Amor sem fim
2 Capítulo 1 - Por que você não escuta?
Notas iniciais
Alguns dias antes
— No sé por qué mi vida siempre tiene que ser tan complicado. — Caminaba de un lado a otro sin parar mientras habla — y todo es tan confuso ... Sé que te encanta Penny, y ella es una mujer tan buena, siempre tan paciente conmigo madura. Mi pensamiento se dirige un desastre. Pero no puedo ir a Nueva York sin Sofía. Arizona ella no me ama más... Arizona ha tenido reuniones con varias mujeres y se ve tan feliz viviendo así. No estábamos siendo feliz, ya sabes, Arizona y yo, acabamos de saber luchar todo el tiempo, y simplemente no se enfrentaron cuando estábamos teniendo relaciones sexuales. Yo creía que Arizona y que iba a vivir para siempre, pero no estaba trabajando. Además, Arizona no me quiere, ella es feliz, estoy seguro de Arizona es feliz sin mí. Pero, un momento, se encuentra en Penny Tengo que pensar, porque ella es mi novia. Arizona es mi ex mujer y Dios, Arizona obtuvo la custodia de Sofía, Mer, he perdido a mi hija, he perdido el amor de mi vida y ahora he perdido a mi hija ... He perdido a mi hija — dije y me quedé en lágrimas.
"Não sei por que a minha vida tem que ser sempre tão complicada. — falava enquanto andava de um lado ao outro — E é tudo tão confuso... Eu amo a Penny, e ela é uma mulher tão boa, sempre tão paciente comigo, madura. Ela me transmite segurança. Minha cabeça está uma bagunça. E não posso ir a Nova York sem a Sofia. A Arizona ela não me ama mais... Arizona tem tido encontros com várias mulheres e parece tão feliz. Nós não estávamos mais felizes. Arizona e eu, nós só sabíamos brigar o tempo todo, e só não brigávamos quando estávamos fazendo sexo. Eu acreditava que Arizona e eu viveríamos para sempre. Ela não me ama mais, ela foi feliz com a Dr. Herman, e está feliz agora com esse monte de mulheres.. Mas, espere, é na Penny que tenho que pensar, porque ela me ama, ela me ama. Arizona é minha ex-mulher e, Deus, Arizona ganhou a guarda da Sofia. Mer, eu perdi a minha filha, eu perdi o amor da minha vida e agora perdi a minha filha. Parece que tudo que eu toco se estraga. Eu perdi a minha filha — afirmou e caiu em lágrimas."
A amiga observava, virando a cabeça de um lado a outro, de acordo com os movimentos da morena. Não pronunciara uma palavra. Vez ou outra abria a boca, a fim de dizer algo, mas nada era mencionado. Estava confusa com o que lhe era dito. Afinal, não entendia espanhol. Algumas palavras eram compreendidas, não porque Meredith entendesse espanhol, mas porque eram velhos nomes conhecidos, Penny, Arizona e Sofia. Resolveu interferir quando viu a amiga mais uma vez chorando.
— Calma, Callie. — levantou-se, foi em direção a amiga e abraçou — Vai ficar tudo bem.
— Eu perdi a minha filha, Mer — derramou-se ainda mais em lágrimas — Eu não sei como isso aconteceu. Como Arizona e eu chegamos a isso, Mer? Como?
— Eh, ah... — Mer queria dizer a amiga que o caminho que ela havia escolhido não fora o correto, que não era justo com Arizona a forma como ela escolheu seguir por aquele caminho, mas preferiu calar. Callie precisava de colo e não de lições de moral. — Eu sinto muito, Callie. Sinto muito.
A ortopedista, por sua vez, parecia ter compreendido o que a amiga ia falar e se defendeu implicitamente.
— Eu ainda a amo, Mer. A Arizona, eu ainda a amo. E amo a Penny também, ela é ótima, mas nunca vou amar a Penny como eu amo Arizona... Só achei que essa era a minha grande chance de esquecer Arizona e amar a Penny de verdade. Achei que indo embora com Penny, eu realmente poderia recomeçar. Mas, não posso ir embora sem Sofia, eu não posso — chorava.
— Se você ainda a ama é fácil resolver. Sinceramen...
— Mer, Arizona está feliz vivendo de trívias, transando casualmente... Ah meu Deus, não quero pensar nisso, essas mulheres transando com Arizona, tocando a pele dela... Ai meu Deus, ai meu Deus, não posso mais me sentir assim. Eu só amo a Penny. Eu não amo mais a Arizona — gritava tentando se convencer.
— O quê? Você disse nesse instante ama de verdade a Arizona.
— Cala a boca — disse em tom allto, apontando o dedo para a amiga.
— Oooook... Vou ficar aqui só ouvindo. — respondeu pendendo a cabeça para o lado.
— Eu amo a Penny, eu amo a Penny. Eu não amo mais a Arizona... — falava enquanto batia a mão direita no peito, mantendo a mão esquerda segurando o próprio quadril. Imaginando que assim pudesse esquecer a loira.
— Callie, pare com isso, ok? — disse já impaciente a amiga — É fácil resolver tudo isso. Seu namoro terminou. Penny foi embora. Arizona está solteira. Callie, é fácil resolver.
— Não é fácil resolver — gritou — Arizona nem está falando direito comigo. Ela está magoada comigo, Mer. Arizona me odeia... Você entendeu? Ela me odeia.
— Diz a ela que sente muito. Leva flores. Diga que a ama. Você não sabe se ela te odeia. — disse com a voz mansa.
— Odeia. — a voz começava a embargar de novo. As lágrimas, começavam a surgir — Eu a magoei da pior forma possível naquele julgamento. Indiretamente eu disse que Arizona era menos mãe de Sofia por não ter o seu DNA, eu disse que ela era uma péssima mãe... Eu vi, eu senti o jeito que ela me olhou e falou comigo no banco. Ela está magoada como nunca esteve antes. Estraguei tudo, Mer. Eu estraguei o que ainda restava entre nós — as lágrimas caiam.
— Vem cá — Mer, já em pé, a chamou com as mãos levantadas e a abraçou — Então, toda essa sua confusão não é por causa da Penny... É por causa da Arizona? — perguntou, mas a única reação da morena foi cair ainda mais em lágrimas — Vai ficar tudo bem. Você vai ver. Diz que se arrependeu. Reconquiste a Robbins. Torres, você nunca fugiu de um desafio. Você só precisa dar um tempo a ela.
— Eu tenho medo, Mer. Medo de Arizona me dizer não, medo de nos magoarmos ainda mais, medo de me entregar e não dar certo de novo ou ela não me querer. Arizona me odeia.
— Callie, o amor da minha vida morreu, eu não posso fazer nada quanto a isso. Mas, Arizona, ela está viva. Então, pare de ser medrosa... Você tem que lutar, Torres.
— Vocês estão bem? — proferiu a cirurgiã neo-natal ao entrar na sala sem ser notada.
— O que faz aqui? Vá embora. — o tom de voz era grosseiro. Não sabia o porquê de estar falando assim com a loira, mas não conseguiu se controlar.
— Calma, Callie. — Mer interferiu.
— Eu só vim descansar. Meu plantão só está na metade e está sendo tão tumultuado e... Você está bem, Calliope? — perguntou em tom de preocupação notando que a morena estava chorando.
— O que você acha? — perguntou arqueando a sobrancelha e em tom grosseiro. Não queria que a loira a tivesse visto assim — Claro que não estou bem... Eu perdi minha filha e o amor da minha vida.
— Callie — Mer chamou a atenção da morena mais uma vez.
— Está tudo bem, Mer. Não sei como nunca percebi isso antes. A Callie sempre age assim, faz merda e depois se vitimiza. — A morena não teve tempo de falar nada, só observou a loira sair da sala e bater a porta com força.
— Você ouviu o que ela disse? Como ousa... É por causa dela que estou assim.
— Você é uma idiota. Ela estava preocupada com você. — Mer falou saindo da sala.
— O quê? Que ótimo. Minha vida está ótima. Todos contra mim agora.
Callie deitou na cama da sala de descanso, fechou os olhos e começou a passar os dedos na cabeça. Sua cabeça parecia um turbilhão de emoções. Pensava em Arizona, Sofia e Penny. Começou a pensar em voz alta.
"A Penny foi embora. E se a Mer estiver certa? Talvez eu devesse esclarecer as coisas com a Arizona. Nós podemos nos entender. Eu posso reconquistá-la, eu posso, claro que eu posso. Afinal, eu sou sexy e quente. E, bem, Arizona não está namorando ninguém... Ela sai, mas não está namorando. E nós temos uma filha juntas. Merda, merda, merda... Eu ia levar a nossa filha para longe dela para ficar com outra mulher. Onde eu estava com a cabeça. Deus, o que eu faço? O que eu faço? Será que ela ainda sente alguma coisa por mim? Eu a amo tanto. O Mark diria para eu lutar por ela. Eu vou falar com ela... Posso pedir para passar um pouco de tempo com Sofia hoje e chamá-la para vir junto... Pode ser um começo. É isso, Arizona, Sofia e eu... Todas nós juntas.Nós somos uma família. Posso mostrar o quanto estamos perdendo. Eu posso reconquistá-la e ela já me amou uma vez. Ela pode me amar de novo. Eu vou lutar.. É isso"
A morena murmurava para si mesma, passando as mãos nos cabelos nervosamente, se convencendo de que aquele era o caminho certo. O sorriso foi surgindo sinceramente. E a coragem foi crescendo gradativamente. Em sua mente começaram a surgir imagens dela, Arizona e Sofia juntas. "Tudo vai dar certo. Eu vou conseguir. Arizona vai perdoar o que eu fiz e nós iremos ficar bem." , pensava a mulher, ao sair do quarto da sala de descanso e seguir em direção a ala neo-natal do hospital.
Quanto mais se aproximava, mais rápido o coração batia e mais nervosa ficava. Coração ainda mais acelerado. As mãos suadas. Com os dentes dava leves mordidas na bochecha. Afinal, havia chegado ao destino. Perguntou a uma das enfermeiras se Arizona estava por ali, a funcionária afirmou e indicou o local exato onde a loira estava. Callie seguiu para o local indicado encontrado a loira baixinha. Começou a esfregar uma mão na outra, sinal de que estava mais nervosa. Respirou fundo. Arizona ainda não havia notado a presença de Callie.
— Oi — cumprimentou se posicionando ao lado da mulher. A outra a olhou secamente. Sem receber respostas Callie interpelou — Há algum jeito de eu ficar com Sofia hoje a noite?
Callie pensou "Não era bem essa a proposta.", mas ao ver o olhar frio da outra mulher se desencorajou, e acabou por falar sem pensar direito. A loira, por sua vez, desviou o olhar dela. A postura continuava fria. A morena pensou em recuar e pedir para Arizona esquecer o pedido. Mas, pensou "Eu tenho que tentar... Vai dar certo, tem que dar." Observar Arizona passar para o outro lado do berço do nenê.
— Sei que montamos um cronograma. Te agradeço muito, a propósito. É que eu só preciso... — parou um instante ao receber um olhar intimidador de Arizona, retomando a fala em seguida — Posso ficar com ela hoje a noite, por favor? — Concluiu sem conseguir estender o convite a loira. — É que foi um dia difícil — Pensou em tentar chamar Arizona. "Droga, droga, droga... Chame-a para ir junto". Entretanto, a baixinha resolveu falar. O corpo da mulher alta estremeceu.
— Você está certa. Já montamos o cronograma. Digo, eu já montei o cronograma para você.
— Eu sei, achei que concordaria... — tentava mais uma vez fazer o convite, mas foi novamente cortada.
— Em abrir uma exceção para quando você quiser? As regras só existem porque você colocou a nós e nossos amigos por um inferno. — Callie nesse momento baixou a cabeça. Sabia que Arizona estava certa.
— Não. Desculpe. Eu só... — disse se sentindo desanimada. Tentou sair dali. Mas a ex começava a falar novamente.
— Sabe, você escolheu isso. E ainda espera que eu me esforce para atender suas necessidades. Eu fiz isso. Fiz isso essa manhã. — Quanto mais a loira falava, mais a raiva transparecia. Tentou pedir perdão a mulher, mas novamente foi cortada.
— Arizona, eu entendo. Você está com raiva...
— Não estava com raiva. Estava sendo cortês. Estava sendo legal e atenciosa, e tentei te ajudar, e você está aqui novamente, pedindo por mais. — Arizona dá uma pequena pausa como se pensasse no que iria falar — Eu não tenho mais nada para te dar. Você usou toda a minha graça.
Callie sentiu seu coração doer ao ouvir aquelas palavras. Não havia mais o que ser feito. Arizona a odiava. Girou o corpo e saiu o mais rápido que pode dali. Lembrava, durante todo o percurso, as palavras frias de Arizona e se sentia sufocar. Continuou a andar e de repente se viu dentro do laboratório. Encostou-se no balcão, cruzou os braços e fechou os olhos. Em seguida, suspirou profundamente. "Eu estraguei tudo".
Um turbilhão de sentimentos a acometia. Estava sozinha. Não tinha mais Mark ao seu lado. E tinha perdido o amor da sua vida para sempre. "Eu realmente consegui estragar tudo." Pensou que em outro tempo, naquele mesmo lugar, ela sentia a felicidade verdadeiramente, ela tinha seu grande amor ao seu lado, tinha seu melhor amigo Mark, tinha sua filha Sofia. Naquele momento percebeu que havia perdido tudo. Não tinha absolutamente nada. Não sentia nada além de tristeza. Estava vazia. Pensou que se pelo menos Penny ainda estivesse em Seattle, não se sentiria tão sozinha.
As horas passavam e Callie permanecia ali. Algum tempo depois resolveu ir para casa. Se sentindo sozinha. Tomou um banho e se vestiu. Resolvera então que seria bom sair para arejar a cabeça. Pensou em ir à casa de Mer, mas a conversa entre elas não havia terminado tão bem. Seus pensamentos foram para Arizona. "Que ótimo. Todos estão com raiva de mim. Se o Mark estivesse aqui ao meu lado tenho certeza que tudo seria diferente. Ele iria me ajudar mesmo eu tendo errado tanto" Pensou com tristeza. Por fim decidiu ir ao Joe. Talvez encontrasse alguém do hospital e podia jogar conversa fora.
Chegou ao local, mas se manteve durante algum tempo dentro do carro pensando nos últimos acontecimentos. Não sabia ao certo quanto tempo havia passado ali. Saiu do carro e entrou no bar. Passou os olhos ao redor, a fim de encontrar algum amigo do hospital. Mas, não havia ninguém. Caminhou em direção ao balcão e sentou-se.
— Joe, me dá uma tequila, por favor.
— Dia difícil — perguntou Joe trazendo ao olhá-la.
— Você não imagina o quanto.
— Vai melhorar. — Joe falou sorrindo suavemente, piscando para uma pessoa atrás da morena.
— Oi. — cumprimentou Callie
— Oi. — respondeu dando um sorriso contido, ao perceber que se tratava de Arizona.
— Posso sentar com você? — pediu.
— Eu pensei que você estivesse com raiva. E também não quero discutir de novo com você, Arizona... Melhor você ir — falou sem intenção de ser rude... Se dando conta somente depois que soara indelicada.
— Que bom, porque eu também não quero — a loira falou apontando para a outra — Você sabe... Brigar com você. — disse com um sorriso tímido.
— Ah, bem, desculpe. — ficou sem jeito — Não queria ser rude. É só que, você sabe... Bom — falou com um sorriso enorme no rosto — Eu quero muito que você sente comigo. — cuspiu as palavras se arrependendo depois.
Um silêncio se instalou entre as duas mulheres. A morena observava a imagem da loira minuciosamente. Só para constatar o que já sabia, Arizona era linda. Estava com uma blusa azul, um leve decote que deixava qualquer um com vontade de ver mais, uma calça preta e uma sandália de altura mediana, cor nude. Percebeu um leve sorriso surgir no rosto da baixinha. O sorriso deixou-a mais tranquila. As duas se olhavam. Arizona havia tentado falar alguma coisa, mas Joe a interrompeu.
— Eu disse que sua noite ia melhorar. — falou para Callie por vê-la sorrindo — O que a loira vai querer? — perguntou se direcionando a Arizona.
— Ahm, o mesmo que ela — respondeu.
— Você preferiu deixar a Sofia com uma babá a deixá-la ficar comigo? — a morena questionou sem rodeios ao lembrar da discussão que haviam tido.
— Ahm, bom, não, lógico que não. A Sofia está dormindo. O Mathew está em casa. E eu estava me sentindo sozinha, então... — tentava explicar para a morena.
— Ah, sim, também estava me sentindo sozinha e por isso vim para cá... Parece que tivemos a mesma ideia — as duas sorriram — Na verdade, hoje, lá no hospital, quando havia pedido para ficar com Sofia — resolvera falar qual era a sua intenção de uma vez — Eu pretendia chamar...
— Aqui está sua bebida — Callie foi interrompida.
— Callie, eu... Bom, hoje foi um dia...
— Pode falar Arizona. — a morena pediu em tom doce e sorrindo, a fim de deixar a outra mais tranquila — Não mordo. Quer dizer, se você deixar, eu mordo. — a morena se questionou porque havia dito aquilo. "Está ficando louca? Flertando com sua ex-mulher horas após terem brigado. Cadê o seu juízo, Torres?". Pensava a ortopedista. E devido ao nervosismo que começou a se instalar, sem querer, foi levemente rude mais uma vez. — Então, vai falar ou não?
— Claro — Arizona não se chateou, pois percebeu que a morena havia ficado nervosa — Bom, é que hoje foi uma dia muito stressante. — retomou a fala — E naquela hora que você foi falar comigo eu fui muito grosseira com você. Eu sinto muito, Callie, sinto muito mesmo. Nós somos mães de Sofia e devemos fazer isso funcionar da melhor forma possível. Quanto melhor nos entendermos, melhor para a nossa menina. Eu não gosto de brigar com você, Calliope — Arizona falou e bebeu todo o líquido do copo.
Callie se sentiu seu coração pular quando Arizona pronunciou seu nome completo e com ternura como quando estavam juntas. Notou também quando a loira se engasgou com a bebida. Callie se aproximou mais e passou as mãos nas costas da mulher mais baixa com carinho, a fim de ajudar. Gostou do contato. O simples toque fez as duas sentirem o corpo tremer. Callie preocupada que Arizona não parava de tossir, pediu uma água. Quando esta foi trazida, abriu a garrafa e despejou uma boa quantidade no copo, oferecendo-o a loira.
— Quer mais água? Você está melhor? — perguntou, após Arizona beber toda a água, e ainda passando as mãos nas costas da loira.
— Estou. Obrigada, Callie — Callie parou de massagear as costas de Arizona. Arizona silenciou um instante e depois perguntou — Então, você pode me desculpar?
— Você não tem por quê se desculpar. Eu estava errada. Eu que deveria estar te pedindo perdão, Arizona. Sinto, sinto que desde que nós nos separamos só tenho feito burrada... É um erro atrás do outro. Sinto que estrago tudo que toco.
— Você não estraga as coisas, Calliope. Nós duas erramos. — disse com ternura na voz — Eu também errei muito no passado, me arrependo tanto. Mas, nós somos humanas e estamos fadadas ao erro. E eu realmente preciso que você me perdoe por ter sido rude e rancorosa... Prometo nunca mais agir desse jeito com você. — olhava nos olhos da morena enquanto falava.
— Eu perdôo, Ok? Eu perdôo se você me perdoar por tudo que aconteceu com a gente e Sofia nesses últimos meses — disse pegando a mão de Arizona delicadamente.
— Nos perdoamos então. — a loira disse com um sorriso de covinhas que fez Callie sorrir imensamente. Confusa, sem entender bem o que estava acontecendo e sentindo o coração disparar loucamente, Arizona disse que ia ao banheiro um instante.
A morena sentiu a loira dar um aperto meigo em suas mãos antes de sair, como se para fazê-la entender que estava gostando do que estava acontecendo. Em seguida, a loira puxou a mão lentamente, fazendo durar mais o toque antes de sair. Ao mesmo tempo, dando um sorriso doce. Os toques, os sorrisos, os olhares trocados faziam elas se sentirem nas nuvens. Por fim, a baixinha seguiu para o banheiro. A morena agora sorria sozinha. O sorriso era feliz e esperançoso. Sentia o coração bater acelerado e forte. E pela primeira vez, depois de tanto tempo, se sentia viva. Lembrou-se que o primeiro beijo delas havia sido naquele banheiro.
De repente uma luz surgia em sua mente. Aquele era o momento do próximo passo. Pensou que podia está agindo rápido demais, mas se convenceu de que recomeçar novamente ali seria perfeito. Afinal foi ali que a história delas havia começado. Iria recomeça-la ali também. Tudo bem, era um banheiro de bar, mas era extremamente especial. O beijo havia sido mágico. Levantou-se. Nervosa e excitada com o que estava prestes a fazer, pensou "Essa é a minha grande chance. Vai ser perfeito. Tudo vai ser perfeito" Caminhou em direção ao banheiro. Respirou fundo quando estava prestes a abrir a porta. Abriu e entrou. Então, ouviu uns barulhos estranhos. Um instante depois percebeu que eram gemidos. Estavam transando no banheiro. O coração de Callie parou. Não conseguia respirar e se sentia sufocada. "Não pode ser ela, não pode." Pensou.
— Arizona, é você? — perguntou em um fio de voz.
— Vai embora. Não está vendo que estamos transando — uma voz desconhecida respondeu.
Callie se sentiu ainda mais sufocada, baixou a cabeça, colocando as mãos nos joelhos por alguns segundos. Quando se sentiu melhor saiu dali correndo em direção ao carro. Saindo dali o mais rápido que pode. "Como ela pode. Nós estávamos nos entendendo. Estávamos bem. Como ela pode fazer isso." Pensava começando já a chorar. Resolveu para o carro. O celular começou a tocar. Quando viu que a ligação era da loira, desligou o celular. "Ela não me ama mais. Ela não me ama mais." Falava a si mesma se desmanchando em lágrimas
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Dia Atual
Não foi fácil para Callie ouvir tudo aquilo da Arizona sem se sentir mexida. Um misto de alegria e tristeza se apoderava da morena. Depois do que havia acontecido no bar perdera a vontade de lutar por Arizona. De repente viu a loira se declarando a ela. Tudo que podia pensar era que Arizona era louca. Sabia que era a sua ex, que não estavam juntas, mas se sentia traída mesmo assim. Sentia que elas estavam no Joe em um encontro. Afinal, Arizona estava ali e tinha resolvido ficar com ela, havia pedido para estar com ela no bar. Elas estavam se entendendo bem. E mesmo assim Arizona teve coragem de transar com outra mulher.
Pensou também que não seria justo com a ruiva, já que decidiram voltar o namoro e tentar o relacionamento a distância. Callie jamais trairia Penny dessa forma. E agora a morena tinha a chance de tentar seguir a vida com Penny em Nova York, já que Arizona deixou a ortopedista levar Sofia junto. Ver a baixinha abrir mão de Sofia deixou a morena sem saber o que pensar. Sabia que Arizona amava a filha. Sabia que aquela não havia sido uma decisão fácil para a loira. Seu coração pedia para tentar ser feliz com a loira, mas os medos eram tão fortes e com o acontecimento no bar haviam piorando. Por fim, decidiu que o melhor era tentar esquecer Arizona de uma vez por todas e essa era a sua chance. Sentia medo de que não dessem certo. Sentia medo de acabarem se magoando mais uma vez.
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