bebida, eu fica constantemente sozinha, nem babá eu tinha, eu tive uma infância bem triste, é claro eu tem piores mas a minha foi triste.

Eu comi rápido, peguei minha mochila e minha perua chegou:

-Tchau mãe, fica com bem ta! – falei e logo após beijei sua testa.

-Tchau filha, você também! – disse sorrindo.

Sim, eu vou pra escola de perua. Muitas pessoas acham estranho o fato de alguém com 16 anos ir de perua pra escola, chamam isso de “falta de amadurecimento”, mas eu não concordo.

Entrei na perua e a primeira coisa que vi foi um monte pessoas me encarando, até mesmo crianças de 6 à 11 anos de idade com aquelas mochilas de rodinha toda brilhante se achando “os ricos do pedaço”. Eu nem encarei eles, simplesmente entrei e fui direto pro banco lá do fundo, mas o que me deixou furiosa é que já tinha gente na janela, e eu AMO sentar na janela. Por um instante eu pensei em mandar a pessoa levantar e sair do “meu banco”, mas eu sou nova e não tenho direito a nada, apenas de ficar calada. Ao meu lado tinha um pirralho mascando chiclete de boca aberta (observação: eu queria muito mandar ele aprender a mascar chiclete, mas ele só tinha 6 aninhos, ele não sabe nem quanto é 2x2). Do outro lado havia uma garota tirando umas mil fotos na mesma pose,e eu juro que ia falar: “não ta na hora de mudar de pose não fofa?” mas, a garota tinha 11 anos e , sabe como é né. Essas garotas adoram provocar e eu não tenho uma gota de paciência com elas. No banco da frente havia um garoto cujo seus cabelos era ondulados numa cor castanha que brilhava sob a luza do Sol, de uma forma que me fazia esquecer de tudo e olhar para aquele cabelo, seus olhos eram verdes como uma folha, e sua pele clara como um papel, ele era simplesmente...Uau! Mas como se aproximar de um garoto tão lindo assim? Já pensou na possibilidade dele ser da minha escola? Ou até mesmo da minha sala? Que caia essa benção!

O colégio nem era tão longe assim, eu entrei na perua e uns 17 minutos depois eu cheguei na escola. Quando eu desci da perua eu tive que examinar meu óculos porque eu não tava crendo no que eu tava vendo, aquela escola era enorme! Deus queira que minha universidade seja do mesmo tipo que essa escola.

De longe já deu pra ver que essa escola é lotada de panelinhas, lá no fundo tinha as líderes de torcida, lá na escada tinha os atletas do time de futebol, na grama sentados num pano de piquenique eram os nerds, entre várias outras. E foi aí que eu me toquei que eu tinha que entrar em umas das panelinhas, de preferência a de líderes de torcida, elas são mega famosas no colégio e a primeira coisa que eu precisava era de uma reputação, sem ela eu não sou nada.

Ao colocar o pé dentro do colégio eu pensei “ou eu me dou bem aqui, ou eu nunca vou ser boa na vida” e segui meu caminho até a sala. Eu estava andando pelos corredores quando eu vi, dentro de uma das salas, o garoto da minha perua sentado numa carteira e não havia ninguém ao seu lado, foi aí que eu imaginei “tadinho, ele precisa de companhia “ e entrei na sala dele sem êxito e sentei ao seu lado dando um leve sorriso pra ele, como se fosse um oi discreto sabe, e ele correspondeu com um sorrisinho também, mas aí, eu notei que aquela não era a minha sala e que eu tava fazendo papel de idiota indo atrás de um garoto tão lindo. Mas eu acho que o amor bate mais alto e eu fiquei na sala mesmo, até que:

-Lívia Garden? – disse uma inspetora olhando diretamente para mim.

-Eu. O que houve? – falei dando uma de sínica.

-Tem certeza que essa é a sua sala?

-Sim, acho.

-Quem falou que você era daqui?

-É...A inspetora me falou a sala ai eu vim pra cá. – eu falei isso rezando pra que ela fosse embora e me deixasse ali.

-Entaõ, a sua sala é a sala aqui do lado.

-É sério? – eu falei tremula e torcendo para que o garoto não me achasse patética por entrar numa sala errada.

-Sim, eu te acompanho.

Eu levantei com uma sensação horrível de vergonha alheia, logo na frente dele teve que acontecer isso, que droga! Eu dei uma olhada pra trás e eles tava olhando pra mim e dei um sorrisinho pra ele e, pra minha felicidade, ele sorriu e deu um tchauzinho com a mão.

A tia me levou até a sala e ,quando cheguei, a sala tava uma baderna. Estavam jogando giz no ventilador como idiotas e atacando bolinhas de papel. Quando eu achei uma carteira legal, eu coloquei minhas mochila na carteira e antes que eu sentasse na cadeira, jogaram uma bolinha de papel no meu olho e começou a arder e latejar muito:

-Ai, me desculpa, foi sem querer – disse algum garoto tentando me acalmar.

-Ai, ta doendo muito, eu não enxergo nada! – eu falei com uma das mãos em no olho machucado.

-Vem eu levo você até a pia do corredor — disse o garoto pondo uma de suas mãos em minhas costas.

-Ta bom — eu disse com a maior confiança nele.

Nós fomos até a bebedouro do corredor. Ele fez uma “conchinha” com as ao e levou a água até meu olho, fazendo diminuir a dor e a latejação, e consegui abrir o olho, me surpreendi com o que vi: um garoto moreno com cabelos castanho claro e olhos num tom de azul marinho. Ele viu que eu abri o olho e perguntou:

-Ainda ta doendo muito?

-Não tanto.

-Me desculpa mesmo ta? Me empolguei e não te vi. — disse ele passando o dedo molhando na parte inchada do meu olho (a parte inferior)

-Eu te desculpo sim – falei e dei um sorriso meigo.

Ele me retribuiu com um sorriso mais meigo ainda, aquele sorriso é lindo e, com as covinhas, o torna mais perfeito ainda.

-Qual é seu nome? – ele perguntou

-Lívia, e o seu?

-Caio. Você é Lívia de que?

-Lívia Garden, e você?

-Caio Oliveira.

Nós paramos e nos observamos por 2 segundo até que eu cortei o clima:

-Acho melhor nós irmos pra sala, a professora deve ter chegado. – coloquei meu cabelo atrás da orelha e puis minhas mãos no bolso.

-Você tem toda razão. Vamos — disse ele indo na frente.

No caminho, passamos pela sala do garoto da minha perua, ele me olhou e sorriu e eu sorri de volta:

-Quem é ele? – perguntou Caio com uma cara de malícia.

-Na verdade, eu nunca falei com ele. A gente só...trocou uns olhares até agora. — respondi.

-Sério? Que bosta. – disse ele como se não fizesse a mínima pra isso. — Ele deve ser bem gay.

-Por que acha isso? – fiquei completamente desesperada achando que ele era mesmo gay

-Como é que ele ainda não chegou em você? O negocio não é troca de olhares, e troca de saliva. Isso sim é bom. – disse ele dando um sorriso torto.

-Você deve ser “expert “ nisso em – falei rindo

-Na verdade não, não beijo qualquer uma que vejo pelo frente, só beijo seu eu sentir algo pela pessoa, algo forte sabe...

-Uau, então você é daqueles pra casar né?

-Vamo se dizer que sim – riu

Eu ia entrar na sala quando ele me puxou pelo braço e disse:

-Vamos passar o intervalo juntos?

-Vamos — eu sorri com a maior alegria do mundo.