Amor proibido
14 Little things
Notas iniciais

Amor proibido
Capítulo 14
Por Teylla
I can't believe I had to see,
The girl of my dreams cheating on me
The pain you caused has left me dead inside
I'm gonna make sure you regret that night
Warzone — The Wanted
Um tempo depois da caminhada, encontramos a escola — era grandinha até —, a entrada era decorada com algumas árvores na frente e o piso de mármore.
— Viemos conhecer a escola — comecei dizendo para o porteiro e ele apenas assentiu.
Não sei se foi apenas a minha impressão, mas o mesmo havia encarado o Nicholas de uma forma estranha? Balancei minha cabeça, negando-me de pensar nisso. Deveria ser apenas impressão.
— Nicholas. — O porteiro deu um sorriso irônico para ele.
— Sr. Trock — retorquiu Nicholas ao levantar as mãos para cima.
Entramos e andamos pelo pátio, havia um lugar até interessante, tinha uma árvore com vários bancos de madeira embaixo, ali seria um ótimo lugar para leitura.
A porta de entrada era alta e de vidro, passamos por ela e decidimos subir as escadas que levariam as salas principais. Não era algo que eu realmente queria ver.
— Clarie, eu quero ir ao banheiro... você poderia vir comigo? — perguntei me aproximando, a Maia com certeza ia ficar ali, se agarrando no Nicholas.
Revirei os olhos.
— Claro, mas... você sabe ao menos onde é, criatura de Deus? — indagou e arqueou a sobrancelha.
— Ah... é... por ali — Nicholas apontou para a direita, onde havia um corredor.
— Como você sabe? — questionei.
— É que eu imaginei — respondeu e desviou do meu olhar.
Bufei mostrando que eu estava claramente irritada, mas ele continuou olhando para sei lá onde.
Clarie entrelaçou os nossos braços e fomos até o banheiro.
Como ele tinha dito, o lugar era correto. Como ele sabia? Acordei dos meus devaneios até abrir a porta. O piso xadrez dava um pouco de luxo, mas nada chamativo. Entrei em um dos toaletes e na parede havia escrito várias coisas, como “Nicholas, meu amor”, “Nicholas príncipe”, “Pertenço a você, Nicholas”.
Até mesmo um desenho fofinho.
Mas que diabos, é isso?
Será que é o...? Não, não é possível, certo? Ele disse que não conhecia esse colégio, então... Mas, pera um minuto. O porteiro parecia conhecê-lo e ele sabia a direção do banheiro...
Será que é o mesmo Nicholas? Se for... Isso seria interessante.
Fiz minha necessidade e fui para o espelho lavar a minha mão.
— Foi só no meu ou no seu também tinha coisas escritas como “Nicholas, você é o melhor”? — Clarie abriu a porta de um dos toaletes e perguntou meio assustada.
Eu ri.
— No meu também tinha, e ainda havia um desenho, bem fofinho até — respondi.
Após a Clarie terminar de lavar suas mãos, saímos de lá e fomos ao encontro do pessoal.
— Se perderam ou o quê? — Maia perguntou ao nos ver.
Apenas dei um sorriso irônico.
— Sim, nos perdemos ao vermos um bocado de besteiras escritas no toalete — respondi olhando bem no fundo dos olhos de Nicholas, o mesmo pigarreou.
— Acho que já está bom por hoje... certo? — indagou Nicholas.
— Quero dar uma olhada na quadra. Alguém vai comigo? — argui.
— Eu vou! — respondeu Nicholas. — Afinal... eu acho que não vou me perder aqui...
— Eu também vou — disse Maia.
— Não Maia, você fica comigo. — Clarie a puxou e andou até o andar debaixo com o Dylan.
— Então, Nicholas... Você sabe onde fica a quadra? — questionei.
— Acho que sim, vem comigo — respondeu aparentemente animado.
Nicholas segurou minha mão e eu corei, sentir aquela mão firme segurando a minha era tão tranquilizador... como se todos os meu problemas sumissem. Ele correu e desceu uma outra escada, a qual eu ainda não tinha visto.
Andamos um pouco e saímos do prédio principal, fomos até o fundo, onde tinha uma porta escancarada, adentramos a mesma e avistamos a quadra.
— Uau... ela é...
— Enorme — Nicholas me complementou. — Incrível, não acha?
Parei para encará-lo e pus minhas mãos na cintura, fiz um sorriso irônico.
— Espera um minuto, Nicholas — comecei a falar. — Como você sabia que a quadra era aqui? — questionei me aproximando dele.
— Ah... é que... eu imaginei que fosse — respondeu ao passar a mão pelo cabelo.
— Ah, é? Jura? Isso é o máximo que você consegue mentir? — Comecei a rir.
— O quê? Você acha que eu estou mentindo? — Fez um “o” com a boca.
— Sim, eu acho — respondi sinceramente.
— Ah, nossa, obrigado — Jogou as mãos para o alto.
— De nada, agora me fala a verdade — retruquei.
Nicholas andou até uma porta fechada e a abriu, tinha vários tipos de bola — para jogos, talvez — e pegou a de basquete. Começou a andar até a mim.
— Se quiser a verdade, vai ter que ganhar de mim no basquete, acha que consegue? — Deu um sorriso de vencedor.
— Então — Fiz uma pose de durona. — você acha que EU não vou conseguir ganhar por ser baixinha? — Arqueei a sobrancelha e andei até ele.
— Talvez...? — Riu.
— Ah... você apostou com a garota errada, garotão — retruquei.
Tirei minha jaqueta e a joguei em qualquer lado do chão.
— Vamos lá — disse animada.
Ele balançou a cabeça e olhou para mim, sim, ele lançou aquele olhar intimidador e logo um arrepio me percorreu. Nicholas começou a bater a bola no chão, ativei meu modo V e fiquei prestando atenção em seus passos.
Nicholas andou para o outro lado e começou a correr para a cesta do meu lado e eu corri junto, fiz uma marcação nele, impedindo-o de passar e sorri.
— Acha que consegue ganhar de mim? — questionou.
— Mas é claro que sim, Demônio — respondi.
Avancei para cima dele e tomei a posse da bola, comecei a quicá-la no chão e me direcionei a cesta do gol, rumei-a para cima com tudo o que eu tinha e a mesma começou a rodopiar na ponta da cesta, até que caiu no centro.
Eu tinha feito um gol.
E o Nicholas nenhum, isso era tão bom.
Comecei a pular e comemorar.
— Por favor, não duvide de mim — repreendi-o.
— Estou vendo que não devo ter pena, certo? — indagou.
— Pena? — argui.
Nicholas correu com a bola e fez um gol, graças a minha distração.
— Vai chorar? — Ele fingiu que lágrimas caiam dos seus olhos e que limpava as mesmas.
— Que idiota — ignorei.
Peguei a bola da mão dele e taquei no gol. Passei por ele e joguei meu cabelo para bater na sua cara — propositalmente, é claro —.
Depois de um bom tempo jogando, Nicholas havia conseguido virar o jogo, ganhando de mim. Eu não entendia como, era algo tão surreal. Em um momento, lá estava eu, arrasando. E no outro, comecei a falhar.
Peguei minha jaqueta no chão e quando me virei tomei um susto.
— Como chegou aqui tão rápido? — perguntei me ajeitando.
— Eu já estava andando atrás de você — respondeu e passou a mão no cabelo.
— Hmm...
—Então... eu ganhei o jogo, o que eu ganho? — indagou visivelmente feliz.
— Você? Nada — respondi.
— Eu tenho que ganhar alguma coisa, certo? — Ele segurou minha cintura e fixou seus olhos azuis no meu.
— Não — retruquei.
— Qual é, bichano — contestou. — Isso não é justo!
— O mundo não é justo, querido — Fiz um bico com seus lábios.
— Realmente, o mundo não é justo, Taylor — disse seriamente.
Juro que senti um medo me possuir naquele momento. Algo me sufocava e eu apenas queria me livrar.
— Hm... é brincadeira, Nicholas — falei por fim.
— Não, não é — retrucou.
Nicholas fez algo inesperado, me derrubou no chão.
— Agora estamos quites — disse e fingiu que estava limpando as mãos. O puxei pela perna e ele acabou caindo em cima de mim.
Droga.
Droga.
Seu olhar se encontrou com o meu, nossos corpos estavam grudados e eu comecei a ficar nervosa.
Oh, droga. O que eu faço?
Nicholas acariciou o meu cabelo e deu um sorriso amável que fez meu coração bater mais forte. Esse demônio... ele realmente tinha momentos que era amável.
— Taylor...
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