Notas iniciais
Espero que gostem e a primeira Original que estou fazendo adoraria receber FeedBack

Acordei assustada, minha cabeça doía de leve, mas isso não foi o que me preocupou mais, olhei ao redor vendo paredes em madeira, a cama de casal que estava tinha lenções e cobertores brancos, um um guarda-roupa de duas portas, dois criados mudos aparentemente vazios e duas portas, uma aberta que mostrava que era o banheiro, mas a outra fechada, levantei sentindo meu corpo ainda cansado, a quanto tempo eu estava dormindo, ainda usava o vestido que lembrava de ter ido para festa, o chão frio arrepiou meu corpo enquanto eu andava para a porta, não me surpreendi por esta trancada, andei pelo quarto e vi que os criados mudos estavam mesmo vazia por dentro e o guarda-roupa tinha três camisas e dois shorts de malha curtos, fui para o banheiro que era simples, um chuveiro, uma pia com um copo, escova, pasta de dente, um pente e uma privada, usei o banheiro o mais silenciosa possível tentando ver se alguém se aproximava, depois voltei para o quarto, nada de janelas, apenas algumas compridas e altas, subi na cama e constatei que não alcançava, dei um pulo e nada e o colchão rangeu, fiquei parada meu coração acelerado, minha mente tentando lembrar como tinha chegado ali.

Eu tinha ido para uma festa junto de alguns amigos, não sei porque fiz isso, mas eu fui, chegando lá acabei ficando sozinha e comecei a conversar com um cara que conheci na internet, mas especificamente na Deep Web, ele era gentil e sempre me animava quando conversávamos, falei aonde estava e ele disse que iria me encontrar, por um momento fiquei nervosa, eu nunca tinha feito aquilo, me encontrar com alguém da internet, mesmo já tendo dois anos conversando com ele aquilo podia ser arriscado, eu tinha plena certeza que eu podia me arrepender, mas com o álcool e com a solidão falando mais alto tudo que fiz foi pegar mais um copo de bebida, sentar em uma mesa de canto e ficar esperando, depois de várias cantada e a bebida do meu copo ter acabado um homem alto, de pele branca, olhos verdes e cabelos negros na altura do ombro parou na minha frente me olhando de forma intenção, por um momento senti um arrepio subir pela minha espinha.

— Você está fria. – sua voz era grave.

Tirou a jaqueta preta que estava usando e colocou nos meus ombros, tirou o copo da minha mão e me desceu da mesa.

— O que? – dei um passo para longe, mesmo que seus braços me impedissem que fosse muito longe.

— Está tudo bem Selena, sou eu Sebastian. – ele começou a me guiar escada a cima e senti meu corpo relaxar e depois ficar tenso de novo.

Enfim estava conhecendo ele, sua descrição foi fiel ao real e por um momento fiquei analisando seu perfil conforme fomos andando, percebi que ele me indicou um quarto fechando a porta logo em seguida.

— O que estamos fazendo aqui? – minha mente teve um estralo.

“ Você sabe muito bem o que ele veio fazer aqui, você sempre soube, não banque a idiota aqui.”

— Eu queria te ver. – sua voz era calma enquanto ele se sentava na cama saindo de frente da porta.

— Não isso, porque estamos nesse quarto? – minha voz ficou meio baixa, mas pelo olhar dele eu sabia que ele tinha ouvido.

— Quando cheguei alguns caras estava comentando sobre agarrar uma garota de preto e levar para um quarto, não ia arriscar ter que acabar com todos eles. – ele não tinha nenhuma expressão, mas seu olhar assumiu uma frieza macabra.

— Eu não sabia... – senti minha guarda baixar e ele levantou acariciando meu rosto.

— Está tudo bem, e além do mais você estava fria lá embaixo. – sua proximidade era quente, seu hálito tinha um aroma de mente e chocolate e quando me dei conta seus lábios estava no meu.

Minha mente rodava por causa da bebida, mas meu corpo senti cada toque dele que era certeiro no que fazia, seus lábios deixaram o meu apenas para fazer uma trilha do meu pescoço, colo e então para os seis que logo ficaram expostos quando meu vestido foi largado no chão, seu corpo me prendendo no colchão e suas mão e tomando com posse, logo sua camisa, e calça também sumiram deixando-nos apenas com nossas roupas intimas, eu sentia sua respiração rápida em quente pelo meu corpo e eu não ligava de gemer alto, foi quando seus lábios tomaram minha intimidade, senti um arrepio de prazer e logo meu orgasmo chegou, e quando dei por mim seus lábios voltaram para mim com mais fome, suas mãos agora firmes apertavam meu corpo junto ao dele, e logo estávamos unidos, meu corpo reclamou pelo grande volume e meu choramingo foi recebido com atenção e cuidado e logo ele estava lentos e atento, quando o desconforto passou senti a velocidade aumentar e meu próprio prazer subir novamente, a última memoria que tinha era da voz dele me dizendo que estava tudo bem e uma estrada escura.”

Minha mente parou quando as lembranças inundavam uma por uma, o que eu tinha feito, tudo que eu mais temia tinha acontecido, eu tinha deixado ele se aproximar e agora ele tinha feito o que comigo, aonde eu estava, o que ele podia fazer ainda comigo, bom ele podia fazer qualquer coisa, já que além de não saber aonde estava, estava presa, tentei manter a calma e olhei mais uma vez pelo quarto, para meu espanto vi três câmeras, todas alinhadas para eliminar qualquer ponto cego, ele podia estar agora mesmo me observando, tentei manter mais uma vez a calma e a cabeça baixa, sentei na cama tento pensar, primeiro a quanto tempo eu estava ali, segundo aonde era ali e último o que eu estava fazendo ali, com desanimo percebi que não descobriria nada ficando desesperada, e o vestido justo de festa me incomodada, fui para o guarda roupa pegando uma camisa e shorts, o banheiro e claro e estava limpo, tirei minha roupa com calma sentindo meu corpo ainda pesado, entrei no chuveiro e tomei um longo banho, tentando colocar a cabeça no lugar, os produtos era os que eu usava em casa e por um momento lembrei que tinha dito para ele também, eu tinha dito tudo, tudo sobre mim, sua vida, sua rotina, seus medos, seus desejos e aspirações, e olha onde eu estava, presa, senti uma lagrima se misturar no banho e tentou mais uma vez me acalmar, lavei o cabelo deixando que o cheiro familiar me acalmasse, saindo do banho coloquei a roupa que tinha o aroma ainda do amaciante, deixei o vestido em um cesto que tinha embaixo da pia que reparei só quando derrubei o pente, voltei para o quarto, meu coração errou uma batida quando viu que encima do criando mudo antes vazio tinha uma bandeja, me aproximou devagar olhando a porta que parecia nem ter sido aberta, mas sabia que não era verdade, e olhei para o prato, tinha ovos, bife, legumes, suco de laranja e ao que parecia um bolo, tudo organizado e arrumado, o cheiro da comida quente fez o estomago revirar e pensei que talvez eu não devesse me preocupar, afinal o pior já estava acontecendo ou estava no mínimo vindo, comi rápido e com desejo vendo o quanto estava com fome, depois de comer percebi que tinha um bilhete ao lado do prato.

“ Bons sonhos meu anjo “