Às vezes nós nos perdemos. Nos perdemos no amor, nos perdemos em nossos corações, em nossa imaginação... nos perdemos no sentido da vida. Quando isso acontece, existe um culpado?

Será que realmente foi somente pelo amor que não deu certo? Ou será que as coisas da vida, do dia a dia, também pesaram? Será que foram os sonhos distintos? Não sei...

Será que as pessoas sabem amar? Pergunto-me se a habilidade de traduzir o peito em frases bonitas não passa de uma ilusão. Escrever sobre o amor não é o mesmo que saber amar. Palavras bonitas alimentam quem lê — e quem não gosta de uma bela declaração, com ou sem final feliz? Mas o amor real exige uma sustentação que a escrita não dá. No fim, as palavras mais bonitas continuam sendo insuficientes.

Mas ainda há algo dentro de mim esperando. Esperando uma notícia, qualquer sinal, qualquer barulho. Não existe certo ou errado nessa nossa história, existem apenas escolhas e consequências. Apesar de eu ter a minha consciência limpa e tranquila, ainda assim espero. Talvez eu não devesse, mas sabe... eu tentei conhecer pessoas diferentes. Acredite, totalmente diferentes, com gostos musicais diferentes, manias, cortes de cabelo, vozes, sorrisos e olhares. Não eram parecidos e muito menos iguais, mas você estava lá a todo instante. No brilho dos olhos, no som da risada... você estava ali, mesmo sem estar.

Por vários momentos eu quis "uma memória sem lembranças", mas tenho a sensação de que, ainda assim, eu voltaria. Independente do fim, você foi a minha história feliz. Com um final feliz, talvez?

Guardo o melhor de ti. Guardo a sua gentileza, guardo o som da sua risada, guardo o seu sorriso, guardo o brilho em seus olhos. Eu guardo... o melhor de nós.

Fomos aquele quase. Igual ao quase título mundial de 2017. ^-^

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!