Amor fora da lei
8 Capítulo 8 - A Reunião.
Notas iniciais
Perseu acabou subindo na cabana e afastando algumas folhas de bananeira que formavam o telhado para ver e ouvir o que acontecia ali dentro. Lá estavam presentes a capitã, Reyna e um garoto loiro.
–O que conseguiu Malcon? – Perguntou a loira.
–O mapa está em grego antigo Annie- Ao ouvir esse apelido sair da boca do garoto, a capitã enrijeceu e torceu os lábios em um claro gesto de desaprovação, ao mesmo tempo, o tal Malcon pareceu perceber a reação da jovem, olhou rapidamente para Reyna e ,se dirigindo novamente à capitã, pediu desculpas.
–Grego antigo... Mas é claro! Temos as coordenadas corretas agora?- Disse a capitã como se nada tivesse acontecido.
O garoto franziu o cenho como quem está ponderando se passa as informações à diante. Ao ver a impaciência da loira, ele respirou fundo e resolveu falar.
–Sim, mas não quero que se arrisque capitã. O caminho é perigoso e não existem meios de toda a população a acompanhar.
–Não será necessário que minha tripulação me acompanhe em toda a jornada, é algo que quero fazer sozinha, por minha honra! Você sabe que não mudarei de ideia.
–Capitã, deixe que pelo menos eu a acompanhe!- Pronunciou-se Reyna pela primeira vez, introduzindo-se na conversa.
–Reyna, não posso deixar que faça isso. Você é minha co-capitã, como não levarei a tripulação, preciso que fique aqui e mantenha a ordem! São tempos difíceis, você sabe que Octavian está tentando tomar a ilha a qualquer custo, ele já conquistou a confiança de alguns. Preciso que fique e evite o colapso até a minha volta.
–Está certo capitã, cuidarei das coisas por aqui! Não acredito que além de todos os problemas ainda temos o idiota do Octavian para nos preocupar...
–Sim Reyna, por isso conto com você! E peço que não conte para ninguém o que farei. Quando precisar eu pedirei ajuda às pessoas certas.
–Tudo bem capitã, agora, se me dão licença, vou checar as baixas da última viagem.
Assim que a morena saiu, a dona dos olhos cinza pediu para Malcon que explicasse a rota. O garoto, apesar dos termos técnicos de navegação, foi facilmente compreendido por Perseu, que se viu surpreso ao descobrir essa sua nova faceta. Nunca havia aprendido sobre uma rota marítima antes, entretanto, sentia-se incrivelmente familiarizado com as informações.
Por último, o garoto loiro pareceu tentar relembrar à capitã algumas informações importantes:
–Não se esqueça: Para chegar à ilha de Circe, a feiticeira, terá de passar pelo mar de monstros, portanto leve muita cera. O mapa fala sobre o tom ardiloso da mulher e de como, para chegar à sua ilha, é necessário seguir o brilho refletido do sol da meia noite durante o solstício de verão. Sem falar que há algo sobre provar determinação.
–Mas o solstício de verão é depois de amanhã, não sei se dará tempo! Além do mais, o sol da meia noite não é um fenômeno recorrente da latitude indicada!-Reclamou a loira em um leve tom de desespero.
–Bom minha loira, as instruções são essas, cabe a você desvendá-las por completo! Como sei que não conseguirei impedi-la, só desejo sorte e peço que volte inteira.- Disse o garoto de forma carinhosa.
Com essa última frase, a capitã sorriu, beijou o rosto do garoto em sinal de agradecimento e saiu logo em seguida. O próximo passo, seria encontrar Leo Valdez em seu hangar secreto, o garoto era a sua única chance de partir a tempo e em condições favoráveis à jornada. Ela não sabia, mas continuava sendo seguida de perto pelo seu marujo de olhos verdes.
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