Amor infernal

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Então agora o Nya está acompanhando o AS. Mas normalmente eu posto lá primeiro.. Gomen. Bem, espero que estejam gostando..
Boa Leitura ((:

Erza Scarlet

Lucy estava respirando fundo, após alguns minutos recuperou sua energia e voltou a andar. As gotas da chuva estavam gélidas e grossas a tristeza estava tomando seu coração aos poucos, ela ficou lembrando-se dos olhos sombrios que Natsu agora possuía, ela se odiava tanto pelo fato de ter que mata-lo. Ela se odiava pelo fato de ainda ama-lo. Definitivamente aquele dia não estava sendo muito bom para a loira. “Onde Natsu foi parar?”- ela se perguntava. Agora a chuva caia fortemente do céu escuro deixando a cidade de Magnólia com um ar mais aterrorizante. Nem mesmo parecia que ainda eram 15 horas. Lucy suspirou e seguiu seu caminho.

~ Em outro lugar alguns minutos atrás (mesmo momento da luta de Lucy x Andreia)

As duas mulheres ficaram se encarando por alguns minutos, ambas se odiavam desde o momento em que bateram o olho uma na outra. Erza Scarlet e Mirajane Strauss... Uma anja e uma demônio. Isso não daria certo de forma alguma. A única coisa que alguém poderia com certeza afirmar era que daquele beco escuro alguém acabaria morrendo, e isso é o que todos queríamos saber. Quem irá morrer Erza ou Mirajane?

Mirajane não aceitaria perder mais uma vez para Erza. Quando a anja não aceitaria perder uma única vez para Mira. Foi em um piscar de olhos que uma luta iniciou-se. Erza estava usando sua armadura costumeira, com seus cabelos vermelhos cor escarlate solto e Mirajane um top roxo com um short preto, seu cabelo estava preso em um alto rabo e algumas mechas estavam soltas. A inicio a luta estava sendo corpo a corpo. Ambas não estavam utilizando magia nem nada do tipo. Era apenas a força que possuíam.

A ruiva meteu um soco no nariz de Mirajane, que começou a sangrar. Esta por sua vez saltou e esbofeteou o rosto da Titânia, deixando uma marca vermelha no rosto desta. Ambas estavam iradas, começaram a rolar por todo o chão, mais parecia uma briga entre animais do que entre anjos e demônios. Gritos de raiva ecoavam por todo o espaço. Foi então que Erza se separa de Mira e levanta, intimando com as mãos a outra.

Logo estavam as duas em pé, se encarando com as mãos em frente ao corpo, apresentando bases de combate. A movimentação logo se iniciou, em uma dança de ataques, defesas e contra-ataques. A ruiva deu um chute acertando a região lombar da outra, que apesar da dor, segurou com um dos braços a perna da adversária, mantendo-a presa. Como reação, Erza girou em torno de sua perna, jogando por fora, a outra perna bate na cabeça de Mirajane. Com a queda decorrida do golpe, a albina ficou vulnerável, contudo não estava desacordada. A ruiva se ajoelhou sobre ela e começou a soca-la, debochando desta.

Mirajane não se contém, botou toda sua força em um só golpe que acertou com a mão o queixo de Erza, que logo recuou, e enquanto a albina se levantada, invoca uma espada. Mirajane não parecia ser a mesma, estava finalmente lutando sério e isso fez com que Erza preocupa-se. Seria agora que ela perderia para aquele demônio? Não! Titânia não aceitaria isso.

Agora os movimentos de ambas estavam sendo algo mais perigoso. Erza recuperou o ar e Mira deu um sorriso de canto ao ver o sangue no rosto da Titânia:

- Acho que as coisas mudaram, não é anjinha? – a albina disse e logo a ruiva a ataca nervosa. Mirajane não pode falar mais nada, agora ela tinha de desviar todos os ataques de Erza. A albina correu em uma velocidade impressionante até uma parece, subiu esta, deu um impulso e foi para trás de Erza. A anja por reflexo virou, mas logo recebeu um soco no estomago, e assim bateu as costas contra uma parede. O impacto foi tão forte que fez Erza tossir sangue.

- Vou acabar com isso logo. – Mirajane disse enquanto andava em direção a Erza. Quando faltavam alguns centímetros para esta chegar à anja um forte brilho cobriu esta. Agora ali estava a Erza Scarlet, com uma de suas armaduras mais fortes, a tal armadura onde ninguém havia sobrevivido para contar história. Armadura do Purgatório.

Alem de a armadura ser muito forte esta é acompanhado por uma mace de metal gigante de espinhos que causava terremotos ao bater este no chão. Sem pensar duas vezes Erza pegou a arma e bateu com força no chão, tudo começou a tremer. Isso fez a albina assustar-se. Então lá estava a take over de Mirajane, Satan Soul.

Mira estava voando, observando Erza de longe. O demônio não pode deixar de rir. “Se acha tão superior, mas simplesmente não sabe o quanto eu mudei”- disse com um sorriso um tanto sombrio, e seus olhos azuis estavam completamente sem vida. Mira começou a formar uma forte quantidade de magia em sua mão. Erza não teve tempo nem ao menos de pensar.

– Soul Extinction! – Mira gritou. Então uma forte quantidade de magia negra atingiu o beco. Uma explosão. A fumaça estava para todos os lados. Não era possível se ver nada onde Erza estava. – Tsc! Achei que me divertiria mais – Mirajane disse com uma voz de vitória e desapontamento. Foi então que viu uma sombra negra saindo rapidamente da fumaça. – E-E-ERZA! – a demônio gritou e logo levou um soco no estomago.

Erza estava com alguns ferimentos, mas por sua sorte não era nada muito grave, ela havia conseguido proteger-se com a armadura de Adamante e rapidamente havia trocado para a armadura da asa negra. Alem de esta possuir a habilidade de voo também aumenta o poder de Erza em 50%. Mirajane havia sido lançada para longe batendo suas costas em uma parede de um prédio velho. Ficou alguns segundo sem ação, mas logo viu a Titânia aproximando-se novamente, levantou-se e conseguiu bloquear o ataque. Agora ambas as mulheres lutavam no ar.

Erza após alguns minutos apenas atacando, desviando e contra-atacando, distraiu-se com alguma coisa qualquer. “Como alguém poderia se distrair com qualquer coisa em meio a uma luta...?” – vocês devem estar se perguntando. Bem digamos que não era bem uma coisa qualquer. A ruiva havia sentido a presença de alguém conhecido no local, aquele poder que apenas uma única pessoa possuía. Não era nem Mirajane,nem de nenhum anjo. Foi rápido como um raio, a take-over derrubou Erza no chão fazendo esta bater fortemente as costas neste quebrando-o. Mira agora estava ajoelhada em cima desta. Titânia estava viva e se sentindo um lixo por ter se deixado levar e agora estava ali caída no chão dando seu ultimo sopro de vida. Bem... Era isso que ela imaginava... Quando finalmente Mira ia dar o golpe final...

- Que esta fazendo aqui? – Mirajane perguntou virando os olhos e logo vendo um homem de cabelos azuis, com uma tatuagem do lado direito do rosto.

- O certo não seria eu perguntar isso, Mira? – ele perguntou sério. Erza não conseguia acreditar, realmente ela estava certa. Aquela presença de antes só poderia ser daquele demônio. Jellal Fernandes. A ruiva estava completamente presa e sem forças para lutar, aquele com certeza seria seu fim. Ela fechou os olhos esperando apenas o golpe final. Logo sentiu que o peso do corpo do demônio não estava mais em cima de seu próprio. Mira estava em pé, olhando irritada para o homem de cabelos azuis.

- Você não tem algo melhor para fazer? – ele perguntou. Mira olhou nervosa para ele. “Por pouco eu não mato aquela vadia” – ela pensava. Sim, por pouco ela quase matou Erza Scarlet, tudo por causa de uma distração da ruiva, mas porque ela não matara? Simples, esse não era seu objetivo. Os demônios haviam sido completamente instruídos a fazer ‘tal’ coisa, e matar Erza não era o objetivo de Mira, e sim o de Jellal.

A albina voltou ao normal, desativando o Satan Soul. Ficou bufando alguns segundos, olhou para trás e viu Erza sentada olhando tudo o que acontecia com um olhar confuso. A demônio não disse nada, logo chamas negras surgiram e esta desapareceu. Agora estavam apenas Erza e Jellal. Ambos ficaram se entreolhando. Então Erza disse irritada:

- Não vai me matar logo? – Jellal surpreendeu-se com o que a mulher havia dito,até parecia que realmente queria morrer. E sim ele iria mata-la, mas não agora. Ele queria ter uma luta justa, mata-la neste estado não seria algo ‘divertido’ para ele. O azulado não pode deixar de dar uma risadinha baixa e dizer:

- Como sempre querendo mandar em mim. – Erza levantou-se lentamente e ficou observando o homem de longe. Foi então que ele foi se aproximando, dando pequenos passos bem tranquilos. Não tinha medo da ruiva, ele sabia perfeitamente que ela não tinha magia o suficiente para mata-lo naquele momento. Nem magia, nem coragem.

Jellal sorriu de forma sombria e disse no ouvido da mulher – Infelizmente para você eu não sou o mesmo homem de antes... Felizmente para mim, aprendi que a coisas muito melhores do que esse tal ‘amor’ – Erza arregalou os olhos. “Então ele se lembra de quando ainda éramos humanos?”- ela pensou. As atitudes de Jellal mostravam o oposto disto. Para Erza aquela época em que ambos eram humanos e apaixonados havia morrido na mente do azulado, pelo jeito estava enganada.

A ruiva distraiu-se novamente, e logo recebeu um soco em seu estomago fazendo com que perdesse a consciência e logo desmaiou. O demônio estava com a ruiva em seus braços, ficou observando-a por um bom tempo, ele se lembrava tão bem dela, mas simplesmente não sentia mais nada por esta. Poderia se aproveitar da situação, uma anja desmaiada em seus braços... Mas não. Ele deixou-a no chão e seguiu andando. – Espero me divertir Scarlet– ele disse e logo desapareceu nas chamas negras.

Agora as gotas da chuva começaram fortemente do céu sombrio que escondia o sol. Erza estava ali naquele mesmo beco de antes, desacordada. Muitos que a vissem diriam que ela estava morta, para ser sincera ela estava por um fio para morrer. Estava cheia de ferimentos e também sem nenhuma magia. Outra coisa que muitos diriam seria “Ela morreu em paz” – sim, as pessoas diriam isso, afinal de contas a mulher de longos cabelos cor escarlate esta com um leve sorriso em seus lábios finos e pálidos. Provavelmente vocês devem estar se perguntando – Como diabos alguém pode estar sorrindo após uma derrota como essa? – Erza realmente estava se sentindo um lixo por ter perdido a luta para Mirajane, mas o fato é que agora ela estava entrando no mundo dos sonhos, que para ser mais exata não eram apenas sonhos e sim lembranças e estas a fizeram ficar feliz a ponto de sorrir enquanto estava desacordada...

~ Sonho

Escuro. Tudo estava muito escuro. Era noite ali. Realmente o lugar era aterrorizante... Só de pensar é possível sentir um arrepio lhe subir a espinha. Você olhava para todos os lados e só via mato. As arvores estavam para todos os lados, e juntamente com estas alguns animais. Existiam corujas, morcegos, ratos, rãs, coelhos, passarinhos de todas as espécies, cobras, lobos e até mesmo veados. Não existia nada mais nada menos ali no local. Era a floresta e os animais, apenas isso. Os únicos que se atreveriam a entrar em um lugar como aqueles seriam estupradores, assassinos, drogados, marginais que não dão valor a vida e caçadores. Onde estamos? Na floresta proibida. A que fica em torno do vilarejo Keos.

Pouco mais a frente, aproximamo-nos do vilarejo, agora era possível escutar o som suave de um rio. Neste existiam alguns poucos peixes nos quais muitos pegavam para se alimentarem. Mais a frente conseguia-se ver algumas casinhas. Estas eram onde a maioria das pessoas morava. Todos eram trabalhadores, e lutavam para ter a vida que possuíam. Alguns eram padeiros, alfaiates, ferreiros, e vendedores de boticários. Estas pessoas amavam suas famílias e também o Rei e sua filha.

Seguindo um pouco alem no vilarejo é possível ver um castelo branco com detalhes azuis. Uma grande torre, vários soldados espalhados pelas portas de madeira maciça que existiam dentro do local. Entrando pelo salão principal era possível ver uma enorme pintura de uma família. Um homem sério com cabelos grisalhos e uma roupa digna de um rei, uma mulher ao seu lado com logos cabelos escarlate utilizando um vestido branco feito da mais pura seda da cor pérola, juntamente com um espartilho que ajudava mostrar sua cintura fina e seus seios fartos, este vestido havia sido feito pela melhor costureira da vila e provavelmente havia sido uma fortuna, em baixo do casal havia uma garotinha de cabelos cor escarlates iguais aos da mãe. Esta menininha estava sorrindo docemente, sua roupa era um vestido azul escuro, com alguns detalhes vermelhos. Esta era a família real. Rei a ex-rainha e a princesinha.

Bem, anos se passaram após a pintura deste quadro. As coisas mudaram e digamos que não foram para melhor...

Alguns homens haviam sido contratados para entrarem no castelo e matarem a princesa, já que esta era a única que sucederia o trono, e algumas pessoas estavam de olho neste... Tudo corria conforme o combinado, mas a rainha percebeu certa movimentação estranha no castelo, suspeita correu até o quarto de Erza. Por sua sorte chegou ao quarto da filha a tempo e se colocou em frente a esta, uma espada atravessou seu peito e a matou lentamente. Os homens ao perceberem o que haviam feito saíram correndo e conseguiram escapar. Erza viu tudo aquilo acontecendo, existia sangue de sua mãe em seu rosto e no chão de seu quarto. A mulher estava caída no chão, e disse baixinho e com dificuldade: — Eu te amo tanto minha filha. – ditas palavras Kiara morreu. A garotinha ficou alguns minutos sem entender o que havia acontecido, foi então que reparou que sua mãe não estava respirando, começou a gritar e gritar. Logo seu pai chegou ao quarto e abraçou a filha em seguida chorou. Daquele dia em diante a vida da ruiva havia mudado para sempre, e ela jurou a si mesma que vingaria a morte de sua mãe.

Então anos passaram...

Agora não existia uma criancinha no castelo, Erza Scarlet era uma mulher de 19 anos, sua marca registrada em todo o reino eram os seus longos cabelos ruivos. Mulher alguma em toda redondeza teria um cabelo tão lindo como o da princesa. A ruiva ajudava seu pai como podia no castelo, era simplesmente a filha que qualquer pai gostaria de ter. A questão é que ela possuía um segredo que ninguém, nem mesmo seu pai, sabia...

A princesa desde a morte de sua mãe passava todas as noites treinando sozinha e escondida na floresta proibida. Erza sabia manusear uma arma melhor até mesmo que um homem e isso era algo realmente raro na época, ainda mais vindo de uma princesa. Todas as noites ela vestia uma armadura e por cima desta colocava uma capa onde cobria toda sua silhueta. Alem disso a capa também tampava seus longos cabelos ruivos. Era uma heroína, sua história é como as dos super-heróis lidas em gibis. Ela não costumava matar os bandidos achava que a morte não era a melhor forma de este pagar tudo de ruim que havia feito, então ela apenas fazia com que este perdesse a consciência e entregava para um militar que cuidaria de tal réu. Foi em uma dessas noites que ela conheceu aquele homem...

A noite estava fria, todos do vilarejo já estavam em suas respectivas casas. Erza estava andando tranquilamente, encapuzada como normalmente. Foi então que passava próxima a um seleiro. Começou a ouvir os cavalos “Estão muito agitados..” – isso definitivamente não era algo normal. Foi correndo discretamente para o local, entrou ali rapidamente e viu o lampião que alguém carregava cair. Seguiu em direção a porta pela qual o bandido havia saído. Viu um homem montando no cavalo que havia acabado de roubar. Erza correu até este e se colocou frente ao animal. Finalmente viu o rosto de tal ladrão. – Jellal Fernandes, ein! – ela disse.

- Quem é você ? – ele perguntou

- Ninguem que realmente importe.. – ela disse baixinho.

- Tsc! – ele disse – O que quer?

- Devolva o animal... –ela disse estendendo a mão.

- Porque faria isso?

- Porque eu estou mandando.

- Não tenho medo de pessoas como você – ele disse serio – Já vivi muitas coisas, e pelo que percebi você deve ser uma filhinha mimadas. Não se engane comigo... Não roupo por querer é preciso. Não tenho dinheiro como você... -As palavras ditas pelo homem fizeram Erza comover-se. Abrir uma exceção não seria tão errado assim, seria? Afinal ele não matou ninguém, apenas roubou um cavalo.

- Suma – ela disse e virou as costas para o homem. Foi então que um vento forte tomou conta do local que por algum motivo uma das mechas do longo cabelo da princesa ficaram a vista. Jellal viu aquela mecha e disse:

- Esse cabelo...você poderia ser...

- Adeus. – Erza saiu correndo de volta para o castelo. Jellal terminou sozinho:

- A princesa. – disse baixinho.

Erza pulou a janela do quarto e foi direto para o banho. Seu coração estava disparado. Aquele bandido havia visto seu cabelo. “Será que ele sabe quem eu sou?”-ficou pensando. Preferiu acreditar que ele não havia visto a verdadeira cor e logo apagou aqueles pensamentos de sua mente. O que ela não sabia era que aquele homem ainda a traria muitos problemas...

~ No outro dia

O aniversário da princesa seria em apenas duas semanas. Vinte anos, definitivamente Erza se tornaria uma mulher. Otávio, seu pai, rei de Keos queria presenteá-la, mas ainda não sabia com o que. Ficou semanas pensando e nada lhe vinha a mente. Então pediu a um de seus serviçais que pedisse ao povo para ajudá-lo. Desde então muitas pessoas surgiram no castelo com inúmeros presentes. De uma galinha, foi para um pão, que foi a uma espada, que foi a um vestido, que foi a um ovo, que foi a outras inúmeras coisas. Otávio realmente ficara feliz com a ajuda do povo, mas ao mesmo tempo triste por não encontrar nada em especial para sua filha. Foi então que um homem surgiu em seu castelo, lhe oferecendo um cavalo treinado, que deixaria a princesa muito feliz.

- Meu jovem, qual seu nome? – o rei perguntou

- Mystogan – na realidade era Jellal mas sua reputação com este nome não era das melhores então decidiu mentir.

- Mystogan,ein? – Otávio disse olhando o rapaz de baixo para cima. Estava usando uma calça uma bota e uma blusa branca. Parecia ser uma boa pessoa, mas o rei nunca poderia imaginar ser um bandido. — Me garante que minha filha estará segura com este animal? – perguntou.

- Com absoluta certeza. – Jellal disse confiante. O verdadeiro motivo de este ter roubado o animal era exatamente para vendê-lo ao rei. E faria de tudo para conseguir isso.- Mostre a princesa, tenho certeza que ela irá se apaixonar pelo animal.

- Você tem razão. – o rei disse. Logo chamou Cleide, uma empregada do castelo e esta foi chamar Erza e ajudá-la a se arrumar.

Cleide bateu uma vez, duas vezes na porta. – Senhorita Erza? – perguntou

- Sim? –Erza respondeu baixinho.

- O rei esta a aguardando no jardim, disse ser algo importante. – a empregada respondeu

- Vou descer em breve. –ela disse.

- Precisa de ajuda? –Cleide disse.

-Não, você sabe que não gosto que me vistam nem nada assim. Acho que posso me virar.- Erza disse.

- Com licença – a empregada disse e logo voltou ao salão.

“Que horas são?” – a ruiva ficou se perguntando enquanto rolava em sua cama. Estava exausta. Na noite anterior ela não conseguiu dormir nada por causa de Jellal. Ficou pensando naquele homem por um longo período. “Hoje é outro dia vamos acordando Erza.” – ela disse espreguiçando e logo se levantou. Foi até o banheiro, fez sua higiene pessoal. Logo voltou ao quarto, abriu o guarda roupa de madeira maciça e escolheu um de seus maravilhosos vestidos. Colocou inicialmente o espartilho para afinar sua cintura e valorizar os fartos seios, logo colocou um de seus vestidos mais simples, um lilás que batia em seus pés e deixava o colo da mulher à vista. Uma sapatilha branca bem delicadinha. Seus cabelos estavam soltos, e ela estava radiante.

Saiu do quarto, foi andando tranquilamente até o jardim, todos os serviçais faziam reverencia ao vê-la. Finalmente chegou a onde seu pai estava. Parou assustada ao ver aquele homem de antes... “J-J-Jellal?” – ela pensou apavorada. Respirou fundo e continuou caminhando.

- Erza, bom dia minha filha – o rei disse com um largo sorriso. A ruiva se aproximou deu um beijo na bochecha do pai e logo disse:

- Bom dia papai. – sorriu. – Mando me chamar? – perguntou curiosa sem nem ao menos olhar para o azulado que por sua vez parecia que iria come-la apenas com os olhos.

- A sim. Meu amor, este é Mystogan. – ele disse olhando para o homem.

- Bom dia senhor. – Erza disse fazendo reverencia.

- Bom dia Milady- Jellal disse fazendo reverencia e dando um sorriso sombrio. Erza engoliu em seco “Será que ele sabe?... Não! Eu vou agir como se nada tivesse acontecido!” – ela pensou.

- Bem, quero que você olhe o cavalo, se você gostar lhe dou como presente de aniversário. – Otavio disse. Erza surpreendeu-se e ficou muito feliz. Sempre teve o sonho de ter um cavalo, mas o caso é que aquele cavalo nem mesmo era do vendedor, ela estaria com um cavalo roubado. Lembrou-se então do que o azulado havia dito “Não quero é preciso” – ficou sentida e acabou falando que queria o animal. Era possível ver o brilho nos olhos do ladrão. Erza lhe mandou um sorriso e este a retribuiu meio sem jeito. Ficaram conversando por mais alguns instantes e logo Jellal despediu-se.

- Tenho outros lugares a ir. Foi um prazer fazer o negócio com o senhor – Jellal disse fazendo reverencia ao rei.

- O prazer foi meu. – o rei disse com um largo sorriso. – Você fez minha filha feliz, e isso me deixa feliz. – o azulado sorriu e logo olhou para Erza.

- Foi um prazer Milady. – Fez reverencia e Erza também. Ambos ficaram se olhando fixamente por alguns segundos, mas nada falaram. Logo o mordomo levou ‘Mystogan’ para fora do castelo e Erza finalmente voltou a respirar. — “Acho que ele não me reconheceu”

- Filha esta tudo bem? Você parece distante. – Otavio perguntou preocupado.

-Estou bem pai. – Erza respondeu sorrindo docemente

- Cada vez vejo mais de sua mãe em você... – ele disse dando um beijo na testa da filha.

- Eu sinto saudades.. – a ruiva disse baixinho.

-Eu também, mas tenho certeza que ela esta orgulhosa de ter uma filha como você, seja lá onde ela esta....- Erza sorriu, fez reverencia e correu para seu quarto. Pulou em sua cama e começou a chorar com as lembranças da mãe. “Sinto sua falta” – a princesa pensou e logo acabou por dormir.

~ Horas depois.

Erza acordou assustada ao perceber que não estava sozinha em seu quarto. Olhou a sua direita e viu aquele mesmo ladrão de antes mexendo em sua escrivaninha. Erza a inicio não se tocou, mas após alguns segundos percebeu que não seria algo comum um homem, ou melhor, um ladrão dentro de seu quarto... Ela começou a ir para trás tentando sair da cama, mas a ruiva era meio desastrada quando tinha de agir dentro de sua própria casa, acabou por cair no chão fazendo o maior barulho. Jellal pegou a faca que tinha guardada na bota pelo mais puro impulso mas quando viu o que era começou a rir e logo guardou a faca novamente.

- Milady, quer uma ajudinha? – ele perguntou estendendo a mão para ajudar a mulher se levantar. Erza era orgulhosa de mais e disse que não. Logo levantou-se e perguntou:

- O quer aqui? Como entrou aqui? – Jellal sorriu. “Sim definitivamente era ela”

- Vim conhecer melhor a tal mulher da noite passada... – Erza arregalou os olhos. “Ele se lembra...”

- D-Do que esta falando?

- Ora princesa, como se existisse uma outra mulher por toda a redondeza com esses cabelos cor escarlate. – Erza sentiu um arrepio enquanto falava com ele. “O que ele quer comigo?” – ficou se perguntando. Logo perguntou séria:

- Que queres?

- Então você assume que era a mulher da noite anterior? – ele perguntou com um sorriso malandro.

- Eu perguntei “O que queres”?

- Apenas vim agradecer. Você não me prende, e ainda compra um cavalo roubado. Acho que nada mais justo do que te agradecer...

- Agradecimentos feitos. Agora saia. – ela disse apontando pela janela.

- Se é isso que desejas. – ele disse e logo fez reverencia – Foi um prazer conhecer-te, Milady. – ele disse e logo pulou a janela. A ruiva finalmente ficara sozinha novamente, sentiu seu coração disparar mais ainda. “O que esse cara tem?”- ela ficou se perguntando.

~ Dias se passaram

A ruiva havia ficado por dois dias apenas pensando naquele tal homem de cabelos azuis. Ele não parecia ser uma má pessoa, mas mesmo assim, era um ladrão se ela o pegasse novamente roubando algo teria de puni-lo. Felizmente ela não o encontrou mais.

Jellal Fernandes havia se encantado com a princesa, a sua dupla personalidade havia o deixado interessado, ela parecia ser um imã que o puxava. Todas as noites ele ia a ver dormir nos aposentos reais. Ele pulava a janela e ficava a observando. Era um anjo em pessoa. Com o passar do tempo viu que estava apaixonado mas não poderia, ela era uma princesa e ele um ladrão, e bem... não estamos vivendo um conto de fadas, definitivamente uma relação entre uma princesa e um bandido acabaria em sangue. Jellal percebeu que se continuasse a ir visitar a ruiva as escondidas acabaria por ou morrer de amor, ou morrer por ter sido pego por militares. Então decidiu ir visitá-la pela ultima vez naquela noite, e depois iria embora e nunca mais a veria, mas as coisas não correram como imaginava...

(Algumas coisas aconteceram a tarde com Jellal e alguns homens e isto só será revelado mais para frente na fic)

~ Noite

Estava tarde, provavelmente eram 23 horas. A ruas de Keos estavam vazias, e aquela mulher estava fazendo caminhando pela cidade como normalmente. Percebeu certa movimentação "O que esta acontecendo?" — ela pensava. Olhou para sua volta e só conseguia ver alguns vultos, altos e fortes. — Quem esta ai? — ela perguntou séria. Os homens deram uma risadinha e logo desapareceram.

-Erzaa! — uma voz surgiu da escuridão, e logo era possível ver aquele ladrão de antes.

- Hey, da para não sair gritando meu nome por ai, ainda mais quando estou vestida assim nas ruas. — ela disse séria tapando a boca do homem com uma de suas mãos. Ele deu um sorrisinho ao perceber que a mulher estava falando com ele normalmente, como se fossem amigos. — Rindo de que? — ela perguntou confusa.Ele segurou as mãos da mulher e disse no ouvido desta.

- Pela primeira vez parece que você não me odeia. — ele sorriu e Erza corou e sentiu seu coração disparar. Deu um empurrão no homem e disse:

- Q-Quem te dá o direito de falar assim comigo? — ela pergunta ainda corada.

- A partir do momento em que você esta nas ruas, vestida assim... você deixa de ser a princesa de Keos e se torna apenas a Erza Scarlet. — ele disse sorrindo docemente. Aproximou-se dela — Você é linda dormindo, sabia? — a princesa arregalou os olhos "Do que ele esta falando?". Foi então que Jellal tirou lentamente a capa da mulher e finalmente viu aqueles lindos olhos e aquele cabelo vermelho que apenas ela possuía. Erza ficou sem reação "O que ele esta fazendo?" — perguntou-se. Colocou a mão na bainha onde a espada estava, mas não teve tempo de puxar esta, quando percebeu estava sendo beijada.

Os olhos de Erza estavam arregalados, Jellal estava a beijando docemente. Seus lábios eram gelados, até parecia estar morto, já os de Erza eram bem quentes. A inicio ela não o correspondeu, mas aos poucos foi cedendo, e quando perceberam o beijo estava completamente ardente. Jellal estava a puxando pela cintura contra seu corpo, já Erza puxava a cabeça do azulado para mais perto dela mesma. Ficaram assim por algum tempo, logo pararam o beijo por falta de ar. O azulado abraçou Erza fortemente e disse baixinho: — Acho que estou apaixonado por você, Milady. — a ruiva arregalou os olhos. Ela ainda não sabia o que estava sentindo por ele, mas definitivamente era algo bom, algo muito bom.

Erza percebeu que os homens ainda estavam ali, então afastou-se rapidamente de Jellal. Algumas risadas surgiram no local. Pouco a pouco os homens foram aparecendo. Eram os piores bandidos que haviam na região, todos haviam se unido com um único motivo: Matar aquela a quem estava os causando problemas. No caso Erza Scarlet.

- Então é a princesa a tal 'guerreira' que esta nos causando problemas? — um perguntou rindo.

- Ah, nunca imaginei que seria algo tão divertido matar alguém...- um outro disse.

- Quem são vocês? — Erza disse puxando a espada da bainha.

- Ora Ora, a princesinha é brava... — um outro disse surgindo por ultimo.

- Chega de conversa.. — Um outro disse e logo a atacou. Erza conseguiu desviar, mas outros dois a seguraram pelas costas, e agora ela estava presa. — Chega de dar trabalho — um disse. Jellal via tudo aquilo de longe, e não fazia absolutamente nada. Logo um dos bandidos começou a esmurrar o estomago de Erza, a ponto de esta tossir sangue. Foi então que o azulado colocou-se em frente a ruiva. — Chega.

- Chega? — o homem que estava a batendo disse ironicamente — Chega? Jellal Fernandes, saia da frente. — ele disse mas o azulado não saiu. — Então é assim. — Logo que disse, deu um soco no rosto do outro fazendo este alem de sair de frente de Erza também cair no chão. O homem que havia batido em Jellal pegou a espada de Erza que estava no chão e caminhou ate onde Jellal estava caído. A ruiva ao perceber o que estava prestes a acontecer, conseguiu soltar-se e dos dois bandidos, correu para frente de Jellal e então em um piscar de olhos havia um espada atravessada no corpo de Erza Scarlet. — ERZA! — foi a ultima coisa que ela ouviu.

~ Fim do sonho

A ruiva acordou assustada, percebeu que estava deitada em algum lugar calmo, e Wendy estava ao seu lado curando alguns ferimentos.

— Erza-san, como se sente? — a garotinha perguntou ao ver os olhos castanhos de Erza abrindo-se.

- E-Estou bem — ela disse baixinho sentindo uma forte dor na barriga.

- Foi uma luta dificil...-Cana estava sentada ao lado da amiga com uma garrafa de vinho em mãos. — Só não te ofereço porque isso aqui vai acabar rapidinho — disse referindo-se a bebida.

- Como me encontraram, o que aconteceu? — Erza perguntou confusa.

- Lucy estava passando próxima a onde você estava e acabou por ver seu cabelo vermelho e nos avisou. Logo aqui estamos — Cana disse — aquela garota foi definitivamente uma boa escolha. Ela estava tão preocupada, e ao mesmo tempo estava bem ferida... acho que ela já lutou com muitos demônios.

- A guerra esta causando muitas mortes.. — Wendy disse tristemente. E finalmente terminou de curar Erza — Descanse, logo você poderá voltar a luta. — a garotinha disse e logo retirou-se do quarto. Logo Cana perguntou

- Quem fez isso com você? — Erza lembrou-se daquele homem de cabelos azuis, e de Mirajane.

- Mirajane Strauss e Jellal Fernandes.

- Aquele J-Jellal? — Cana perguntou com os olhos arregalados.

-Sim. — Erza respondeu cabisbaixa.

- Você ainda o ama.

- Não. — Erza disse séria — Ele é um demônio, tem que morrer.

- Não significa que você não o ame — Cana disse com um sorriso meio tonto. Logo levantou-se. — Acho que tenho algumas contas a acertar com uma certa demoniazinha que se meteu com minha amiga. — disse referindo-se a Mirajane.

- Cuidado. — Erza disse — Ela mudou muito... — Cana dirigiu-se até a porta e logo disse baixinho:

-Eu também. — saiu deixando Erza sozinha. "Tenho que te encontrar Jellal... e te matar" — ela pensou séria, mas ao mesmo tempo algumas lagrimas de tristeza foram formadas em seus olhos. Ela havia morrido tão infeliz, ela havia salvo Jellal mas não adiantou nada já que este havia ido para o inferno — Tsc, merece morrer. É um demônio. — Ela disse, fechou os olhos e logo acabou por dormir novamente.

~ Em outro lugar e Magnólia.

Lucy estava lutando contra alguns demônios fracos. Fez o exorcismo e logo mandou suas almas demoníacas para o lugar de onde nunca deveriam ter saído. Os humanos que antes estavam possuídos agora estavam caidos desacordados, Lucy chamou o grupo médico de anjos que estavam cuidando dos mortais. Após chamar o grupo ficou esperando estes. Sentou-se no meio fio da calçada apenas querendo descansar. Foi em poucos segundos que viu um humano passando por ali, seus olhos estavam completamente negros, definitivamente este também estava possuído. Lucy levantou-se e preparou-se para mais uma luta.

- Você é Lucy Heartfilia, certo? — era um simples garotinho. Os demônios não tinham piedade nem mesmo de crianças. Lucy estava completamente irritada ao ver aquilo e não respondeu absolutamente nada. Ficou parada, simplesmente imóvel, ela não poderia lutar contra uma criança. Isso estava fora de cogitação.- Você é Lucy Heartfilia? — perguntou novamente

-Sim. — Lucy respondeu inconscientemente e no mesmo instante se arrependeu de ter respondido.

- Tenho um recado.- ele disse.

-Recado? — Lucy perguntou confusa. — Do que esta falando menino?

- Preste atenção que não irei repetir. Você vai voltar para sua casa, arrumar-se e encontrar com nossa Líder em sua casa. — Lucy não estava entendendo nada. "Me arrumar...Líder? Do que esse garoto esta falando" — Ele mora perto da saída da cidade, na rua: São Miguel. Numero 66. Ele tem uma surpresa para você. Não se atrase se não as consequências serão drásticas. Oito horas, entendido?

- Do que esta falando?

- Entendido?

- Sim! Mas — ela não teve tempo de responder.

-Não tenho mais nada para fazer aqui, agora só preciso acabar com esse corpo — logo que disse isso o corpo do garoto estava caido no chão e este não estava respirando. Lucy ficou olhando aquilo incrédulo "Natsu....." — ela pensou irritada. olhou o relógio. "18:00" — tenho que ir para casa! — ela disse e logo o grupo de médico chegou.

-Está tudo bem Lucy? — Hibiki perguntou com um doce sorriso.

- Sim. Agora não posso conversa, tenho que ir — ela disse e rapidamente saiu correndo.

- Tenha cuidado. — o anjo disse e foi curar os mortais.

Lucy foi arrumar-se "Eu definitivamente irei te matar Natsu... dessa noite você não passa."

Notas finais
Bem. assim como disse no AS estou estudando muito, então nem vou postar capitulos por um bom tempo.. Espero que tenham gostado destes que postei hoje.. voltarei em algumas semanas. ((: Deixem seus comentarios para saber se estou escrevendo bem ou não.. e se não no que posso melhorar ^^ Kissus