Amor ou Amizade? (Betty e Armando)
5 Capítulo 5 -Mudanças
Notas iniciais
Catalina leva Betty a um conhecido Salão de Beleza no Centro de Bogotá, um grande parceiro de Ecomoda. No começo, os cabeleireiros se assustaram com a aparência daquela mulher, mas logo, tomaram em conta que seria uma grande e estimulante desafio.
Tiraram fotografías. Levantaram o cabelo de Betty para estudar seu rosto. Chamaram as depiladoras para que viessem ajudar. Não tinha como mudar aquela mudar sem tirar-lhe o bigode, modelar sua sobrancelha e limpar sua pele.
E Betty gritou. Nunca sentiu tanta dor. Nunca pensou que para ficar bonita tivesse que sofrer tanto. Pior ainda é que não tinha a mínima garantia de ficar, ao menos, apresentável para não envergonhar seu Armando.
Depois, tudo foi melhor com a massagem facial.
—Ahh ... (suspiros de prazer)
— Agora, está bom, Betty?
—Siiimm, agora sim!
Logo, passaram a hidratar sua pele, enquanto faziam as unhas dos pés e das mãos. Depois passaram a seu cabelo. Mais protestos de Betty
—Minha franja, não!
—Betty, por favor!
—Ai, dona Catalina é que minha testa é feia, pequena e sem graça!
—Por favor, Betty! Que vergonha! Sabe com quem vai dançar amanhã? Armando vai te levar a uma festa, Betty! Sabe Quantas mulheres sonham com isso? Armando deve te considerar muito para ter feito este convite! E você com besteiras por conta de uma franja que tapa seu rosto e não te favorece!
—Tem razão, dona Catalina! Posso fazer o que quiserem!
Betty se gruda na cadeira, fecha os olhos e se deixa fazer com o coração batendo forte de tanta ansiedade.
“Ele não vai! Dará uma desculpa! Lembro-me que ão foi ao encontro com uma empresária feia que iria comprar muitas franquias! Perdeu o contrato, mas não aceitou o convite para ir dançar com “a feia”, imagina se iria ao baile comigo que sou apenas uma empregada de sua empresa.
Catalina mostra uma foto que selecionou ao cabeleireiro.
—Ah, e ficará perfeito!
Aproximadamente três horas depois, Beatriz não era a mesma que chegou no salão. Não acreditava que a moça do espelho fosse ela. Mexeu no cabelo, enrolou a ponta nos dedos, franziu a testa, viu que seus dentes, finalmente, sobressaltaram de seu agora, belo rosto. Se não fosse seus óculos e sua roupa, não se reconheceria. Depois o pessoal do salão tirou várias fotos, porque estavam impressionados com a transformação que fizeram.
Depois as duas foram almoçar em Club Colômbia, um restaurante de alto nível de comida nacional. E foram ao centro comercial, onde passearam e compraram três roupas: uma para exibir um novo look aquele dia mesmo, um vestido para o baile na paróquia no dia seguinte e um conjuntinho de executiva para o trabalho. Também compraram sapatos e lingerie (com um pouco de protesto de Betty). Mas Betty não quis trocar os óculos.
—Ai, dona Catalina! Que vergonha! Todo este dinheiro que gastou comigo!
—Para nada! O salão é parceiro de Ecomoda. Viram que tiraram fotos? -ela fez que sim- E não assinou uma autorização?
—Sim!
—Agora é modelo fotográfico!
—Que nada! Eu não sirvo para estas coisas!
—É uma piada. Mas usaram as fotos para promoção no site! E mais deram estes cupons: poderá voltar aqui para fazer escova, uma, limpar a pele.
—Grata, dona Catalina! -com emoção
—Não me agradeça! Você merece isso. Agora é uma executiva e em uma empresa como Ecomoda! Tem que se arrumar de acordo com sua posição.
—Já havia comprado umas peças em Ecomoda, mas o certo é que não sei muito disso...
—Não sabe porque nunca quis me escutar! Mas se quiser, podemos começar agora. A menos que tenha gostado....
—Amei, dona Catalina! Nunca pensei que poderia ter jeito. Ai, dona Catalina, me diga quanto gastou nesta roupa e lhe passo um cheque!
—De modo algum! Armando me mata!
—Seu Armando que pagou por isto tudo?
—É parte do trato!
—Ah, tudo bem, amanhã devolverei!
—Não faça isto! Não sabe como são os homens? Não tem amigos varões?
—Sim, Nicolás desde sempre!
—E nunca te deu um presente?
—Bem, sím.
—E quis lhe devolver?
—Não, sempre trocamos presentinhos e nada caro como estes! Lógico que também tenho seu Armando como um amigo e não apenas meu chefe!
—Ainda mais depois de tudo o que estás fazendo. Entende, para Armando estas cosas não são caras até podem ser consideradas baratas e se queres pagar por elas, está arriscando ofendê-lo profundamente e isto não vai querer, vai?
—Não, mas o que faço?
—Armando deu de bom grado, Aceite de bom grado. Ele disse que se insistisse em ser teimosa, que dissesse que é pouco perto do que fez por ele com a Terramoda. Não entendi, mas ele disse que entenderia!
—É um bobo! “Mas um bobo muito divino! –pensou.
Catalina deixou-a na porta de casa.
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