Jacob


As roupas já estavam espalhadas pelo quarto, um rastro de nossa urgência, de nossa fome insaciável. O ar estava pesado, carregado com o cheiro dela, um perfume que me enlouquecia, misturado ao meu próprio suor. Renesmee estava ali, diante de mim, a luz fraca da lua pintando seu corpo em tons de prata e sombra. Seus olhos, aqueles olhos que me prendiam desde o primeiro momento, brilhavam com uma mistura de desejo e submissão que me fazia ranger os dentes. Ela se aproximou, a pele macia roçando contra a minha, e suas mãos começaram a traçar o contorno do meu peito, descendo lentamente, cada toque uma faísca que incendiava meu corpo. Senti o calor subir, a ereção pulsando com força contra a calça.


— Veja como deixa seu macho, Nessie — murmurei, minha voz rouca, um rosnado baixo que escapou da minha garganta. Segurei a mão dela, guiando-a com firmeza, sentindo a hesitação momentânea antes que ela cedesse à minha vontade. Seus dedos envolveram meu membro, e um arrepio percorreu meu corpo inteiro.


Ela sorriu, um sorriso lento e perigoso que prometia tudo e nada. — Meu macho? — A pergunta era um sussurro, carregado de malícia.


— Sim, seu. E você é minha? — A pergunta era retórica, uma afirmação de posse. Deslizei minha mão destra até o meio das pernas dela, sentindo a umidade que já a deliciava, a pele quente e sedosa. Acariciei-a com uma pressão calculada, observando-a reagir. Ela jogou a cabeça para trás, um gemido abafado escapando de seus lábios entreabertos.


— Sim, sim, su... sua — ela gaguejou, a voz embargada pelo prazer que eu já começava a infligir.


Um sorriso satisfeito se espalhou pelo meu rosto. Era exatamente isso que eu queria. A rendição dela, a forma como meu toque a desarmava. Lentamente, com a mesma firmeza que usava para domar negociações bilionárias, eu a deitei na cama, afastando as pernas dela com um movimento deliberado. O lençol frio contrastava com o calor que emanava de nós.


— Agora, você vai me dar tudo — ordenei, minha voz um comando inquestionável. Abaixei-me, meus lábios encontrando a pele macia de sua coxa, subindo lentamente, saboreando cada centímetro. Minha língua explorou a curva de seu quadril, o contorno de sua cintura, até que finalmente alcancei o centro de seu desejo.


Comecei o ritual, minha boca se tornando a ferramenta de sua agonia e êxtase. Descrevi cada movimento com a precisão de um predador, cada lambida, cada sucção, cada varredura lenta e deliberada. Senti a tensão crescer nela, os dedos dela se cravando nos lençóis, o corpo se contorcendo sob o meu toque. Minha língua era um chicote, alternando entre a suavidade e a agressividade, explorando cada recanto, cada dobra, cada ponto sensível.


— Jake, por Deus — ela gemeu, a voz um fio, quase inaudível, mas carregada de uma súplica que me atiçava ainda mais.


Levantei a cabeça por um instante, meus olhos encontrando os dela. O desejo cru que eu via ali era um espelho do meu. — O que você quer, Nessie? Diga.


— Me fode — ela sussurrou, a palavra carregada de desespero e anseio.


Sorri, um sorriso selvagem, e me posicionei sobre ela. Puxei uma das pernas dela para o meu ombro, sentindo a pele quente e macia contra o meu peito. A outra perna eu ajeitei, abrindo-a ainda mais, expondo-a completamente para mim. Então, com um movimento decidido, penetrei de uma vez. Um gemido profundo escapou de mim, um som gutural de pura satisfação.


— Porra, você é apertada — grunhi, sentindo a resistência deliciosa, a forma como ela me engolia, me abraçava por dentro. — Vou te comer todos os dias, minha vadia. Repita isso. Diga que sou seu.

—Você é meu Jake, só meu!

Ela gemeu o que pedi, um som rouco e desesperado, e eu sabia que ela estava no limite. A cada estocada, o quarto ecoava com nossos gemidos, o som úmido e rítmico de nossos corpos se chocando. Senti os arranhões dela nas minhas costas, os toques frenéticos em meu corpo, a forma como ela se agarrava a mim como se eu fosse sua única âncora em um mar de prazer.

— Sim, seu!

—Sua! — ela gritou, a voz quebrada pelo orgasmo que a dominava.


Eu a olhava nos olhos, sentindo a força da penetração, a forma como ela me recebia, me consumia. — Olhe para mim enquanto eu te como, Nessie. Olhe para mim e saiba quem dita as regras de agora em diante..


A cada investida, sentia a pressão aumentar, a sensação de ser engolido por aquela boceta apertada me levava ao limite. O suor escorria por nossos corpos, nossos gemidos se misturavam em uma sinfonia de luxúria. O ritmo se intensificou, cada estocada mais profunda, mais selvagem. Senti a tensão se acumular em mim, a urgência de liberar toda aquela energia contida.


— Ah, Jake! — ela gritou, o meu nome escapando em um lamento agudo, o corpo tremendo enquanto o orgasmo a tomava por completo.


Naquele instante, senti a minha própria liberação, um gozo explosivo que me fez grunhir o nome dela, sentindo o calor se espalhar por todo o meu corpo. A sensação de estar dentro dela, de ter chegado ao ápice juntos, era avassaladora.


Ainda ofegante, me inclinei e a beijei, um beijo possessivo, faminto. — Minha ruiva gostosa — murmurei contra seus lábios, sentindo o gosto dela, a satisfação que me preenchia. A posse era completa, o desejo saciado, mas a fome, essa nunca desaparecia. Ela era minha, e eu a queria de novo, e de novo. A noite era longa, e nós tínhamos muito a explorar.

A mansão era nossa, e o quarto, nosso santuário de prazer. Cada centímetro dela pertencia a mim, cada gemido, cada suspiro. Ela havia quebrado, e ela se reconstruía em minhas mãos, eu a queria para sempre para mim. A escuridão do quarto era um véu sobre a intensidade do que havíamos compartilhado, um segredo guardado entre nós, um pacto de carne e desejo. A sensação de sua pele contra a minha, o cheiro dela impregnado em mim, era a prova de que ela era minha, e eu, dela.

Eu ainda tentava recuperar o fôlego após desabar pela segunda vez sobre ela, gozando bem no fundo de seu utero, por alguns segundos não fiz questão de me mover. Renesmee continuava com os braços ao redor do meu pescoço, respirando contra minha pele, e aquilo tinha terminado de uma maneira muito diferente de todas as vezes em que imaginei levá-la para minha cama. Havia três meses de desejo acumulado entre nós, três meses de provocações, olhares demorados e uma resistência que eu já tinha aprendido a apreciar mais do que deveria. Quando finalmente aconteceu, não houve espaço para delicadeza fingida ou para qualquer tentativa de transformar aquilo em algo que não éramos. Renesmee sabia exatamente quem estava levando para aquele quarto. E eu descobri, tarde demais, que a mulher doce que me enfrentava durante o dia conseguia ser perigosamente diferente quando fechávamos a porta.

Beijei seu rosto ainda quente, passei pelos lábios e desci pelo pescoço antes de deixar mais alguns beijos sobre sua pele. Renesmee soltou uma risada cansada e passou os dedos pelos meus cabelos, como se alguns minutos antes não tivesse me provocado até perdermos completamente o controle. Quando finalmente me deitei ao seu lado, puxei-a comigo. Ela veio sem resistência, acomodando o rosto contra meu peito enquanto minha mão percorria lentamente suas costas.

Aquilo me incomodou.

Não tê-la nos braços.

O quanto parecia natural.

– Está muito quieta – murmurei, olhando para o teto.

Renesmee desenhou alguma coisa sem sentido sobre meu peito com a ponta do dedo. – Estou pensando.

– Péssimo hábito depois do que acabamos de fazer.

Ela riu baixo. – Estou começando a perceber que você tem regras para tudo.

– Tenho preferências.

– É uma maneira elegante de chamar.

Baixei os olhos para ela. – Se tivesse algum problema com minhas preferências, teria mencionado antes de entrarmos neste quarto.

Renesmee ergueu o rosto e me lançou um olhar que misturava vergonha e diversão. – Você é muito convencido.

– Há pouco tempo isso não pareceu incomodar você.

Ela escondeu o sorriso contra meu peito e fiquei passando os dedos por seus cabelos. O silêncio durou pouco antes que Renesmee respirasse fundo.

– Jake, posso perguntar uma coisa?

– Pode.

– Você acha que eu sou uma vadia?

Fiquei alguns segundos olhando para ela antes de rir.

Renesmee imediatamente levantou a cabeça. – Não era para rir!

– Você realmente está me perguntando isso depois que a chamei de vadia enquanto te comia?

– Eu só...

Segurei seu queixo e a fiz olhar para mim. – Não existe problema nenhum em um homem chamar a mulher dele de vadia na cama, você é uma mulher adulta, e tenha certeza que essa palavra você só terá de mim na minha cama, a menos que te incomode.

Ela pareceu relaxar, mas estreitou os olhos logo depois. – Então eu sou sua vadia?

Meu sorriso voltou. – Na minha cama?

– Jacob.

– Na minha cama, mas só comigo.

Ela me deu um tapa no peito, e eu ri outra vez antes de segurar sua mão.

– Idiota.

– Você perguntou para o homem errado se esperava uma resposta comportada.

Renesmee permaneceu me encarando, mas alguma coisa mudou em sua expressão. A brincadeira diminuiu e ela apoiou o queixo sobre meu peito.

– Eu achei que fosse apenas uma noite.

Meu sorriso desapareceu.

– Quem disse isso?

– Ninguém. Eu apenas imaginei. Você deixou bem claro desde o começo que me desejava, e eu sei que você não é exatamente o tipo de homem que planeja café da manhã e futuro depois de levar uma mulher para a cama.

– Não coloque palavras na minha boca, Nessie.

– Então me explique.

Passei os dedos lentamente pela lateral de seu rosto. Eu poderia ter dado uma resposta simples. Era o que normalmente faria. Não prometia nada que não pretendesse cumprir e não oferecia às mulheres espaço para interpretar sexo como compromisso. Com Renesmee, porém, dizer que aquela noite tinha resolvido meu interesse seria uma mentira tão evidente que chegaria a ser ridícula.

– Eu nunca disse que queria você por uma noite.

Ela ficou quieta.

– Você disse que me queria na sua cama.

– E você está nela. Não significa que amanhã vou acordar curado.

Renesmee sorriu. – Curado?

– Você tem sido um problema bastante persistente nos últimos meses.

– Que declaração bonita.

– É o máximo que vai conseguir de mim esta noite.

Ela riu e aproximou o rosto do meu. – Então o que acontece amanhã?

– Amanhã você vai para Forks buscar sua filha, resolve sua mudança, abre sua loja e continua fazendo tudo que precisa fazer.

– E nós?

A pergunta deveria ter me incomodado.

Em vez disso, passei a mão por sua nuca e a trouxe para mais perto.

– Nós não precisamos decidir tudo numa cama às duas da manhã.

– Isso foi surpreendentemente sensato.

– Não se acostume.

Renesmee sorriu e encostou os lábios nos meus num beijo curto, quase carinhoso demais depois da intensidade daquela noite. Foi justamente aquilo que me desarmou. Eu estava preparado para desejo. Para provocações. Para aquela versão dela que havia me surpreendido desde o momento em que mandou que eu a levasse para minha cama.

Não estava preparado para a mulher que, depois de tudo, se aconchegava contra mim e me beijava como se eu fosse alguém em quem ela confiava.

Afastei apenas o suficiente para olhar seu rosto.

– E pare de pensar que isso foi apenas uma noite.

Os olhos dela encontraram os meus. – Não foi?

– Não para mim.

Renesmee ficou séria por um instante. – O que isso significa?

Passei o polegar por sua bochecha. – Significa que ainda quero você amanhã. Depois podemos discutir o resto.

Um sorriso lento apareceu em seus lábios.

– Isso parece perigosamente próximo de admitir que gosta de mim.

– Não estrague o momento.

Ela riu e me beijou outra vez.

Dessa vez fui eu quem a puxou para mais perto.

O beijo começou lento, mas nenhum dos dois tinha muita vocação para manter as coisas inocentes por tempo suficiente. Pouco depois, o cansaço deixou de importar, as provocações recomeçaram e aquela noite que deveria ter terminado horas antes ganhou uma continuação.

E depois outra.

Quando finalmente o quarto ficou em silêncio, Renesmee dormia encaixada contra mim, com a cabeça sobre meu peito e uma das mãos fechada sobre minha pele.

Fiquei acordado por algum tempo.

Sexo eu sabia separar de todo o resto.

O problema era que, olhando para aquela mulher dormindo nos meus braços, eu já sabia que não queria separar Renesmee de coisa alguma.