Amor em Cinquenta Sombras
17 Não vou desistir!
Notas iniciais
Gente, hoje tem capítulo super especial -não vou contar o que vai acontecer- Mas acho que vocês irão gostar. hehehehe Ah, escutem a música, isso irá fazer vocês entenderem melhor o capítulo. E tem, tem, tem POV dos dois hoje, hein! Espero que gostem, meninas!
Sem mais delongas...
Aproveitem e boa leitura, baby's. ;)
Capítulo 17 – Não vou desistir!
(Música do capítulo)
http://letras.mus.br/dido/72400/traducao.html
POV — Christian
Coloco o bilhete na minha carteira e lembro-me que esqueci de avisar a Anastásia do depoimento que ela terá que fazer hoje. Vou ligar para o detetive e pedir para Ana não fazer esse depoimento, pois será muito transtorno e estou determinado a fazer de sua vida a melhor que alguém poderia ter. Preciso falar com Taylor. Vou até seu quarto e bato na porta delicadamente. Não gosto de incomodar funcionários antes do expediente, mas Taylor não se importa e é muito importante. Depois de 3 minutos ele abre a porta.
– Bom dia Senhor! Em que posso ajuda-lo? — diz esfregando o olho.
– Bom dia Tayor! Desculpe o incomodo, mas você pode fazer um favor para mim? — pergunto e ele confirma com a cabeça.
Passo todas as instruções e tudo que vou precisar amanhã. Tomo um banho e enquanto Gail prepara meu café vou para o escritório fazer algumas ligações. Amanhã irei na casa da Ana e lhe farei uma surpresa. Vou mostrar que estou disposto a recomeçar. Ligo também para Ros e aviso que não vou trabalhar hoje. Tenho que preparar tudo até amanhã. Tomando meu café, penso no que tenho que fazer. Meu Deus! Pela segunda vez irei correr atrás de uma mulher e será a mesma mulher. Depois que encaixei todas as peças, percebi que a amei desde o primeiro momento. Toda aquela merda de cafetão e prostituta viciada, mancharam a minha alma, e quase fui convencido de que não tinha coração. Tudo bobagem! Tenho coração e nele habita a mais bela e doce mulher. Só espero e torço para que ele me perdoe e acredite em meus sentimentos. Que acredite no meu amor. Mas uma pergunta que está quase me sufocando... Será que ela me ama e estará disposta a me querer do jeito que sou?
Quando chega a tarde, resolvo ligar para ela. Não estou suportando ficar sem ouvir sua voz. Sei que ela não irá atender, pois sabe o meu número. Então peço o celular do Taylor e ligo, mas ela não atende. Um desespero bate em mim. Por que ela não atende o celular? Será que está bem? Ou chegou em casa ontem a noite. Depois de um grande momento de desespero, lembro-me que hoje começaria o seu primeiro dia de trabalho. Mas para garantir, Taylor irá checar se ela está bem.
Esperando Taylor confirmar se ela está bem, deito um pouco. O travesseiro tem seu cheiro. Um leve cheiro de baunilha. E mais uma vez pergunto-me como fui tão idiota? Não posso perdê-la! E aquele sentimento de medo volta, e volta com força. Sei que ela merece alguém melhor, alguém sem um passado fodido e de merda igual ao meu. Tenho que aprender a deixar o passado no passado e seguir minha vida, mas não consigo. É mais forte que eu! Ela não merece, mas o meu egoismo fala mais alto. Não vou desistir dela tão fácil. Estou apaixonado e sei que sempre estarei, mesmo que ela não me aceite e siga com sua vida. Sempre terá em minha porta uma bandeira dizendo que ela poderá entrar. A vida é muito engraçada! Há um dia jurava pela minha vida que nunca seria capaz de amar e hoje juro pela minha vida que a amo. Não! Não posso ser pessimista! Tenho que ter esperança. Com esse pensamento, caio em um sono mais uma vez agitado.
Acordo assustado pelo telefone que toca freneticamente. Vejo que é Taylor.
– Grey – atendo com a voz rouca de quem acabou de acordar.
– Christian, ela está bem e nesse momento acabou de chegar em casa. Passou o dia na empresa SIP e acredito que estava trabalhando.– Taylor explica tudo e respiro aliviado.
– Sim. Ela trabalha lá. Obrigado Taylor! Está liberado por hoje. — falo e desligo.
Como será que foi seu primeiro dia? Não suporte ficar sem informações e tomo uma atitude séria. Vou comprar a SIP e assim poderei controlar melhor tudo o que acontecer com ela. Pelo menos no trabalho. Ligo para Ros que é meu braço direito e falo que quero e ela fica confusa com minha decisão assim. Como é muito profissional não pergunta nada indiscreto e tentará fazer um acordo amanhã. Ainda em meus devaneios meu celular toca mais uma vez. Agora é Elena. Suspiro exasperado e atendo.
– Oi, Elena! — a cumprimento sem emoção.
– O que aconteceu ontem para você desligar o celular na minha cara?– pergunta nervosa.
– Não quero falar isso pelo telefone, Elena. — respondo também irritado.
– Aposto que foi por causa daquela mosca morta. — afirma e ela mexe no meu ponto fraco.
– Chega Elena! Não admito que fale assim da Anastásia. — rosno e sei que a surpreendi.
– Tudo bem! Uau! O que deu em você? – pergunta mais uma vez.
– Vamos nos encontrar no lugar de sempre? Assim podemos conversar melhor. — digo levantando da cama.
– Claro! Daqui uma hora e meia pode ser? — diz e espera.
– Certo. Até mais tarde! — falo e desligo.
Tomo banho e me arrumo rápido. Dá tempo de tomar uma dose de conhaque e me sento n cozinha enquanto degusto a bebida. Taylor já chegou e foi para seu escritório terminar de preparar tudo para manhã. Percebo que já está em cima da hora e vou para meu destino. Quando chego, Elena já me espera e parece irritada. Sei que é por causa da minha demora.
– Boa noite! — falo dando-lhe um beijo na bochecha.
– Boa noite! Você costumava ser um pouco mais pontual. — critica e já fico irritado.
– Por favor, me poupe dos seus sermões. — peço e ela levanta as sobrancelhas.
– Ok. Pode começar a falar. — diz gesticulando com a mão esquerda.
Chamo o garçom e peço copo de Bourbon. . Preciso de algo forte e como sabia que iria beber, vim de taxi mesmo. Depois do que aconteceu com Leila, não quero perturbar Taylor. Pois é! Christian Grey de taxi. Elena espera com paciência e coloca suas mãos juntas em cima da mesa. Está bem arrumada, como sempre. Ela é uma mulher bonita. Não aparenta a idade que tem, mas hoje ela está diferente. Parece que está mais arrumada que o normal.
– E então? Vai contar ou não? — pergunta sorrindo e retribuo.
Conto tudo que estou sentindo. Ela parece perplexa, mas afirma que já sabia. Já estou no meu quarto copo de Bourbon. Sou duro na queda, mas tomei muito rápido uma bebida com 42% de teor alcoólico. Quando estou terminando de contar meu plano, algo -melhor- alguém chama minha atenção. Como um ímã, olho para sua direção e fico em choque. Ana está parada bem a minha frente. Acho que bebi demais e estou tendo alucinações, mas vejo que é verdade quando Elena segura minha mão e sorri para ela. Não consigo desviar meu olhar o mexer um músculo. Estou paralisado! Como ela me achou? Deve ter sido o Taylor. E ela faz o que jamais esperaria. Anastásia pronuncia as palavras “Eu te amo”, mas não sai nenhum som. Não! Só pode ser um sonho! Depois que se declara, vira nos calcanhares e vai embora. Volto para terra quando Elena aperta a minha mão e fala...
–Vá atrás dela! — exclama e levanto sem pensar duas vezes.
Tento ser rápido, mas ela já está entrando no carro quando grito seu nome. Não pode ser? Não posso perdê-la novamente! Vou para rua e espero por um taxi. Demora o que parece uma eternidade para passar um livre. Depois de longos quinze minutos, chego ao seu apartamento e para minha alegria, ela está em casa. Pago a corrida e corro para entrada do prédio. Tento abrir a porta do hall, mas está trancada. Toco no seu interfone e ela leve mais de cinco minutos para atender.
Depois de implorar e tentar até ameaças, Ana não abre a porra da porta e nem uma alma que mora no prédio aparece. Se pensa que vou desistir Srta. Steele, está muito errada! Resolvo fazer uma coisa que até ontem seria impossível. Dou a volta no prédio e acho o que possa ser sua janela. Arrisco e grito por ela.
– ANA. — minha voz é alta e clara.
Como um furacão abre a janela. Assim que tenho sua atenção, falo meu plano.
– Não vou embora! — grito mais uma vez e sento na calçada.
Nem que eu tenha que afundar junto com esse amor, não vou embora e muito menos desistir. Ainda mais depois que ela falou que também me ama.
POV — Anastásia
Continuo sentada na cama já faz vinte minutos. Espio mais uma vez pela janela e ele ainda está lá. Sentado na calçada e com os braços apoiados nos joelhos.
– CHRISTIAN -chamo e ele levanta num pulo- Vai embora! Não vou abrir a porta. Você pode ficar doente. — falo preocupada.
– NÃO! E ISSO NÃO VAI FUNCIONAR, ANA! — diz passando a mão no cabelo.
Ele está lindo como sempre. Não entendo essa atitude dele! Fico com os braços apoiados no batente da janela. Olhos cinzas resignados e azuis teimosos.
– POR FAVOR! — pede e noto que está sendo sincero.
– CALA A BOCA — levo um susto quando o vizinho de baixo grita a plenos pulmões para Christian.
– VAI A MERDA! — Christian revida e agora temos plateia.
A maioria dos vizinhos do prédio e das casas à frente, estão nos observando. Christian abre os braços mostrando a situação e a única reação que tenho é sorrir. Isso só pode ser brincadeira!
– O que você quer, Christian? — pergunto de uma vez e tenho medo da resposta.
– Preciso falar com você! É muito importante! — diz ainda olhando para mim.
– Não quero saber! Não adianta, Christian! Somos muito diferentes e você... — Não consigo terminar a frase.
Iria dizer que ele não me ama, mas não tenho coragem. Ele olha para mim como se tivesse entendido as palavras não ditas.
– SIM! — ele grita abrindo os braços mais uma vez.
Sim o quê? Não entendo! As pessoas olham para mim e para ele, também confusas. Ele fica mudo, como se esperasse alguma resposta.
– Não estou entendo! — falo sentando na janela.
Ele abre um largo sorriso e baixa os braços como se rendesse.
– SIM! EU TE AMO!– ele fala e quase caio janela abaixo.
Não posso acreditar! Ele acabou de dizer que... Não! Franzo as sobrancelhas e a plateia espera com expectativa. Minha respiração fica alterada e mordo o lábio. Não penso muito e desço da janela. Posso ouvir as pessoas protestando. Corro o mais rápido que posso e vou até a entrada. Abro a porta quase sem parar de correr e vou em sua direção. Ele ainda está parado no mesmo lugar. Quando me vê também corre e vem me encontrar. Paro antes de abraçá-lo.
– Você está falando sério? — pergunto ainda em dúvida.
Ele fica sério e passa a mão no meu cabelo. Engulo a seco e minha respiração não existe mais.
– Estou! Nunca tive tanta certeza. E você ainda me ama? — responde e pergunta sorrindo.
Não penso em mais nada e o abraço. Abraço com tanta força, que não passa uma gota de ar entre nós.
– Sim... Amo! — respondo no seu ouvido.
Ele geme baixinho. Não presto atenção em mais nada. Não faço ideia se os vizinhos ainda estão aqui nos observando.
– Ah, Ana! Me perdoa, por ter sido um idiota e cego! — pede segurando a minha cabeça com uma mão e a outra segura a minha cintura.
– Não fala nada! — digo e seguro sua mão.
Por favor! Que isso não seja um sonho! Peço mentalmente e vamos para o apartamento. Quero que esse momento seja só nosso. Fecho a porta atrás de mim e o encaro. Ele também não tira os olhos dos meus e palavras silenciosas são transmitidas de um para o outro. Christian chega perto de mim. Quase encosta os lábios no meu e pará. Olha novamente para mim e parece pedir permissão. Levanto meu rosto e deixo meus lábios a sua disposição. Ele sorri e me beija pedindo passagem para sua língua. Recebo com todo prazer e seguro seus cabelos. Não com força, mas com todo carinho que posso dar nesse momento. Ele passa seus braços na minha cintura e aperta meu corpo no seu. Nossas línguas bailam numa sincronia perfeita. Separo nossas bocas em busca de ar. Olho para ele e passo a mão no seu queixo.
– Faz amor comigo, baby! — peço e ele sorri.
Continua...
Notas finais
Ah, amanhã com cena super HOOOOT! hehehe
Fiquem na paz, bjim e até...
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