Amor ou Ódio? - Naxi
25 Capítulo 24 - "Eu te amo, Naty"
Notas iniciais
POV Maxi
Aula de História. Não dou muita importância pra essa aula, na verdade, não dou importância pra nenhuma aula. Enfim, enquanto ele estava explicando sobre o Egito, o que sei de cór e salteado, estava escrevendo um bilhete meio que me declarando. Pois hoje estou disposto a falar tudo o que sinto pela Naty. Até que sou atrapalhado pelo professor.
Professor: Você Maximiliano, que se diz muito inteligente em História — deu um riso abafado — me responda, no Egito como eram contruídos os templos e túmulos?
Maxi: Os templos e os túmulos eram de pedra... as outras construções eram feitas de tijolos de barro misturados com palha picada.
León: Nerd — ouço sussurrando atrás de mim.
Maxi: Mais alguma pergunta?
Professor: Quem era Anúbis?
Maxi: Deus da morte, da mumificação e do submundo... algo mais?
Professor: Não... espero que vá bem na minha prova, que aliás turma, é semana que vem.
[...]
O sinal tocou e fomos pro intervalo. Sentamos numa mesa e começamos a conversar.
León: Nossa, Maxi você é muito nerd em História.
Maxi: Esse assunto é muito fácil. Aprendi ele na Internet, quanto tinha 10 anos... nunca esqueci.
León: Quer me doar um pouco?
Maxi: Vai me pagar?
León: Nenhum centavo.
Maxi: Então não. Fran... tenho que trocar uma palavrinha com você.
Fran: Tá.
Fomos pra um lugar meio afastado do resto do pessoal.
Fran: O que foi?
Maxi: Leia isso e me diz o que acha — entreguei o que escrevi à ela.
Fran: Nossa, muito bom... quem escreveu?
Maxi: Quem você acha?
Fran: Clarice Lispector?
Maxi: Não... eu, Maximiliano escrevi.
Fran: Falando sério?
Maxi: Sim.
Fran: Sobre a Naty, né?
Maxi: Sim... vou dar à ela junto com meu presente.
Fran: Ain, que fofo.
Maxi: Sobre a festa... quem vocês convidaram?
Fran: Todos da sala... menos a Camila.
[...]
O restante das aulas passou rapidamente. Fui pra casa junto com Naty, ela iria me dar aula. Chegamos e subimos.
[...]
Passou 2 horas e recebo uma mensagem no meu celular. Era da Fran.
"Já está tudo pronto. Estamos no jardim. Quando estiver chegando, me manda uma mensagem. Ass: Fran"
Maxi: Naty.
Naty: O que foi?
Maxi: Quero te levar num lugar.
Naty: Que lugar?
Maxi: Surpresa... vem.
POV Naty
Estava na casa do Maxi, o ajudando a estudar até que ele me diz que quer me levar num lugar. Receei no primeiro momento, vai saber pra onde ele ia me levar, mas confio nele.
POV Maxi
Ela aceitou. Peguei o presente, o coloquei no meu bolso e partimos.
[...]
Já estamos quase chegando na casa da Fran e me lembro da aposta da venda. Proponho à Naty.
Maxi: Naty... quero que você coloque isso — mostro a venda e ela balança a cabeça negativamente.
Naty: Não, não e não. Não mesmo, não vou colocar essa venda.
Maxi: Por que não?
Naty: Porque não, vai saber aonde você vai me levar. Você pode me jogar num buraco, me colocar no meio da rua e um caminhão passar por cima de mim ou colocar várias aranhas em cima de mim.
Maxi: Acha mesmo que eu faria isso com você?
Naty: Vai saber.
Maxi: Nunca faria isso com você, Naty... por favor, confia em mim.
Naty: Eu confio, mas é que... — fiz biquinho — ...tá, mas me promete que você não vai me levar a nenhum lugar perigoso e que... vai me guiar certinho.
Maxi: Eu prometo — coloquei a venda nos olhos da Naty, quem sabe assim eu acabo com o trauma dela.
Fui guiando a Naty direitinho e já estávamos na frente da casa da Fran. Mandei uma mensagem pra ela, entramos e fomos diretamente pro jardim.
Naty: Maxi... por que paramos?
Maxi: Já chegamos.
Naty: Que bom... tira logo essa venda.
Maxi: Calma.
Tirei a venda dela. Ela abriu os olhos.
Todos: Surpresa! Feliz aniversário!
Naty: Não acredito...
León, Vilu, Fran e Diego vieram até nós.
León: Feliz aniversário, anã!
Naty: Valeu, girafa!
Vilu: Parabéns amiga! — a abraçou.
Fran: Parabéns, Naty!
Naty: Obrigada — ela sorriu.
Vilu: Eu e a Fran compramos esse presente pra você! — entregou o presente a ela.
Naty: Não precisava, meninas — ela abriu o presente — Adorei! Obrigadinha! — ela deu um sorriso muito fofo.
Diego também deu os parabéns e eu também, mas não dei o presente ainda... depois que eu o der, vou me declarar, estou decidido mas... e se ela não sentir o mesmo pro mim? Não quero me machucar por causa desse tal "amor"
Fomos curtir a festa. Tinha muita comida e música.
[...]
Após um tempo, Vilu me chama pra cantar uma música... com a Naty.
POV Naty
Estava comendo coxinha... amo. Até que León veio me chamar pra cantar.
Naty: Cantar? E-eu não sei cantar.
León: Não imagina... vem logo, Naty.
Naty: Não quero cantar sozinha.
León: Quem disse que você vai contar sozinha?
Naty: Não vou?
León: Não... vai cantar com o Maxi.
Naty: Estou bem aqui comendo coxinha.
León: Não está... vem — ele pegou a coxinha da minha mão, comeu e me levou até o palco... o mato depois da festa.
Confirmo a música com o Maxi, será Ahí Estaré... ai que medo.
E começamos...
Mi corazón busca sin parar
Una estrella en lo alto deste mar
Si pudieras alumbrarme un camino hacia ti
Es posible que te pueda encontrar
Cada mañana pienso en tu voz
Y el momento en que te veo llegar
Si esta vida se enamora
De nuestra pasión, algún día nos podrá juntar.
Tan solo dime donde yo estaré
Entre mis brazos yo te cuidare
Como unir almas inseparables
Y soñar un beso sin final
Dime si hay algo que yo pueda hacer
Para esconderte dentro de mi ser
Yo se que sucederá, tu mitad y mi mitad Muy pronto ya se encontraran, no por casualidad.
Nesse momento, estávamos um de frente pro outro.
Si siento frió en mi soledad
En mi pecho te busco lugar
Si confió en que mis pasos conducen a ti
Tu calor un día me va abrazar, y
Y con tu nombre grabado en mi, en la arena
Escribo sobre este amor
Y si el mar se lleva cada palabra de hoy
Gritaré mas fuerte que este sol
Tan solo dime donde yo estaré
Entre mis brazos yo te cuidare
Como unir almas inseparables
Y soñar un beso sin final
Dime si hay algo que yo pueda hacer
Para esconderte dentro de mi ser
Yo se que sucederá, tu mitad y mi mitad Muy pronto ya se encontraran, no por casualidad.
A música acaba e todos aplaudem. Descemos do palco e Maxi me elogia.
Maxi: Você canta muito!
Naty: Obrigada... você também.
Nesse momento, começa a tocar uma música lenta. No meio do jardim, estavam todos os casais dançando, incluindo León e Violetta e no recanto os solteiros, como o Didi e a Fran... que forma um casal lindo.
Maxi: Você... quer dançar?
Naty: Pode ser.
Fomos pro centro do jardim, ele coloca suas mãos em minha cintura e eu, em volta do seu pescoço.
POV Maxi
É agora ou nunca.
Maxi: Naty... eu, tenho uma coisa pra te dar.
Naty: O que? — pego a caixinha com o colar e entrego a ela. Ela abre a caixa — Que colar lindo! Você escolheu?
Maxi: Sim... gostou?
Naty: Amei! Obrigada — ela me abraçou e voltou a olhar pra caixinha — Coloca pra mim? — disse com o colar na mão.
Maxi: Claro — ela se virou de costa e coloco o colar nela — Éérr... eu também escrevi isso pra você — entreguei a pequena poesia que fiz e ela leu em voz alta.
Naty: "Eu sangro meu coração para você neste papel.
Para você ver o que não sei dizer.
Estou morrendo aqui.
Porque não consigo dizer o que quero". Que profundo... o que você quis dizer com isso?
Maxi: Naty, desde o dia da aposta, eu senti coisas por você, mas não tinha certeza do que era... até que a Vale me convidou pro piquenique, ali pude te conhecer melhor e percebi o que realmente sinto por você. Você foi a única pessoa que me fez sentir assim, a única que despertou o sentimento chamado "amor" em mim... eu te amo, Naty.
CONTINUA...
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