Notas iniciais
Vamos lá começar então :)

Boa leitura e entrem neste sonho comigo e com eles ♥

"Como é possível ele ser tão estúpido??" pensava Ana enquanto se estava a vestir para mais um dia de aulas.

— Querida, o José já lá está em baixo a tua espera e tu ainda nem o pequeno-almoço tomaste...anda lá rapariga!

— Easy mummy, hoje é o primeiro dia de aulas e Anastácia não pode aparecer de qualquer maneira...tenho que estar a altura de olhares, fofocas e prazer!

— Lá estás tu com essas coisas, despacha-te. -gritava a mãe no andar de baixo.

Realmente Ana era de uma beleza natural, pura e única. Nesse dia ela colocou umas jeans claras, um camiseiro branco com os botões em dourado, casaco de pele castanho, um lenço estampado em tons de castanho e bege, colar e brincos dourados, bota de salto castanha e apanhou o cabelo num rabo de cavalo mas com alguns fios caídos...tava simples mas linda.

— Já vou indo mummy. Tchau! -gritou Ana ao abrir a porta.

— Não lhe dás boleia? Está de chuva hoje filha.

— Nop, tenho que ir...xau xau kiss kiss

Ao chegar lá fora José já a esperava no seu carro e estava impaciente...todas as manhãs eram assim.

— Fogo estava a ver que não...Já estava para arrancar sem ti!

Ele estava mesmo chateado com ela mas ela era linda e maravilhosa e simplesmente ignorou.

— Bom dia também para ti morzão...Estou super bem disposta por isso, shat up and let´s go!

Ao chegar a escola foram direitos á secretaria para ver em que sala iriam ter aula.

— Literatura sala 9... E tu amor? -perguntou Ana a José.

— Calculo sala 20...Não vamos estar estas duas horas juntos amor. -disse ele enquanto a abraçava pela cintura.

— Prometo que depois te compenso...De verdade meu amor.

— Hummm, podíamos ir até á minha garagem depois...que tal te parece?

— José já falamos disso...ainda não me sinto preparada para dar esse passo.

— Bolas Ana, um gajo também se cansa de esperar.

— Pois mas se amas esperas e ponto!

— Podias-me ter esperado e ter dado carona sua parva. -gritou uma voz do fundo do corredor.

— O teu maninho chegou amor...

— Maninho uma porra, ele é filho do meu padrasto e só isso.

O rapaz vai se aproximando do casal, coitado estava num farrapo...pingava por tudo o que era canto.

— Vejo que apanhaste uma valente chuvada na cabeça. -gozou Ana.

— Não consegui apanhar o bus e tive que vir a pé... -disse ele espremendo o casaco.

— E lá em casa não havia guarda-chuva?

— Haver até havia, eu é que quando sai não estava a chover por isso...Não é um objeto que ande sempre comigo...Mas o pior foi não me teres esperado! Bolas que mal é que eu te fiz para me odiares tanto como odeias?

— Cala-te e vai embora...não vês que estou namorando. Chato. -Ana ignorou a pergunta.

— Tens razão, já tocou mesmo né? -disse o rapaz saindo de pé do casal de cabeça baixa.

—Também não era preciso tanta arrogância amor, ele até tem razão, podíamos mesmo ter esperado.

— Até tu? É a minha mãe, agora és tu...deixem-me em paz...- disse Ana separando-se de José.

— Calma paixão, foi só um desabafo...

— Ele é crescido o suficiente por isso...deixa o menino Grey se desenrascar sozinho.

Passado uns 20 minutos Ana correu para a sala de aula que já estava de porta trancada. Bateu mas a professora fingiu que não ouviu. Bateu novamente e nada até que:

— Professora, está uma aluna lá fora.-disse uma rapariga loira de uns olhos lindos.

— Se ela tivesse interessada tinha chegado a horas...Continuamos e ignoramos o facto de ela estar lá fora.

— Se calhar teve alguma coisa importante a tratar.

— Se está assim tão preocupada... Faça o favor de sair para essa menina entrar então. É capaz de ter falta para a menina não ter? -perguntou a professora.

Realmente, o que se ouvia nos corredores da escola nos intervalos era verdade... Miss Lee era uma valente cobra venenosa.

— Eu saio então! — disse uma voz grossa do fundo da sala.

— Quem protestou? — perguntou Miss Lee.

O rapaz levantou-se e saiu da sala de aula sem comentar mais nada. Abriu a porta e Ana perguntou:

— Primeiro dia de aulas e já com falta? Grey Grey Grey, que menino tão mal comportado!

— É assim Ana, agora entra que Miss Lee está fula mesmo.

Ana entrou e sentou no lado vago que tinha ao pé da menina que ainda á pouco protestou. Continuando a aula de literatura, passando textos para o caderno, lendo poemas de grandes poetas da antiguidade, a rapariga disse:

— Ele deve gostar mesmo de ti para ter feito uma coisa daquelas...

— Do que é que estás tu a falar? — perguntou Ana admirada.

— Christian...ele saiu da sala para tu poderes assistir, Miss Lee não te queria deixar entrar então eu protestei e ela perguntou-me se eu queria sair para tu entrares e foi aí que ele disse que saía.

Ana ficou de olhos arregalados a olhar para a rapariga, simplesmente não estava nada a espera dessa atitude depois do que ela lhe tinha feito de manhã.

O dia passou mas Ana decidiu ficar na biblioteca para estudar um trabalho de casa que Miss Lee lhe tinha indicado como castigo de ter chegado atrasada. Já batiam sete horas quando a auxiliar lhe chamou a atenção que a escola ia fechar.

"Boa, sem chapéu sem bateria no telemóvel e a chover!" pensou Ana ao sair da escola. Teve que ir a correr e pelo caminho torceu o pé que lhe fez cair numa grande poça de água. Quando sentiu alguém a ajudar a levantar.

— Tu por aqui? — perguntou Ana.

— Houve alguém que não me deu carona de manhã! — Christian sorriu.

Notas finais
Peço desculpa pelos erros pois deste lado aqui a escrever é uma rapariga vossa irmã mas de Portugal.
Espero que gostem e espero ter comentários...
Obrigado meus lindos e lindas! ♥