Amor por Acaso
1 Capítulo 1 - Servir e Proteger
Notas iniciais
Para Raquel Silva, mi hija bella
Colaboração InesAmazona
Cidade do México 20:00
A Capitã Cristina Maldonado estava em sua sala da Divisão de Crimes Graves do Departamento de Polícia, ela olhava as fotos as 4 moças mortas por um serial killer, ela queria entender o padrão dele, queria ler a mente do assassino para ver como e quando ele agia. Todas as moças eram de classe média alta, loiras, universitárias e um detalhe que chamou sua atenção, elas faziam o mesmo curso de História Clássica.
Ela lia atentamente os relatórios das autopsias que o Dr. Morales havia enviado, quando o Sargento Sánchez, bate na porta e ela manda ele entrar.
Sánchez: Boa noite Senhora, vamos indo, quer algo mais? Vamos ao Pitis tomar umas cervejas.
Cristina: Hoje eu passo, não vou com vocês, quero revisar esses relatórios. Divirtam-se sem exageros. – ele faz um sinal como se estivesse batendo continência para ela e sai.
Parque Estadual Guadalupe
Rusty, como era conhecido, estava se aninhando em meio as folhas secas e a jornais que pegou no caminho, e no tronco de uma árvore ele dormiria, ele era assim onde dava e quando dava ia ao parque, pois ali quase ninguém o incomodava e ele conseguia comer o que achava e dormir tranquilo, menos naquela noite.
O garoto era astuto, então mesmo tendo 12 anos sabia como se proteger, ali estava tranquila, a lua fazia a noite mais clara. Ele dormia tranquilo quando começou a ouvir algo, alguém estava cavando um buraco perto dali, Rusty sorrateiramente segui o som, não ficou muito perto, viu um homem, ele estava com uma pá fazendo um grande buraco no chão, depois saiu e foi até um carro não muito longe, pegou um saco com algo muito pesado, quando o homem iria colocar o saco no buraco um braço saiu de dentro dele, assustando Rusty, que acabou escorregando, fazendo barulho em meio ao arbusto, o homem se viril e viu um vulto, jogou o saco no buraco e sacou uma arma, e saindo para onde ouvia os barulhos de folhas.
Rusty correu o quanto pode, o homem atrás dele, Rusty corria quando ouviu um tiro que pegou próximo ao galho onde ele estava esperto se jogou no chão, ficando quieto, o homem veio mais perto e não ouviu mais nada voltou para o ponto de origem e Rusty foi para fora do parque momentos mais tarde.
Enquanto isso na DCG (Divisão de Crimes Graves)
Um policial entrou na sala de Cristina afoito.
Pol: Capitã, temos uma denuncia, está meio estranha, um garoto pela voz, disse que viu um homem colocar um corpo dentro de uma vala no parque, estamos mandando duas equipes para lá.
Cris: Ok se for algo para nossa Divisão me avise, já estou indo para casa. – ela pega suas coisas e vai para casa.
Cristina mora em um aconchegante apartamento, não é muito grande, mas é seu lar, ela deixa a bolsa e alguns papeis na mesa, abre à geladeira pega uma garrafa de vinho branco, depois pega uma taça e senta no sofá, degustando o vinho, fica ali no sofá praticamente até pegar no sono.
Amanheceu, Cristina estava tomando café, era o que conseguia fazer pela manhã, somente café, mais tarde ela comia algo, estava prestes a sair quando o celular tocou.
Cris: Maldonado, bom dia Sargento.
Sánchez: Capitã, ontem por uma denuncia anônima, estamos no local, acho melhor vir para cá.
Cris: Mande-me a localização. – ela desligou e pegou as coisas dela a bolsa e saiu.
Sánchez mandou a localização, estavam no parque, na divisão Aurora rastreava a ligação do telefone publico, e depois imagens de câmeras de vigilância do local, era uma sincronia a divisão, Cristina comandava tudo com pulso firme, mas como harmonia, pois nem sempre os crimes eram fáceis.
Rivas: Capitã, ainda bem que chegou, acho que achamos as covas do serial killer HC (História Clássica). Temos mais 3 corpos.
Cris: Quem fez a denuncia?
Rivas: Bermudez está atrás disso. — nesse momento Rivas recebe uma chamada de vídeo de Aurora.
Aurora: Rivas tenho o som da ligação, já rastreie, to buscando vídeos das câmeras de segurança do bairro, mas já aviso, o denunciante deve ter no máximo 15 anos, a voz é de um garoto.
Rivas: Capitã escutou tudo.
Cris: Aurora, assim que conseguir os vídeos e tiver uma boa imagem dele mande para a equipe de busca canina, aqui no parque pois se estava aqui a noite pode ser uma criança abandonada.
Aurora: Certo Capitã. Ah outra coisa, o chefe já ligou.
Cris: O que ele quer?
Aurora: Falar com a senhora. – Cristina faz uma cara e revira os olhos, já sabia o que ele queria.
Depois que uma grande equipe vasculhou o local achando pistas, vestígios, Sanchez, Rivas e Maldonado voltaram para o departamento, de lá montar o cronograma dos Crimes e da Cena do Crime. Assim que a equipe chega, Aurora chegou com o tablet mostrando o que tinha encontrado.
Aurora: Capitã olha isso. – mostrou o vídeo e depois o som, como o vídeo de segurança estava sem som, ela com a ajuda de Pablo o áudio e o vídeo.
# Áudio on
Pol: Departamento de Policia, qual a emergência?
XX: Acabei de ver um homem com um saco grande, dai dentro do caso caiu um braço, pera não caiu, caiu, só saiu para foro do saco, o cara vai enterrar alguém no parque, é perto do barranco do cervo, onde tem as árvores grandes, tá lá, acho melhor mandar alguém vai que o dono do braço ainda esteve vivo.
Pol: Calma garoto, como sabe disso. Podemos te ajudar.
XX: Não podem, o cara me deu um tiro. Tchau vou nessa.
# áudio off
Aurora: Quando o policial recebeu o chamando ele, avisou uma equipe próxima, que foi lá e viu o corpo e chamou a divisão. – ele entregou a foto do menino para a capitã.
Cris: Meu Deus, ele é muito pequeno, por que esta nas ruas? Ligue para a divisão de desaparecido e veja no banco de dados deles, faça uma pesquisa de face, quero uma equipe buscando por ele, pois se ele viu o rosto do assassino, ele esta em perigo. Ele é nossa testemunha que viu o homem.
Quando Cristina estava arrumando o quadro com a cronologia dos crimes "modus operandi" assassino, quando ouviu.
XX: Maldonado, como sua equipe ainda não divulgou o retrato falado do assassino ou em que pé anda a investigação.
Cris: Bom dia Comandante Hernández, não foi divulgado por que não temos o retrato falado, e ainda estamos fazendo a cronologia dos crimes.
Com: Bom e o que esta fazendo aqui, tem que achar o denunciante. Quero-o salvo e em segurança.
Cris: Estou fazendo isso Chefe. – ele saiu e ela revirou os olhos.
Pablo: Oi Capitã, achei no banco de dados do dep. de Desaparecidos, o menino tem 13 anos se chama Miguel dos Anjos, ele fugiu cerca de 1 ano do orfanato.
Cris: Daí explica muita coisa. Tem mais informações?
Pablo: Nas ruas seu apelido é Rusty. Isso foi o que encontrei, o local onde costuma ficar, é uma praça, onde ele pode comer e nesse abrigo que de vez em quando ele aparece.
Cris: Rivas vem comigo, Aurora me manda informações sobre a praça, os tuneis, e possíveis locais onde uma criança possa se esconder. – Aurora pisca para Cristina, ela e Rivas saem do departamento.
Rivas e Maldonado, foram para a praça junto com alguns policiais, todos tinha uma foto do Rusty, momentos depois, Cristina foi avisada que um garoto estava próximo aos dutos do túnel no parque, ela deu a ordem para que ninguém abordasse o garoto, somente o observasse até ela chegar. e assim foi, ela chegou entrou no túnel, e foi para o duto.
Cris: Oi Rusty, sou a capitã Maldonado, da policia, preciso da sua ajuda, o que você acha? Pode me ajudar?
Rusty: Capitã e seu pai deixou você ser policial? Nossa!! Quero ver seu distintivo primeiro depois podemos fazer um acordo.
Cris: Justo, aqui, estou na policia há quase 20 anos. E então podemos ser parceiros?
Rusty: Vai me deixar dirigir o carro da policia?
Cris: Posso te levar de carona, mas dirigir ainda não dá.
Rusty: Vai ligar as sirenes?
Cris: Isso eu posso fazer.
Rusty: Poderia me pagar um grande café da manhã também, faz horas que não como nada.
Cris: Fechado! Sirenes e um super café da manhã. Vamos? — eles saem do duto, uma equipe de paramédicos estava ali, Cristina foi avisada que ele deveria ir para o hospital, pois estava desidratado e desnutrido, e assim foi. Eles o levaram, mas antes passaram em uma lanchonete onde ele comeu tudo que pediu e não foi pouca coisa.
A capitã levou o garoto para o hospital com as sirenes ligadas, ele achava um máximo, ela foi informada que ele deveria ficar ali por dois dias, ela mandou uma equipe ficar de plantão, pegou uns nomes dos policiais que ficariam com ele, e dos médicos e enfermeiras que poderiam chegar perto do garoto, depois voltou para a divisão.
Quando ela chegou no departamento, Cristina ficou raivosa ao saber que o comandante acabara de dar uma entrevista coletiva, informando que eles tinham uma testemunha ocular que poderia identificar o suspeito de matar as jovens universitárias.
Cristina andava de um lado para o outro em seu gabinete, ela iria enfrentar o Comandante mais uma vez. E isso seria menos um ponto para ela, tanto profissional quando pessoal. os embates dos dois estavam cada vez mais frequentes, e isso a deixava louca.
Naquela mesma noite, três casas de acolhimento foram invadidas, mas o garoto estava no hospital, Sánchez avisou a capitã que quando chegou a Divisão de Crimes Graves, pediu para falar com o Comandante.
Cris: Bom dia senhor. — falou ela depois de bater na porta e ser autorizada a entrar.
Com: Bom dia Maldonado, ainda quero saber o porque está usando esse sobrenome. Mas isso deixo para depois, a que devo a honra Capitã. — falou com tom de ironia.
Cris: Minha vida, minha escolhas Comandante. Bom vim lhe informar que com a sua precipitação em avisar que temos uma testemunha ocular no caso do serielkiller, três casa de acolhimento foram invadidas ontem a noite, a nossa sorte que o garoto esta no hospital.- ela falava olhando na cara do comandante, como se quisesse desafiar ela, provocando.
Com: Isso não é culpa minha, não falei que era um garoto de rua e que estava em uma casa de acolhimento.
Cris: Mas quem sabia era o assassino, e sabia que era um garoto de rua e que iria para as casas de acolhimento do estado. Ele não poderá ficar exposto assim, temos que fazer algo, ele é o único que pode reconhecer o assassino.
Comandante Hermández: Já que você insiste tanto que o garoto não pode ficar na casa de acolhimento Capitã, eu vou pegar a autorização do juiz e você será a responsável legal e a guardiã dele até prendermos o serial killer.
Cristina: Eu?!
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