Amor por Acaso

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Notas iniciais
Escrita com InesAmazona

O telefone de Cristina toca ela olha e fica tensa.

Cris: Maldonado. Fala Sanchez.

Sanchez: Capitã, ele, o assassino atacou novamente, e dessa vez é um dos nossos. E pior se parece com a senhora. — Cristina sente o corpo tremer e um calafrio percorrer seu corpo.

Quando Cristina desligou o celular, estava preocupa, Emiliano notou que tinha algo errado.

Em: Cristina está tudo bem?

Cris: Não, ele atacou novamente, e acho que o alvo principal sou eu agora. – ele se aproxima dela com carinho e suavemente fala.

Em: eu estou aqui, vou te proteger. – ela o olha nos olhos, vê o que ela fala é verdadeiro, mas se afasta.

Cris: Tenho que ir. – ela pega a bolsa e vai até a porta e para. – Ainda vamos conversar viu Emiliano.

Quando Cristina chega no local, Sánchez avisa que o Comandante já está ali, ela sente um arrepio gelado percorrer seu corpo, era uma cadete da polícia. E sim muito parecida com Cristina.

Com: O que vamos fazer agora, Cristina não quero você em perigo. – ele estava atrás dela.

Cris: Vamos fazer o que sempre fazemos Comandante, nosso trabalho.

O corpo dessa vítima era diferente, as características eram diferentes, algo diferente dos outros corpos, este não tinha lacerações, ou outro tipo de ferimento, ela foi morta por asfixia, com algum travesseiro, talvez. O que intrigava a todos, era o fato do corpo parecer uma personagem de contos de fadas, como Bela Adormecida, por exemplo. Estava com um vestido, uma coroa de flores na cabeça, e segurava um buquê de flores sobre o corpo.

Aquilo era estranho e doentio.

Cris: Boa noite, bom acho que não tão boa assim. Me atualizem, Amy?

Amy: A nossa vítima foi morta de maneira que seu corpo não fosse danificado de nenhuma maneira, pelo contrário, o assassino foi.... Digamos assim... atencioso com ela. Não quis que nada afetasse sua beleza. O vestido no estilo grego, as flores no cabelo, e levando em consideração que estamos na primavera, diria que o nosso assassino a matou baseando-se no mito de Perséfone.

Cris: Que mito é esse, Amy?

Amy: Na mitologia grega, conta-se que o deus dos mortos e do mundo inferior Hades, se apaixonou por Perséfone, filha da deusa Éstia, deusa da colheita. Como ele estava obcecado por Perséfone, Hades fez de tudo para que ela fosse com ele para o mundo inferior. O resto da história, não é importante no momento, o que temos aqui é um sujeito obcecado.

Rivas: Ele estava obcecado pela cadete?

Amy: Sanchez disse que ela características parecidas com as da capitã. ... Não, Rivas. Ele está obcecado pela Cristina. Pra ele, ele é Hades e Cristina é a sua Perséfone.

Cris: Certo. Tudo bem, chamem o departamento forense e isole essa área de gente curiosa. Vejo vocês no departamento, vai ser uma longa noite.

Cris: Alguém sabe onde o comandante está?

Rivas: Ele saiu mais, Capitã. Mas não avisou onde ia.

E ela estava certa. Foi uma noite difícil, Cristina estava com a cabeça cheia. Precisava ir para casa, descansar. Esfriar a cabeça para poder pensar melhor, tinha alguma coisa faltando, ela podia sentir.

O corpo foi levando para o IML, Cris e sua equipe depois de colher as informações, amostras, DNA, fotografias e as demais pistas, foram descansar.

Horas depois, Cris cansada chega em casa e encontra seu pai, junto na mesa de jantar de mãos dada com Rosário e Emiliano.

Cris: Uau que comitiva. – ela olhou o pai com as mãos em cima das de Rosário. – Acho que está segurando vela aí Emiliano.

Carlos: Filha precisamos conversa. E respeito também é bom.

Ros: Menina, vai sair com essa de novo.

Cris: Sair com o que? Emiliano pode nos dar licença, tenho um assunto de família para resolver aqui. Rusty?

Em: Está bem, boa noite Nana, Comandante. Dormindo. — ele passa por ela, suspira e fala. – Vai com calma, ok. Boa noite Cris.

Cris: Vamos lá, eu amo você nana, mas só quero uma resposta. Foi antes ou depois que minha mãe morreu? – ela deixou a bolsa no sofá, tirou a arma da cintura colocando na mesa, e sentou de frente para eles.

Carlos: Como é Cristina?

Cris: O romance de vocês, começou antes ou depois que Helena morreu, é uma pergunta simples.

Ros: Sim, é uma pergunta simples e a resposta é mais simples ainda, começou anos, anos depois da morte de Helena sua mãe, para ser mais exata há 1 ano. Pronto está aí sua resposta. – ela tinha os olhos cheios de lágrimas, queria sair dali.

Carlos: Filha, amei sua mãe, ela foi a mulher com que deixei frutos, a mulher que me deu você, meu bem mais precioso.

Cris: Que ironia não é papai, o bem mais precioso que quando mais precisamos de você onde estava mesmo? Ah sim, fazendo sua carreira como chefe do maior departamento de policia do país, para chegar onde está hoje. E seu bem mais precioso, cresceu somente com sua mãe e sua nana, que hoje tem um caso com você.

Carlos: Não é assim, eu deixei você, por.... – Rosário segurou a mão dele, que parou de falar.

Ros: Esse assunto agora não. Isso você terá que falar para ela, quando chegar a hora certa, Cristina agora está nervosa, e tem problemas demais para administrar. Cris, sabe que te amo como minha filha, nunca nesse mundo vou te magoar ou te enganar, mas o que eu e seu pai temos, começou quando fomos viajar e que encontramos ele em Tampico, na praia você ficou dois dias comigo e teve que voltar, e então eu e ele, bom depois de alguns tragos... – ela olhou para ele e sorriu.

Carlos: Não planejamos nada filha, aconteceu, nunca tinha olhado a Rosário de outra maneira, na casa da sua mãe, era só sua mãe. Quando você deixou a praia, ela veio me falar, que teve uma emergência e ficamos conversando sobre você, como estava linda, como meu orgulho por você cresce a cada dia, depois rimos com as suas travessuras de criança, e sei que ainda tem uma que não deixou de fazer. – nesse momento Cris baixou a guarda e riu, os dois também.

Ros: Está ali na cozinha, pode comer é todo seu! – Cris fez uma cara picara e levantou indo na cozinha pegando o balde de sorvete, o pedaço de bolo de chocolate e leite.

Carlos: Agora quer fazer o favor de guardar essa arma! Ela aqui em cima da mesa me deixa nervoso, menina!

Cris: Ah vocês dois. Amooo isso. Obrigada pai, por me trazer meu sorvete favorito. E não venha dizer que não, pois sei que aqui em casa tinha acabado.

Ros: Cris e sobre nós, eu e seu pai?

Cris: Só vou pedir uma coisa, não se beijem na minha frente tá, a nana é minha ainda pai, minha, entendeu! – eles sorriram.

Ros: Agora vamos descansar que o dia foi turbulento. Cris vá descansar minha menina. — ela deu um beijo na testa dela, quando Carlos foi fazer a mesma coisa Cris se levantou e sabia que meios problemas estavam resolvido, ainda tinha um pendente.

Carlos: Boa noite filha, terá mais um carro aqui essa noite, ok. E já conversei com o detetive Ruiz, ele também está avisado.

Cris: Ai eu não sou criança mais, Comandante. Boa noite para vocês. – eles foram caminhando em direção a porta e pararam olhando de volta para Cris e sorriram.

Carlos: Acho que Rusty fez bem a ela.

Ros: Eu diria que Emiliano está mexendo, na verdade os dois estão!

Carlos: Como assim Emiliano, Rosário? Eles não podem ficar juntos. Não podem, Cris não pode sonhar com isso, ele é o....-parou de falar na mesma hora. – Bom, deixa isso para lá, e então na minha casa ou na sua.

Ros: Acho que na minha já que estamos na porta, não é? – ele sorriu ela abriu a porta e entrara no apartamento dela, que era de frente para o de Cristina.

Na manhã seguinte Cristina, saiu antes dos demais acordarem, nem viu Rusty, entrou no seu quarto deu um beijo nele, deixou um bilhete e um presente. Saiu do quarto e viu que a porta do escritório estava entreaberta, olhou Emiliano dormindo e sorriu. Na verdade, ele não estava dormindo, estava esperando ela sair da porta para se levantar, pois tinha mania de dormir pelado, e como estava ereto, não quis assustar Cris. Ela foi direto para o departamento, mandou mensagem para Amy, queria saber o que era a vítima da noite passada.

Morales, que sabia que a Capitã estaria cedo ali, tinha começado a autopsia na cadete Citlali Diaz, era cadete do departamento há pouco mais de um ano, era jovem e tinha um futuro pela frente, e isso deixaria Cris mais atordoada.

Cristina olhava enquanto Morales fazia a autópsia do cadáver.

Morales: Você tem certeza que não prefere esperar lá fora, Cristina?

Cris: É sério, Morales?? – disse ela em tom de deboche. – Já vi coisas vem piores nesse trabalho, você sabe.

Morales: Ok. Você é a Srta. Durona aqui! Fria como gelo, saquei! – disse ele continuando com o seu trabalho.

Cristina entendeu a indireta.

Cris: Olha, Morales, eu... Bem... Me desculpe se, naquele dia, eu fui ríspida com você, sabe... Esse caso desse Serial Killer está tirando o meu sossego. .... Então.... Me desculpa, tá? – disse ela meio sem jeito, Cristina não era boa em pedir desculpas.

Morales: Tudo bem, Cristina.

Cris: Certo. .... Então, o que temos aí? – ela pergunta, mudando de assunto.

Morales: Realmente, ela morreu asfixiada, mas não como imaginávamos.

Cris: Como assim?

Morales: Água nos pulmões.

Cris: Está me dizendo que essa moça foi afogada?!

Morales: Sim. E logo em seguida, ele secou os cabelos dela com todo o cuidado, por isso não aparentava o afogamento.

Cris: Esse cara é mesmo um doente!

Amy: Ele assina seus crimes, Cristina. – disse ela aparecendo na sala de autópsia. – Cada vítima. Ele foi cuidadoso com os detalhes de cada uma, inclusive como chegar em cada uma delas.

Amy olha para Cristina de uma maneira diferente.

Amy: Cris, podemos conversar um minuto?

Cris: Sim, claro. -as duas se afastam. — O que foi, Amy? ... O que você ainda não me contou?

Amy: A segunda parte da história de Perséfone é que Hades conseguiu levá-la para o mundo inferior, mas como foi através de trapaça, ele fez um acordo com Éstia, mãe de Perséfone.

Cris: Que acordo?

Amy: Ele ficaria com ela metade do ano, e Éstia ficaria com a outra metade.

Cris: E o que isso tem a ver?

Amy: Cristina, ele está atrás de você. Sua mãe já morreu, mas quem você acha que ele vai usar para chegar até você?

Cristina sentiu seu coração apertar.

Cris: Meu pai!