Amor fora da lei
2 Capítulo 2- A mansão Dare.
Notas iniciais
Quando começou a escurecer, Percy Jackson saiu de seu esconderijo e andou discretamente até a propriedade da srta. Dare, estranhou a falta de segurança, até porque todas as famílias de Londres sabiam quem seria a próxima vítima, tratava-se apenas de uma questão de tempo.
Observando o casarão de longe, Jackson decidiu que a entrada mais fácil de ser invadida seria a 3* janela à direita do segundo andar.
Ao subir pelo telhado e adentrar o cômodo, o ladrão decidiu acender uma vela, para iluminar o quarto.
Mas antes de ascender o fósforo, um fogaréu tomou conta das laterais do cômodo, iluminando-o por inteiro, perto da porta com uma caixa de fósforos na mão estava a dona da propriedade com uma linda e reveladora camisola vermelha de seda.
–Estava esperando por você Percy- Disse a ruiva em um tom sensual.
–Vo... vo...você me conhece?- Gaguejou o garoto.
–Ora se não, é o criminoso mais bem sucedido da Inglaterra senhor Jackson, e tenho de dizer, também era um ótimo artesão.
–Como sabe do meu passado? Você estava me esperando?- Perguntou perplexo, com milhões de perguntas povoando sua mente.
–Sabe, eu vou ter de lhe contar um pequeno segredinho Perseu, eu tenho um fraco por foras da lei. Sempre tive na verdade. Mas mesmo nos seu tempos de bom moço já me arrancava suspiros! Ah Percy, eu te observava desde quando ainda era um jovem aprendiz na sapataria. Por quê acha que o movimento da sapataria aumentou tanto de uma hora pra outra? Uma pena que bem no dia em que tomei coragem de me apresentar, o senhor se demitiu. Ah, fiquei desolada, só melhorei quando descobri qual era o seu novo, ahn... passatempo.
–Então, você armou pra me pegar aqui senhorita Dare? – Perseu falou pensativo.
–É claro que sim! Ah, a propósito, você se casará comigo amanhã. Meu vestido está pronto á semanas! Você está mais do que atrasado!
–Casar?- Perguntou completamente pálido- mas nos conhecemos agora e eu mal sei que você é!
–Detalhes amor, você terá muito tempo para me conhecer.- Respondeu a ruiva de forma gentil.
–E se eu recusar? Não sou obrigado a casar com a senhorita, não és feia, mas também não me atrai.
Vermelha de raiva a jovem garota apenas sibilou: -Discorde de mim e passará o resto dos seus dias na masmorra à pão e água!
Percebendo que discutir não era a melhor saída Perseu resolveu usar seu charme.
–Tudo bem- respondeu Perseu enquanto se aproximava lentamente da garota. Ele sabia que os guardas haviam sido avisados e estavam prontos para captura-lo a qualquer momento então, a saída era distrair a jovem donzela. Agarrou a cintura da ruiva e a beijou de forma ardente.
Rachel já estava praticamente se entregando quando cortou o beijo e disse: — Nananinanão! Apenas após o casamento! Enquanto isso, chamarei os guardas e o trancarei nesse quarto, não posso correr o risco de que fuja não é?!
–Espere minha doce senhorita, não pode privar-me de sua delicada companhia, que tal um vinho?- Falou o jovem em um tom desesperado.
–Um vinho não mata ninguém- Disse a garota sorrindo- Guardas, Tragam-me vinho!- Ordenou, e logo um dos guardas trouxe consigo uma velha senhora que trazia pães e o mais caro vinho das redondezas.
–Uau, você tem tudo nas mãos não?! — Perguntou Perseu assombrado.
–E logo você também terá! –Respondeu Rachel sorrindo.
Percy deu um sorriso amarelo, a verdade é que, por mais que se importasse- e muito- com dinheiro, também era um cara romântico, queria sentir algo especial por sua esposa, admiração, amor, cuidado. Assim como sua mãe descreveu a vida inteira a relação com o pai dele.
Quando Rachel já estava aparentemente alterada, resolveu levantar-se e dirigindo-se a ele disse:
–Amanhã voltarei a lhe ver amorzinho!
Em um gesto rápido Perseu levantou-se da cama e agarrou a cintura da ruiva, dizendo em seu ouvido:
–Durma aqui comigo hoje, prometo não fazer-lhe mal algum.
A garota não recusou o convite, apenas pulou no colo de Perseu e ambos dirigiram-se à cama.
Durante a madrugada, enquanto Rachel roncava, o jovem garoto levantou-se, pegou os brincos e o medalhão que a garota usava e, certificando-se que nenhum guarda o viu, saiu furtivamente pela janela.
Passar pelos guardas do jardim foi fácil, estavam todos preocupados com quem quisesse entrar na mansão, não com quem quisesse sair. Até porque todos acreditavam que, uma vez acostumado com a situação, não abriria mão de um casamento com a bela e rica senhorita Dare.
Por pouco saiu sem ser notado, apenas quando estava prestes a pular o portão, foi descoberto e teve de correr o mais rápido que pode para escapar. Ainda sendo perseguido, o jovem correu até o cais tentado despistar os que estavam ao seu encalço. Rapidamente avistou um pequeno barco com parte de seu conteúdo coberto por lonas e resolveu esconder-se ali, até que os guardas sumissem. Entretanto, enquanto ainda ouvia o som dos homens a sua procura, acabou entregando-se a um sono pesado.
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