Amor fora da lei
5 Capítulo 5 - O veredito
Notas iniciais
Perseu estava assustado ao entrar no navio, seguiu silenciosamente a loira que andava de forma determinada a sua frente sendo seguido pelo tal de Frank, que o escondeu quando chegou ao navio, e uma garota monstruosamente grande e mal encarada. Ao chegar à sala de comando a capitã o mandou sentar e fechou a porta com os dois que os acompanharam ficando para fora. A mulher sentou-se à sua frente, apoiou os cotovelos na mesa e passou a observá-lo com seus lindos orbes cinzentos de forma pensativa. Ao reparar melhor na loira, um arrepio passou pelo corpo de Perseu, com certeza ela era incrivelmente linda e amedrontadora.
–Eu não consigo pensar no que fazer com você!- Falou a capitã de forma pensativa e sincera, interrompendo os pensamentos do ladrão.
–Por que não me mata como iria fazer antes do camarãozilla atacar?- Desafiou Perseu em um misto de insolência e curiosidade.
– Escolopendra, não camarãozilla, e não abuse da minha paciência!- Resmungou a loira- Digamos que parece inteligente mantê-lo vivo, esse bando de cabeças de mexilhão não pensam! São ótimos lutadores, mas nunca conseguem formular uma estratégia rapidamente, você me surpreendeu lá fora.
–Então, se não vai me matar, o que vai fazer comigo?-Perguntou o garoto confuso.
–Sinceramente não sei, você parece útil, mas ainda não sei dizer se é confiável.
–Então me dê um voto de confiança.
–Um pirata não confia em ninguém!- Respondeu a loira com a voz ainda pensativa- Já sei. CHAMEM A PIPER!-gritou por último.
Piratas, então se tratavam de piratas, isso explicava a forma hostil que o receberam, pensou Perseu. Após alguns minutos alguém bate à porta, quando a capitã manda entrar, uma garota mais nova e muito bonita entra na sala.
–Mandou me chamar?
–Sim senhorita McLean, queremos saber se podemos confiar nesse invasor.
Quando a mulher falou, Piper arregalou os olhos, como se o pedido da capitã a tivesse surpreendido, mas logo a garota se recompôs e passou a olhar o novato nos olhos, seu olhar era hipnotizante tanto que os pensamentos do garoto se embaralharam. Quando viu, dentro de algumas perguntas, Perseu havia contado os seus últimos 8 meses sem ao menos tentar se censurar. Ao acordar do transe, percebeu um misto de surpresa e interesse nos olhos da capitã, que de certa forma, o tranquilizou.
–Tudo bem Piper, pode ir, obrigada- A loira agradeceu quebrando o silêncio.
–Boa noite capitã- Disse a menina ao sair.
Quando voltaram a ficar sozinhos na sala, a mulher prosseguiu de forma ameaçadora:
–Parece que vou te dar um voto de confiança, mas um passo fora da linha e faço pior do que te matar.
–Eu não tenho mesmo pra onde ir-Respondeu o garoto de forma conformada, para ele parecia uma boa ideia se tornar marujo por uns tempos. Afinal apenas subiria para o nível de ladrão dos mares.
–Onde estão as coisas que roubou daquela ruiva nojenta?
–Ciúmes loirinha?- Perguntou de forma debochada.
–Ora, por favor, não seja ridículo! Digamos que eu e aquela mulher tenhamos antigas desavenças. Cadê as joias?
O garoto realmente não tinha pensado nisso, com uma cara confusa, rapidamente colocou a mão nos bolsos e se surpreendeu ao ver que as joias ainda estavam lá.
–Isso estava com você o tempo todo?- Perguntou perplexa- Ninguém te revistou ou coisa assim?-Ao receber um aceno negativo do ladrão de olhos verdes a loira resmungou um “bando de incompetentes” e pegou as peças valiosas. Seus olhos brilharam ao avaliar o medalhão, parecia que aquilo era mais que um bom pedaço de ouro. –Olha que você está sendo mais útil do que eu imaginei que seria!- Por fim falou com um olhar de contente.
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