Amor não programado

3 Capítulo 3 - Stela


Eu já deveria saber que o universo não ia me dar uma folga. Depois da noite caótica com Léa, do constrangimento monumental e de voltar para casa usando uma camiseta emprestada por Rômulo Matarazzo, tudo o que eu queria era dormir até meu cérebro arquivar aquela sequência de acontecimentos numa pasta chamada "Jamais comentar novamente".

Mas Luke e Link tinham outros planos.

— Miiiaaau!

O protesto ecoa bem ao lado do meu ouvido.

Ignoro.

— MIAAAAU!

Dessa vez, sinto patinhas afundando no meu braço.

— Meninos... por favor... só mais cinco minutos…

Cinco minutos, aparentemente, é uma unidade de tempo que meus gatos se recusam a reconhecer. Luke sobe no travesseiro e começa a afofar meu cabelo com as patas, como um padeiro sovando massa de pão. Link, sempre mais objetivo, escala minha barriga e se instala bem em cima do meu estômago.

Respiro fundo. Talvez, se eu fingir que morri… Uma mordida no nariz encerra essa possibilidade.

— Ai!

Abro os olhos. Estico o braço e pego o aparelho com a elegância de um zumbi recém-saído do túmulo. Sem os óculos, a tela parece escrita em hieróglifos. Aquilo seria um oito? E aquele borrão depois dele... um cinquenta e sete?

Coloco os óculos.

8h57.

A aula na ONG começa às nove e meia.

Minha alma abandona o corpo sem sequer pedir autorização.

— AH, NÃO!

Luke e Link saltam da cama assustados enquanto eu me enrolo inteira no lençol tentando levantar. Droga. Eu nunca me atraso.

Nunca.

Corro para o banheiro tropeçando em livros, num tênis largado no corredor e, por pouco, não piso em um dos gatos, que me observam do chão com a expressão de quem acabou de concluir que talvez eu realmente não tenha condições de sobreviver sozinha.

Olho para o chuveiro. Depois para o relógio.

É. Hoje a higiene pessoal vai precisar entender que existem prioridades.

Transformo o banheiro num pequeno desastre ecológico à base de desodorante de jasmim, prendo o cabelo num coque improvisado, jogo água no rosto e visto a primeira combinação minimamente aceitável que encontro: calça jeans, camiseta do Capitão América e um tênis que dispense qualquer habilidade motora fina para ser calçado.

Antes de sair, despejo ração nos potes.

— Desculpem, bebês. Hoje o café da manhã vai ser self-service.

Os dois olham para mim como se estivessem considerando seriamente abrir um processo por maus-tratos.

Pego a mochila e praticamente voo escada abaixo. Assim que piso na rua, o calor me acerta na cara. Aquilo não poderia ser chamado de calor. Era uma agressão climática.

Tenho quase certeza de que o Rio de Janeiro resolveu antecipar o Sol do verão. E são nove e quinze da manhã ainda. Se continuar assim, até dezembro Papai Noel vai chegar de bermuda e chinelo.

Apresso o passo desviando de pessoas, sacolas de compras e vendedores ambulantes. Um Papai Noel robótico tenta cantar Jingle Bells na vitrine de uma loja, mas a bateria parece estar morrendo. O resultado é um "Jiiiingle... Beeeells..." tão lento que mais parece trilha sonora de filme de terror.

Nem o espírito natalino sobrevive ao calor carioca.

Quando dobro a esquina, vejo meu ônibus parado no ponto. Meu coração se enche de esperança. Dois segundos depois, o sinal abre. O motorista fecha a porta.

— Não, não, não! — Saio correndo. — Espera!

Por algum milagre natalino, ele olha pelo retrovisor, freia e abre a porta outra vez. Entro quase sem pulmões.

— Obrigada... muito obrigada…

Passo o cartão e desabo no primeiro banco vazio. O ar-condicionado do ônibus claramente desistiu da vida antes dos passageiros. O calor dentro do coletivo consegue ser pior do que o da rua.

No ponto seguinte, entra um ambulante carregando um isopor.

— Água gelada! Refrigerante! — Ele olha diretamente para mim. — Vai querer, moça?

Querer? Naquele momento eu queria morar dentro do isopor dele! Antes que eu respondesse, o ônibus freia com tanta força que quase vou parar no colo da senhora da frente.

Olho pela janela.

Um carro parado ocupa metade da pista. Em cima dele, um Papai Noel inflável balança alegremente enquanto o dono discute com um flanelinha.

Fecho os olhos por um instante.

O meu sábado ainda não estava suficientemente caótico. Se o trânsito não me matasse, o calor terminaria o serviço.


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Entro na sala praticamente voando, ainda tentando recuperar o fôlego depois da minha saga matinal digna de um RPG no modo difícil. Mas assim que coloco os pés ali, sou recebida como uma popstar.

— Ela chegou! — grita Dudu, batendo palmas, fazendo eu me sentir a última esperança da humanidade.

— Achei que tinha sido sequestrada! — acusa Bia, de braços cruzados e expressão muito séria.

— Sequestrada não, mas quase derretida pelo sol do Rio. Parece que eu fiz um speedrun no inferno! — dramatizo, largando minha mochila sobre a mesa.

— Speedrun? — pergunta Miguel, franzindo a testa.

— É quando alguém zera um jogo no menor tempo possível.

— Ahhh! Tipo aquele cara que zerou Mario em cinco minutos?

— Exatamente!

As risadas se espalham pela sala, e só então sinto que meu dia realmente começou. Pego o pincel do quadro branco e me viro para a turma.

— Já que sobrevivi à travessia do Rio de Janeiro, acho que mereço apresentar a missão de hoje.

Começo a desenhar alguns círculos, um nariz, dois olhos e um gorro de Natal. O resultado fica, no mínimo, questionável.

Miguel inclina a cabeça.

— Isso era para ser o quê?

— Era para ser um Olaf.

Ele observa mais um pouco e balança a cabeça, desapontado. Acrescento dois gravetos tortos que deveriam ser os braços.

— E agora?

Pedro analisa meu desenho com uma sinceridade quase cruel.

— Agora parece um espantalho.

Cruzo os braços.

— Impressionante. Estou cercada de críticos de arte.

As crianças caem na gargalhada e aproveito a distração para escrever no canto do quadro: MISSÃO DO DIA: CONSTRUIR UM OLAF ROBÔ.

A reação é imediata.

— Eu sei, eu sei, sou um gênio. Embora uma péssima desenhista. Mas escutem só: ele vai ter rodinhas, um sensor de obstáculos para não tropeçar nas próprias bolas de neve e, preparem-se... luzinhas piscantes no nariz!

A animação cresce. As ideias começam a pipocar antes mesmo de eu terminar a explicação.

— Mas antes de começarmos, preciso da ajuda de vocês. Nosso Olaf precisa ser programado. O que acham que ele deveria fazer?

— Cantar Jingle Bells! — sugere Alice, já batucando na mesa.

— Dançar! — grita Pedro, sacudindo os ombros no ritmo de uma música imaginária.

— Dar cambalhotas! — diz Dudu, pulando na cadeira.

— Hmm… talvez seja um pouco avançado, mas podemos tentar fazer ele girar!

Divido a turma em pequenos grupos e distribuo as peças. Em poucos minutos, a sala vira aquele caos organizado que eu tanto adoro. Motores passam de mão em mão, sensores desaparecem misteriosamente, parafusos parecem criar pernas próprias e alguém pergunta, pela décima vez, onde foi parar a chave Philips. Caminho entre as mesas ajudando um grupo a encaixar um eixo, outro a ligar os cabos corretamente e um terceiro a entender por que um LED simplesmente se recusava a colaborar.

— Stela, o nariz piscante já pode funcionar? — pergunta Bia, segurando um LED vermelho como se fosse uma relíquia sagrada.

— Ainda não, padawan. Primeiro precisamos ensinar o Olaf a pensar. Depois a gente deixa ele bonito.

Ela faz um "ah..." compreensivo e volta para a bancada. Enquanto observo todos trabalhando, percebo como esse lugar consegue fazer comigo o que nenhuma empresa jamais conseguiu. Durante a semana inteira escrevo código para adultos que raramente demonstram entusiasmo por qualquer novidade. Aqui, basta um LED acender para alguém acreditar que acabou de construir o próprio Homem de Ferro. Acho que foi exatamente por isso que nunca consegui abandonar a ONG.

— Ei, Stela! — Miguel me chama. — Como a gente faz pra ele não bater na parede?

Puxo uma cadeira e me sento ao lado dele.

— Está vendo esse sensor aqui? Ele funciona mais ou menos como os nossos olhos. Quando percebe que existe alguma coisa na frente, manda essa informação para o programa, que o faz virar antes da colisão.

Miguel arregala os olhos.

— Então o Olaf vai enxergar?

Sorrio, balançando a cabeça como quem pondera.

— Do jeito dele... vai.

Quase uma hora e meia depois, chega o momento da verdade. Colocamos o pequeno Olaf no chão e a turma inteira faz uma roda ao redor dele.

— Preparados?

Um coro de "sim!" responde quase em uníssono.

Aperto o botão. O robô começa a andar. O nariz vermelho acende exatamente como planejado e a sala explode em comemoração. Dou dois passos para trás, orgulhosa do trabalho deles.

Foi cedo demais.

O Olaf gira noventa graus. Depois mais noventa. Depois acelera com toda a confiança do mundo... diretamente em direção à parede.

Toc.

O silêncio dura exatamente um segundo.

— Acho que ele precisa de óculos! — diz Pedro.

Caio na risada junto com o restante da turma.

Olho para o pequeno robô tombado no chão e balanço a cabeça. Não ficou perfeito. Mas, considerando o histórico da minha semana, aquilo já podia tranquilamente entrar para a lista das coisas que deram certo.


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Saio da sala com um sorriso que nem o calor do Rio consegue apagar. As crianças evoluíram tanto nos últimos meses que, se continuarem nesse ritmo, daqui a pouco estarão programando inteligência artificial por conta própria. Pensando bem... talvez seja melhor eu supervisionar isso de perto. Nunca se sabe quando um Olaf robótico pode decidir dominar o mundo.

Mas é impossível não me ver nelas, naquela empolgação com cada LED piscando e cada motorzinho funcionando. Quando eu tinha essa idade, passava tardes desmontando aparelhos em casa, muito para o desespero da minha mãe. O auge foi quando, sem querer, construí um para-raios improvisado e quase transformei meu quarto numa versão pocket do apocalipse. Digamos que o cheiro de fio queimado ficou impregnado na casa por semanas.

Atravesso o corredor da ONG ainda pensando nisso. Só agora, com a adrenalina finalmente indo embora, percebo que meu estômago resolveu se manifestar.

E alto.

Olho para o relógio. É. Pular o café da manhã talvez não tenha sido uma decisão brilhante.

Estou quase chegando à lanchonete da esquina quando o celular vibra no bolso da calça. Pego o aparelho e olho o visor.

Nina.

Reviro os olhos e atendo.

— Pois não, foragida da noite?

— Stela… — a voz dela soa hesitante. — Você deve estar brava comigo.

— Brava? Imagina. Adorei ser abandonada numa boate com uma desconhecida completamente bêbada enquanto você e sua irmã sumiam na noite. A definição perfeita de diversão.

— Eu sei, foi errado da nossa parte. Mas aconteceu tão rápido… Tici viu uns carinhas que estamos interessadas há meses e, bem, ela surtou, me puxou pelo braço e, quando percebi, já estávamos do outro lado do bar.

Paro na porta da lanchonete e fecho os olhos por um segundo, respirando fundo.

— Então, só para recapitular: vocês me largaram com uma desconhecida bêbada porque sua irmã viu os crushes de vocês e decidiu que essa era a missão principal da noite?

— Quando você coloca assim, parece ruim…

— Porque foi, Nina! Eu poderia ter sido sequestrada, vendida no mercado negro ou ter ficado sem bateria e sem Uber. Mas foi muito pior do que isso.

Minha irritação volta inteira. Porque agora existe uma camiseta tamanho GG pendurada na cadeira do meu quarto esperando para ser devolvida.

Só de lembrar disso, sinto vontade de pedir reembolso da sexta-feira.

— Eu sei, eu sei! Foi um erro. Mas posso me redimir pagando um café?

Meu estômago responde antes de mim com um ronco que quase poderia ser legendado.

— Tá bom. Mas só porque eu não recuso uma boa comida.

— Onde você tá?

— Numa lanchonete perto da ONG. Vem logo antes que eu desmaie.

Termino meu café quase ao mesmo tempo em que Nina e Tici entram na lanchonete. As duas me encontram rapidamente e, pela expressão culpada que carregam, percebo que ensaiaram o pedido de desculpas durante o caminho inteiro.

Nina se senta primeiro.

— Antes de qualquer coisa... me desculpa.

Tici acompanha com um aceno de cabeça.

— A gente pisou feio na bola.

Cruzo os braços e tento manter a pose por mais alguns segundos. Não que eu ainda estivesse exatamente brava. A raiva já tinha dado lugar ao cansaço. Mesmo assim, elas mereciam ouvir algumas verdades.

— Então deixa eu ver se entendi. Vocês me largaram com uma desconhecida completamente bêbada porque apareceram dois caras bonitos na boate.

As duas trocam um olhar rápido.

Tici ri sem graça e abaixa a cabeça.

— Tá... realmente não melhora.

Dou mais um gole no café. Conheço aquelas duas há tempo suficiente para saber que nunca fariam aquilo por mal. O problema é que Nina e Tici vivem como se a vida fosse um improviso. Eu, ao contrário, passo tanto tempo prevendo problemas que às vezes esqueço de simplesmente viver. Talvez seja por isso que nossa amizade funcione tão bem. Elas me arrastam para fora da rotina. Eu tento impedir que elas provoquem um desastre diplomático.

Nem sempre dá certo.

— E se eu tivesse ido embora? — pergunto. — Vocês chegaram a pensar nisso?

— Pensamos. — Nina responde imediatamente.

Ergo uma sobrancelha.

— Pensaram mesmo?

— Claro. Você estava lá.

Fico alguns segundos olhando para ela.

— Essa foi a justificativa mais absurda que eu já ouvi.

— Mas deu certo... — responde Tici, dando de ombros.

Deu. E talvez esse fosse justamente o problema.

Suspiro.

Se eu tivesse simplesmente ido embora, provavelmente estaria dormindo tranquilamente na minha cama. Não teria conhecido a Léa. Não teria ido parar numa mansão gigantesca. E, principalmente, não teria vivido o momento mais constrangedor dos meus vinte e sete anos.

Balanço a cabeça.

— Tudo bem. Espero que tenha ao menos valido à pena. Mas vocês continuam me devendo uma camiseta.

As duas me olham sem entender.

— Camiseta? — pergunta Nina.

Assinto.

— Lembram daquele cliente que passou as últimas semanas discutindo comigo? O arquiteto?

— O carrancudo? — pergunta Tici.

— Uhum. — Dou mais um gole no café antes de completar: — A Léa é irmã dele.

As duas continuam me olhando. Nenhuma reação. Por um instante, chego a pensar que a informação simplesmente passou despercebida.

— Irmã de quem? — Nina pergunta.

— Do Rômulo.

Ela franze a testa.

— Espera… Por acaso o sobrenome do seu cliente é Matarazzo?

— Isso mesmo — confirmo. — Por quê?

Agora sou eu quem não está entendendo mais nada. As duas se encaram por um segundo. Depois começam a rir. Cruzo os braços.

— Estou feliz em saber que meu trauma virou entretenimento.

— Meu Deus! — diz Tici entre uma gargalhada e outra. — A gente conhece o Rômulo há anos!

Continuo boiando, até que Tici esclarece.

— A Léa e o Rômulo são irmãos sim, por parte de pai, mas são totalmente diferentes, amiga. Mas o Rômulo é um verdadeiro pé no saco. É um gato, mas um grandissíssimo mala.

— É, um spoiler teria vindo bem a calhar — digo emburrada — isso teria me poupado todo o constrangimento de ontem à noite.

Apesar da indignação, acabo rindo também. Vista de fora, a situação realmente parecia inacreditável. Acabo contando tudo desde o começo. E o ponto alto da conversa foi quando contei a elas a forma extremamente constrangedora de como eu descobri o grau de parentesco de Léa e Rômulo.

As duas praticamente choram de rir.

— Meu Deus, você tá brincando! — Falou Tici.

— Quem me dera. — Balanço a cabeça, pegando a colher para mexer minha terceira xícara de café.

Nina e Tici praticamente choram de rir, atraindo olhares das outras mesas.

— Stela, você basicamente viveu uma cena de fanfic de romance clichê! — Nina ofega, tentando recuperar o fôlego.

— Se tivesse sido uma cena de fanfic, pelo menos teria uma iluminação dramática e uma trilha sonora envolvente — retruco. — No meu caso, só tinha uma bêbada apagada na cama e o desconcertante aroma de vômito no ar.

Tici enxuga uma lágrima dos olhos.

— E o que ele fez?

Penso por alguns segundos. Curiosamente, essa é a parte mais difícil de responder.

— Primeiro, desconfiou de tudo. O que, convenhamos, faz bastante sentido. Depois me deixou explicar. Quando percebeu o que realmente tinha acontecido... simplesmente mudou de postura.

Não menciono a camiseta. Por algum motivo, aquela parte parece estranhamente... minha.

Nina solta um longo suspiro, ainda rindo.

— Eu não acredito que perdi isso.

— Ele desconfia de qualquer pessoa nova. Principalmente mulheres. — completa Tici. — Já o Daniel é o completo oposto.

Levanto os olhos.

— Vocês conhecem o Daniel também?

— Claro. — Nina sorri. — O Daniel e o Rômulo trabalham juntos desde sempre. Quando um aparece, o outro normalmente vem junto.

Fico mexendo distraidamente a colher dentro da xícara.

— Agora algumas coisas fazem sentido.

— Tipo?

— Eu nunca consegui entender como aqueles dois conseguiram montar uma sociedade. O Daniel conversa com todo mundo, faz piada, tenta manter a paz. O Rômulo entra nas reuniões com a mesma expressão de quem acabou de descobrir que vai precisar fazer uma obturação sem anestesia.

As duas riem.

— Você acabou de descrever os dois perfeitamente. — diz Tici.

Nina pega o celular sobre a mesa.

— Aliás… — Começa a deslizar o dedo pela tela até encontrar alguma coisa. — Já que estamos falando nele…

Ela vira o aparelho na minha direção. Uma foto de Daniel ocupa praticamente toda a tela.

— Você sabia que ele está solteiro? — Comenta ela.

Olho para a foto. Admito que ele é um homem bonito. Muito bonito. Mas…

— E essa informação deveria provocar exatamente qual reação em mim?

Nina solta um suspiro resignado.

— Ah, Stelinha, acho que precisamos instalar um sensor de paquera em você!


Notas finais
E aí, pessoal. Estão gostando da história? Se sim, me deixe saber. Vou adorar ler o seu comentário. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.