Renesmee


Eu não atendia às ligações de Ethan havia dois dias.


Talvez fosse infantil da minha parte, mas naquele momento eu não conseguia me importar. Ele havia ligado várias vezes, enviado mensagens perguntando por que eu não respondia e até tentado falar comigo perto da meia-noite na noite anterior. Eu tinha lido algumas mensagens pela notificação sem abrir a conversa e ignorado as demais. Depois de passar tanto tempo esperando por ligações dele, tentando encaixar nossa vida nos espaços que sobravam entre suas viagens e compromissos, não estava disposta a interromper a maior oportunidade profissional que já recebera apenas porque Ethan finalmente tinha decidido que precisava falar comigo. Também não contei que estava indo para Seattle. Parte de mim ainda se sentia mal por aquilo, principalmente porque eu nunca havia sido de esconder nada dele, mas outra parte queria descobrir como ele reagiria quando soubesse que eu estava na cidade onde passava boa parte da vida. Talvez eu estivesse exagerando. Talvez toda aquela desconfiança acabasse comigo pedindo desculpas. Naquele momento, eu sinceramente torcia para que fosse exatamente isso.


Minha cabeça esqueceu Ethan por alguns minutos assim que o carro parou diante do hotel. Permaneci olhando pela janela enquanto um funcionário uniformizado se aproximava para abrir nossa porta. Eu sabia que o evento seria importante, sabia que a empresa tinha dinheiro e já deveria ter imaginado que não ficaríamos numa pousada simples, mas ainda assim não estava preparada para aquilo. O hotel ocupava praticamente um quarteirão inteiro, com uma fachada de vidro que refletia as luzes de Seattle e uma entrada coberta onde carros luxuosos chegavam sem parar. Havia funcionários esperando para receber os hóspedes, enormes vasos com flores naturais próximos às portas e um movimento discreto que fazia tudo parecer organizado demais para alguém acostumada à pequena cidade de Forks.


– Mamãe!


Belinha praticamente colou o rosto no vidro.


– Olha o tamanho!


Sorri enquanto soltava o cinto.


– Estou olhando.


– A gente vai dormir aqui?


– Vai.


Ela arregalou os olhos.


– Tem piscina?


Alice, sentada ao lado dela, respondeu antes de mim.


– Se não tiver, nós vamos embora.


– Alice.


Minha irmã riu enquanto abria a porta.


– Estou brincando.


– Não fala essas coisas para ela porque depois sobra para mim explicar.


Belinha já estava tentando enxergar o topo do prédio pela janela quando a retirei da cadeirinha. Assim que seus pés tocaram o chão, segurou minha mão e começou a olhar para todos os lados, completamente fascinada. Jessica saiu do outro lado do carro e ficou parada por alguns segundos encarando a entrada.


– Nessie...


– Nem começa.


– Eu só ia dizer que esse lugar deve cobrar pela quantidade de vezes que a gente respira.


Alice apareceu ao lado dela.


– Eu estou começando a entender por que milionário não liga para comida. Eles gastaram todo o dinheiro no lustre.


Olhei para as duas e comecei a rir.


Entramos juntas.


Se o lado de fora já havia me impressionado, o saguão conseguiu piorar a situação. O teto era tão alto que precisei levantar a cabeça para enxergar os enormes lustres pendurados sobre nós. O chão de mármore brilhava, sofás elegantes estavam distribuídos em pequenos ambientes e uma parede inteira de vidro mostrava parte da cidade. Havia flores por toda parte, funcionários circulando discretamente e hóspedes que pareciam perfeitamente acostumados àquele nível de luxo.


Belinha apertou minha mão.


– Mamãe, é casa de princesa?


– Não, meu amor. É um hotel.


– Princesa pode morar em hotel.


– Pode.


– Então é quase.


Desisti de discutir.


Alice passou por mim carregando uma mala.


– Eu concordo com ela.


– Você tem a maturidade de uma criança de cinco anos.


– Obrigada.


– Não foi elogio.


Jessica riu enquanto caminhávamos em direção à recepção, mas não chegamos até lá. Reconheci Quil Alteara vindo em nossa direção. Ele vestia um terno escuro e carregava uma pasta debaixo do braço, parecendo muito mais formal do que na manhã em que aparecera na minha casa.


– Senhorita Cullen.


Sorri.


– Senhor Alteara.


Ele cumprimentou Alice e Jessica antes de olhar para Belinha.


– E imagino que esta seja a hóspede mais importante.


Belinha imediatamente se escondeu parcialmente atrás da minha perna.


– Essa é Isabella, mas todo mundo chama de Belinha.


– Prazer, Belinha.


Ela levantou a mão num aceno tímido.


– Oi.


Quil voltou a atenção para mim.


– Está tudo preparado. Os quartos já foram liberados e a cozinha principal do hotel ficará à disposição de vocês durante toda a preparação.


Aquilo imediatamente desviou minha atenção do luxo ao redor.


– A cozinha inteira?


– A área que foi reservada para o evento. Vocês terão bancadas, refrigeradores, fornos e tudo o que precisarem. Se faltar algum equipamento, fale comigo ou diretamente com o chef responsável pelo hotel.


Assenti, já pensando no trabalho que teríamos pela frente.


– E os doces?


Ele franziu ligeiramente a testa.


– Os que chegaram esta manhã?


– Sim. Pedi que fossem mantidos refrigerados assim que chegassem. Principalmente os que têm frutas e os recheios com creme. Eu coloquei as instruções nas caixas, mas fiquei preocupada durante a viagem.


Quil sorriu.


– Foram armazenados exatamente como a senhora solicitou.


Soltei o ar devagar.


– Graças a Deus.


Alice riu atrás de mim.


– Ela perguntou isso umas quinze vezes durante a viagem.


Olhei para minha irmã.


– Porque foram dois dias de trabalho dentro daquelas caixas.


– Eu sei.


Quil abriu a pasta e me entregou três cartões.


– Aqui estão as chaves dos quartos. Vocês podem subir, deixar as coisas e descansar um pouco antes de conhecerem a cozinha. O evento será amanhã noite, então há tempo suficiente para organizar tudo sem pressa.


Peguei os cartões.


– Muito obrigada, senhor Alteara.


– Quil.


Pisquei.


– Como?


– Pode me chamar de Quil. "Senhor Alteara" faz parecer que meu pai entrou na sala.


Sorri.


– Tudo bem. Quil.


– Melhor.


Ele apontou discretamente para os elevadores.


– Qualquer problema, meu número está no cartão que lhe entreguei. Preciso resolver algumas coisas no salão, mas encontro vocês mais tarde.


– Certo.


Quil se despediu e desapareceu pelo saguão enquanto eu ainda observava os cartões nas mãos. Assim que ele ficou longe o suficiente, Alice segurou meu braço.


– Eu quero deixar registrado que, se sua carreira continuar proporcionando hotéis assim, apoio completamente todas as suas decisões profissionais daqui para frente.


Jessica concordou imediatamente.


– Eu também.


Olhei para as duas.


– Nós estamos aqui para trabalhar.


– Podemos trabalhar e aproveitar o colchão de mil dólares – Alice respondeu.


– Você nem viu o colchão.


– Eu sinto que ele é caro.


Jessica apontou para um dos lustres.


– Aquilo provavelmente custa mais que minha casa.


– Meninas.


As duas olharam para mim.


– Trabalho – repeti.


Alice colocou a mão sobre o peito.


– Você ficou muito séria depois que virou empresária de Seattle.


Não consegui segurar a risada.


– Eu vou abandonar vocês duas aqui.


– Você precisa da gente para fazer mil doces.


– Infelizmente.


Belinha puxou minha mão.


– Mamãe, eu posso apertar o botão do elevador?


Olhei para minha filha e sorri.


– Pode.


Ela saiu praticamente saltitando ao nosso lado enquanto caminhávamos pelo saguão. Por alguns minutos me permiti sentir apenas aquilo. O orgulho de estar ali por causa do meu próprio trabalho, a animação de Belinha, as brincadeiras de Alice e Jessica e a sensação de que a pequena confeitaria que meu pai acreditara ser uma decisão impulsiva tinha me levado até um dos hotéis mais luxuosos que eu já vira.


Meu celular vibrou dentro da bolsa.


Não precisei olhar para saber quem provavelmente era.


Continuei caminhando.


Quando terminasse de organizar tudo, ligaria para Ethan e contaria que estava em Seattle. Depois perguntaria onde ele trabalhava e, se fosse preciso, apareceria pessoalmente para acabar de uma vez com todas aquelas dúvidas.


Eu só ainda não sabia que estava muito mais perto das respostas do que imaginava.


Renesmee


A tarde passou tão rápido que, quando olhei para o relógio preso à parede da cozinha, levei alguns segundos para acreditar que faltavam poucas horas para o início da festa. Desde que descêramos para começar a preparação, eu praticamente não havia parado. A cozinha reservada para nós era maior do que toda a área de produção da minha confeitaria em Forks, e no começo cheguei a me sentir um pouco perdida entre tantas bancadas, refrigeradores enormes e equipamentos que provavelmente custavam mais do que meu carro, mas bastaram alguns minutos trabalhando para que o nervosismo desse lugar à concentração. Alice cuidava da organização das bandejas que seguiriam para o salão, Jessica conferia nossa lista pela terceira vez e eu me ocupava com os detalhes finais dos doces, verificando decoração, temperatura e apresentação antes de permitir que qualquer coisa saísse daquela cozinha. Depois de semanas planejando aquele evento, eu não admitiria que um brigadeiro torto colocasse em risco o trabalho inteiro.


Belinha estava sentada sobre uma das bancadas mais afastadas da área de produção, exatamente onde eu conseguia enxergá-la enquanto trabalhava. Eu havia levado uma mochila praticamente inteira de brinquedos, desenhos, lápis e livros para mantê-la ocupada, mas aparentemente nada daquilo era tão interessante quanto observar o movimento dos funcionários do hotel. Ela fazia perguntas sobre tudo, queria saber para onde cada porta levava, por que os cozinheiros usavam chapéus diferentes e quantas pessoas cabiam dentro do elevador de serviço. Em algum momento, cansou de desenhar e começou a brincar com duas forminhas de papel como se fossem personagens de uma história que só ela entendia.


– Mamãe, essa é você – disse, levantando uma forminha rosa.


Continuei ajeitando pequenos detalhes de chocolate sobre uma bandeja.


– Por que eu sou uma forminha?


– Porque você faz doces.


– Faz sentido.


Ela levantou outra, dessa vez azul.


– E esse é o vovô.


Olhei para ela.


– Por que o vovô é azul?


Belinha pensou por alguns segundos.


– Porque ele reclama.


Jessica começou a rir do outro lado da cozinha.


– Eu não quero nem saber qual é a relação entre essas duas coisas – falei.


– Eu quero – Alice respondeu imediatamente.


Balancei a cabeça e voltei ao trabalho, sorrindo. Era bom ter Belinha por perto, mesmo que eu precisasse olhar para ela a cada trinta segundos para ter certeza de que não estava tentando desmontar algum equipamento do hotel. Minha filha parecia ter recuperado completamente a energia depois do resfriado e, considerando a quantidade de perguntas que fizera desde que acordara naquela manhã, eu tinha certeza de que estava bem.


Pouco depois, enquanto eu conferia uma bandeja de macarons, ouvi o barulho dos sapatos dela tocando o chão.


Olhei imediatamente.


– Onde você vai?


Belinha já corria em direção à porta.


– Eu vi um passarinho!


– Belinha.


Ela parou e virou para mim.


– O quê?


– Não vai longe.


– Tá bom.


– Estou falando sério. Você pode ficar perto da porta, mas não sai daqui sem me avisar.


– Eu sei, mamãe.


– Isabella.


Ela fez uma careta ao ouvir o nome completo.


– Eu não vou longe.


Apontei para ela.


– Estou de olho.


Belinha sorriu e desapareceu pela porta antes que eu pudesse mudar de ideia. Suspirei e olhei para Alice.


– Dá uma olhada nela enquanto termino isso?


– Pode deixar.


Voltei a trabalhar, tentando não pensar que minha filha tinha herdado exatamente a parte da minha personalidade que mais enlouquecera meus pais durante minha infância. Alguns minutos depois, Belinha reapareceu correndo pela mesma porta, dessa vez com os olhos arregalados e uma animação completamente diferente daquela provocada pelo passarinho.


– Mamãe!


Levantei os olhos.


– O que foi?


Ela veio direto até mim e segurou meu avental.


– Eu vi o papai.


Minha mão parou sobre a bandeja.


– O quê?


– O papai.


Franzi a testa e me abaixei para ficar na altura dela.


– Onde?


Belinha apontou para fora da cozinha.


– Ali.


Olhei automaticamente para a porta.


Não havia ninguém.


Meu coração acelerou por um instante antes que a razão se impusesse. Seattle era enorme. Aquele hotel estava cheio de homens de terno entrando e saindo desde cedo, e Belinha provavelmente vira alguém de costas e se confundira.


– Meu amor, acho que você viu alguém parecido com o papai.


Ela balançou a cabeça com convicção.


– Era ele.


– Belinha, seu pai está trabalhando.


– Mas eu vi.


– Você viu de perto?


Ela hesitou.


– Não.


Sorri e toquei seu nariz.


– Então provavelmente era um homem parecido.


A expressão dela fechou imediatamente.


– Era meu papai.


Conhecia aquele biquinho.


Quando Belinha tinha certeza de alguma coisa, contrariá-la apenas fazia com que ficasse ainda mais emburrada. Eu não queria transformar aquilo numa discussão, principalmente quando ainda tinha dezenas de coisas para terminar.


– Tudo bem. Talvez você tenha visto.


– Eu vi.


– Certo, senhorita teimosa.


Peguei um dos pequenos doces que havia separado para testar a apresentação e entreguei a ela.


– Suborno.


Os olhos de Belinha foram imediatamente para o doce.


– O que é suborno?


– Isso.


Ela pegou.


– Gostei.


Ri enquanto a colocava novamente sentada sobre a bancada.


– Come devagar e fica aqui comigo agora.


– Tá.


– Promete?


– Prometo.


Beijei sua testa antes de voltar para o trabalho. Ainda assim, meus olhos foram novamente para a porta. Por alguns segundos pensei em pegar o celular e ligar para Ethan. Talvez ele estivesse hospedado naquele hotel por causa do trabalho. A possibilidade não era absurda, principalmente porque eu sabia que ele estava em Seattle, mas, se estivesse ali, por que não havia me dito? Imediatamente me lembrei de que eu também não contara que viria para a cidade e deixei a ideia de lado. Mais tarde resolveria aquilo. Naquele momento precisava trabalhar.


– Senhorita Cullen?


Reconheci a voz antes mesmo de me virar.


– Senhor Alteara, eu já falei que pode me chamar de...


Parei quando me virei.


Quil não estava sozinho. Ao lado dele havia um homem que eu nunca tinha visto antes.


Ele era alto, de ombros largos e vestia um terno escuro perfeitamente ajustado ao corpo. Não parecia ter a idade de Ethan nem de nenhum dos homens mais jovens que eu vira circulando pelo hotel durante o dia. Havia maturidade evidente em seu rosto, talvez estivesse perto dos cinquenta, embora fosse difícil determinar exatamente. Os cabelos escuros tinham alguns fios grisalhos discretos, principalmente próximos às têmporas, e as poucas marcas no rosto não o envelheciam, apenas deixavam ainda mais evidente que eu estava diante de um homem experiente. Sua postura foi o que mais chamou minha atenção. Ele não olhava ao redor com curiosidade e não parecia precisar perguntar onde deveria estar. Entrou naquela cozinha com a tranquilidade de alguém acostumado a entrar em qualquer lugar como se tivesse o direito de estar ali.


E então ele olhou para mim.


Não para Alice.


Não para Jessica.


Para mim.


O olhar percorreu meu rosto por um instante antes de descer para minhas mãos, ainda cobertas pelas luvas que eu usava para finalizar os doces, e retornar aos meus olhos. Não houve sorriso imediato nem aquela cordialidade exagerada que eu já havia recebido de alguns funcionários do hotel. Ele simplesmente me observou com uma segurança que me deixou estranhamente consciente do avental amarrado na cintura, dos cabelos presos de qualquer jeito e da pequena mancha de chocolate que eu tinha certeza de que estava em algum lugar da minha roupa.

Quil se aproximou.

– Renesmee, espero não estar atrapalhando.

Retirei as luvas. – Um pouco.

Alice engasgou com uma risada atrás de mim.

Quil sorriu. – Pelo menos é sincera.

– Faltam poucas horas para a festa. Nesse momento qualquer pessoa que entra por aquela porta e não está carregando uma bandeja está atrapalhando.

O homem ao lado dele ergueu discretamente uma sobrancelha. Percebi e imediatamente me perguntei se deveria ter ficado calada.

Quil, porém, parecia se divertir.

– Então vou tentar ser rápido. Vim apresentar alguém que fez questão de conhecer a responsável pelos doces.

Olhei novamente para o desconhecido.

Ele continuava me observando.

Quil fez um pequeno gesto na direção dele.

– Renesmee Cullen, este é Jacob Black.

O sobrenome chamou minha atenção, embora eu não soubesse exatamente por quê. Talvez porque fosse o mesmo sobrenome da empresa responsável pelo evento, algo que eu havia visto nos documentos enviados durante os últimos dias.

Estendi a mão.

– Prazer.

Jacob olhou para minha mão antes de segurá-la.

O aperto foi firme, mas sem exagero.

– Então você é a chef de Forks.

A voz dele era grave e tranquila, combinando perfeitamente com a impressão que sua aparência passava.

– Dependendo do motivo da visita, talvez.

Um canto de sua boca se moveu. – E quais seriam as opções?

– Se veio elogiar, sou eu. Se encontrou algum problema nos doces, provavelmente está procurando outra pessoa.


Dessa vez ele sorriu.

Pouco.

Mas sorriu.

Quil soltou uma risada. – Eu avisei que ela era boa.

Jacob não desviou os olhos dos meus. – Eu provei um dos seus doces.

– E sobreviveu?

– Por enquanto.

Inclinei a cabeça. – Então considero um sucesso.


Houve alguma coisa no olhar dele depois daquilo. Não soube identificar se era diversão, curiosidade ou simplesmente surpresa por eu responder daquela maneira. Talvez homens como Jacob Black estivessem acostumados a pessoas muito mais cuidadosas ao falar com eles. Eu, entretanto, ainda não fazia ideia de quem ele era além de um homem bem vestido que Quil havia trazido até minha cozinha.


Atrás de mim, ouvi Belinha mastigando o doce que eu havia dado a ela.


E, por um instante, lembrei do que minha filha dissera poucos minutos antes.

Ela tinha visto o pai.


Olhei novamente para a porta antes de afastar aquele pensamento.

Depois resolveria Ethan.

Naquele momento, Jacob Black estava diante de mim, observando meu trabalho com uma atenção que eu ainda não entendia, e eu não fazia ideia de que aquele homem tinha muito mais relação com a festa que aconteceria naquela noite do que Quil havia acabado de me contar.