Amor entre semideuses
6 A história de Scoot
Notas iniciais
Ele estava ainda estava confuso. Eu tirei o mini-furacão em baixo do meu pégaso, e pedi para Scoot subir no Blackjack.
–Aí galera.-Eu disse.-Vamos continuar nosso destino.
–Pra onde vocês vão?-Perguntou o semideus recém-encontrado.
–Pro mundo inferior, onde fica tártaro. Vamos derrotar Cronos, o titã do tempo.-Respondi.
Ele engoliu em seco e subiu no Blackjack. Provavelmente, ele conhecia um pouco da mitologia grega. O pégaso cavalgava, digo, voava pela cidade, em direção a Hollywood. Luke olhou pra Scoot e perguntou:
–Então, conte-nos sua história.
Ele pigarreou. Não sei o que aconteceu depois, pois ele estava atrás de mim. Ele respirou fundo e começou:
–Bem Lufe, é uma longa história...
–É Luke.-Ele corrigiu.
–Oh, desculpa Luke.-Ele se desculpou.-Bem, quando eu tinha dois anos, eu estava em uma escola pequena. Lá, todos os meus amigos tinham um homem para os buscar: o pai. Eu ficava triste, pois eu não tinha um pai. Perguntava pra minha mãe sobre ele, e ela dizia que ele estava viajando.
–Mesma desculpa que minha mãe fazia.-Eu disse.
–Sim, sim. Bem, continuando. Aos meus três anos, eu fui atacada pela minha professora, e acabei que fui expulso pela segunda vez de um colégio. Aos quatro até o sete anos, eu tive que ficar trancado, pois eu sofria bullyng por ser expulso de todos os colégios. Minha mãe entrava no meu quarto, sempre acariciando minha cabeça e me contando histórias.-Ele deu um suspiro, e chorou um pouco.
–Qual era o nome da sua mãe?-Perguntou Tyson.
–Carly Johnson.-Ele respondeu.
–Continue.-Disseram Grover e Annabeth em uníssono.
–Quando eu completei oito anos, eu comecei a ter pesadelos constantemente. Eu tinha sempre que dormir com minha mãe. Aos nove anos, minha mãe arranjou um emprego, pois ela era desempregada, quem nos sustentava era o meu padrasto, Jack Short. Meu padrasto trabalhava o dia todo, e eu tinha que ficar com a minha babá. Eu nunca soube o nome dela.-Ele parou por um tempinho.-Ela queria que eu morresse, ela me jogava na água e tentava me afogar, colocava fogo nas minhas roupas e tudo que fosse de ruim. Em um certo dia, quando eu completei 10 anos, meu padrasto morreu sem motivo, e suspeitávamos que foi a babá que o matou. Mamãe a demitiu, e ela deixou eu ficar sozinho em casa.
–Que história terrível Scoot!-Falou Annabeth.
–E nem é o começo.-Ele disse suspirando.-Quando eu completei onze anos, nós fomos pro parque para comemorar meu aniversário. Estava me divertindo em uma montanha-russa com minha mãe, quando o parque pegou fogo sem motivo. Nós saímos o mais rápido possível, quando eu vi a minha ex-babá com uma caixa de fósforos e óleo na mão. Minha mãe gritou para eu me salvar, eu escapei, mas minha mãe foi capturada pelo fogo.-Ele começou a chorar, mas logo enxugou as lágrimas e continuou.-Eu saí do parque chorando, e virei um morador de rua órfão. Passei um ano lutando pela sobrevivência nas ruas, quando a policia me encontrou e me levou para um orfanato. Eu estava feliz, pensando que minha vida ia melhorar, mas ela caiu pra pior. Muito pior. O orfanato só tinha uma menina e 13 meninos valentões, se eu chegasse perto dela, eu levava 13 socos. Quando eu ficava quieto no meu canto, eu levava o triplo dos socos. Nem no meu aniversário de 13 anos eu me salvei dos murros, e eles estavam fazendo academia, o que significava que estavam mais forte. Teve um dia que cheguei a bater no hospital por causa deles.
–Nossa, que trágico!-Falou Grover.
–Pois é, eu tenho até uma cicatriz por causa deles.-Ele disse apontando para a perna levantado a calça, onde estava uma cicatriz enorme.-Bem, duas semanas depois do meu aniversário, eu fugi do orfanato. Minha vida piorou mais ainda, pois tinha vários monstros me atacando.Eu tinha sorte, eu perdia todas as lutas, mas eu saia vivo. Passei um mês fugindo de monstros e sendo atacado. Antes pouco de vocês me encontrarem, eu fui atacado por um monstro. Nessa última luta, eu ganhei pela primeira vez, pois eu estava com uma faca descascando uma laranja. Eu atingi a faca no peito do monstro e ele se fez em pó. Depois vocês me encontraram.
–História interessante.-Falou Luke.
–Bem, no acampamento meio-sangue você estará seguro.-Eu falei.-Eu garanto.
–Só espero.-Ele respondeu.
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