Amor proibido

1 Capítulo 1.


— Filha tenho boas novas! — disse minha mãe, entrando no meu quarto, demonstrando totalmente sua felicidade.

Olhei-a de relance a tempo de perceber o quão feliz ela estava, voltei minha atenção ao que estava fazendo antes.

— Não vai perguntar o que é? — perguntou se aproximando de mim. Girei na cadeira e a olhei, sempre que ela diz que tem boas novas, nunca é exatamente coisas boas, quer dizer para ela é, mas para mim...

— O que é, querida mãe? — perguntei com um sorriso torto.

— Vamos nos mudar! — ela respondeu com os olhos brilhando. — E talvez...

— Talvez o quê?

— Não será só a gente.

— Como assim?! — perguntei surpresa.

— Topei com meu amigo de morarmos juntos, é meio longe daqui.

— Mas, mãe como fica minha escola? Eu não quero trocar de escola, eu já disse a todo mundo que estudaria de novo lá esse ano.

— Não se preocupe querida, como sou amiga da mãe de Clarisse e da Maia, falei para matriculá-las na mesma escola em que você vai estudar, e ah! Falei com a mãe do Dylan também, então está tudo ok né?

— Não, não está tudo o.k, e tudo que eu construí naquela escola? Eu era a melhor aluna de lá mãe!

— Nada que você não possa fazer de novo filha, vamos lá, é bom mudar as vezes... Por favor! — me olhou para mim quase chorosa.

Girei a cadeira para frente, sem olhar para ela, e assenti com a cabeça.

— Sério? Ah, minha filha — Ela correu até mim e me abraçou. —, eu te amo.

— Tá, eu também te amo.

— Vou ligar hoje para meu amigo e dizer que topamos!

Minha mãe saiu do meu quarto pulando de alegria, como eu havia imaginado era apenas boas novas para ela, o que eu faço? Não posso me mudar, não agora que estava indo tão bem na minha escola, eu era tão respeitada. Até o ano passado sempre ficava em primeiro lugar nas provas, e tudo isso seria destruído por uma decisão da minha mãe, mas bem... Não posso fazer nada certo? Só tenho apenas 16 anos, então não posso sair de casa.

Dei um giro com a cadeira, levantei e fui até o meu guarda-roupa, o abri e joguei todas as minhas roupas em cima da cama, me estiquei um pouco e peguei uma mala que estava guardada em cima do mesmo. — Só posso esperar para ver como será essa minha nova vida, presumo eu que ela será terrível. Oh vida! — murmurei.