Amor psicopata – Você vai me amar se eu matar você
5 Capitulo 05 – Temos que correr
Notas iniciais
A distância entre nós foi aumentando, ele parecia cada vez mais perigos e atendo, e eu senti meu coração apertado e apavorado com a ideia de tentar fugir dele, as torturas com Damian tinham piorado e eu podia jurar que vi uma unha no chão em frente a porta do quarto do fundo, mas não pude ir ver já que ele voltou pra dentro depois de beber um copo de agua e chutou pra dentro, cada dia parecia mais longo do que deveria ser, a cada barulho vindo do quarto eu sentia que Damian poderia morre, a culpa e arrependimento de não ter fugido quando tive chance sempre me assombrava, e cada vez que Sebastian me tocava eu sentia meu coração diminuir, eu podia ver que ele também estava inquieto e percebi novamente os sinais que ele iria sair, andando me casa, me observando mais do que ele já estava, e quando ele disse que sairia em uma sexta a noite meu peito se apertou mais uma vez, aquela seria nossa chance, eu teria que ser rápida, mas ainda me sentia mal por trair a confiança tínhamos construído, pelo amor ele me sequestrou, fez o que quis comigo e sequestrou meu ex e o tortura todo dia.
Quando a noite caiu eu estava assistindo um filme de romance, vi a sombra dele parando e vendo o que eu estava vendo, um riso fez com que eu olhasse para ele que ainda encarava a televisão.
— Não seja tola o amor não existe, eu estou saindo, não sai de casa e nem pense em ir no quarto do fundo. – por um momento seus olhos perfuraram e ficaram sérios.
Ele avançou sobre mim e me beijou com desejo.
— Vou terminar de assistir meu filme. – sorri para ele voltando para o aparelho.
Vi pelo canto do olho ele ficar mais um tempo parado me olhando e depois sair, ele sabia, se não sabia ele sentia, por um momento senti meu corpo arrepiar eu tinha pensando durante todo o tempo em como fugir e nos saímos um pouco da casa, e percebi que o quarto do fundo parecia frágil, era de madeira fina e não tinha nada atrás, com meu coração peguei no canto atrás da geladeira o machado, eu tinha visto ele esconder quando pensou que eu não estivesse olhando meu peito se apertou quando vi que ele nunca realmente trancava as facas, ele tinha confiança em mim e eu estava quebrando isso, e mais uma vez minha mente me lembrou que ele tinha me sequestrado e me prendido aqui, e por mais que eu amasse ele, ele não me amava, ele deixou claro quando saiu: “Não seja tola o amor não existe...”
Senti meus olhos se encherem de lagrimas quando entrei no quarto, estava escuro, Damian viu o machado e arregalou os olhos, mas eu fiz sinal pra ele ficar quieto, com dificuldade tirai a algema dele com a chave pequena demais, e tranquei a porta por dentro.
— Vamos sair por trás. – ele me olho em dúvida.
— Porque por trás? – sua voz era baixa e rouca.
— Porque não tem câmera. – comecei a bater o machado e foi mais difícil do que eu achei, mas consegui, Damian saiu antes de mim, quando ouvi a porta do quarto sendo forçada.
— Eu sabia, eu podia sentir. – ponta pé me fizeram paralisar por um momento quando um pedaço da porta caiu e eu vi seus olhos verdes. – Não ouse sair.
Seu tom possesivo e mandão me fizeram acordar, minha mente deu um estralo e eu vi tudo o que senti, quando fiquei presa nessa quarto, quando me senti sem saída, quando ele trouxe Damian e isso me deu força para pegar a mão que me era estendida e saiu para a noite escura, começamos a correr e eu pude ouvir a porta sendo chutada violentamente, ele estava furioso e era claro que não estava pensando, já que por sorte não resolveu sair pela porta da frente, eu corri com Damian atrás de mim, ele estava fraco e ferido e eu sentia meu coração pesar por ele.
— Ele esta chegando, temos que nos separar. – meu coração pesou por ver ele mais pra trás e eu senti o que ele estava fazendo.
— Nem pensar. – peguei em sua mão e comecei a puxa-lo junto.
— Você não vê que eu estou te atrasando, me escuta eu vou por outro lado, ele vai atrás de mim porque estou mais devagar, promete pra mim que vai se salvar... – sua voz estava falhando pelo cansaço.
— Não vou deixar você pra trás com ele, nem pensar... – minha voz agora era embargada pelo cansaço e choro.
— Selena me escuta. – ele parou caindo no chão.
— Vamos temos que continuar, vamos. – tentei levantar ele, mas meu corpo já estava chegando no limite.
— Não consigo, mas você sim. – ele sentou com dificuldade e puxou meu rosto na altura do dele, com uma mão de cada lado do meu rosto.
— Damian não faz isso. – chorei vendo ele me olhar com determinação.
— Eu te perdi uma vez, eu errei com você e nem esse psicopata fez isso, mas agora eu quero acertar, me deixar fazer isso por você, Selena corre e se esconde. – ele pressionou seus lábios nos meus com certa pressão e então me empurrou. – Vai.
Sua voz demonstrava espanto e comecei a ouvir barulhos, corri mais ainda agora olhando pros lado sem ver muita coisa, estava escuro e meus olhos embaçados pelas lagrimas, por sorte a lua estava alto o que me ajudava a ver aonde estava indo, mas o que significava que meu perseguidor também, ouvi um gemido longo e senti meu coração gelar e se apertar, vi um amontoado de arbustos e me joguei entrando entre eles, me arrependi quando vi que ele tinhas espinhos, mas agora era tarde, me empurrei mais para meio deles sentindo minhas costas e braços sento arranhados, sentei e tentei acalmar minha respiração quando vi passos, eles não estavam rápidos, muito pelo contrário, era como se ele pudesse me sentir, coloquei minhas mãos na frente da boca e nariz enquanto ele passava na frente de onde estava e seguiu, senti um alivio e fiquei quieta, meus olhos começaram a lagrimejar lembrando de Damian e o gemido que ouvi, Deus ele tinha matado ele, eu tenho certeza, fiquei o mais quieta que podia, ouvi um graveto quebrar, mas tentei manter meu coração calmo, ele tinha passado por mim, eu estava a salvo, quando clareasse eu podia achar alguém e pedir ajuda e depois vir buscar Damian.
— Achei você. – a voz de Sebastian veio de trás de mim quando um braço agarrou minha camisa e me puxou, senti os espinhos rasgando minha pele e segurei um grito.
Ele me jogou no chão e ficou me olhando, ele usava a mesma roupa que tinha saído, moletom preto, e calça preta, seu rosto tinha uma mancha vermelha e percebi com horror que era sangue, eu já sabia que estava morta, fiquei deitada enquanto ele andava olhando para mim.
— O que você fez? – seu grito me assustou, mas o medo me segurou parada.
— Responde. – agora ele gritava e me olhava com raiva.
— Eu só pedia para não ir no maldito quarto, era só isso, e você foi, para salvar aquele lixo que te bateu. – seu ódio era palpável e ele agora estava me encarando parado.
— Não vai tentar fugir. – seu rosto agora estava próximo ao meu.
— Sebastian... – tentei falar e uma careta no seu rosto.
— Vai implorar agora? – sua voz era fria.
Balancei a cabeça e segurei um grito de surpresa quando ele me pegou jogando de qualquer jeito no ombro, ele andava rápido e eu senti meu corpo ser jogado de um lado para o outro, não me importei, sentia meu coração se dividindo em dois conforme caminhávamos, passamos por um monte de folhas e vi uma mão saindo dela, foi rápido, mas eu sabia quem era, Damian, senti meus olhos lagrimejarem mais uma vez e como estava de ponta cabeça ela desceu para minha testa, chegamos rápido demais na casa, ele me colocou no chão e eu cai sentada devido a mudança brusca de posição e o cansaço.
— Eu não estou brincando. – ele tinha uma expressão furiosa.
Assenti mais uma vez e vi ele ficar mais agitado, foi até um poço e tirou uma tampa pesada, eu tinha visto ele uma vez, não era fundo, mas era escuro e assustador, senti meu coração acelerar quando ele me pegou de novo e vi ele colocar minhas pernas dentro dele.
— Por favor Sebastian. – eu senti medo pela primeira vez da situação.
Agarrei no moletom que ele usava e ele parou por um momento, meu corpo soluçava e agora eu não segurava o choro, fui puxada pelos braços dele em direção ao poço, me agarrei mais ao moletom.
— Por favor, não. – eu senti meu corpo gelado e meu coração parecia que iria sair do meu peito.
Com um movimento rápido ele me jogou com o moletom ainda agarrado pelas minhas mão, o buraco não era muito fundo, e logo acertei o fim, estava com um pouco de agua e era estreito o que quase me impedia de me movimentar, olhei para cima e vi que ele me encarrava, a Lua em cima dele fazendo com que seu rosto ficasse uma sombra.
— Sebastian por favor... – minha voz era sofrida pela primeira vez eu sentia medo dele.
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