Amor entre irmãos. História de Shun e Ikki
12 De volta à Ilha de Andrômeda
Notas iniciais
Na Ilha de Andrômeda, mestre Albion de Cefeu pressentia que a qualquer momento a Ilha poderia ser atacada pelas forças do Santuário devido a ele não atender os chamados do Grande Mestre.
Albion havia se dedicado a lutar pela justiça e ensinou aos seus discípulos todos os seus ideais. Após Shun ter conquistado sua Armadura de Andrômeda, June havia se tornado a Amazona de Bronze de Camaleão e seus companheiros de treinamento Leda e Spica também haviam se tornado cavaleiros de Bronze discípulos de Albion.
Shun se preparava para sair do Japão em direção à Ilha de Andrômeda enquanto Miro de Escorpião chegava escoltado por Afrodite de Peixes para cumprir as ordens do Grande Mestre.
Albion foi surpreendido por um ataque devastador de Miro fazendo com que os habitantes da Ilha se dispersassem. O Cavaleiro de Prata se preparou para o Combate e protegeu seus discípulos do ataque de Miro. Albion ordenou a June e demais Cavaleiros que abrigassem os moradores da Ilha os levando para longe de seu Campo de Batalha.
Albion decidiu encarar Miro sozinho sem colocar em risco a vida de seus discípulos e dos demais habitantes. Ambos discutiam sobre os fundamentos dos objetivos do Grande Mestre e Miro afirmava que a Justiça estava ao lado do Santuário. Albion resistia aos ataques do Escorpião e revidava com todo o seu poder. Miro se surpreendia com a resistência do Cavaleiro de Prata e durante a batalha ficou na dúvida se de fato estava lutando pela Justiça. Miro sentiu que Albion não deveria ser seu inimigo e hesitou em matá-lo.
Afrodite que escoltava o Escorpião decidiu colocar um fim na batalha e atacou Albion com suas rosas mortíferas derrotando o Cavaleiro de Prata de Cefeu. Miro reprovou a atitude de Afrodite de ter se intrometido em seu combate, mas o Cavaleiro de Peixes retrucou dizendo que as ordens do Grande Mestre devem ser seguidas sem hesitação.
Após a morte de Albion os Cavaleiros de Bronze Leda e Spica prestaram reverência aos Cavaleiros de Ouro e disseram que a partir de então seriam os responsáveis pela Ilha de Andrômeda e seguiriam as ordens do Grande Mestre e do Santuário. June não aceitava tal reverência ao Santuário mas nada mais podia fazer.
Diante das reverências de seus novos Líderes da Ilha, Afrodite de Peixes aceitou deixar a Ilha em paz na condição de que todo e qualquer inimigo do Santuário deveria ser punido até a morte. Leda e Spica aceitaram as condições impostas pelos Cavaleiros de Ouro que partiram de volta ao Santuário. Durante o regresso Miro sentiu sua consciência pesada e seu senso de Justiça havia reprovado sua missão recém concluída com a ajuda de Afrodite. Miro sentiu um certo remorso por ter lutado contra um Cavaleiro que aparentemente não apresentava nenhum tipo de ameaça ou maldade em seus atos.
Após a partida dos Cavaleiros de Ouro, Shun chegava na Ilha em tempo de presenciar alguns danos causados pela recente Batalha de seu Mestre Contra os Cavaleiros de Ouro. Os sobreviventes trabalhavam para eliminar alguns destroços e sepultavam as vítimas do ataque.
Em um dos túmulos Shun avistou os Dizeres “Albion de Cefeu” e entendeu que lá jazia o corpo de seu Mestre. Shun não se conteve e derramou suas lágrimas diante do túmulo de seu mestre dizendo:
— Mestre, Me perdoe, eu devia ter chegado antes para impedir esse desastre...
Enquanto Shun dizia essas palavras ele escuta uma voz familiar dizendo:
— Shun, você jamais poderia ter impedido o que aconteceu aqui.
Shun se vira e reconhece sua Companheira de treinamento June que havia se tornado a Amazona de Camaleão. Ainda com lágrimas nos olhos ele se levanta e a abraça.
— June, que bom que você está bem, mas Albion...
June também se emociona e diz:
— Nosso mestre lutou pelo que ele acreditava. Resistiu e nos protegeu até o fim com todas as suas forças, mas nada pode fazer contra os Cavaleiros de Ouro.
— Cavaleiros de Ouro? Shun ficou surpreso.
— Sim, eles são muito mais fortes do que nós e não podemos fazer nada contra eles e o Santuário. Afirmava June.
— Isso não é verdade June, Athena está do nosso lado. Eu e meus amigos enfrentaremos o Santuário e eles reconhecerão a verdadeira Athena. Tenho certeza que venceremos o mau que existe no Santuário.
— Isso é loucura Shun! Não podemos lutar contra o Santuário. Você vai morrer!
Enquanto June conversava com Shun, Leda e Spica se aproximavam. Shun avistava seus antigos companheiros de treinamento e ingenuamente falava.
— Leda, Spica, que bom que vocês também sobreviveram. Eu e meus amigos Cavaleiros de Bronze que estão no Japão partiremos para enfrentar o Santuário. Vamos impedir que eles continuem causando tanta maldade como fizeram aqui. Pelo nosso mestre, posso contar com a ajuda de vocês?
June percebia a intenção de Leda e Spica que acabaram de jurar lealdade ao Santuário se prepararem para atacar Shun. Ela imediatamente jogou seu chicote contra seus companheiros e disse para Shun — Fuja daqui Shun, eles vão te atacar, vá embora agora.
Shun não se conformava que seus companheiros haviam se aliado ao Santuário contra ele.
June tentava imobilizar os dois mais logo eles revidaram um golpe contra a Amazona que foi derrubada perdendo a consciência. Shun foi socorrê-la mas logo foi imobilizado pelas correntes de Leda e Spica que estavam dispostos a sacrificá-lo em nome do Santuário.
— Viu o que fizeram com nosso mestre? A culpa é sua por ter se declarado inimigo do Santuário. Sua traição fez com que todos nós fossemos punidos — Dizia Leda enquanto imobilizava Shun com suas correntes.
— Vamos te sacrificar em nome do Santuário, Shun. Queremos paz em nossa terra. É esse o destino de sua constelação – Falava Spica puxando Shun com suas correntes em direção contrária a Leda.
Enquanto Leda e Spica sufocavam Shun com suas correntes duplas, June recobrava sua consciência e tentava se levantar encorajando Shun a Lutar.
— Shun, acenda teu cosmo, não se entregue!
Shun refletia sobre a morte de seu mestre e sobre as palavras de Spica que insinuava que ele deveria se sacrificar pelo seu povo. Ele sentia que deveria seguir o seu destino e se entregar, pois não queria ser responsável por novos ataques onde habitavam seus antigos companheiros. Nesse momento Shun sente o cosmo de seu irmão e se lembra de quando Ikki disse que eles eram fortes o bastaste para mudarem seus destinos. Ikki encorajava seu irmão a reagir e lutar. Shun acende seu cosmo e explode arrebentando as correntes de seus adversários que o prendiam.
— Assim como meu Mestre, lutarei pela paz e pela justiça até o fim. Tenho orgulho de ser discípulo de Albion de Cefeu e vocês deveriam se envergonhar de irem contra os ensinamentos dele – Falava Shun em memória de seu mestre.
Spica desprezava as palavras de Shun e saltava em direção a ele para atacá-lo. Shun também saltou desviando do ataque de Spica e o golpeia no ar o derrubando inconsciente. Leda revida tentando acertar Shun pelas costas mas é surpreendido quando Shun bloqueia o ataque de sua corrente com seu braço esquerdo e com o direito dispara um golpe formando uma enorme corrente de ar como uma tempestade atingindo Leda em cheio o atirando entre as rochas e danificando parte de sua armadura.
Shun se afasta de seus oponentes com June em seus Braços. Eles se abrigam uma das Cabanas que havia na Ilha e cuida dos ferimentos dela.
June insistia para que Shun não partisse ao Santuário, mas ele dizia que tinha um compromisso com seus amigos e seu irmão e que deveria partir em breve. Ele apenas havia tido um mau pressentimento desse ataque e queria ter chegado antes para tentar impedir a morte de seu Mestre. Shun se sentia otimista por ter seus amigos que acreditavam nos mesmos ideais que ele e que Athena estava do lado deles e por isso venceriam. June não se convencia dessa loucura para estava feliz por estar ao lado da pessoa por quem ela tanto se afeiçoava mesmo que fosse por pouco tempo.
No dia seguinte, Shun havia recebido a notícia de que o Cavaleiro de Ouro de Leão havia atacado Seiya com mais 3 cavaleiros de prata e que a Armadura de Sagitário havia protegido Seiya. Athena havia se revelado a Aiolia e o Leão havia se convertido.
Shun ficou feliz com a notícia e acreditava que ao lado de Athena a vitória era certa. Saori disse para Shun se encontrar com seu irmão nas Ilhas Canon e em seguida irem ao Santuário que seria o ponto de encontro de todos nos próximos 5 dias.
Shun se despedia de June rumo às Ilhas Canon atrás de seu irmão.
— Não se preocupe June, tenho certeza que iremos vencer um dia viveremos felizes nessa Ilha. Enquanto esse dia não chegar, deixo a Ilha de Andrômeda sob seus cuidados.
June abraçava Shun com lagrimas nos olhos pedindo aos Deuses que o protegessem.
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