Amor infernal

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Oiiiiiiie pessoal! Bem, esta aqui mais um capitulo para vocês, espero que esteja bonzinho! Muito obrigada aos que comentaram, e espero que comentem este tambem ok!?
Ah, um aviso, não postarei capitulos ate dia 29 porque vou viajar. Obrigada pela compreensão, e boaaa leitura a todooos !
Capitulo 13

Muitos anos atrás

Aquela menina possuía 10 anos, orbes azuis iguais ao sedoso cabelo, uma macia e pálida pele, e um sorriso encantador. Ela era a mais nova daquela turma no colégio da cidade de Frowk. A cidade pela qual a chuva sempre estaria presente.

Juvia Loxar, ela provavelmente era a mais tímida e inteligente da turma. Ficava sentada em uma das primeiras carteiras e era sempre infernizada pelos garotos populares, que viviam a agredindo verbalmente e/ou até mesmo fisicamente,mas este ultimo era mais raro de acontecer. Ela conseguiu ficar sem nenhum amigo durante aproximadamente quatro anos, os poucos alunos que conversavam com ela era apenas para pedir as tarefas ou ajuda nos estudos, era tão ruim sentir-se um completo objeto estudantil, aquilo era realmente doloroso para a azulada.

Seu único amigo, de infância, havia sido aquele garoto pervertido, Gray Fullbuster, mas eles já não se viam há quase sete anos, mas no seu primeiro ano colegial as coisas mudaram...

Primeiro dia de aula, Juvia estava indo para a escola como sempre fizera, sua vida havia se tornado uma coisa tão monótona que sentia ódio de si mesma por isso. Porque ela não conseguia se socializar com as pessoas? Porque não conseguia achar um garoto certo para ela? Todos que encontrava estavam namorando, e isso a deixava mais para baixo ainda. Talvez fosse porque ela já o havia encontrado...

Sentou-se novamente em uma das primeiras carteiras, ficou olhando pela janela, o dia estava tão lindo, lembrou-se de quando era pequena e estava na rua de sua casa brincando de pega-pega com Gray. Aqueles foram os melhores dias de sua vida, pena que havia durado tão pouco... Finalmente a aula começou, e logo o professor se manifestou.

— Temos um aluno novo. olhou para o fundo da sala Apresente-se.

— Meu nome é Gray. Gray Fullbuster. o coração da menina havia congelado, era realmente ele? Assim que olhou para trás viu que ele estava a olhando com um doce sorriso. Juvia corou instantaneamente. O que há de errado comigo? ela ficou pensando por alguns segundos, mas a resposta era tão obvia que nem perdeu o tempo com aquilo. A aula de inglês parecia não acabar nunca, a menina estava completamente inquieta, será que ele realmente lembrava-se dela? Será que ele havia parado com aquela mania de ficar despindo-se em frente a todos? Será que ele falaria com ela, assim como nos velhos tempos? *sinal toca*

A azulada queria ir para onde o garoto estava e lhe abraçar com todo amor e carinho que possuía, mas conteve-se imagine só o tumulto que isso não causaria na classe. Afinal a garota excluída falando com um novato tão bonito quanto Gray era realmente estranho. A garota estava perdida em seus pensamentos e foi então que sentiu uma mão quente pousando em seu ombro. Assim que olhou para trás sentiu a respiração falhar, e um sorriso enorme surgiu em seu rosto.

— Há quanto tempo, Juvia ele havia dito de forma tão carinhosa. Realmente fazia tantos anos que eles não se viam, ela sentia tantas saudades daquele hentai.

— Gray-sama. ela respondeu levantando-se e no mesmo instante o abraçou. Juvia estava tão sozinha todos esses anos. Juvia sentiu tanta saudade. Gray ficou um pouco sem reação a inicio, mas logo retribuiu o abraço e ouviu atentamente cada palavra da amiga. Ele achava tão fofo a forma como ela falava, aquele seu jeitinho desajeitado, a sua inocência, aqueles pequenos detalhes a deixava ainda mais linda.

— Eu nunca mais vou te deixar sozinha, é uma promessa Gray disse afastando-se da azulada e logo sorrindo.

— Uma promessa! ela disse toda feliz, quase pulando de alegria. Há quanto tempo Juvia não se sentia tão feliz. Parecia que aquele vazio em seu peito havia sido completamente preenchido e ela não precisava de mais nada para ser feliz.

Mas infelizmente toda aquela inocência que aparentemente Juvia possuía não passava de uma farsa. E alem disso, a tal promessa nunca conseguiria ser cumprida com êxito.

Julho do mesmo ano

Já havia se passado meio ano. Gray e Juvia passavam o tempo todo juntos, tanto na escola como na rua. Viviam saindo, iam a sorveterias, shoppings, parques, na praça da cidade, etc. A azulada a cada dia que passava sentia-se mais e mais apaixonada por Gray. Ele havia se tornado sua obseção, ela vivia o seguindo e tirando inúmeras fotos e colando estas na parede de seu quarto. Um dia os dois estavam na praça então ele começou:

— Ficou sabendo da morte da Katty? Gray comentou. Já não era a primeira garota no ano que havia sido assassinada brutalmente. Jony esta... Completamente desolado, parece que o assassino usou um martelo. o garoto engoliu em seco Bateu com o martelo em sua cabeça até a morte... Pergunto-me quem em sã consciência faz algo assim com outro ser humano. Aqueles dois estavam tão felizes juntos, haviam começado o namoro há tão pouco tempo... — Juvia estava calada. A azulada nunca gostava quando Gray tocava nesses assuntos então ela apenas acenava com a cabeça.

— Você não acha isso algo repugnante? Qual seria o motivo para matar Katty? Eu tenho reparado algo ultimamente ele disse pensativo, Juvia engoliu em seco, O que ele havia reparado?

— Os assassinatos normalmente acontecem com alunas do nosso colégio que começam a namorar com alguém a pouco tempo,sério isso é muito estranho. A azulada ficou calada, realmente muda, havia perdido a voz. Gray suspirou. Certo, eu sei que não gosta de falar sobre isso... Vamos falar de outra coisa...Então, como andam as coisas com você? ele perguntou tentando anima-la.

— Juvia está muito bem, e você Gray-sama? Juvia perguntou animada. Finalmente eles começariam um assunto mais agradável. Bem era o que ela achava...

— Sabe Juvia- ele começou um tanto desanimado, e isso fez com que a garota ficasse preocupada Eu acho que estou gostando de uma garota. Juvia arregalou os olhos, será que ele finalmente declararia seus sentimentos para ela. Sentiu o seu coraçãozinho acelerar.

-P-Por quem, Gray-sama? ela perguntou um pouco corada. Seria agora, finalmente Gray seria completamente dela.

— É a Rebecca. certo, Juvia ficou processando por alguns segundos, aquele nome havia entrado de maneira mais dolorosa dentro do coração da menina.

— D-da Rebecca? ela perguntou novamente imaginando ter ouvido errado.

— Sim.- Gray disse cabisbaixo ela vive conversando comigo espera ai, ele passava o tempo todo com Juvia, ou ela estava enganada? Ela nunca o viu com Rebecca, se tivesse visto já teria dado um jeito na outra garota que estava a atrapalhando. Sabe, acho que nunca me senti dessa forma antes, eu realmente a amo. Só qu- Gray não conseguiu concluir o que iria falar já que Juvia havia saído correndo chorando tanto de desapontamento quanto de ódio.

— JUVIA! ele gritou, mas já era tarde ela já estava muito longe para ouvi-lo.

~ Horas depois

A azulada chegou em casa com os olhos inchados de tanto chorar, estava tão triste, aquilo estava sendo tão horrível para ela, mas definitivamente amanha ela resolveria esse problema. Assim que colocou os pés em casa sua mãe a chamou:

— Chamou mama? Juvia perguntou gentilmente.

— Querida eu e seu pai precisamos conversar com você Martha, mãe da menina disse suspirando e um pouco triste.

— O que aconteceu? ela perguntou confusa olhando para a mãe e para o pai que estavam sérios.

— Querida, nós vamos leva-la a uma psicóloga. Juvia ficou congelada, do que os pais estavam falando? Não tinha sentido algum. Ela não estava deprimida, não era louca, nem nada do tipo... O que estava acontecendo?

— Do que estão falando? ela perguntou baixinho Eu estou bem, não preciso ir a psicóloga coisa nenhuma agora estava com a voz um pouco mais alterada do que o normal.

— Calma Ju-chan.- a mãe disse tentando acalmar a filha, aproximou-se da menina e colocou a mão no ombro desta Só achamos que essa sua sina por esse garoto, o Gray, esta ficando muito exagerada. Juvia explodiu. Bateu no braço da mãe fazendo esta se afastar de si. Não se metam na minha vida, eu não preciso de psicóloga merda nenhuma, entendeu?

— Olhe como fala com sua mãe disse o pai da menina levantando-se e falando um tanto nervoso Queremos apenas o seu bem.

— Ora seu velho ela disse ainda nervosa e completamente alterada. Já não bastava ter tido aquela conversa completamente deprimente com Gray e agora teria de aceitar ser chamada de louca pelos próprios pais Não pensa que manda em mim, você a vida toda não se importou comigo, agora vem me falando que quer meu bem? Vai se ferrar.

— Olhe como fala comigo o pai da garota disse e logo deu um tapa no rosto desta. Juvia sentiu o sangue ferver e então novamente fez as coisas sem ao menos pensar nas consequências.

~Horas depois

A sala da casa estava completamente ensanguentada. Juvia continha uma tesoura de jardinagem em suas mãos, o pai provavelmente havia feito algo no jardim e tinha esquecido esta na sala enquanto conversava com a mãe. Juvia por incrível que parecesse estava com um sorriso em seu rosto, um sorriso tão sombrio, um sorriso de um assassino. Ela havia matado os próprios pais por um motivo completamente banal, mas não por isso, ela se sentia melhor do que nunca. Ela não precisava de ninguém a aconselhando o que deveria ou não fazer.

A questão é que todo adolescente passava por inúmeras brigas com seus pais, mas raramente ou nunca, isso acontecia. Onde já se viu, matar os pais apenas porque falaram para ela ir a uma médica. Juvia estava ficando completamente louca, e só ela não conseguia enxergar. Pegou os corpos dos pais e os escondeu no quintal, os enterrou de qualquer forma e logo foi tomar um banho.

Agora que já me livrei destes dois só falta a Rebecca. Espero que não seja tão difícil matar essa garota quanto foi matar Katty e outras meninas Juvia pensava enquanto limpava o sangue seco em seu braço e a terra de suas mãos. Sim, a azulada era uma assassina. Em sua cabeça, se os meninos que ela gostava não fossem dela então não seriam de mais ninguém, sendo assim, matava a todas as namoradas de seus amores, e agora seria a vez de Rebecca pagar por ter roubado Gray-sama de Juvia.

No outro dia após a aula

— Juvia.- Gray chamou a garota que saia apressadamente da escola. Aquele dia ela não havia trocado uma única palavra com ele, não sentia nem vontade, tinha tanto ódio dele estar gostando de Rebecca que não conseguiria falar com o garoto, então ficou o evitando. Juvia! ele chamou novamente. Ela não conseguia evitar por muito tempo, olhou para trás um tanto séria, e ele finalmente sorriu.

— Achei que não ia falar comigo hoje ele disse ofegante Esta tudo bem? Onte..- foi interrompido

— Gray-sama, Juvia tem muito que fazer, depois conversamos. ela disse e logo quando ia voltar a andar o garoto a segurou pelo braço com força.

— Porque esta me ignorando? ele perguntou sério.

— Juvia tem que ir.- ela disse largando-se do forte braço que a segurava, saindo correndo. Foi até sua casa, pegou uma faca e uma tesoura qualquer, colocou dentro da mochila e saiu novamente. Ela teria de resolver assuntos pendentes com Rebecca Stuarty.

40 minutos depois

Juvia havia entrado na casa da garota pela garagem, não conhecia muito bem a casa, mas pelo que havia percebido Rebecca morava com a avó e esta estava internada com pneumonia. Perfeito Juvia pensou enquanto subia a escada. Escutou a risada da garota de cabelos louros. Essa maldita

— Certo, depois conversamos mais Gray. Juvia sentiu uma veia saltar em sua testa, ela estava realmente falando com o Gray? Certo, essa garota realmente não dava valor à vida. Assim que viu que Rebecca havia desligado o celular e agora estava deitada com os olhos fechados. Pensando no Gray-sama Juvia pensou. Silenciosamente entrou no quarto da garota com a faca em suas mãos.

— Oie Rebecca- Juvia disse com uma voz completamente gentil. A loira sentiu um arrepio lhe subir a espinha, o que diabos aquela garota estava fazendo dentro de seu quarto? Ou melhor, o que estava fazendo dentro de sua casa?

— J-Juvia? Becca disse sentando-se em sua cama O que esta fazendo aqui?

— Ora vim resolver um problema com você.- a azulada disse sorrindo.

— P-Problema?

— Sim- aproximou-se da menina que no mesmo instante levantou da cama e acabou por bater as costas na parede. Juvia aproximou-se mais de Rebecca e disse em seu ouvido ninguém mandou se meter com Gray-sama. a azulada disse.

-Mas do que es- a azulada interrompeu Rebecca, começou a fazer o que mais desejava em toda sua vida.

1 hora depois

Uma casa havia pegado fogo, e uma garota não havia conseguido escapar do infeliz acidente. este seria o noticiário do dia. Juvia havia tramado tudo perfeitamente, desta vez não deixaria rastros... Gray não podia descobrir que era ela quem matava todas aquelas meninas,muito menos Rebecca. Juvia sabia perfeitamente que não seria perdoada nunca se ele descobrisse a verdade.

A garota agora estava em sua banheira limpando o corpo novamente ensanguentado. Aquele assassinato havia sido o mais divertido para ela. Torturar Rebecca havia sido algo tão bom. Ela havia inicialmente enfiado a faca no estomago da menina, que havia gritado de dor, depois como Rebecca estava imóvel, suplicando por misericórdia, Juvia começou a cortar os dedos da garota, que gritava mais alto ainda, para completar e abafar aqueles gritos irritantes a azulada cortou-lhe a língua, e depois de um tempo rasgando o corpo da garota com a faca lhe deu o golpe final, colocando a faca diretamente em seu coração.

-aah- Juvia suspirou sentindo-se completamente satisfeita com o que havia feito. Finalmente Gray-sama vai ser meu. ela disse. Logo saiu do banho trocou-se e foi dormir, já havia passado das 23horas e amanha ainda teria de consolar seu adorável amigo pela morte de sua suposta amada.

Outro dia

Os comentários eram somente sobre a morte de Rebecca. A azulada chegou à escola e sentou-se em sua carteira, ficou olhando para o fundo e viu Gray cabisbaixo, ela pensou em não ir falar com ele, mas ficou com pena do garoto e dirigiu-se até este.

— Gray-sama. ela disse baixinho. Ele não olhou para ela, não disse uma única palavra. Apenas a abraçou. Juvia sente muito. ela disse passando as mãos no ombro largo do garoto. Foi um acidente realmente horrível. ela disse baixinho, tentando consolar Gray que estava segurando as lagrimas.

— É, tem certas coisas que realmente nunca vão dar certo... Juvia não entendeu muito bem o que Gray estava falando. Afastou-se dele e ficou o encarando.

— Juvia não entende...

— Segunda garota pelo qual me apaixono, e morre. ele disse triste.

— As vezes a garota certa esta em sua frente mas você não percebe.- Gray ficou pensando um pouco, ele sabia que Juvia era apaixonada por ele, mas seus sentimentos haviam mudado quanto aquela garota, ele não a amava, era apenas sua melhor amiga,pelo menos era isso que ele imaginava...

— Sinto muito Juvia, eu não te amo Gray havia sido o mais sincero e seco o possível. Não suportaria ficar iludindo a garota por muito tempo, chega de fingir que possa existir algo entre eles que nunca ira realmente acontecer. A azulada deu dois passos para trás ficando o encarando. sinto muito ele disse olhando nos olhos marejados da garota.

— C-certo Juvia disse virando-se. Acho que nossa conversa acabou aqui.- ela disse indo até sua carteira e ficando sentada ali. Gray não foi atrás dela, ele havia ficado com os amigos o tempo todo e isso a deixou mais desapontada, queria matar todos, queria Gray apenas para ela, mas sabia... sabia que nunca o iria ter.

Farta de todas aquelas desilusões a garota decide tomar um atitude, simples e completamente imprudente. Assim que acabara a aula foi falar com Gray e deixou tudo claro ou quase tudo.

-Gray-sama ela o chamou, o garoto olhou para trás um pouco cabisbaixo Juvia precisa falar com você.

— O que? ele disse seco fazendo Juvia sentir-se completamente triste.

-Juvia só queria falar que realmente ama Gray-sama e qu..- foi interrompida quando ele disse enquanto voltava andar.

— Já disse, você é minha amiga, apenas isso. Agora chega, tchau. a azulada não teve tempo de lhe dizer as ultimas palavras então concluiu sozinha:

— E que não vou mais te perturbar com minhas atitudes e sentimentos idiotas...

Então o dia passou e ela se suicidou e aquela história de amor em que a azulada sonhava nunca iria acontecer, pelo menos não em vida, e a promessa de Gray havia feito para Juvia -nunca vou te abandonar- não cumprira, e isso pesou em sua consciência até sua morte, que não demorou muito para que ocorresse.

Juvia Loxar, sentenciada a passar toda a eternidade no inferno, por assassinato, luxuria, e suicido.

Dias atuais

Eles dois haviam finalmente se encontrado após tantos anos, Juvia Loxar e Gray Fullbuster. Um anjo e um demônio. Inimigos pela natureza... o que poderia acontecer com aquele encontro? Nenhum dos dois sabia apenas uma coisa era certa, alguém acabaria morrendo...

— Gray-sama? Quanto tempo...-Juvia disse. A mulher havia mudado completamente desde a ultima vez que Gray havia a visto, estava mais encorpada, com as curvas de uma mulher, seus olhos já não possuíam mais vida, sua pele estava mais pálida que o normal, mas ela não deixara de ser linda como antes. Gray passara sua vida lamentando-se por não ter cumprido sua promessa, e também se sentia culpado pela morte de Juvia. Ele havia esperado tanto tempo para desculpar-se, mas nunca poderia imaginar que a encontraria novamente como um demônio...

— Juvia ele disse baixinho. A azulada não sentia medo do inimigo, afinal era Gray, o que ele poderia lhe fazer de mau? Absolutamente nada. Chegou perto do garoto, mais e mais e então quando estavam a centímetros ela disse no ouvido deste:

Sentiu saudades?

Sim, o anjo havia sentido muitas saudades da azulada, ele descobriu tudo o que ela havia feito em vida, mas mesmo assim, para ele,Juvia era uma garota linda,meiga e incapaz de machucar alguém. Ele havia percebido após alguns anos que sua vida não fazia mais sentido, ele havia magoado a azulada e esta era quem ele realmente amava...

— Porque? ele começou Juvia ficou confusa Porque você fez isso consigo mesma? a demônio não pode deixar de sorrir. Um sorriso sombrio.

— Assim como você não pode me amar, eu não pude viver... ela respondeu fria Agora já é tarde para fazer perguntar idiotas Gray. ela respondeu e antes que ele pudesse responder lhe deu um soco o fazendo ir para longe. Agora somos anjo e demônio, e eu realmente não vou deixar barato para você só porque te amei...e espero o mesmo de você.

— Esta certa ele disse baixinho olhando para o chão e recuperando-se do soco. Finalmente eles haviam se reencontraram, os olhares se cruzavam mais uma vez, eles sabiam que agora já era tarde de mais pra voltar atrás, ambos tinham suas ordens e teriam de cumpri-las.

— Me Desculpe ele murmurou já mudando sua posição indo a uma velocidade inacreditável para próximo da mulher então disse olhando nos olhos desta — Mas... — foi interrompido por um tridente de água diretamente em seu pescoço, por sorte de seus reflexos conseguiu desviar, sem perder tempo falou — É assim que tem que ser...

Assim que disse isso, Gray já havia formando um ciclo de gelo em suas mãos, novamente interrompido, dessa vez por um canhão de água. Ele abaixou a cabeça em um movimento brusco e apenas levantou um braço, a demônio estranhou a ação do moreno. Ela percebeu as gotículas brilhantes escorrendo pelo rosto do garoto, mas ignorou e aumentou seu poder, deixando ao nível Maximo aquele canhão de água...

— Ice Make: Shield murmurou Gray. Não foi o que seu anjo mestre o havia ensinado, mas dessa vez, ele não teve escolha a não ser usar apenas uma mão. Ele queria mostrar que era forte, na esperança de que ela fugisse de combate.

O canhão de água se dispersou no ar formando varias gotículas, que em segundos estavam congeladas e voavam em alta velocidade em direção a demônio. Juvia não fugiu. Gray não teria escolha a não ser mata-la ali mesmo...

— Ice Make... — a posição em que ele estava foi mudando, pouco a pouco levantou os dois braços, formando uma arma, — CANON! — assim que as palavras foram ditas, um enorme canhão de gelo se formou em suas mãos, o impacto do tiro o fez voar para traz, acertando em cheio a garota que foi arremessada para longe. Os ferimentos formaram-se por todo o corpo, sangue escorria pelo canto de sua boca, mas ainda não era o fim.Loxar levantou-se com um pouco de dificuldade, olhou diretamente para Gray que estava com um olhar triste, mas ao mesmo tempo vitorioso Não pense que já ganhou, seu pervertido.. ela pensou e logo disse:

— Water... murmurou — LOCK! — uma bola de água se formou, prendendo o anjo dentro desta, seria o fim dele agora? Afinal, ela poderia deixar ele ali por muito tempo, e mesmo sendo um anjo acabaria morrendo afogado. Mas Gray pensou rápido, congelou toda a esfera de água, usando sua força explodiu ela em pedaços...

Os olhares de ambos os inimigos se cruzava pela última vez, mas cada um achava que este "último" se referia apenas ao outro. Gray tomava vantagem naquele conflito pelo fato de poder congelar a água, descrevendo arcos de gelo a cada golpe da demônio.

Chegava cada vez mais perto da hora final, se movimentando rapidamente, Gray se esquivou de uma torrente d'agua. Formou em seu punho uma espécie de ponta de lança, pegando o abdômen rígido dela totalmente desprevenido, fazendo-a soltar um som gutural, seguido de uma enxurrada de sangue saída tanto da boca quando da ferida recém-aberto.

A luz já não se fixava nos olhos da moça, ela já tomara o conhecimento de que estes seriam seus últimos suspiros, não pensava que seria assim. Caiu com suas costas no chão, sentindo cada vértebra de sua espinha sacolejar com o impacto. O rapaz que havia a acertado virou as costas e disse em um tom um tanto tristonho Me desculpe e logo seguiu seu próprio caminho, deixando-a à mercê da morte.

Ela virou a cabeça para a esquerda, tornado seu olhar fixo na poça que se formava ao seu lado, cada vez crescendo mais e mais, como um córrego que finalmente começa a fluir de sua nascente. Estimou que não tivesse muito mais tempo para aproveitar de lamentações. Finalmente, contemplou pela última vez a figura de seu corpo, que não era mais tão belo quanto à uma hora atrás, quando estava intacto. Percebeu a luz deixando seus olhos, deixando seu ser. Desistiu da vida....

Viveu, amou, matou e agora pereceu.

Em outro Lugar de Magnólia

— O que quer comigo? o rosado estava sentado esperando o momento certo para começar a se movimentar, os anjos e os demônios estavam com o jogo empatado, e isso estava o irritando. Agora um demônio qualquer estava ali apenas para lhe dar um recado que não o deixaria muito contente...

— Juvia Loxar, esta morta. o menino disse. Natsu sentiu o sangue ferver. Aquele demônio só poderia estar brincando. A Loxar era considerada uma das mais fortes, ela não poderia estar realmente morta. Natsu levantou-se e foi até o garoto o puxando pela gola da blusa. Quem a matou?

-G-Gray Fullbuster. o outro disse e no mesmo instante Natsu sentiu o corpo queimar, sim ele estava em chamas. Soltou o demônio antes que acabasse o matando disse com os olhos negros e uma voz rouca: — Suma da minha frente. — seu ódio era o maior de todos. Aqueles malditos anjos estavam começando a jogar a sério, e agora Natsu teria de intervir, e não deixaria barato para Lucy...

Os anjos poderiam até ter vencido uma batalha, mas não a guerra.

Notas finais
E então?? deixem seus comentarios ok?! Beijos