Amor eterno

2 Capítulo 1 - A culpa é ''A culpa das estrelas''


Notas iniciais
Heey pessoal espero que gostem e boa leitura...

Capítulo 1 — A culpa é ''A culpa das estrelas''

Não posso dizer que a minha vida é perfeita.

Eu tenho tudo. Uma casa, um quarto só meu, pais... tudo. Mas ainda sim me sinto vazia. Nada me preencheu até hoje, devo ter um buraco negro no corpo.

E como se não bastasse, eu prefiro ficar do lado de fora de casa... por que? Meus pais ficam a maior parte do tempo brigando e jogando coisas uns nos outros... Por que ainda não se separaram? Bem que minha mãe queria mas meu pai não deixa. Nunca gostei dele ele nunca vai ser meu pai de verdade.

Eu só não durmo no banco da praça por que Forks é um lugar que chove muito e fica frio... Mas pretendo me mudar para o banco um dia desses. Por enquanto fico nele o quanto der... E até agora tive sorte de não ter sido sequestrada ou qualquer coisa do tipo.

Na escola as coisas não são muito melhores. As pessoas não costumam ser legais com quem prefere livros a pessoas... Minhas amigas moram muito longe e tudo isso é uma tortura. Felizmente é o último ano.

E ano que vem faço dezoito e vou poder finalmente comprar a minha própria casa. Parece que as coisas boas irão vir todas de uma vez só.

Saí da escola hoje feliz afinal, estava saindo e hoje tinha dinheiro para comprar mais um livro. Minha prateleira era bem grande mas já estava lotada, meu pai vai me encher hoje, ele não gosta que eu leia. Sempre consegue arranjar um motivo para brigar comigo e tornar minha vida um inferno.

Entrei na livraria e fiquei olhando para os livros. Infelizmente só poderia comprar um. Então escolhi ''A culpa é das estrelas''. Os romances tem me chamado atenção nesses últimos dias, provavelmente por que eu iria amar que virasse realidade...

Tive que escolher entre ''A culpa é das estrelas'' e ''A elite''. Havia lido A seleção e gostei muito. Agora estou muito curiosa para saber o que vai acontecer. Mas precisava ler logo ''A culpa é das estrelas'' dizem que todos choram. A elite pode esperar.

Paguei pelo livro mas não peguei sacola, ia parar ali do lado no banco para ler mesmo. Saí da livraria. Há uma hora havia chovido e estava tudo molhado, mas gostava dessa típica característica de Forks.

Olhei para o livro e comecei a folheá-lo distraída quando sem querer esbarro em alguém. Quase caio e o livro se molharia, se alguém não tivesse me segurando pela cintura.

– Você esta bem? — Perguntou uma voz rouca e sexy. Era quem me segurava.

– Estou sim, isso sempre acontece, me desculpe — Suspirei encarando e então gelei.

Ele era lindo.

Alto com o corpo levemente bronzeado. Olhos castanhos claros, cabelos loiros e covinhas.

Ele ainda me segurava então olhei para baixo envergonhada, usando o livro como desculpa. Mas também seria trágico se ele estivesse sujo ou rasgado. Porém, estava intacto.

– Gosta de ler? — Ele perguntou ainda me segurando.

Não conseguia encara-lo então assenti um pouco vermelha.

– O que foi? — Ele perguntou sorrindo.

– N-nada — Respondi gaguejando.

Ele sorriu quando alguém chegou.

– Olá — Era uma garota que depois de falar com ele, acenou para mim — Como vão?

– Vou bem Lucy — Ele disse me soltando.

– Molhada — Suspirei. Apesar de não ter caído tinha me molhado um pouco.

– Liam, onde está Anna? — Perguntou a garota que pelo jeito deve se chamar Lucy. Então Liam eram o nome dele... E quem era Anna?

Ele expressou um cara meio incomodada.

– Eu não sei onde ela está — Suspirou ele. A garota parecia incomodada quando olhava para mim e ele também percebeu isso quando olhou para mim — Não perguntei seu nome.

– Clary.

– Ah por favor! — Disse Lucy — Deve saber de alguma coisa!

Liam suspirou.

– Clary... Eu adoraria te levar para casa. Pode esperar na rua de trás? meu carro está lá.

Percebi que ele queria privacidade e eu era uma desconhecida para ficar ali ouvindo conversas alheias então assenti e saí andando. Cheguei lá mas não sabia qual era seu carro então encostei num muro na encruzilhada.

Ele não demorou muito mas quando chegou me deu um belo susto. E parece ter se divertido com isso por que sorriu para mim e fui obrigada a abrir um também. Era contagiante.

– Me desculpe, senhorita — Ele abriu um sorriso de lado. Achei estranho tal atitude, quem em pleno século XXI fala senhorita?

Então eu assenti e ele abriu a porta do carro para mim. Fiquei vermelha afinal, não é todo mundo que faz isso. Ele então deu a volta e entrou no carro.

– Onde mora? — Ele perguntou.

– Vou mostrando o caminho — Falei dando de ombros e ele assentiu.

– Quer... conversar? — Ele perguntou.

Assenti.

– Difícil vai ser achar um assunto — Dei de ombros e ele sorriu.

– Me fale sobre você — Ele sorriu.

Suspirei.

– Não tenho muito o que falar... Tenho só 17 anos sou bancada pelos meus pais que vivem brigando então prefiro ficar do lado de fora da minha casa o tempo todo... Nada muito agitado assim.

– Ei a minha mão é lá muito diferente da sua — Ele disse — Mas por que seus pais brigam tanto?

– Eu bem que queria saber — Suspirei — É horrível ter que desviar de copos voando — Estremeci.

Ele assentiu mas não disse mais nada. Então continuei mostrando o caminho até que ele parou na frente da minha casa.

Ele saiu do carro e abriu a porta para mim. Fiquei vermelha de novo e saí constrangida.

– Cuidado com os copos, pequena — Ele sorriu e me deu um beijo na testa. Fiquei mais vermelha ainda e assenti me despedindo dele e abrindo a porta.

Que cara era aquele?

Notas finais
E então? curtiram? não? eu sei que foi tudo muito rápido mas não acontecia nada naquele jogo até que eles se conheceram, tive que escrever assim