Amor proibido
7 Capítulo 7 : Enfim, a esperada hora.
Notas iniciais
Dei um fugidinha pra ir na casa da minha amiga postar o 7 pra vocês ♥
Me perdoem mesmo pela demora :/ Vou tentar (agora é sério) postar o 8 pra vocês hoje, pra compensar.
Taylor enfim se muda, mas o que ela encontrará lá?
- Pronto Tay, chegamos! — Minha mãe disse toda feliz, ela me tocou levemente e balançou meu braço.
Acordei ou melhor apenas abri os olhos graças a minha mãe que balançou meu braço.
- Mhm?
- É o quê?
- Mhhhhhm...
- Não to te entendendo filha.
- Já uaah chegamos uaah mesmo? — Falei me espreguiçando, levantei os meus braços e estiquei minhas pernas olhei para minha mãe- Uaaaaaaaaaaaaaaaah!
- Aham, não é linda nossa casa? — Ela apontou para um lugar, segui o dedo dela e dei de cara com um casarão a minha frente, fiquei deslumbrada com o tamanho do lugar, como ela era perfeita, era um pouco rustica, mas não era tão rustica assim.
Era uma mistura de coisas modernas também, achei muito linda mesmo.
- Nossa...-Abri minha boca- Estou realmente-bocejei- sem palavras mãe!
- Eu também fiquei assim quando a encontrei, estava tão feliz e a primeira pessoa que eu lembrei foi você, sei que gosta dessas coisas.
- Mhm, acertou na casa.
- Sim sim.
- Que horas são mãe?
Ela levantou o casaco todo preto que ela estava usando e olhou para o relógio.
- Agora, são exatamente 16:20 por quê filha?
- Ahn, nada.
- Sabe filha você já sabe que não iremos morar só nós duas né?
Nessa hora lembrei que o amigo da minha mãe moraria lá também, eu espero que ele seja uma pessoa legal, não quero alguém insuportável no mesmo ambiente em que eu moro, afinal de insuportável já basta eu!
- Ah, sim mãe, eu sei.
Ela abaixou o olhar e ficou encarando o volante.
- Sabe filha... Me perdoe realmente por isso, é que bem — ela olhou para mim- estávamos com alguns problemas financeiros e nós decidimos dividir as despesas juntos então...
— Nós?
- Sim, eu e o meu amigo.
- Hm... — Virei meu rosto para olhar para a casa.
- Você está chateada com isso certo?
- Huh?! — Olhei para ela- Claro que não mãe.
- Que bom minha filha, sei que insisto muito nesse assunto, mas é que eu quero apenas a verdade-ela sorriu- se você não estiver se sentindo a vontade nesse local é só me contar certo?
- Aham, não se preocupe mãe, sei que me darei bem ai. — Menti.
Não, eu não sinto isso, pelo contrário... Não sinto uma bom pressentimento com tudo isso, sei lá, é como se algo realmente muito grande fosse acontecer, com certeza deveria ser coisa da minha cabeça, mas... Bem, só vou descobrir isso quando eu começar a conviver nessa casa certo?
- Que bom filha, de verdade.
Dei um sorriso torto.
Senti meu celular vibrar na bolsa, comecei a vasculhar a bolsa em procura do meu celular e o achei, era uma mensagem da Clarie.
" Eai, já chegou? Avise para nós, estamos querendo ir ai te ver ainda, e eu e a Maia iremos dormir ai, já sabe né?"
Elas iam dormir aqui? Eu não sabia disso, talvez fosse bom pelo fato de que eu conviveria com um estranho, acho que isso me deixaria mais feliz, afinal ter meus amigos em minha casa é muito bom, eles definitivamente irão me ajudar a me acostumar com esse lugar, certo?
Respondi.
" Já, to no carro ainda com minha mãe, nós quem? ... Não, não sabia que dormiriam aqui rs, quem falou com vocês sobre isso?"
Olhei para frente, as casas dessa rua eram tão chamativas, muito belas, de verdade, definitivamente minha mãe não estava tendo despesa com dinheiro, era mais uma desculpa dela claro, mas tudo bem.
Meu celular vibrou, a Clarie tinha me enviado outra mensagem.
"Ainda não entrou na casa por quê? Eu o Dylan e a Maia, te avisamos ontem sua anta! Estamos querendo conhecer o local, ah sim, sua mãe ligou para a minha mãe e para a mãe da Maia, e falou quase implorando para nós dormimos ai."
Olhei para minha mãe de relance, para quê ela fez isso? Ri silenciosamente, ou tentei. Não era necessário isso, mas tudo bem né.
- Mãe, você chamou a Maia e a Clarie para dormir aqui?
- Sim, achei que você se acostumaria mais rápido com o ambiente se suas amigas estivessem aqui, não estou certa?
Eu sorri.
- Sim mãe, obrigada. -A abracei bem forte.
Lembrei de responder a Clarie.
" Ah sim, ela me falou agora sobre isso, ah certo, eu não sei exatamente o porquê de não entramos vou perguntar a ela daqui a pouco, certo venham logo ok?"
- Sabe filha, não ache que terá outro homem que ocupará o lugar do seu pai...
- Pare com isso mãe de novo com esse assunto? Você tem mais é que se divertir, curtir, amar, namorar e tudo mais, você não tem que se prender só por causa do papai, sei que é difícil esquece-lo mas vamos lá né mãe! Você é jovem ainda, tem mais é que curtir! -Interrompi.
Ela sorriu quase com os olhos bem úmidos aparentando que iria chorar.
- Bem, obrigada por isso filha.
Pensei que talvez ela estivesse apaixonada por esse amigo dela?
-Mãe!
- Huh?!
- Não me diga que...
- Não me diga o quê?
- Que você está apaixonada pelo seu amigo!
Ela corou rapidamente, e olhou para o lado, eu sabia que ela estava apaixonada por ele, eu sabia!
- Mãe...?
- Sim, é verdade, ele é tão...
- Tão?
- Lindo, maravilho, ele é carinhoso, amável, meu Deus filha, você não tem noção.
- Huh?! Você está apaixonada mesmo hein mãe?
- Sim... Aish, o que eu posso fazer? Eu não queria me apaixonar por ele, não mesmo!
- Entendo mãe.
- Não, você não entende, mas sei que logo entenderá. — Ela começou a rir.
- Do quê exatamente a senhora está rindo?
- Nada, nada.
- Sei...
- Filha, você vai querer ir olhar sua escola nova amanhã com seus amigos?
- Sim mãe, se possivel claro.
- Então certo, eu te darei o endereço e você vai lá tá?
-Sim.
- Você precisa ver filha, aquela escola é tudo o que você sempre quis. Ela é enorme, bem espaçosa, tem uma biblioteca imensa, as salas são todas com ar codicionado, tem sala de informatica, tem até um palco bem grande para peças teatrais e outros, tem uma piscina também para as aulas de educação fisica, e muitos meninos muito lindos mesmo. — Ela sorriu- Não que você vá precisar- ela murmurou nessa parte.
- Sério mãe? Tirando a parte dos meninos lindos, essa escola é tudo de bom! Obrigada mãe.
- Aish, que tipo de adolescente é você? Qualquer uma ficaria muito feliz em saber que vai estudar em uma escola onde existem muitos meninos lindos, talvez pirariam, mas você não argh! Nem sorri com isso! Que decadência minha filha.
- Não é como se eu fosse uma adolescente desesperada atrás de menino né mãe? Por favor! Você sabe muito bem como sua filha é. E você ainda insiste nesses assuntos?
-Tenho que tentar né? Afinal, não quero ter uma filha solteirona, isso é humilhante. — Ela começou a rir.
- Oh, claro mãe! Tão humilhante... Para quem? Pra você?
- Não, claro que não é para mim né filha, é exatamente para você, para quem mais seria? Você nem deu seu primeiro beijo ué.
- Aish, mãe!
- O quê?
- Esqueça esses assuntos por favor!
- Ih, to tentando ser uma mãe legal tá? — Ela fez uma pose muito louca quando falou isso e eu comecei a rir.
Senti meu celular vibrando e tinha duas mensagens, uma do Dylan e outra da Clarie, abri a do Dylan primeiro.
" Heeeey Tay, me perdoe mesmo, mas não vou poder ir hoje, vou ter que ajudar minha mãe aqui em casa, espero que se sinta a vontade na sua casa nova, já chegou? Mande noticias ;*"
Respondi a ele com um sorriso no rosto.
"Poxa, queria que viesse hoje, vou sentir tua falta! Sim, já cheguei"
- Por quê esse sorriso todo? Posso saber? — Disse minha mãe toda interessada.
- Era apenas o... Dylan mãe..
-Dylan? Seu amigo de infância? O lindinho?
-Mãe! Sim, é ele...
- Droga- ouvi ela murmurando. — Quer dizer, que bom.
- Como assim?
-Nada não.
Lembrei da mensagem da Clarie e a abri.
" Amiga, o Dylan não vai poder ir hoje, eu e a Maia já estamos indo praí, iai já entrou na casa? Claro que já, então espere a gente ai! Beijos."
Realmente, por quê não entramos até agora? Isso estava muito estranho.
"Certo, venham logo, ainda não entrei, tô sem entende o porquê."
Vi que tinha outra mensagem do Dylan.
" Ei, não se preocupa não, amanhã a gente vai ver a nossa escola nova, combinado?"
Respondi
"Combinado :-)"
Guardei o celular na bolsa, e olhei meu anel, ele estava todo diferente, estava dourado, bem dourado, quase ouro. Era lindo dessa cor também, lembrei do sonho que tive com o meu pai, como algo que ele me deu em um sonho pode aparecer na minha vida real? Que coisa louca!
Meu pai na verdade, sempre foi estranho com algumas coisas, mas nunca cheguei a me importar de verdade, achava que eram coisas noirmais, afinal a gente nunca nasce sabendo de nada certo? E eu era pequena naquela época, não sabia o que ele fazia e tals, isso é compreensivo certo?
Mas fora isso, meu pai era um homem muito bom, eu o amo muito, e tenho esperanças que ele esteja vivo, sei que vou encontra-lo em algum lugar, mas não sei onde, não posso perder minhas esperanças!
Lembrei novamente do meu novo colégio, eu seria 1º ano, sei que seria tudo diferente de como era antes... Mas tudo bem, me acostumo, ou melhor eu tenho que me acostumar de qualquer jeito.
Isso talvez não seria tão difícil pra mim já que eu teria meus amigos, eu de verdade queria continuar no meu antigo colégio pois lá, eu consegui um lugar especial na escola como a melhor aluna e agora entrando em um colegial acho que será muito difícil conseguir isso, ainda mais que podem existir alunos mais inteligentes que eu.
Ah Taylor Mongerst, pensando nisso novamente? Aish, pare de ser idiota! Você é bem melhor que isso, melhor que todo mundo! Não se esqueça, você consegue tudo o que quer mesmo que tenha que passar por cima de todos! E quando você diz todos, é todos mesmo, não se esqueça disso principalmente, não seja coração mole! Se esforce para conseguir o que quer!
Concordei com meu pensamento silenciosamente, afinal tudo o que você consegue é sozinho, mas eu acho que não sou uma pessoa solitária nem nada disso, eu tenho amigos! Mesmo sendo 3 eu tenho! E sei que eles nunca me abandonariam por nada nesse mundo, eu acho.
Eles são muito importante para mim, muito importantes mesmo, sorri, é tão bom saber que mesmo você sendo insuportável,- sim eu sei dos meus defeitos ok?- eu posso ter pessoas com quem contar! Sei que eles não são falsos-pelo menos comigo, claro.- e é o que me faz feliz.
Não preciso dessa tal droga do amor, amor é para os fracassados, afinal amar é destruir. Se eu permitir me apaixonar eu tarei me destruindo sem mas. Não quero causar isso para mim, deve ser bastante torturante sofrer por alguém que não é você mesmo. Imagina, você já tem mil e um problemas e surge mais um causado pela pessoa que você ama?
Aish, muito complicado -balancei minha cabeça em negação- muito complicado, de verdade. Prefiro ser solteira e não ter experiências amorosas,- pelo menos por enquanto, afinal não vou ficar solteira para sempre...Né?-
Sim, é verdade que eu não quero ter nenhuma relação amorosa porquê tenho medo de sofrer por causa do amor. Compreensivel não? Disseram que é uma sensação tão ruim, mas ao mesmo tempo tão boa, encantador... Mas quando tem o ciúmes é delirante, é como se te atingissem com uma faca apunhalada bem em seu coração, imagina que loucura?
Não vou sentir essas coisas tão cedo, não mesmo! Quero me concentrar em meu futuro primeiramente é claro, sem mas. Apesar de quê eu sei que dias melhores virão embolados com os dias ruins, sinto intuições boas sobre esse colégio,- sorri- Queria contar minhas coisas para meu pai, porquê sei que ele me entenderia muito bem, esse era mais um ponto bom do meu pai.
Mesmo que eu quisesse ignorar, meu pai fazia bastante falta em minha vida, queria fingir que ele não existe, mas não era possivel, porquê ele estava vivo em meu coração e seria muito difícil tira-lo de lá, eu também não queria fazer isso, afinal é meu pai certo? Isso seria bastante errado não é...?
Sei que vai ser difícil me acostumar com essa nova casa e com o fato de ter um cara entre nós, mas farei isso pela minha mãe, porquê eu a amo muito, muito mesmo e quero ve-la sorrir de hoje em diante, ela sempre vagava pela casa com o semblante triste, eu ficava muito mal com isso...
Acordei dos meus pensamentos com minha mãe me sacudindo de um lado para o outro no carro, até me assustei, olhe para ela.
— Você não tava me ouvindo?
- Não mãe, me perdoe.
- Me deixou preocupada de verdade!
- Ahn, mãe por quê não entramos até agora?
- Podemos ir agora.
- Podemos mesmo mãe?
- Claro.
( aviso da autora linda de vocês, recomendo ler essa parte ouvindo a música Try de Pink. beeeeeeeeeeijos )
Guardei tudo o que estava em cima de mim na bolsa, abri a porta do carro e pisei na grama verde e bem fofa, me espreguicei bocejando, fechei a porta do carro e me aproximei da casa e percebi que ela aparentava ser bem aconchegante.
- Taylor!
Olhei para minha mãe, ela estava me chamando para ajuda-la com as malas, fui até ela e tirei as malas uma por uma de dentro do porta malas, o fechei com cuidado e bati palmas.
- Está de parabéns com a casa mãe, realmente magnifíca.
- Estou lisonjeada com o elogio filha. -Ela sorriu.
Percebi um barulho de carro vindo logo atrás da gente, fingi não ouvir e continuei a encarar a casa.
Ouvi passos de alguém vindo até mim.
- Taylor...- Me virei para ver o que era, tinha um homem com cabelo loiro, e olhos azuis tão alegres, tinha o rosto bem desenhando, os ombros eram largos e pelo que isso indicava ele tinha a barriga definida, o cabelo emoldurava o rosto, o que fazia ele parecer mais jovial. — Esse é o meu... Amigo Sebastian.
- Ah, olá, muito prazer, sou Taylor Mongerst filha dela- Sorri.
-Imaginei, a beleza é igualável. — A voz de Sebastian... Eu acho que já ouvi uma voz parecida, apenas parecida, pois não é totalmente igual, a voz dele era um pouco mais diferente que a outra.
- Oh, claro que não. — Eu ri.
- Bem então, vamos entrar? — Minha mãe disse com o sorriso na cara.
- Claro mãe. — Falei tentando parecer alegre também.
- Ah... espera, tem alguém que eu quero apresentar a Taylor. — Sebastian falou sorrindo.
- É ele querido? — Minha mãe falou.
- Sim. — Sebastian respondeu na mesma hora.
- Ele... Ele quem?
Olhei para o outro lado da grama, e dei de cara com um garoto.
Notas finais
Mandem reviews, opiniões são sempre bem vindas, lembrem-sem disso e não deixem de acompanhar Amor Proibido!
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