Amor ou Amizade?

7 Xadrez: um jogo para dois


Cap. 07 – Xadrez: Um jogo para dois


Hora-extra.


Mais uma vez estavam fazendo hora-extra.


Por que raios, uma vez na vida, ele não podia trabalhar direito?


- Por hoje chega. Nós já trabalhamos demais.


Roy levanta-se e alonga-se. Foram horas grudado naquela cadeira de couro.


- “Nós? Ele dormiu 2/3 do expediente!”


- Estou louco para cair na cama.


- “Aff! Como alguém que dorme o dia todo ainda tem sono... Se bem que ele não disse que ia dormir. Credo! Por que estou pensando nisso? A vida é dele!”


- Riza... – ele passava a mão em frente aos olhos da loira –


- Hã? Desculpe, disse alguma coisa, senhor?


- Acho que não poderemos ir embora agora. Está caindo um pé d’água, não dá para dirigir assim.


Riza olhou para a janela e viu o temporal que caia, realmente, não dava para dirigir com aquela chuva, seria imprudente. Estavam presos no quartel durante algum tempo.


- deixa o seu corpo afundar na cadeira – Fala sério!


Roy que não estava muito a fim de voltar a ficar sentado se esparramou no sofá.


- Que isso, Hawkeye, desse jeito vou achar que minha companhia não lhe agrada.



- Não é isso. Eu só estou cansada de fazer os relatórios de hoje e refazer os de ontem que o senhor esqueceu-se de assinar e despachar, estou acabada.


- Hum...


Os dois ficaram em silêncio durante algum tempo, ouvia-se somente o barulho da chuva caindo.


- Hawkeye...


- Hum? – ela estava distraída –


- O que você acha de mim?


- Como? Que tipo de pergunta é essa?


- se senta no sofá cruzando as pernas – O que você acha de mim como pessoa, como homem?


- “Que você é um Casa Nova, galinha, mulherengo, cachorro, gostoso, gatissímo...” Acho que o senhor tem ideais nobres e que possui muita fibra ao lutar pelo que deseja.


- Que isso, Riza, eu não estou perguntando o que você acha do coronel Roy Mustang, quero saber o que você acha do Roy.


Ouvir seu primeiro nome foi meio estranho, mas não deixou esse susto transpassar para sua expressão.


- Você tem uma personalidade forte.


- Nossa! Você me acha tão desprezível ou tão perfeito assim?


- Menos, coronel.


- Sei... Mas então, que tal um joguinho de xadrez?


- Não, obrigada.


- Vamos, vai. O que há demais em um inocente joguinho de xadrez?


Nada que viesse de Roy Mustang poderia ser inocente. Ela chegava a duvidar que Roy, um dia, pudesse ter sido inocente. Com certeza, tinha algo a mais naquela proposta.


- Qual a intenção disso? – desconfiada –


- Nenhuma, só uma maneira de matar o tempo, mas agora que você falou, que tal uma apostinha?


- Que tipo de aposta?


- Se você ganhar, eu juro que trabalho direitinho até o final do mês, sem te estressar.


- Mas e seu eu perder...?


- Bem, se você perder, toma aquele cafezinho comigo.


- suspira – Tudo bem.


Um mês sem ter que se preocupar em persuadi-lo a trabalhar era muito bom. E em caso de uma suposta perda, a conseqüência não era das piores.


- Então vamos ao xadrez.


Arrumaram o tabuleiro de maneira que Riza ficou com as peças brancas e Roy com as pretas. Nem de longe, a loirinha tinha a mesma habilidade que ele, um grande estrategista, no xadrez, no entanto, a sorte parecia estar ao seu lado.


O jogo estava quase ganho, quase impossível de se perder. Só que Riza não contava com uma coisa: uma distração. O xadrez requer muita concentração, coisa que se tornou impossível de se ter quando Roy resolveu retirar a jaqueta azul e abrir os três primeiros botões de sua camisa, que em sua opinião estava deixando-o sufocado.


A pequena porção de pelo do peitoral exposta tirou completamente a atenção da loira.


Resumindo, ela perdeu.


- Kuso! Não acredito que perdi!


- Que isso! O jogo foi muito equilibrado, eu jurava, até alguns minutos atrás que perderia. Pareceu até que você perdeu a concentração...


- “E o que você queria? Com essa camisa semi-aberta mostrando esse peitoral másculo! Aff!”


Não é preciso citar que apesar dos pensamentos sua face não teve nenhuma alteração.


- põe a jaqueta – A chuva parou, já podemos ir.


- “Graças a Kami-sama!” Sim, senhor.


-


-


Riza para o carro em frente ao prédio em que o moreno morava.


- Chegamos, senhor.


- Obrigado e não pense que esqueci-me da aposta. Você vai tomar aquele café comigo.


- Não se preocupe com isso, coronel. Eu sempre cumpro com minhas obrigações. “Mesmo que eu não goste nem um pouquinho disso!”


Ela completou mentalmente antes de seguir para a própria casa.


Continua...



Notas finais
Ora Roy, ora Havoc?
Quem vai ficar com o coração da jovem tenente?
Espero que gostem e Kiss!
Não esqueçam de comentar!