O dia em que o divórcio foi oficialmente divulgado. Armando, reuniu o quartel, seus amigos, Doña Júlia, Catalina, Nicolás e mais alguns na Ecomoda. E na frente de todos ele disse:

—Há muito tempo evitei olhar para você para não ver o que sentia por você! Então nos tornamos amigos e eu consegui disfarçar melhor. Mas quando dançamos juntos na Dança do Amor e da Amizade, não pude deixar de ver que ela era a mulher com quem sonhei por muito tempo. Betty, este dia é muito especial para mim e para completar minha felicidade, gostaria de perguntar a você: Quer compartilhar sua vida comigo? Aceita se casar comigo?

Todos ficaram maravilhados, principalmente as garotas do quartel. "Como assim Armando estava propondo casamento a Betty?"

—Aí sim! -Nicolás disse, abraçando Kátia.

"Que loucura! Como meu amigo ficou idiota! Agora que estava livre e poderia fazer o que quisesse, vai se amarrar de novo! Está certo que está um pitel, mas para o que adianta ter direito aos melhores banquetes se ele se contenta com uma macarronada?" -pensou Mário

Dona Júlia fez o sinal da cruz "Que Betty o amava, ele já sabia, mas nunca imaginou que ela fosse correspondida!"

—Armando está me pedindo em casamento?

—Fala, Betty! Quer se casar comigo?

—É tudo que eu mais quero!

Os dois selaram com um beijo, para espanto e depois aplausos de todos. Ainda mais quando Armando beijou a barriga de Betty e a abraçou.

O mais difícil foi convencer don Hermes que não aceitava de forma algma que sua filha pura e imaculada iria se casar com um homem divorciado.

—Mas seu Hermes...

—Deixe-me, seu Armando! Desculpe, papá, mas é a minha escolha, a minha felicidade! Nâo posso passar minha vida toda sendo infeliz e negando o que sinto por Seu Armando.

—Você gostava dele mesmo sendo casado!

—Papá, o que acharia se me casasse com um homem solteiro só pelo civil?

—Não se atreva, Beatriz Aurora! Isto seria como se ajuntar, para os Pinzón não tem validade alguma se não for na Igreja!

—E se Armando tivesse se casado só pelo civil e não pela Igreja¿

—Seria como amigado, um solteiro de fato! Mas não é o caso! Eu vi as fotos na revista, a esposa casou com vestido de noiva, não¿

—Sim, Marcela casou com vestida de noiva no clube porque assim quis, mas foi apenas pelo Civil! –Armando sorrindo, ao dar-se conta do raciocínio de Betty, piscou-lhe.

—Então, o casamento de Armando não tem validade para o senhor! Nem para os Pinzón! –sorriu Betty.

Júlia apertava o lenço, chorando.

—E você¿ Já está do lado deles, como posso ver!

—Como não¿ Sei que Bettica está feliz! Não fica feliz com a felicidade dela¿

—Está bem! Está bem!

—Oh, papá! -o abraça

—Mas Betty só se casa se for pela igreja!

—Como queira, Seu Hermes! Meu sonho é vê-la caminhando até mim de vestido de noiva e dizendo-me sim, perante todos em uma Igreja!

—E terá que ser aqui! Na Igreja de Santa Teresita, onde sou paroquiano. No nosso bairro, nada destas igrejas como a catedral Primata ou no clube onde frequenta. Não! Tem que ser aqui!

—Sim, seu Hermes!

— Então, está bem! E será como nos conformes:Betty chegará ao altar tal como está! Pura e impoluta.

Betty fica vermelha, Armando vira os olhos e diz:

—Será como está agora, seu Hermes!

Os dois se beijam.

—Ei! Ei! Já começaram¿

—Hermes! Deixe os meninos!

—Conheço este jeito, Júlia!

—Sim, tal como éramos! Venha, Hermes! Vamos fazer um café com bolinhos para os meninos!

—E deixá-los sozinhos na sala?

—Hermes! Estamos aqui, não vão fazer nada!

—Está bem!

Depois de café, bolinhos, bebidas, tangos e histórias do tio Lázaro, Armando saiu feliz e vivo.