Amor em Cinquenta Sombras
22 Surpresas
Notas iniciais
Sou portadora de um doença chamada Síndrome do Escrivão ou Câimbra do Escrivão. Essa doença limita todos os meus movimentos finos, como: Escrever a lápis, comer com talher, pentear o cabelo, maquiar, digitar e etc. Ela causa contrações involuntárias e todos os meus músculos tem espasmos quando faço qualquer uma dessas atividades e quando fico estressada, até dormindo tenho. Então, há algumas semanas, sofri uma grande humilhação no meu trabalho por causa dessa minha deficiência. Fiquei pra baixo e por isso nem digitar estava conseguindo. Normalmente digito com o dedo indicador e minimo, mas nem assim conseguia.
Graças a Deus e as pessoas maravilhosas que me apoiam, tudo passou e hoje estou aqui com vocês. Feliz! Obrigada pelo carinho maravilhoso e beijos. Amo vocês!
Sem mais delongas...
Aproveitem e boa leitura, baby's. ;)
Capítulo 22 — Surpresas
(Música do capítulo)
http://letras.mus.br/joss-stone/714026/traducao.html
Estou deitada na cama do Christian à vinte minutos. Ele foi pegar nosso almoço, pois vamos comer aqui no quarto. Apesar dessa perna e da dor de cabeça, estou muito feliz. Mais um pouco e a felicidade vai sair pelos olhos. O jeito que Christian está me tratando, as suas palavras apaixonadas e cada gesto que ele faz, como se estivesse tentando provar seu amor, é surreal. Como alguém tão lindo, inteligente e bem sucedido pode ficar apaixonado por mim? Deve ser seu jeito em rolar as escadas! Meu inconsciente não perd... Pulo com o susto que levo. Christian chutou a porta para abri-la, pois está com uma bandeja de quase um metro nas mãos. Seu sorriso deslumbrante me contagia, e fico quicando na cama e batendo palminhas para incentivá-lo. Ele dá a volta na cama e apoia a bandeja na mesma.
– Hum, que cheiro bom! O que temos aqui? — pergunto olhando as opções no meu prato.
– Ah, Srta. Temos várias opções! Mas os principais são: camarão à grega, arroz à piamontese, salada caesar e suco de laranja, pois você não pode beber vinho. E ainda tem a sobremesa, mais só irei buscar depois. — Christian narra o cardápio com tanto orgulho que não resisto. Puxo a cola da sua camisa e lhe dou uma beijo apaixonado.
Depois de perder o folego, solto sua camisa e fico encarando aqueles lindos olhos cinza. Ele parece perdido, mas feliz.
– Uau! Você me pegou de surpresa! Amo a sua boca, Srta Steele. -diz e dá um beijo casto- Mas agora a use para comer, você ainda não comeu hoje. — ele tinha que estragar o clima com seu controle.
Aperto a boca em uma linha fina e pego meu prato já feito. O cheiro está uma delícia! E estou morta de fome, para falar a verdade. Quando você não está morta de fome, criatura? Ignoro meus pensamentos e começo a comer. Christian faz o mesmo e encosta na cabeceira da cama.
– Você já fez isso alguma vez? — pergunto levantando uma sobrancelha paraele.
– Fiz o quê? — questiona assim que terminar de mastigar.
– Já comeu em sua cama?
Ele para e apoia a mão que está segurando o garfo na perna, olha para frente e morde o lábio superior . Acho que está pensando!
– Não. Mais uma primeira vez, hein?!
– E na cama de outra pessoa? — olho para meu prato. Que pergunta, Anastásia!
– Adoro quando você fica vermelha. -afirma e olho rápido para ele- Você fica ainda mais linda e não sei como isso é possível.
– Eu sei! Você tem um grave problema de visão, mas obrigada! — digo mordendo o lábio.
– Não morda o lábio! Minha visão é perfeita, posso te afirmar com absoluta certeza. E não, nunca comi na cama de outra pessoa. — fala e volta a comer.
Tem um sorriso querendo aparecer nos seus lábios. Filho da mãe! Ele está zombando de mim. Já sei! Termino meu almoço e coloco o prato na bandeja, ele faz o mesmo.
– Sobremesa? — pergunta ajeitando os pratos.
– Acho que você vai gostar da nossa fantasia. — digo provocando e não respondo sua pergunta.
Sei que ele está curioso para saber do que se trata. Ha! Minha tática funcionou, ele parou de arrumar os pratos, virando sua cabeça para olhar-me. Ele surpreende-me, com os olhos flamejando curiosidade, segura meu cabelo.
– Você vai dizer o que está aprontando! Nem que eu tenha que arrancar as palavras, uma por uma.
– Isso é uma ameaça?
Minha respiração acelera. Puta merda! Ele empurra a bandeja e cai tudo no chão. Estou tão presa em seu olhar, que nem me importo. Apenas olho sua pupila dilatando e sinto sua mão aperta meu cabelo.
– Não é uma ameaça. É uma afirmação. Qual é seu plano, Anastásia?
Mordo o lábio para distraí-lo, mas ele levanta a mão e tira meu lábio do cativeiro.
– Qual é o plano? Não vou perguntar novamente.
Isso! Grito por dentro. Adoro quando mexo assim com ele!
– Não vou dizer, pois é surpresa. Prometo que não va... Ai! — reclamo quando Christian puxa meu cabelo até me fazer deita na cama.
– Baby, você está com a perna machucada. Será melhor para nós dois se você falar.
Ele deita sobre mim, tendo cuidado com a perna. Seu olhar não sai do meu em nenhum instante. Ele está tentando me hipnotizar? Não estou disposta a ceder. Coloco a mão em sua bunda e aperto, dando um leve beliscão.
– Não. Vou. Falar. Nada. — falo pausadamente para provocá-lo ainda mais.
– O que faço com você, amor? — Christian declara aquecendo meu sangue.
Meu coração dá uma batida tão grande com esse “Amor”, que deixa minha respiração acelerada. Não falo e nem pisco, cada momento intimo que temos, causa esse efeito em mim.
– Me beija! — peço com sede.
Ele não pensa duas vezes e me beija. Sua boca se encaixa perfeitamente na minha e começa a fazer leves movimentos. Beijar sem pressa é muito bom. Christian solta meu cabelo e passa o braço embaixo do meu pescoço. Agora estamos entrelaçados e tirando a minha perna, cada centímetro dos nossos corpos estão colados. Para facilitar que sua perna encaixa entre as minhas, levanto minha perna imobilizada e apoio o pé no colchão. Esse movimento causa um desconforto e gemo baixinho. Ele para de me beijar no mesmo instante.
– Te machuquei? -balanço a cabeça negando e ele bufa- Não podemos fazer amor, Ana. Vou te machucar e seu tornozelo irá doer mais. — ele fala, mas está lutando contra si mesmo.
– Você não vai me machucar. Vamos fazer devagar, por favor! — peço e esfrego meu minha virilha em sua ereção.
– Ah, não faz isso! Você sabe que me deixa maluco, não devemos... Ah, merda! Preciso entrar em você. Depois dessa manhã de merda, você é tudo que preciso. -Christian diz e levanta- Fique aí, eu já volto. — fala e vai até o banheiro.
Coloco meu braço atrás da cabeça e levanto para olhar o que ele está aprontando. Espero por uns cinco minutos, e ele aparece somente de cueca boxer preta e com um frasco de hidratante, eu acho. Perdi o fio do pensamento quando ele arruma sua ereção na cueca. Fico olhando para lá, até ele chegar perto da cama.
– Apreciando à vista? — pergunta.
– Uma belíssima vist... — perco as palavras quando, não satisfeito, tira a cueca.
Sobe em cima da cama. Não tira os olhos dos meus e deixa seu corpo perto do meu, mas não encosta.
– Acho que você está com muita roupa. Vamos nos livrar dela? — fala já abrindo minha saia.
Com cuidado em excesso, tira toda roupa. Agora estou apenas com a tala que está imobilizando a minha perna.
– Deseja uma massagem, Gostosa? — Christian pergunta, sua ereção está pronta para o trabalho.
– Massagem? Hum, só se for a melhor massagem que você já fez. — falo piscando os cílios fingindo inocência.
Ele abaixa a cabeça, beijando meu pescoço e sobe até a minha orelha.
– Será a melhor massagem que você já recebeu, mas espero que eu seja o primeiro a fazê-la. — seu ênfase no "eu", faz meu corpo tremer de vontade desse homem.
– Sim, você é o primeiro e quero que seja o último. — confesso gemendo com suas mãos habilidosas, que descem e sobem em minha barriga, vai até o meio dos meus seios e desce até os meus pêlos pubianos. Ele observa cada movimento que faço.
– Bom saber, agora deita de lado e de costas para mim. -manda e faço- Essa sua tatuagem é sexy pra caralho, sabia? Quero comê-la por trás, só para ver você mexendo, que faz um lindo efeito nas suas costas. — diz baixinho no meu ouvido, causando arrepios descontrolados.
A massagem se inicia pela lateral do meu quadril, seus dedos fortes apertam e massageiam lentamente. Dói um pouco, mas é muito bom. Para um pouco e passa os dedos por toda minha espinha. Pousa sua mão em minha bunda e volta a massagem. Assim ele começa o ritmo, passando sua mão onde pode tocar. Quando levanta minha perna e massageia o interior da minha coxa, não resisto e empino minha bunda até encostar em sua ereção. Ele geme rouco no meu pescoço, parando a massagem e começa a esfregar sua ereção mais rápido em mim.
– Christian, dentro de mim. — falo o lugar que quero.
– Com todo prazer!
Ele chega seu corpo mais perto, encostando no meu. Minhas veias queimam com antecipação. Coloco minha perna livre em cima da sua, fazendo seu membro encostar na minha entrada.
– Ah. — solto um sussurro.
Ele vai se enterrando em mim, me preenchendo e sinto cada centímetro seu. É a melhor sensação que já sentir! Tê-lo assim tão meu e eu tão sua, não tem palavras.
– Assim que você quer? — ele pergunta enquanto sai por completo e volta a entrar. Tudo lentamente.
Não consigo falar. Tudo é muito intenso nesse momento. Começo a mexer meu quadril, entrando no seu ritmo. Ele segura minha perna e vai descendo até meu sexo. Passa os dedos onde está o nosso precioso contato, soltando um som gutural no fundo da garganta.
– Sente como somos perfeitos um para o outro. — fala e pega minha mão.
Sinto a fricção que ele faz de entra e sai. Não posso mais ficar nesse velocidade.
– Mais rápido! -peço- Não estou aguentando.
– Ah, não. Hoje não vou ceder, Ana. Quero aproveitar cada pedacinho seu.
Christian diz, mordendo o meu pescoço. Quase gozo com o arrepio que isso causa, mas seguro. Não quero terminar agora também. Ele toca com o polegar o meu clítoris e começa a fazer leves círculos. Tento segurar e resistir, mas é demais, não suporto e quebro em pedacinhos. Chamo seu nome em uma tentativa de amenizar o tremor do meu corpo. Isso faz com que ele não se controle, fazendo-o aumentar a velocidade e gozar gloriosamente. Seu sussurro rouco, vai ecoando pelas minhas entranhas.
– Ah... Ana.
Ele sai de dentro de mim e passa o braço pela minha cintura.
– Como sempre uma delícia! — fala baixando meu cabelo.
Seguro seu braço com minha mão e fecho os olhos satisfeita. Será que sempre vai ser assim? Maravilhoso! Com meus leves e gostosos pensamentos, caio em um sono tranquilo e seguro. Com ele tudo será divino!
– Ana... Ana! Baby, acorda! — Christian chama-me e dá leves sacudidas.
– Não. — protesto sem abrir os olhos.
Sinto o peso do seu corpo sobre o meu.
– Está na hora de nos arrumarmos. Vamos!
Merda! Tinha esquecido! Hoje é a galeria do José. Abro os olhos lentamente, sei que será uma noite longa.
– Tudo bem! Já acordei! — resmungo e viro-me.
Ele está lindo com aquele cabelo pós-foda, nu e com o sorriso molha calcinha.
– Como você está mal humorada. Pensei que depois daquele sexo todo, você iria acordar melhor.
Ele está rindo da minha cara, pois esses dias que sucederam, estou irritada por causa dessa tala. Apesar de transarmos a cada duas horas, essa coceira está tirando a minha preciosa paciência. O fato dele ter comprado uma guarda-roupa inteirinho para mim, também não ajudou. Tivemos uma briga séria, mas como sempre o Senhor Controle Absoluto, me convenceu. Volto minha atenção para seu rosto e respondo.
– Não estou mal humorada, só estou com sono. Vamos tomar banho?
– Claro. Estou adorando ajudar você a tomar banho todos esses dias. Posso me acostumar com isso! — diz pegando-me no colo.
Estamos dentro do carro e já posso ver as luzes da galeria daqui. Confesso que estou nervosa, pois é a primeira vez que verei José depois do seu assédio. Christian aperta a minha mão, fazendo olhar para ele, que está franzindo a testa.
– Você está bem, querida?
– Sim. Só estou cansada, amor! — minto.
Não posso falar o que estou sentindo, muito menos o motivo. Continuo o encarando com um sorriso tranquilizador e ele corresponde. Está lindo em um terno preto, camisa azul clara e sem gravata; Seu cabelo continua pós-foda e eu adoro. Estou com um vestindo solto que vai até o joelho, de cor azul e cabelo feito um coque bagunçado. Sem querer combinamos a cor da nossa roupa. O motorista para o carro em frente a galeria. Muita gente está entrando no salão. Saio com ajuda do Christian e seguro sua mão para sentir segurança. Agora já me apoio com apenas uma muleta. Que foi um grande feito para mim! Vamos até a entrada e um rapaz de terno branco nos cumprimenta. Recebemos um catálogo, escrito: ”Bem Vindo a galeria do José Rodrigues" e o roteiro das fotos. Apesar de tudo, estou feliz pelo meu amigo, ele merece tudo isso e mais um pouco. Os olhares femininos vão direto para meu namorado. Bufo internamente, mas mantenho meu foco em achar José.
Olho para todos os lados e não o vejo. Christian para e fica olhando uma foto da visão panorâmica de Portland, com as luzes do pôr-do-sol desenhando a silhueta da cidade. Parece que gostou, mas não diz uma palavra. Devagar vamos caminhando e observando as fotos. Ele é realmente muito bom nisso! São várias áreas; as paredes da galeria são tão brancas, que se não fosse as luzes, seria difícil olhar para elas. Tem fotos penduradas, saindo do teto, fotos nas paredes, outras em paredes de vidro e assim vai.
Estou olhando para o chão e tentando não cair, quando Christian para abruptamente. Olho para ele, parece que viu um fantasma e logo percebo ficar vermelho. Franzo as sobrancelhas, olhando em direção ao seu olhar. Arregalo os olhos e minha respiração é um sobro. Porra! Não acredito que José fez isso?
Sete fotos minhas, com quase dois metros de cumprimento estão espalhados em um salão reservado. Quatro foram tiradas em um estúdio, depois de tanto José choramingar na minha cabeça, posei para essas fotos. Na época, que faz muito tempo, ele prometeu que nunca iria mostrar a ninguém, que era para seu álbum particular. Dois foram tirados sem eu perceber e um foi no aniversário da Kate, no ano passado. Estava arrumando o cabelo e ele me chamou, apontando a câmera. Não tive opção a não ser ficar com vergonha e sorrir.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=449708055138428&set=a.449708021805098.1073741830.100002977112508&type=3&theater
(S/N Galera, não consegui colar a imagem aqui. Por favor, copiar e colar o link no navegador)
Olho novamente para Christian, que solta a minha mão e se aproxima das fotos. Ele olha uma por uma. Não sei o que fazer! Talvez matar José seja minha única alternativa. Depois de minutos olhando as fotos, ele vira para mim e fala.
– Vou matar aquele idiota!
Continua...
Notas finais
Obrigada por ler a história dessa pessoa bacana, que mereceu morrer, mas não merece mais, né? rsrsrsrs
Obrigada meeeeesmo!!
Beijos no coração (Viu Verônica, pegou em mim) rsrsrs
Até breve e não vai demorar! :D
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