Amor sem Compromisso
37 Austin Comes Back
Notas iniciais
CAP. 37
(Meses depois) (Natal)
POV Austin
Finalmente! Estou de volta a Miami! E melhor, cheguei bem no dia do Natal, assim posso fazer uma surpresa para Ally. Quero só ver a cara dela quando me ver.
Trish e Dez combinaram de ficar conosco no Natal. Chegamos em casa perto das oito, assim que entramos, fomos cercados (pela minha mãe, Clary e Dallas).
Depois das boas vindas, pus as minhas coisas no meu quarto e voltei para a sala, mas fiquei no corredor ouvindo o que eles estavam dizendo.
– Mas ela não vem? — perguntou Trish, obviamente sobre Ally.
– Não. Ela vai passar o natal com os colegas da faculdade.
– Faculdade? Desde quando a Ally faz faculdade? — perguntou Dez surpreso.
– Ela não contou? Algumas semanas antes do aniversário dela, a Ally fez vestibular para a faculdade municipal e passou entre os primeiros colocados.
– Nossa. Em que curso ela ta?
– Música, óbvio. Ela tentou letras, mas não recebeu resposta.
– E esses colegas? Onde eles vão?
– Acho que eles vão na casa de um deles ou para um bar no centro.
– A Ally em um bar? Desde quando?
– Não sei, mas parece que lá é o “ponto de encontro” deles. Ah, o Frank vai ta lá também.
– O meu Frank? — disse Trish.
– Aham.
– Quando eles vão?
– Não sei, acho que daqui a pouco, sei lá.
Nessa hora eu saí do corredor e passei rápido pela sala. Saí de casa e pude ver Ally entrando em uma picape com mais sete pessoas. Ela ficou na parte de trás da picape, e juntamente a mais quatro pessoas, levantou os braços e foi embora.
Corri até o meio da rua e gritei:
– ALLY!
Ela não ouviu, então gritei de novo.
– ALLY!
Nada. Olhei para a minha casa e tive uma ideia maluca. Entrei novamente, peguei a chave da moto da Clary e fui segui Ally.
Não foi dificil, até porque não é muito comum encontrar uma picape cheia de pessoas em Miami.
Segui eles até o centro. E como Clay havia dito, eles pararam em um bar. Estacionei o carro atrás da picape, mas sem que me vissem. Fiquei apenas observando Ally, ela estava muito feliz.
Ally ria assim como os outros. Seria egoísmo meu interromper aquele momento… Mas tive uma ideia.
POV Ally
Gary, Travis, Frank, Spencer, Penny, Kate e Hailey me buscaram em casa. Íamos passar o Natal todos juntos no bar do pai da Penny. Estaria vazio, tem um lareira e é um espaço super confortável. Ou seja, é perfeito.
(Roupa da Ally: http://www.polyvore.com/untitled/set?id=137517201 )
Nos conhecemos na faculdade, e desde então nos damos super bem. Ao todo somos oito, mas se contarmos Austin, Dez e Trish quando eles voltarem, seremos onze (não? Jura Ally? Hahaha).
Bem, acho que vou passar uma ficha técnica sobre eles:
Gary cursa Fotografia, tem 20 anos e é solteiro. Travis cursa educação física, tem 22 anos e é solteiro. Frank (o namorado da Trish) cursa educação física com Travis, tem 23 anos. Spencer cursa Tecnologia (designer de jogos) e é o caçula do grupo, tem 19 anos (ele é irmão do Travis), e é solteiro. Penny cursa arquitetura, tem 20 anos e tem namorado. Kate cursa artes cênicas, tem 21 anos e é solteira. Hailey cursa moda, tem 22 anos e está namorando. E eu, curso música, tenho 22 anos atualmente e estou namorando o garoto mais lindo do mundo (rsrsrsrs).
Eu e o pessoal chegamos no bar e começamos a nos organizar. Presentes embaixo da arvore, jantar na mesa de centro, bebidas no balcão, bolsas e mochilas no sofá lateral.
Assim que estava tudo pronto. Sentamos nos sofás e começamos a conversar. Lembramos do inicio do ano, os micos e etc. Rimos até chorar. Então ouvi meu celular tocar. Austin. Atendi na hora.
– Oi! Você não sabe quanta saudade eu to de você!
Ele riu.
– Onde você vai passar o Natal?
– Com uma garota.
– Ah… — falei desanimada e uma pontinha de ciúmes — Vai ter mais alguém lá?
– Só se ela quiser…
– Hm… Você gosta dela?
– Muito.
– Bem, então, Feliz Natal…
– Ei, posso te dizer uma coisa?
– Claro, o que…?
– Seu sorriso continua lindo.
– Ahn? Como você…
Ele desligou.
Então olhei para o lado. Lá estava ele, parado no meio da rua repleta de neve, com o telefone na mão e me olhando sorrindo.
– Ai meu Deus. — falei boquiaberta e já chorando.
– Que foi, Ally? — perguntou Hailey.
– Austin. — falei sem acreditar.
Levantei do sofá e andei até a porta. Eu sabia que todos estavam olhando para Austin e eu.
Eu saí do bar, corri até Austin e pulei em seus braços. Eu o abracei o mais forte que pude, e não fazia questão alguma de soltá-lo.
Ainda no abraço eu disse:
– Não me deixa nunca mais.
– Nem precisa pedir.
– Eu te amo.
– Eu te amo mais.
Assim que nos separamos, pus as mãos entre seu pescoço e sua bochecha e ele pôs as mãos na minha cintura, nos beijamos.
Quando nos separamos, eu o abracei novamente e sussurrei:
– Não acredito que você ta aqui.
– Acredite. Agora podemos entrar? Eu vim da Argentina para cá e não pensei que estaria tão frio assim.
Eu ri e segurei a mão dele. Entramos no bar e eu comecei as apresentações.
– Gente, esse é o…
– Austin Moon. — disse Spencer.
– É… Fã? — perguntei.
– Não, é que uma garota entrou no meu blog e quando soube com o meu protótipo de robô me pediu uma cópia dele.
Austin me olhou assustado.
– Hey, é brincadeira. — disse Spencer sorrindo.
– Ah.
– Bem… Austin, esse é o Spencer. Ele cursa Tecnologia e é o caçula do grupo.
Spencer mostrou a língua.
– Esses são Penny, Travis, Kate, Hailey, Gary e o namorado da Trish, Frank. — disse apontando para cada um.
Assim que todos se cumprimentaram, Austin e eu sentamos no sofá ao lado de Spencer e Gary. Durante a conversa eu disse:
– Ok, ok. Vamos as revelações. Quem começa?
– Revelações? — disse Austin.
– Toda vez que nos reunimos em uma data especial, nós fazemos um “festival” de revelações. — explicou Frank — Cada um conta um segredo ou alguma coisa que ninguém mais sabe.
– Por quê?
– Como a maioria de nós se conheceu esse ano, fazemos isso para nos sentirmos mais próximos e confiar uns nos outros. — continuou Hailey.
– E como você voltou. Você também irá participar. — falei.
– Você só quer me ferrar, hein. — brincou Austin.
Eu mostrei a língua.
– Ok, quem começa? — perguntei novamente.
– Eu. — disse Penny, todos olharam para ela. — Ontem de tarde eu recebi uma ligação do meu tio de Pittsburg. Ele disse que o anfiteatro da cidade havia pegado fogo, e como ele sabe que eu estou cursando arquitetura, ele mencionou isso ao prefeito e ele permitiu que eu comandasse a restauração e modernização do novo anfiteatro municipal.
– Que incrível Penny.
– Nossa.
– Parabéns.
– Obrigada gente. Agora o próximo.
– As regras dizem que você pode escolher. — lembrou Gary.
– Regras? — murmurou Austin.
– O primeiro a falar tem o direito de escolher o próximo. E assim por diante. — respondi.
– Ah…
– Eu escolho… o Frank.
– Ok… Eu… Vou largar a faculdade.
– O que? Por quê? — dissemos todos em coro.
– Eu não tenho mais condições para pagar o curso. Eu fui demitido daquela escolinha de futebol e não tem nenhum emprego que me interesse ou que me ajude na mensalidade.
– Mas e a Sonic Boom? — disse Austin.
– O que que tem? — disse Frank sem entender.
– A Trish me disse que vocês estavam contratando novos funcionários. — disse ele me olhando.
– É verdade.
– Eu não acho que…
– Pensa bem. A Trish é minha melhor amiga, o Austin ensaia lá sempre e ela sempre acompanha. Se você trabalhasse lá, além de ganhar um aumento generoso de uma amiga, poderia ver a sua namorada sempre que quisesse.
– Eu… Eu vou ter que pensar.
– Ok. Mas enquanto isso, pode escolher o próximo. — falei.
– Ta. É... Hailey.
– Beleza. Não tem forma mais sutil de dizer isso mas… eu e o meu namorado estamos pensando em casamento.
– Ai meu Deus!
– Sério isso?
– Ta maluca garota? — disse Spencer.
– Que foi, formiga? Ciúmes? — brincou Hailey.
– Primeiramente, não me chama de formiga. Segundo, você e esse garoto estão juntos há menos de um ano e já estão pensando em casamento?
– Eu amo ele.
– Não estou dizendo que você não ama. Estou dizendo que acho um pouco precipitado.
– Eu não…
– Hey. — falei interrompendo a discução — Não vamos perder tempo com discuções. É natal. E Hailey, eu to super feliz por você. Spencer, eu concordo com você, mas ela ta feliz, e é isso que importa. Okay?
– Okay. — disseram os dois em coro.
– Eu escolho…
E assim continuou as revelações. Até que o babaca do Spencer me escolheu.
– Vamos Allyada. — disse ele.
– Ok. — falei me levantando. — Todos vocês conhecem o Jimmy Starr, certo? — todos assentiram — Então, eu conversei com ele e ele disse que não tem chance alguma de eu ter um contrato com a gravadora dele, por conta do meu namoro com o Austin. Mas ele disse que eu posso lançar o meu primeiro álbum nos estúdios dele!
– Que incrível, Ally.
– Uau.
– Parabéns!
– Vamos distribuir os presentes? — disse Penny.
Todos vibraram. Penny e Travis foram até a arvore e começaram a distribuir os presentes. Todos os receberam presentes, com excessão de Austin, que ninguém sabia que viria.
– Austin, desculpa. Ninguém sabia que você viria então…
– Não tem problema. Eu já ganhei o meu presente.
Ele olhou para mim e sorriu, logo deu um beijo na minha testa.
Eu sorri. Nunca me senti tão bem… Então lembrei de uma coisa.
Austin estava falando com Spencer sobre os efeitos especiais dos show da turnê quando eu o chamei.
– Hey. — murmurei no seu ouvido.
– Oi. — disse ele olhando para mim.
– Você mudou a fechadura? — sussurrei.
– Ahn?
– Do seu coração.
Ele sorriu, obviamente entendeu.
– Não. E você? Ainda tem a chave ou quer uma cópia?
– Pra que a cópia se eu tenho a original?
No mesmo instante eu tirei o colar com a chave que ele havia me dado de dentro do vestido.
Ele sorriu e me beijou. Quando nos separamos, eu levantei de seu colo e andei até Hailey e Kate.
– Oi. — falei me aproximando.
– E aí. — disse Kate.
– E o pop star? Já mataram a saudade?
– Um pouco. Quem sabe mais tarde…
As duas fizeram caras maliciosas para mim, e eu não pude conter o riso.
– Ah, qual é. Ele é meu namorado, não nos vemos há um ano e vocês querem que eu fique apenas olhando pra ele?
– Não dissemos isso. Apenas estamos curiosas para saber como vocês vão matar a saudade um do outro. — brincou Hailey.
– Hailey! — falei já irritada.
– Que foi? Eu entendo o que você ta dizendo, Ally. Eu sentiria o mesmo se o meu namorado ficasse longe de mim por tanto tempo.
– Desde que usem proteção está tudo certo. — murmurou Kate para si mesma.
Com esse comentário eu fiquei realmente chateada. Lembrei de quando eu perdi o bebê… Acho que elas entenderam o recado.
– Desculpa, Ally. Eu esqueci.
– Preciso de uma bebida. — falei mudando de assunto.
Andei até atrás do balcão e enchi meio como de vodka. Não tomei tudo de uma vez claro, também não sou doida.
Voltei para perto de Hailey e Kate e disse:
– Então, Hailey. Quando conheceremos o amor da sua vida?
– Quando resolvermos tudo, vamos fazer uma “festinha” lá em casa. E vocês estão 100% convidados.
– Ainda bem. Se não eu ia de penetra. — disse Kate.
Nós rimos.
– Ally. — disse Kate ao parar de rir — Você não acha que o Austin vai ficar meio deslocado no nosso grupo? Tipo… Ele não falou com quase ninguém, a não ser o Spencer.
– Ele vai ficar bem. No colégio, o Austin era o mais popular da escola. Fazia amigos rapidinho.
– Bem… Não estamos mais na escola.
Meu celular começou a tocar. Peguei-o em cima da mesa de centro e atendi.
– Alô?
– Ally?
– Eu mesma.
– É a mãe da Jenny, lembra? Nos encontramos no show da Ellen.
– Claro que lembro. Como vocês estão?
– Muito bem. A Jenny está super animada para o show. Estou ligando para perguntar se está tudo certo.
– Sim. Eu já falei com a empresária do Austin. Na hora de entrar no show, apenas digam seus nomes e falem que eu as convidei que a deixarão passar.
– Obrigada, mesmo. A Jenny ficará muito feliz com a notícia. Feliz Natal!
– Feliz Natal! Ah, e mande um beijo para a Jenny por mim.
– Pode deixar. Beijo, tchau.
– Tchau.
Desliguei o celular.
– Ouvi o meu nome nesta conversa. — disse Austin.
– Era a mãe da Jenny. A garotinha de cadeira de rodas que eu conheci no programa da Ellen.
– Era sobre os ingressos?
– Sim. Não esquenta com, isso que eu já falei com a Trish.
– Ok.
Sentei nos banquinhos do balcão ao lado de Hailey e Kate novamente. Conversamos muito. Muito mesmo.
Acho que ficamos no bar até umas três da manhã, ou quase. Voltamos na picape do Gary, como Austin veio na moto da Clary, pusemos ela na parte de trás, onde Spencer, Travis, Penny e Kate foram conosco durante o percurso. Ah, e os presentes.
POV Austin
Eu pensei que iria me sentir deslocado no grupo da Ally, mas me senti bastante a vontade. Spencer é um cara bem legal, mesmo não tendo nem 20 anos ainda ele é bem inteligente.
Acho que no tempo que passamos lá, vi Ally com um copo de vodka e duas de cerveja.
Assim que chegamos na nossa rua, ajudei Ally com os presentes e levei a moto de volta para Clary. Avisei que iria ficar com a Ally, ou seja, tudo certo.
Assim que saí de casa, avistei Ally encostada na moldura da porta de entrada, apenas me encarando. Eu sorri e corri até ela. Parei na frente dela, estávamos há mais ou menos um metro de distância. Muito mais do que eu queria.
– Ally Dawson. — falei pausadamente examinando-a — Já disse que você está linda?
Ela sorriu, mas sem dizer nada. Ela parecia diferente, mais… Eu não sei como explicar.
– Sabe, — continuei — Eu passei a turnê toda só pensando em…
Eu não consegui terminar a frase. Ela me puxou e me beijou. Os movimentos foram tão rápidos que eu só percebi que ela havia me beijado quando ela me soltou.
– Você. — disse finalmente finalizando minha frase ainda atordoado pelo acontecimento.
– Sabe, às vezes você fala de mais. — disse ela mordendo o lábio.
– O que? — falei não acreditando — Ally Dawson dizendo que eu falo demais?
– Às vezes.
– E o que eu deveria fazer em momentos como esse?
– Calar a boca, entrar e me beijar. Eu tava morrendo de saudade.
Eu sorri e entrei.
Ally e eu dormimos no sofá, depois de conversar e namorar muito…
Cara, como eu sentia a falta dela… Agora nada nem ninguém vai tirar ela de mim...
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