Amor sem Compromisso

8 "Amizades" e Mães


Começamos a rir, nos xingar, nos lamentar, até que rolou um clima. Nos olhamos um tempinho, fui me aproximando, estava quase à beijando até que…

ela me empurrou.

– O que foi? — perguntei.

– Austin, eu passei anos da minha vida apaixonada por você. Encontrei alguém que “gostava” de mim e terminei com ela. Não to muito bem… Muito menos para um novo relacionamento ou algo do tipo…

– Tudo bem, eu entendo. Então que tal uma… “Amizade”? — falei.

– Ok, ou você está querendo reatar nossa amizade ou você está sugerindo uma amizade colorida.

– Pois é… As duas opções.

– Você não existe.- disse ela rindo.

Fui me aproximando dela, mas sua mão me empurrou novamente.

– Por que você insiste?

– Eu também não sei. — falei rindo.

– Vou ajudar sua mãe na cozinha.

Acho que tenho de provar que minhas intenções com ela são reais. Talvez minha mãe possa me ajudar nesta situação. Mas é 98% impossível de ela me ajudar. Ela sempre acaba falando de mais e estraga tudo. Espero que se ela abrir o bico que seja para melhorar as coisas entre eu e a Ally. As duas parecem se entender.

POV Ally

Fui ver se a mãe do Austin queria ajuda com a comida. Ela agradeceu a ajuda e pediu para eu fazer alguns sanduíches. Tentou puxar assunto perguntando sobre o que eu acho do Austin.

– Bem é difícil explicar... Sra... – disse sem graça.

– Mimi. Me chame de Mimi. E querida, se é porque eu sou a mãe do Austin não tem porque ter vergonha. Vamos lá me fala o que você acha do meu filho. Pode falar mal não tem mais nada que me surpreenda nele, afinal, eu troquei as fraldas dele querida. – quando ela disse isso morri de rir.

–Bem... O Austin, é muito engraçado, ansioso, e um tanto atrevido...

– Atrevido? Como assim?

– É que desde que nos conhecemos ele tem aquela fama de pegador.

– Mas você gosta dele, não?

– Sim, mas...

– Nada de mas. Ele é especial para você e isso é evidente. Só está insegura de que ele parta o seu coração. Mas nunca vai ter certeza do que achas se não se arriscar.

– Como você sabe? – perguntei desentendida.

– Ally querida, eu também já fui adolescente. Entendo dessas coisas, eu pensava a mesma coisa sobre um garoto na sua idade. Mas adivinha, eu decidi arriscar e no final das contas, esse garoto se tornou meu marido.

– Você está pedindo para eu dar uma chance ao Austin?

– Exatamente. Querida. – disse segurando uma de minhas mãos – Eu sei quando o meu filho gosta de alguém, ele fica preocupado com o que vestir, pensa muito antes de falar. Mas com você é diferente ele te olha do mesmo jeito que meu marido olhava para mim quando namorávamos, é um olhar especial, mas não é só isso, ele sempre me pergunta o que fazer com “as garotas”. E depois de muita pesquisa percebi que ele não só gosta como é perdidamente apaixonado por você.

– Você acha mesmo? – disse enquanto terminava o ultimo sanduíche.

– Eu tenho certeza querida. Agora, faça o possível para vocês ficarem juntos, e pode apostar que eu estou apoiando o amor entre vocês.

– Nossa Mimi você sabe mesmo como dar conselhos amorosos. Obrigada. – falei.

– De nada querida – disse ela.

– Bom, é melhor servimos o lanche.

Servimos o lanche na mesa e chamamos Austin, Trish e Dez. Todos gostaram da comida que preparamos. Especialmente o Austin. Pelo que entendi ele é fascinado por comida principalmente panquecas e hambúrguer.

POV Austin

Minha mãe e Ally serviram o lanche e nos reunimos todos à mesa. Sentei ao lado de Ally e minha mãe na nossa frente ao lado de Trish e Dez na ponta da mesa. Toda a comida estava deliciosa mas o que eu mais gostei foram os sanduíches e o milk-shake.

– Nossa mãe. Dessa vez você se superou. Esses sanduíches e o milk-shake estão muito bons. – quando disse isso a Ally ficou um pouco envergonhada não sei o por que.

– Ai meu filho eu concordo mas, não fui eu que fiz.

– Então que foi? – minha mãe deu uma piscadinha para a Ally que riu – Ally? Foi você que fez isso?

– Foi, quando eu morava com a minha mãe ela e meu pai trabalhavam muito, então ou aprendia a cozinhar algo decente ou passava fome.

– Fez uma boa escolha. – disse pegando um pedaço de presunto e grudando com maionese no nariz dela.

– Ai! Seu infantil! – disse enquanto jogava maionese no meu cabelo.

Quando percebi todos estavam rindo de nós. Principalmente Trish que olhava para nós com um olhar de “eu sabia”. Fui obrigado a perguntar porque ela nos olhava daquele jeito. — Que foi Trish? Parece que ganhou uma aposta.

– Tipo isso.

– Tudo bem. Todos já terminaram? – perguntou a minha mãe.

– Sim. – respondemos em coro

– Então, escovem os dentes e já pra cama pois amanhã tem um dia muito longo pela frente.

– Quer ajuda com a louça Mimi? – perguntou Ally.

– Não, querida. Eu dou conta. Mas, obrigada. – respondeu minha mãe.

– Mimi? Já tratam pelo primeiro nome?

– Sim, meu filho. Quando a Ally se ofereceu para me ajudar com o lanche, conversamos bastante e descobrimos que temos muito em comum.

– Ta, né... – disse me retirando da cozinha.

Percebi que Ally ficou para conversar com a minha mãe. Aproveitei e fui tomar um banho, botar o pijama e me jogar de baixo das cobertas. Mal podia esperar para chegar no acampamento.

Tentei pegar no sono mas, não consegui parar de pensar na Ally, nos olhos dela, no cabelo dela, no sorriso. Aquele sorriso que só de ver já alegra meu dia. Parece coisa de menininha mas é verdade, aquele sorriso leve mas sincero que diz tudo aparecendo ou não.

POV Ally

Como já tinha tomado banho em casa fui logo para o quarto da Clary, onde eu e Trish iremos dormir, ela já estava dormindo, como uma pedra. Deitei mas não consegui dormir, fiquei o tempo todo pensando no Austin, naquele cabelo loiro bagunçado, naqueles olhos, naquele sorriso. Será que ele já havia sorrido pensando em mim? Como não consegui dormir fui até o quarto do Austin e perguntar se podia ficar com ele essa noite.

Cheguei na porta dele e bati.

– Austin. – murmurei – Austin ta acordado? – perguntei

Ouvi o som da porta abrindo e me afastei.

– Ally? Aconteceu alguma coisa?

– É que eu... – travei de vergonha.

– Pode falar. – disse sorrindo.

– Eu não consigo dormir, será que...

– Quer que eu cante pra você? – perguntou me interrompendo.

– Não, é que... Eu queria saber se eu posso passar a noite aqui com você. – revelei sem graça. Já esperava um não.

– Pode, pode sim, eu também não consigo dormir. Entra. – disse abrindo passagem

– Valeu Austin – agradeci entrando, e dando um beijo na bochecha dele.

Sentei na cama dele fiquei meio sem graça.

– Olha, a minha cama não tem cama embaixo então nós dois vamos ter que ficar ali mesmo, ta bem? – explicou enquanto se deitava e abria espaço para mim.

– Não, não. Sem problemas. – disse me acomodando ao seu lado.

Ficamos um tempo em silêncio, comecei a pensar que ele tinha caído no sono. Mas não.

– Ally? Ally você ta dormindo? – murmurou

– Não. Que foi?

– O que você conversou com a minha mãe para ficarem tão próximas? – perguntou virando-se para mim.

– Sobre você. – respondi virando-me para ficar cara a cara com ele.

– Sério? O que ela perguntou? Ou disse?

– Ela disse que sabe quando o filhinho dela gosta de alguma garota e disse você olha para mim do mesmo jeito que seu pai olhava pra ela quando namoravam. É um olhar de, apaixonado.

– Ela disse eu estou apaixonado? Por você? – perguntou não acreditando.

– E sabe de uma coisa louca? Eu acreditei no que ela disse. – disse, ele pareceu surpreso – E eu até gostei de ouvir isso. – agora ele não entendeu nada mesmo.

Quando terminei de dizer isto, olhei para os olhos dele e depois para a boca, e quando percebi já estávamos nos beijando ali mesmo na cama dele. Finalizamos o beijo e sorrimos um para o outro. Dormi ali mesmo abraçada nele.

Quando acordei percebi que ele ainda estava dormindo, como minha mochila estava no quarto dele e resolvi me trocar, de costas para ele é claro e atrás da cama assim eu saberia quando ele acordasse.

POV Austin

A noite passada foi a melhor da minha vida: rolou um clima entre mim e a Ally, minha mãe falou de mim para ela, ela me beijou e agora vamos para um acampamento em LOS ANGELES!

Quando acordei ela não estava do meu lado. Olhei em volta e a vi atrás de mim ela estava tirando camiseta do pijama. Resolvi não atrapalhar, ela já estava de jeans e estava colocando o sutiã, resolvi dar um susto nela.

– Bom dia! – disse preenchendo o silencio.

– Ah!! – ela gritou – Você quer me matar do coração? – resmungou, seguido de um beijo rápido.

– Matar não. Roubar seu coração. – revelei

– Sabia que não se rouba o que já tem não é?

– Ah é? – disse roubando um beijo dela.

Nessa mesma hora o Clary abriu a porta, Ally se levantou depressa e botou a blusa que estava na sua mão.

(Look Ally: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_26/set?id=123176888)

POV’s Ally

– É... Austin me empresta o sua mochila? – disse Clary sem entender nada.

– Ta. Eu pego. – disse Austin saindo da cama e indo para o banheiro de seu quarto.

– Então, Ally. Como passou a noite? – brincou ela.

– Clary se você vai ficar ai fazendo gracinha então cala essa boca. Não aconteceu nada entre eu e o Austin – expliquei.

– Ah é? Então o que você estava fazendo aqui sem blusa beijando ele? – implicou

– Eu vou explicar pra você só uma vez. Eu não consegui dormir, então perguntei para ele se podia dormir no quarto dele. Ficamos conversando ai a gente só se beijo e fomos dormir.

– E por que você estava sem blusa agora?

– Quando eu acordei, percebi que ele estava dormindo e aproveitei que minha mala estava aqui para me vestir. – expliquei.

– Agora ta explicado.

– Obrigada. – disse, saindo do quarto em direção à cozinha.

– Ta aqui. Cadê a Ally? – ouvi Austin dizer.