Amor sem Compromisso
17 Cast e Partidas
POV Austin
Ally permaneceu desacordada por três dias. Os médicos disseram que foi um milagre ela ter sobrevivido. A bala por pouco, poderia ter atravessado-lhe o corpo.
Kira não foi presa, pois é menor de idade. Mas foi mandada para o reformatório. O jornal local fez uma reportagem sobre o acontecimento no colégio, eles incluíram os nossos vídeos na reportagem. Trish, Dez e eu fizemos um video-cast falando sobre isso para postar no meu blog, recebemos milhares de mensagens, a maioria era para a Ally. Queria que ela soubesse o quanto as pessoas a amam.
(...)
– Lester, não tome decisões tão precipitadas. — dizia minha mãe.
– Não me venha com conversar Mimi! Eu vou levar a minha filha para Sidney, sim! — disse ele decidido.
– Oi? — falei sem entender — Você não pode fazer isso!
– Ela é minha filha, Austin! Ela é sua namorada achei que entenderia que é para o bem dela!
– Não, não entendo! A Ally ama esse lugar, é a casa dela!
– Mas ela ama Sidney também, é lá onde ela nasceu!
– E onde não morou nem por um ano.
– Escute aqui! Eu vou levá-la para a Austrália! E você não pode fazer nada disso a respeito!
– A-Austrália? — disse Ally ao finalmente acordar.
– Ally! — falei me aproximando dela.
– Pai… — disse ela fraca — Nós vamos… voltar para Sidney?
– Sim filha, vamos, sim. O mais rápido possível.
– Você não pode fazer isso! — disse ela protestando.
– Ally, não discuta! As passagens já estão compradas. Vamos daqui duas semanas.
– Você já parou para pensar no que eu acho disso? Eu tenho amigos aqui, é a minha família…
– Dói tanto em mim, quanto em você… Acredite.
POV Ally
Meu pai só podia estar brincando comigo! Me levar para Sidney? Que porra é essa?
Bem, ele é meu pai, certamente (e obviamente) só quer o meu bem. Mas Austin não entende isso.
Hoje, quando recebi alta do hospital, meu pai, Austin e eu fomos para a minha casa. Austin e eu subimos para o meu quarto. Eu entrei primeiro, Aus assim que entrou, bateu a porta. Sentei-me na ponta da minha cama, ele se sentou ao meu lado.
– Você só pode estar brincando. — disse ele.
– Austin, eu vou. Sou menor de idade, não posso morar sozinha.
– Fica na minha casa! Ou na da Trish, do Dez ou seja lá quem! Temos que conseguir um jeito!
– Não é questão de moradia, mas sim de segurança. Meu pai quer que eu esteja segura, só isso. E além do mais quando eu fizesse 18 eu vou voltar.
– Eu não quero que você venha para cá quando fizer 18! Quero você agora, comigo…
Ele abaixou a cabeça, seu olhar parecia distante. Inclinei-me e lhe dei um beijo na bochecha.
Ele me olhou, ia dizer algo, mas exitou. Permanecemos em silêncio por alguns minutos, até que eu disse:
– Quando tudo ficou assim?
– Assim como?
– Tão chato e sem cor.
– Se refere ao nosso namoro?
– Não. Me refiro a tudo em geral.
– Eu também não sei… Fiquei me perguntando isso e várias outras coisas quando você tava no hospital.
– Que outras coisas? — perguntei.
– Coisas bobas e sem noção, coisas que eu já sabia a resposta.
– Por exemplo…?
– Se...Se o nosso namoro realmente valia a pena.
– Como assim? Ta dizendo que…
– Não. Não me refiro ao sentimento, mas sim ao relacionamento em si. O status. Não percebe que desde que assumimos nosso namoro tudo aconteceu de errado?
– Tipo o que?
– Eu perdendo o contrato com o Jimmy, você e o tiro. A Trish com o namorado dela…
– Eu… Eu não entendo.
– Sabe, é como… Como carma, aquela coisa que você me ensinou ano passado. Quando alguém faz algo de ruim e…
– E algo de ruim acontece com ela, eu sei.
– Então, é como se fosse um carma invertido. Enquanto estamos felizes, tudo de ruim acontece para fazer com que não fiquemos.
– Acho que entendi. Eu… Eu só preciso pensar um pouco. — falei me levantando.
– Quer que eu saia?
– Não. Eu vou ali na janela — falei apontando para ela — só para respirar ar puro.
Andei até a janela, abri-a, fiquei parada olhando para fora por uns dois ou três minutos.
Não podia ser verdade, ele não podia estar falando sério. pensava.
– Aus…- falei me virando para ele — O que você tava querendo me dizer com todas aquelas palavras?
– Nada, absolutamente nada.
– Aus.
– É sério. Eu disse que eram coisas bobas e sem noção, das quais eu já sabia a resposta.
– E qual seria a resposta para esta questão? Nosso namoro realmente vale a pena?
– Óbvio que sim. — disse ele se levantando — Para você ter uma ideia, essa coisa de karma não funciona comigo.
Eu sorri.
– Que… Que horas são? — perguntei.
– São… Quatro horas. Por que?
– Que tal a gente gravar um vídeo e postar no seu site, para o pessoal saber que eu estou bem.
– Boa ideia.
Ligamos meu notebook e começamos a gravar:
– E aí pessoal! — disse Austin — Estamos de volta depois de três dias, e hoje estamos aqui, finalmente com a única, linda e maravilhosamente talentosa: Ally Dawson!
– Oi! — falei acenando.
– A Ally passou uns dias no hospital por conta de um acidente no colégio, bem, vocês sabem. E ela ainda ta meio mal, ela foi liberada hoje mas já está em casa como podem ver. Bem, hoje nós vamos liberar vocês para mandarem vídeos ao vivo fazendo perguntas para nós. Então, liguem suas web cams em… 5!4!3!2!1! E… Agora!
Ele clicou em um botão e uma menina ruiva apareceu no canto da tela.
– Ai meu Deus! — disse ela — São vocês mesmo! Bem, eu tenho uma pergunta, que eu acho que é a mesma de muitas aqui.
– Pode falar, mas primeiro qual é o seu nome? — perguntei.
– É Jamie.
– Bem, Jamie. Qual é a sua pergunta?
– Vocês dois estão realmente namorando ou é só “amizade colorida”?
– Nós estamos namorando sim Jamie. E quem me segue no Instagram pode ver que 60% das fotos que eu posto a Ally está inclusa.
– Ai meu Deus! Auslly é real!! — vibrou a garota.
– Mais alguma pergunta?
– Na verdade não, quer dizer… Só um pedido, em nome de todas as pessoas que shippam vocês dois. Vocês podem se beijar?!
Austin me olhou como quem diz: Por favorzinho? Eu ri. Ele me olhou com um olhar travesso, se aproximou e me beijou. A garota vibrou de felicidade e disse:
– Valeu mesmo Austin!! Espero que você venha para a Austrália em uma de suas turnês! Tchau!
– Beleza, vamos para a próxima pergunta. — disse Austin.
Mais uma garota apareceu no canto da tela.
– Oi! — disse ela animada.
– Oi, qual é o seu nome?
– Kylie.
– Pois bem, Kylie, qual é a sua pergunta.
– Bem… Na verdade são três perguntas. Primeira: Ally, você é muito ciumenta?
– A Ally nunca se importou com as garotas que dão em cima de mim. Ela é bem gente boa.
– Na verdade, — corrigi-o — Eu sou muito ciumenta, só não demonstro. Mas é verdade que eu não me importo com as garotas que dão em cima dele. Austin é um cantor famoso, óbvio que algumas garotas vão ficar loucas ao vê-lo (no bom sentido).
– Ok, segunda pergunta: Ally, eu sou muito sua fã, amo suas músicas e o seu estilo, mas sempre me perguntei por que você nunca lançou uma música.
– Bem, Kylie. Eu não canto em publico nem gravo minha voz. Eu tenho medo de palco, não consigo cantar, falar ou sequer andar sabendo que eu sou o centro das atenções.
– Legal… Er… Ultima pergunta: Ally, depois do seu acidente, você vai se afastar da música ou vai continuar como se nada tivesse acontecido?
– Na verdade, essa é uma coisa que eu ia contar no final do cast. Mas vamos lá. Eu gostaria de informá-los que não vou mais ser parceira do Austin, não é por causa do nosso relacionamento. É por que, com tudo que aconteceu, principalmente o acidente, meu pai e eu iremos nos mudar. Não iremos mudar somente de estado. Mas sim de país. A partir de semana que vem eu estarei morando em Sidney, Austrália.
Após falar com mais três fãs, Austin deu alguns avisos sobre seus próximos shows, novas músicas e clips. Quando finalizamos o cast, o celular de Aus começou a tocar.
– É a Clary. — ele atendeu e pôs no viva voz — Fala mana!
– Austin, onde você tá? — perguntou ela sussurrando.
– To na casa da Ally, por que você ta sussurrando? Onde você ta?
– To em casa, minhas amigas vieram aqui para uma noite do pijama, mas elas só querem saber de você. Ficaram até agora assistindo seu cast, sorte sua que elas não viram o beijo de vocês dois.
– Por quê?
– Elas são o tipo de fãs fanáticas nivel easy.
– Ata. Então… o que você quer que eu faça?
– Vem pra cá! Faz alguma coisa pelo amor de Deus! Eu só quero ter uma noite divertida com as minhas amigas!
– Ta bem, eu já estou indo… — ele me olhou e disse — Pensando bem… Eu sei exatamente o que fazer.
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