Amor ou Amizade? (Betty e Armando)

13 Capítulo 13- Ah, os ciúmes!


Um dia desta semana, os amigos chegaram do almoço no Baluarte. Passavam pelasala de Betty quando Armando ficou surpreendido: uma visita inesperada en Ecomoda.

—Mas, mas o que faz aqui?

—Oi, Armando! – o cumprimentou um homem alto, loiro e de olhos azuis.

—Oi, Michel? Está aqui para falar comigo?

Mas antes que Michel lhe respondesse, Betty saiu de sua sala e sorriu para Michel, surpresa por sua vida, sem perceber que Armando também estava ali.

—Oi, Michel! Oj oj oj Sofia disse que quer falar comigo.

—Oi, Betty! -Michel beijou sua mão -Como está, Betty? –Betty ficou vermelha ao se dar conta que Armando estava ali, presenciando a corte de Michel.

—Er, boa tarde, seu Armando!

—Boa tarde, Beatriz! Bem, fiquem à vontade! Eu não estou aqui! –sorriu amarelo

Ficaram os três parado, com Betty no meio dos dois, sem graça.

—Bem, Michel, er. A que devo a honra de sua visita?

—Posso falar com você em particular, Betty?

—Bom sim. Vamos para o meu escritório!

—Sim. Desculpe, Armando. –disse Michel — Depois falamos!

—Sim, claro, Michel! Fique à vontade, como disse! Falar com Beatriz é bem melhor!

Betty estava vermelha de vergonha com o jeito de Armando.

Enquanto via a porta se fechar, com um gentil Michel cortejando Betty, Armando ficou parado ali.

—O que foi? -perguntou Mário

—Não viu?

—O francês que veio visitar Betty? Ulalá! Por isto está assim?

—Cale a boca, quero ouvir o que falam!

Armando encostou o ouvido na porta, no melhor estilo Berta para escutar o que diziam, sem se importar que estivesse no meio do corredor, sob o olhar das secretárias.

—Então Betty ... Estou magoado e ressentido porque ela nunca mais voltou ao meu restaurante! Será que não gosta da comida?

—Ojojo Michel, sua comida é maravilhosa, mas muitas vezes acontece que eu nem almoço ou peço algo aqui como hoje! Com licença.

—Está bem! Mas podia ter pedido do meu restaurante!

—Ai, desculpas, Michel! Esta foi minha mamãe que mandou! Sei que é estranho uma executiva comendo marmita, mas meus pais me cuidam muito! Oj oj oj

—Estou vendo!

—E por coincidência ela preparou Ratatoille! Lembra que ensinou a ela?

—Oh! Deixe-me provar!

—Tome! -Betty oferece um pouco do Ratatoille em seu garfo.

—Hum... nada mal! Sua mãe é ótima aluna!

—Oj oj oj que bom que gostou. Vou dizer a ela!

—Me dá mais um pouquinho!

—Oj oj oj!

—Está muito bom!

Do lado de fora, Armando ouvia tudo louco de ciúmes.

—Comendo no garfinho dela. Só eu poderia comer em seu garfo e sentir seu sabor.

—Será que sua mãe aceitaria trabalhar no restaurante, como

—Cozinheira?

—Para começar, mas eu poderia ensiná-la e se tornar chèf...

—Oj oj oj nem como chefe, nem como cozinheira! Meu pai jamais a deixaria trabalhar fora de casa, ainda mais com um homem! Desculpe, Michel, mas...

—Tudo bem! Falei mais em tom de brincadeira! Mas ela cozinha bem sim. Olha, não quero tomar muito de seu tempo, sei que tem muito trabalho aqui! Mas hoje eu gostaria de convidar você para uma noite especial: minha despedida.

—Como assim? Vai voltar para a França?

—Não. Para Cartagena! Antes de vir para Bogotá, morei lá por uns tempos e foi onde abri meu primeiro restaurante lá! Adoro lá!

—Sim, Cartagena é muito bonita!

—Já foi lá?

—Sim, uma vez a trabalho em um desfile de Ecomoda, Moda Praia com Dona Catalina e seu Armando!

—E Catalina não os levou ao meu restaurante! Vou falar com ela!

—Não brigue com ela, Michel. Mal tivemos tempo de ir sequer à praia em frente ao hotel. Ficamos o tempo todo trabalhando!

—Assim que não conheceu Cartagena de fato?

—Só em um passeio de barco com as modelos. (Lembrou-se de Armando no meio das modelos, tirando foto e beijando e não pôde deixar de sentir ciúmes)

—Que foi, Betty?

—O quê? Ah nada! Só estava me lembrando. Mas continue, Michel.

—E é isso: vou me associar com um amigo que tem pousada. Ele entra com a hospedagem e eu com o restaurante.

—Que bom!

—Então, estarei lá direto por um tempo, pelo menos um ano!

—E o restaurante aqui?

—Eu vou continuar, virei de vez em quando! Meu gerente cuidará de tudo. E você está feliz em Ecomoda?

—Sim. Por que a pergunta?

—Não sei! Parece triste e angustiada. Tem algum problema aqui?

—Er, Michel, eu...

—Minha proposta é a seguinte: se não está feliz a nossa pousada precisa de um gerente, alguém competente e entendida de Finanças como você!

—Mas como... quer dizer no seu restaurante em Cartagena?

—Sim.

—Ah Michel, estou bem aqui! -sem muito entusiasmo.

—Pense Betty, você não precisa responder agora. Mas mudar o ar pode ser bom para você! Mas, quanto ao jantar, gostaria que fosse!

—Pode contar comigo!

—Chame quem quiser! Serão meus convidados!

Desde que ouviu o convite de Michel, Armando do lado de fora, cerrou os punhos.

— O que esse cara pensa que é? NÃO A LEVARÁ! MINHA BETTY DE ECOMODA E DE MINHA

VIDA NÃO A LEVARÁ! ELA É MINHA! MINHA!

—Algum problema, Seu Armando?

—Não, Sofia! Cuide de seu serviço!

—Ai, Armando! Diga-me o que precisa! Sou sua amiga, posso te ajudar!

—NÂO PRECISO NADA DE VOCÊ, OXIGENADA! PARA DE FOFOCAR! E VOCÊS TODAS VOLTEM AO TRABALHO!

Armando foi à Presidência.

—O que deu nele, hein?

—Não sei! Mas vamos fazer o que disse: trabalhar! Pois dele aguento a neura, já de dona Marcela não!

—Ah! Vamos falar do visitante de Betty!

—O pão francês.

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