Notas iniciais
Escrito com InesAmazona ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Cris: Emiliano, onde você está?!

Emi: Calma, Cris. Estou chegando ao departamento...

De repente, a ligação cai e ouve-se o barulho de uma explosão.

A janela da sala de Cristina treme assim como todo o departamento, Sanchez que estava entrando na sala dela se assusta.

Cris: EMILIANOOOOOOOOOOOOOOOOO. – ela tenta sair correndo, mas Sanchez a impede, — Me solta eu tenho que descer, Hades o pegou.

Sanchez: Não vou deixar você descer agora, uma equipe deve estar chegando ao local. Calma Cris.

Cris: Calma Sanchez?! Como calma, Emiliano pode estar ferido ou até... – ela entra em desespero quando pensa na hipótese da morte dele.

Sanchez a segurava, Cris chorava sem saber o que fazer ouviram as sirenes de ambulâncias e a dos bombeiros, uma equipe antibombas estava no local também, foram exato 10 minutos entre a explosão e a chegada da equipe.

Aurora entrou na sala de Cris vendo que as coisas estavam pior do que ela pensava, Pablo desceu e começou a registrar mais um ataque de Hades, queria ver se ele era o obsessivo a ponto de ficar ali e olhar sua obra de destruição.

Cristina estava sentada no sofá chorando, Rosário estava com Carlos no hospital ainda ela ligou e mandou reforçar a segurança deles, Carlos deu alguns instruções para Rivas e Sanchez, quando tudo parecia perdido todos olham em direção ao corredor, ele vinha todo sujo de poeira e com alguns arranhões mas estava bem, passou caminhando lento de passou largos e entrou na sala da Cris, Sanchez deu passagem para ele.

Em: Acho que vou precisar de um banho. – falou olhando para Cris, que levantou rápido e pulou no pescoço dele o abraçando.

Cris: Eu pensei que...- ele a impediu de falar colocando o dedo nos lábios dela.

Em: Estou aqui e agora vai ficar tudo bem.

Cris: Mas como você.

Em: Quando estava vindo para cá ouvi algo no carro, pensei ser algo na mecânica, mas quando você ligou e eu atendi ouvi um clique e logo veio o tic-tac. Sai do carro deixando o celular dentro dele e o carro explodiu. O gatilho para acionar a bomba foi o celular, ou seja, sua ligação.

Cris: Ele sabe de nós, sabe que estavam juntos. Não quero ninguém se ferindo por minha causa. – ela abraça Emiliano, Aurora que via tudo de lado faz uma revelação que deixa todos mais apavorados ainda.

Aurora: (ela faz um som com a garganta, para chamar a atenção) Capitã, sabe que faço meu trabalho muito bem, não sabe.

Cris: Claro que sim Aurora, mas por que está falando assim?

Aurora: De tempos em tempos, faço uma busca nos seus equipamentos e na sua casa, em busca de algo hackeado ou clonado, Então dessa vez encontrei isso. – ela mostra imagem da casa de Cristina, Rusty com Raúl e a professora na sala de casa.

Cris: Mas como ele conseguiu entrar na minha casa. – ela leva a mão na boca apavorada.

Aurora: E isso não é tudo, tem uma microcâmara no seu quarto. Ele te observa. – Emiliano pega o celular e liga pra Raúl e manda que saiam da casa imediatamente, só que sem dar muito alarde.

Cris: Casa de Rosário e do meu pai?

Aurora: Somente do seu pai tinha uma conexão nas câmeras do prédio, nada, além disso.

Cris: Por isso seu carro explodiu, ele nos viu Emiliano, na noite que ficamos juntos, ele nos viu. Ele é um louco.

Em: Calma meu amor, vamos resolver isso. Aurora mande limpar o local, a câmera era como longo ou curto alcance?

Aurora: Curto. Indicando que ele recebia as imagens via bluetooh, ou ele está no prédio ou em um local bem próximo, estou indo para lá com uma equipe, assim poderei mapear a frequência e tentar achar o local do ponto de origem.

Em: Faça isso, precisamos de novos equipamentos celulares e tudo mais.

Aurora: Vou providenciar. – nesse momento Pablo entra e pede que eles o acompanhem a sala de monitoramento.

Quando chegam, ele mostra algumas imagem do estacionamento do prédio de Cris, do local da explosão e do beco perto do prédio do Comandante.

Pablo: Estão vendo aqui. – mostrava no monitor alguém perto do carro de Cris e depois de Emiliano. – Então fiz um perfil dessa imagem, buscamos alguém com 1,80, cabelos negros, pele morena clara, mas o que me chamou a atenção foi isso. – ele mostrou tanto a imagem do estacionamento quanto a da frente do departamento. – Esse cara aqui, está com a mesma blusa em ambas as imagens, ele está com um capuz mas consegui filmar agora lá embaixo a blusa.

Cris: Meu Deus, é um de nós. – ela fica chocada ao ver o brasão da Policia no moletom do suspeito.

Em: Se é um de nós, não será por muito tempo. – ele pega o celular e faz uma ligação. – Falcão, sou eu Ruiz, preciso conversar com você. A Filha do Comandante está sendo perseguida.

Falcão: Claro, pode deixar nos vemos no local de sempre.

Falcão era o nome de guerra da ex-militar amiga de Emiliano, Falcão serviu o exercito do país, mas era de origem persa, sendo condecorada por salvamento e resgate de terras inóspitas, além claro de ser a melhor snipper mulher que um batalhão poderia ter.

Nadi Zahra também era especialista em rastrear pessoas que não queriam ser encontradas. Alguns dizem que ela tem algo místico no olhar. Nadi era amiga de Emiliano de anos. O nome de guerra de Nadi foi dado depois de uma operação de resgate onde ela foi certeira como uma ave de rapina, hábil e perspicaz em locais abertos. Nadi era a mulher certa para o serviço.

Emiliano arrumou um hotel seguro para que Cris e todos ficassem até a limpeza da casa, Raúl colocou seus homens na casa junto com Aurora, Pablo começou a fazer um perfil mais adequado junto com Amy, toda a equipe estava mobilizada. Rivas estava com Rosário e Carlos, fazendo a atualização dos fatos, deixando Carlos com raiva, mesmo com os apelos de Rosário, ele deixou o hospital. Eles foram para o Hotel onde ficariam por uns dias. Os 4 quartos do andar foi ocupado com equipes também. Além que ninguém entrava no andar sem ser anunciado.

Eram quase 20h quando Rosário, chamou todos para jantar, Carlos estava no sofá conversando amistosamente com Rusty, ela sorriu ao ver a cena.

Carlos: Vamos menino, o cheiro está bom.

Rusty: Vô, como é ser o cara que manda em tudo?

Carlos: Eu? – ele sorriu e abraçou o menino.- Eu posso andar com um motorista e com as sirenes ligadas.

Rusty: Que massa, acho que quero ser assim também, o cara que manda.

Cris: Isso vai depender de suas notas, semana que vem você fará as provas no colégio oficial, depois podemos conversar se você será o Cara. – falou Cris saindo do quarto de banho tomado.

Rusty: Prova, mãezinha, pensei que só as aulas estava bom.- ele fez cara de choro. E foi abraçar a nana.

Rosa: Se tirar boas notas, que eu sei que vai, vamos viajar para a praia.

Carlos: Amor, não prometa, estudar e tirar boas notas é...

Cris: Uma obrigação já que não faz nada além de estudar. Frase batida papai, mas ele vai fazer, estudar não é mesmo, já que eu ouvi isso a minha vida toda de estudante.

Rusty: Então quero trabalhar, sei lá vender balas na rua, lavar os carros dos prédios.

Cris: Vamos para a praia assim de quer, ok E não precisa mais disso, agora você tem uma família. Mas lavar os carros, isso podemos pensar.

Todos riram sentaram para jantar quando Emiliano entrou no apartamento.

Em: Desculpe a demora, estava comprando umas coisas. – entrou entregando uma sacola para Rosário, uma para Rusty. – Senhor essa é para o senhor, de boas vindas. E Cris essa é para você.

Carlos: É impressão minha ou tem um pedido de consentimento de romance entre vocês, com essa garrafa de Tekila Honor, safra especial, com autografo da Kate Del Castillos, um aviso, só não a beije na minha frente que eu te parto a cara, safado, olha amor me comprando com uma garrafa de tequila com autografo.

Ros: Acho que ele está sim. Adorei meu menino, obrigada.

Rusty: Tio vai casar com a minha mãezinha?

Cris: É cedo para isso meu amor, vamos com calma sim.

Rusty: Mas vocês já dormem juntos.

Carlos e Rosário olharam para os dois, Cristina ficou sem jeito na frente do pai, aquilo não foi o que ela queria. Não dito daquele jeito.

Cris: Miguel, por favor. – ele sabia que tinha pisado na bola, ela o chamou pelo nome.

Rusty: Foi mal.

Emi: Muito . Senhor, podemos conversar?... Claro depois do jantar.

Eles estavam felizes ali, uma família nova que se formava, Cristina e Emiliano trocavam olhares, sempre que ele podia tocava na mão dela e ela fazia o mesmo. O jantar estava tranquilo, Rusty falava da professora que era legal, mas que adorou ficar com o tio Raúl, contou que ele perdeu varias partidas no vídeo game para o menino que se vangloriava.

Eles ficaram na sala conversando quando Rusty dormiu no colo de Cris, Emiliano o pegou levando para o quarto, quando voltou a sala somente encontrou Carlos.

Carlos: Podemos conversar agora, as meninas já se recolheram. E você espere que eu saia da sala para entrar no quarto da minha filha. Ruiz, eu avisei se fizer ela chorar...

Em: Senhor, quanto a isso não se preocupe. Agora quero que olhe o que Aurora achou no porão do prédio de Cristina. O sinal de origem das câmeras vinha desse deposito na garagem, ainda não mostrei para Cris, ela terá que saber.

Carlos: Ele está obcecado pela minha filha, isso me assusta demais. Falou com Falcão, ela vai fazer?

Em: Sim ela vai, ela quer conversar com a Cris, montar um perfil do Hades, Ela esta com Aurora e Amy agora.

Carlos: Bom. Confio em você Ruiz, não me decepcione.

Em: Pode deixar senhor, ela ficará bem. – eles se despendem e Emiliano espera Carlos entrar no quarto dele e de Rosário para entrar no quarto de Cris.

Ela estava deitada somente com as pernas cobertas, estava com um conjunto de seda preta de shortinho e blusa de alças finas, estava lindo, ele sentou na cama e ficou olhando para ela.

Se levantou e foi tomar um banho, voltou somente de roupão, secando os cabelos.

Ela estava pensativa.

Emi: Uma moeda pelos seus pensamentos.

Ela dá um leve sorriso.

Cris: Como foi a conversa com o meu pai?

Emi: Até que foi boa. Ele enfatizou mais uma vez o quanto será doloroso ele arrancando a minha coluna se eu fizer você chorar. Então, acredito que temos que fazer de tudo pra isso dar certo. Gosto da minha espinha onde está, obrigado.

Cristina começa a rir.

Cris: Só você mesmo pra me fazer rir e esquecer, um pouco, a situação em que estamos vivendo. – mas o sorriso dela se desfaz. – Mas não podemos viver assim, Emiliano. Esse maldito precisa ser detido.

Emi: E ele vai, pequena. Estamos quase. Eu sinto que falta pouco.

Cris: Emiliano?

Emi: Sim?

Cris: O que você me esconde?

Emiliano engoliu em seco.

Emi: Como assim, Cris?

Cris: Deixa pra lá. – disse ela o puxando para deitar com ela. – Deita aqui comigo. Vamos ficar assim, abraçadinhos.

Emi: Seu pedido é uma ordem, capitã. – disse ele sorrindo.

Logo o cansaço os vence e eles dormem abraçados.