Amor sem Compromisso
25 Reencontros e Superações
(Meses Depois)
POV Ally
Desde que fomos para o The Camp!, as coisas só melhoraram. Mas nem tanto… Alguns dias depois que saímos de Miami, Trish me ligou para falar do Austin, ela disse que ele tentou falar comigo antes que eu fosse embora, mas não conseguiu; que a Clary está melhorando no colégio e que eu não preciso mais falar com o Dallas pois eles já voltaram; Trish também me disse que Austin quase desistiu da carreira por que eu fui embora.
(AINDA NA LIGAÇÃO) (Trish/Ally)
(...)
Ele desistiu da carreira?
Não. Mas quase…
Eu sabia. Sou só uma…
Pedra no sapato de todos nós?
É…
Isso é mentira, Ally. Você nunca foi uma pedra nos nossos sapatos. Para de pensar nisso.
Então por que ele quase desistiu da carreira?
Ele não tinha mais razão para continuar a fazer isso sem inspiração, e segundo ele, a inspiração é você.
Trish, eu não…
Você disse que iria para o acampamento para pensar, vocês já estão aí há meses. Já resolveu alguma coisa?
Em todos esses meses, eu não pensei nada a não ser a minha carreira, mas agora com a sua ligação, eu percebi o que eu quero para a minha vida
Como assim?
Você vai ver… Apenas, espere.
Ok…
(LIGAÇÃO OFF)
Saí da cabana e corri até onde Marta se encontrava.
– Marta! — gritei ao vê-la.
– Oi Ally. — disse ela.
– Marta, quando receberemos o novo grupo de campistas?
– Acho que daqui três dias, por que?
– Tive uma ideia para recebemos eles com grande estilo.
Contei-a a ideia. Ela aceitou e ligou para Trish, após terminar a ligação, ela veio até mim e disse:
– Tudo pronto. — disse ela.
– Valeu Marta.
POV Austin
Eu estava no meu quarto, deitado na cama quando Trish me ligou. Como eu estava com muita preguiça, botei no viva-voz.
– Fala Trishina.
– Levanta dessa cama Moon! Temos uma viagem para fazer!
– Do que você ta falando?
– Consegui um show de abertura e uma estadia no The Camp daqui três dias.
– O The Camp?!
– Exato. Elas inclusive mandaram uma música por e-mail, caso você quisesse.
– Me manda daqui a pouco.
– Ok. Avisa pros seus pais, eu aviso o Dez. Saímos amanhã de tarde.
– Pode deixar.
(LIGAÇÃO OFF)
~No dia Seguinte~
Quando avisei meus pais que iria para o The Camp, eles deixaram na hora, acham que irá me fazer bem, eu tenho certeza disso.
A música que Trish me enviou, está faltando algumas partes, mas é incrível. Decorei em meia hora. Ela tinha um… Toque especial, um toque estilo Dawson, Ally Dawson…
Agora, Trish, Dez e eu, estamos no aeroporto esperando chamar o nosso vôo. Até que…
– Embarque liberado para o vôo 2340 com destino à Los Angeles.
– Vamos? — disse Trish.
Levantamos das cadeiras e embarcamos.
(...)
O vôo durou cerca de duas horas. Depois, pegamos nossas malas e um taxi para o acampamento. Ao chegar, avistei uma placa que dizia: Bem vindos (de volta)!
Entramos no acampamento e logo vimos Marta, ela estava mais alta, mais velha… Mas ainda bonita.
– Austin, Dez e Trish. — disse ela pausadamente — Vocês não mudaram nadinha.
Cumprimentamos ela. Marta nos levou até o lugar onde ficava o palco, ou melhor, onde fica o palco. A mesma banda estava lá, arrumando os instrumentos.
Andamos um pouco mais, e fomos até uma cabana bem conhecida. Entramos e vimos que já havia alguém ali.
– Maia? — falei.
– Oi Austin. Trish, Dez.
– O que você ta fazendo aqui?
– Maia é nossa nova supervisora.
– A Ally veio com você?
– No inicio sim, mas ela saiu
– Como assim, “saiu”?
– Ela ficou aqui por algumas semanas mas decidiu ir para a cidade, desde então só nos falamos por telefone.
– Hmm…
Marta disse para que nós nos acomodássemos, Maia disse que iria liberar a cabana para mim, sim, somente para mim… Ela, Trish e Dez ficariam na cabana ao lado. Não sei o porquê, segundo ela eu entenderia tudo hoje a noite na chegada dos campistas.
(...)
Já eram quase seis horas e todos já estávamos prontos. Trish e Dez estavam ajudando Marta e Maia com a organização e eu estava me aquecendo.
Quando os campistas chegaram, eles foram encaminhados para a fogueira. Marta suboiu ao palco, se apresentou e disse:
– E hoje, para receber vocês em grande estilo, convidamos um antigo campista do The Camp! Com vocês, Austin Moon!
Os campistas ficaram loucos. Subi ao palco, me “apresentei” e começaram a tocar a música.
Durante a música, alguém começou a cantar junto comigo, não era da plateia, alguém estava com um microfone, só não sabia onde. Ao chegar no refrão, senti uma mão em meu ombro. Olhei para trás e a vi, Ally.
Quando a música acabou, Ally desceu do palco. Eu a segui. Encontrei-a perto de uma árvore. Ela estava me esperando.
– V-Você conseguiu. — disse a ela — Enfrentou seu medo de palco!
– Só consegui por que você estava lá comigo. — disse ela sem me olhar.
– Então por que não ta me olhando?
– Porque eu sinto que vou vomitar e não quero estragar o momento. — disse ela rindo.
– Eu… Ouvi a sua música.
– Que música?
– A que você escreveu com a Demi.
– Ah, essa música.
– Você realmente escreveu ela pra mim?
– Sim, eu escrevi quando ainda morava em Miami, e dei alguns ajustes quando voltei.
– Isso é… Uau.
Ela riu.
– Consegue fazer de novo?
– O que?
– Cantar em público.
– Com um pouco de treino talvez…
Ela andou até a arvore e se apoiou nela, olhou para cima e respirou fundo.
– Quando você voltou? — perguntei.
– Como assim?
– Maia disse que você saiu do acampamento para ir pra cidade.
– Ah, isso. Eu pedi para que ela mentisse. Não pergunte o porquê.
– Ta bem…
– Soube que você me procurou antes de eu ir…
– É. Eu corri atrás do seu carro até a rodovia.
Ela riu, deixou de apoiar-se na árvore. Ela andou até mim e disse:
– Não tenho certeza do que vou fazer, ou o que quero fazer… Mas de uma coisa eu tenho certeza…: Meus sentimentos por você.
Ally deu mais um passo, agarrou a gola da minha camiseta, me puxou e me beijou.
O beijo durou muito tempo (mesmo), eram tantos anos sem ele que eu precisava descontar.
Quando nos separamos, ela respirou ofegante, pôs as mãos ente minha bochecha e meu pescoço e disse:
– E-Eu te amo, Austin…
Aquela frase… Vinda da boca dela, soava como… Algo inexplicavelmente perfeito.
Eu a abracei com força e beijei sua bochecha.
– A cabana ta liberada. — disse Maia atrás de nós — Se quiserem…
– Já entendemos, Maia. — disse Ally tentando esconder o rosto.
Maia riu e saiu andando até a fogueira.
– O que ela tem? — perguntei.
– Como assim?
– Por que ela veio pra cá?
– É… Complicado. Te explico depois.
– Ok. Então… Quer ir pra cabana?
– Sem malicias, Moon. — advertiu ela.
Ela segurou a minha mão e me levou até a cabana onde estavam as minhas coisas.
Assim que entramos, eu fechei a porta, e quando me virei Ally havia sumido. Logo, ela surgiu no corredor.
– Onde você estava?
– No quarto. Só verificando se as minhas coisas estavam lá.
– Nem vou perguntar.
– E não deve.
Andei até ela e abracei-a, nos separamos quando ela disse:
– Então… Ainda precisa de uma compositora?
Eu sorri e a beijei. Acho que nunca me senti tão feliz na minha vida.
– Bem… — disse quando nos separamos — Já que você ta livre e disponível, se declarou para mim, enfrentou seu medo de palco e entre outras coisas… Aceita namorar comigo, de novo?
– Quatro anos se passaram e você ainda acha que eu responderia não para essa pergunta.
Prensei-a contra a parede e a beijei novamente.
(Na manhã seguinte…)
Ally e eu dormimos no mesmo quarto de quando viemos aqui pela primeira vez. Ela estava usando uma camiseta minha como pijama e dormia abraçada em mim com a cabeça em meu ombro.
Acordamos cedo, não sei o porquê… Só sei que ela me acordou não muito carinhosamente.
– LEVANTA DA CAMA MOON! TEMOS PANQUECAS NA MESA E CINCO MINUTOS PARA COMER TUDO! — gritou ela.
– Vou levantar só pelas panquecas. — respondi.
Tomamos o café da manhã e fomos até o lago, onde os campistas se encontravam. Ally se pôs de pé em cima de uma pedra e gritou para todos.
– Bom dia! — gritou ela sorridente — O meu nome é Ally, e sou uma das instrutoras de atividades, sou eu que coordeno todas as atividades e passeios do acampamento. E hoje eu vim comunicá-los que amanhã de manhã iremos fazer um passeio para a praia! — todos vibraram — Então não esqueçam de levar todos os suprimentos adequados: protetor solar, água e se quiserem, comida. Iremos passar a tarde lá e voltaremos perto das quatro horas. As pranchetas com as atividades do acampamento estarão no mural da fogueira hoje a tarde e todos poderão se inscrever. Algumas das atividades são: violão, bateria, artesanato, volei, futsal e… — ela olhou para mim — Uma aula especial de dança com o nosso convidado: Austin Moon!
As meninas entraram em euforia.
– … Isso se ele concordar é claro.
Todos olharam para mim e eu finalmente disse:
– Por que não? — falei sorrindo.
Todos comemoraram, Ally apenas sorriu e bateu palmas olhando para mim. Ela deu os últimos avisos e liberou os campistas.
POV Ally
Após dar todos os avisos aos campistas, Maia me chamou para conversar. Nos afastamos do pessoal e ela disse:
– Meu pai ligou… — disse ela olhando para o lago.
– E…?
– Ele e a minha mãe estão se divorciando.
– Maia, eu sinto muito.
– Não precisa. Ele disse que depois que eu fui embora, e Ginna foi lá em casa eles conversaram, ele percebeu que havia feito uma grande merda e discutiu com a minha mãe sobre o assunto. Ela obviamente não mudou de idéia sobre mim, mas ele sim.
– E agora?
– Como a casa está no nome dele, assim que concluírem o divorcio, ele quer que eu volte para casa. Disse também que a Ginna será bem vinda.
– Maia, isso é maravilhoso! — falei abraçando-a.
– Nem tanto…
– Por que?
– Eu passei os melhores meses da minha vida aqui. Não quero ir embora.
– Quando quiser você pode voltar. Ou pode criar um acampamento em Sidney. Tipo… Uma escola de verão super hiper mega divertida.
Ela riu.
– Gostei da idéia.
Nos abraçamos de novo.
– E você e o loiro? Estão bem ou quer que eu dê uma surra nele?
– Estamos muito bem, obrigada. Mas… Guarda a surra, talvez eu precise dela. — brinquei.
Ela riu e saiu andando. Fiquei um pouco ali, apenas olhando a paisagem, até que tudo escureceu.
– Adivinha quem é… — disse Austin com uma voz infantil e com as mãos em meus olhos.
– Hum… Deixe-me ver. É um loiro lerdo e sem graça que canta músicas pop escritas por mim?
– Hey! — disse ele ofendido — Eu não sou lerdo e nem sem graça.
– E quem te disse?
Ele mostrou a língua. Logo, tirou o celular do bolso e disse:
– Vamos gravar um vídeo e postar no Twitter?
– Ok.
Ele começou a gravar a si mesmo:
– E aí pessoal! Bem, estou gravando esse vídeo para anunciar que estamos de volta a ativa! Sim, em breve teremos músicas novas e clipes também. O porquê disso logo agora? Bem, devo lhes dizer que uma pessoa muito especial em nossos corações voltou para nós. Dêem as boas vindas para… Ally Dawson! — ele apontou a câmera para mim.
– Oi gente! — falei sorridente para a câmera, mas logo virei ela novamente para Aus.
– Bem, acho que é isso… Ah, lembrei. Eu to tirando uns dias de folga, pra pensar e tal… Quando eu voltar para o estúdio, já iremos lançar as músicas novas, então… Fiquem ligados. Bem… É isso, então, tchau! — disse ele animado.
Assim que desligou a câmera do celular, Austin se virou para mim, olhou em volta e disse:
– Então… Estamos sozinhos…
– É, estamos. — falei
– Pode me contar a história da Maia agora?
– Ta bem, mas promete que vai guardar segredo.
– Pode deixar.
Contei tudo o que eu sabia para ele… Depois, conversamos sobre música, e por fim: nós.
Resumindo, a tarde foi perfeita.
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