Amor infernal
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa Leitura..
Ele estava morto, ele sabia que morreria, ele sabia que o matariam naquela noite, mas também havia prometido a ela que voltaria e que tudo daria certo. Então muito tempo passou após sua morte e ele voltou. Mas será que agora tudo daria certo?
Natsu Dragneel, este é o nome de certo menino. Alto, forte, tem 16 anos, seu cabelo era cor de rosa, seus olhos eram de uma cor ônix, tão lindos, alegres e intensos. Ele era o mais alegre da turma, radiante. Todos o amavam. Foi de um dia para o outro que tudo mudou...
O garoto chegou a escola e ficou sentado em sua carteira. Seu olhar estava perdido, aqueles olhos não pareciam ser os dele. Estes estavam escuros, parecia não existir mais alegria ali, era pura tristeza. Mas não era apenas o olhar que havia mudado, Natsu simplesmente não parecia ser ele mesmo. O rosado não mexia um único músculo, não piscava nem um segundo os olhos, nem parecia estar ali presente.
O professor finalmente havia chegado na sala de aula e comunicou a todos sobre a entrada de uma nova aluna. Imediatamente todos estavam conversando baixinho sobre isso. A muito tempo ninguém entrava naquela sala de Fairy Tail. Os alunos estavam simplesmente eufóricos. “Como será a novata?” – essa era a pergunta mais dita ali.
Natsu por sua vez estava da mesma forma que antes. Para falar a verdade nem tinha ouvido sobre a novidade, ele não se importava com nada que estava acontecendo ali no momento, o que realmente o importava era o que passava em sua mente naquele exato momento.
Foi então que uma menina, linda a propósito, havia entrado na sala. Seu cabelo era loiro e batia um pouco a baixo de seus ombros. Sua pele era clara como mármore. Seu corpo parecia ter sido esculpido por anjos. Ela possuía grandes olhos castanhos, que passaram olhando a todos ali presentes. Logo se apresentou:
- Meu nome é Lucy Heartfilia – sua voz saiu baixa e tremula. Ela estava com muita vergonha.
- Sente-se ali, Lucy – o professor disse apontando para a carteira vazia em frente a um garoto de cabelos róseos que ainda estava perdido em pensamentos.
A loira foi até seu lugar, quando estava chegando em sua carteira mandou um leve sorriso para o garoto, mas este a ignorou por completo. Lucy não entendeu. Ficou perguntando-se a aula inteira “Será que ele me odiou logo a primeira vista?”- o que a loira não sabia era que ele não havia nem percebido sua presença ali.
~~ 50 minutos depois ~~
O sinal tocou e este foi o término da primeira aula. Alguns alunos levantaram para esticar o copo que doía de ficar tanto tempo sentado. Outros continuavam sentados fazendo anotações ou até mesmo conversando com algum colega. Lucy estava sentada olhando a todos ao seu redor, foi então que ouviu alguém brigado atrás dela:
- Cabeça de fósforo, acorda! – um garoto alto, forte, de cabelos escuros como carvão e olhos azuis escuros também. Este estava cutucando Natsu – Oe, acorde!!!
- Hn.. Gray! – o garoto de cabelos róseos disse com uma voz baixa e ao mesmo tempo confusa- O que você quer?
- Nossa, você esta bem mal... quer alguma coisa? Gray perguntou e imediatamente Natsu levantou uma de suas sobrancelhas.
- E desde quando eu preciso de algo vindo de você, cueca de gelo?
- Ora seu... – Gray disse pegando Natsu pela gola da camisa e levantando este.
-Cai dentro... – Natsu disse desafiando o outro.
-Vocês acham que estão fazendo o que? – uma garota, de cabelos longos cor Scarlat, perguntou com um olhar um tanto sombrio. No mesmo instante Gray soltou a gola do rosado e começou a alisar esta:
- N-Nada não Erza- ele respondeu enquanto se afastava de Natsu – Estavamos apenas conversando!
-É-É.. apenas conversando... – Natsu disse tremendo de medo
-Acho bom mesmo! – Erza respondeu com um sorriso – Vocês são tão bons amigos, não devem brigar!
Lucy olhava aquilo como se fosse algum seriado de comédia e sem perceber estava rindo. Os três que estavam conversando agora olhavam a loira.
- Quem é essa? E o que aqui tem de tão engraçado? – Natsu perguntou confuso. Foi então que Lucy percebeu que estavam falando dela.
- É a novata, Lucy! – Gray disse- Onde você estava quando ela se apresentou, seu cabeça de vento? – Natsu ia responder Gray com outro insulto, mas engoliu todas as palavras quando viu o olhar assustador de Erza.
-Então... – a ruiva começou olhando para Lucy- meu nome é Erza, é um prazer te conhecer, Lucy! – ela disse sorrindo – Esses dois são Gray e Natsu – apontou para os dois.
- Yo- Lucy disse timidamente – É um prazer conhecê-los também!
Natsu por sua vez continuava muito estranho, mas a novata parecia tê-lo animado um pouco. Os quatro ficaram conversando por um tempo, então o professor chegou e cada um foi para seu respectivo lugar. Natsu passou a aula toda olhando a loira e esta prestou atenção a aula toda.
~~ Horas depois ~~
As aulas haviam finalmente terminado. Aqueles quatro amigos de antes despediram-se e cada um seguiu o rumo para suas casas.
Natsu novamente estava perdido em seus pensamentos. Novamente era possível ver a tristeza em seus olhos negros. O rosado caminhava tranquilo. Ainda não havia passado das 17horas mas o céu já estava bem escuro. Parecia até mesmo noite. Foi então que algumas gotas começaram a cair do céu.
O garoto não se incomodava com a chuva, na verdade ele gostava de sentir aquelas gotas gélidas, batendo contra seu corpo quente. Ele sentia-se mais calmo, suas ideias pareciam estar finalmente entrando em seus devidos lugares.
Finalmente ele parou de caminhar, quando olhou onde estava ele viu aquela praça. O vento soprava fortemente entre as arvores que ali estavam. As folhas voavam aleatoriamente pelo local. Não havia nenhuma alma ali. Apenas Natsu. Foi então que o garoto viu aquela escadaria feita de pedras cinza, e lá em cima, estava a igreja matriz da cidade.
Calmamente ele começou a subi-la e logo estava na enorme porta da igreja. “Acho que o melhor que eu posso fazer é rezar” – ele pensou enquanto entrava no local. Assim que entrou sentiu uma paz sem igual. O rosado acreditava que pedindo ajuda a Deus, rezando todos os dias, seus problemas seriam resolvidos, mas não era bem assim...
Natsu sentou-se em uma cadeira do local. Era possível ouvir cada passo que ele dava, cada movimento que fazia até mesmo as gotas que não paravam de cair de suas roupas molhadas. O lugar parecia estar abandonado, o silencio era por completo. Então após algum segundo sentado, ele ajoelhou-se e começou a rezar. Ficou ali por alguns longos minutos. O rosado suplicava por ajuda... Não sobreviveria se seu pai morresse.
Igneel Dragneel, este era o nome do pai de Natsu Dragneel. Um homem honesto, que daria tudo por seu filho, que daria sua vida pelo a de seu filho. Um homem que trabalhava duro por Natsu. Este homem havia sido sequestrado ontem, e os que haviam o sequestrado deixaram uma carta para o rosado, explicando detalhadamente o que deveria ser feito para que Igneel não morresse.
1- Não comunicar a ninguém sobre o sequestro
2- Deixar uma bolsa com um valor x em um local x.
3- Esperar até a próxima carta.
O menino havia feito exatamente o que os homens pediram. Tudo caminhava da forma como estes queriam. Natsu não poderia perder seu pai... ele não aceitaria isso. Por isso ele estava ali, rezando todos os dias a espera de um milagre.
Logo saiu da igreja e foi caminhando ate sua casa. A chuva havia finalmente parado, mas o vento continuava forte e frio. Ele não conseguia parar de pensar em tudo o que estava acontecendo, mas foi então que viu. Ele viu aquela novata loira, sentada no meio fio. Em uma rua, onde ninguém se atreveria a passar aquele horário...
- Lucy? – Natsu perguntou para a garoto loira que logo levantou sua cabeça e ficou olhando o rosado com aqueles grandes olhos castanhos que por algum motivo estavam cheios de lagrimas – O-Oque aconteceu com você? – ele perguntou um tanto preocupado.
Natsu havia conhecido a garota algumas horas atrás, mas já sentia como se fossem melhores amigos. A garota lhe enviava uma energia positiva tão grande que ele não conseguia entender. A presença de Lucy aparentemente o fazia muito bem. Mas Natsu agora estava confuso. O que poderia estar acontecendo ali, porque ela estaria chorando? – essas perguntas o deixavam cada vez mais e mais preocupado.
Notas finais
Kissus
Fale com o autor