Pensou um pouco após a pergunta do rapaz e aceitou a brincadeira. O garoto deveria ter mais ou menos sua idade, entre 20 e 25 anos, grandes olhos verdes, pele rosada de tão branca, lábios finos cor de amora. Usava uma blusa branca de manga comprida e um colete de tricô azul.

— Bem... – tentou analisar o rapaz – Mora em Florença, apesar de não ter nascido aqui, parece-me confortável com a paisagem. Trabalha com publicidade. Tem poucos amigos, uma extremamente louca que o leva a experiências divertidas. Tem um cachorro no seu pequeno apartamento no qual nunca se sentiu tão “em casa”. Está de folga, por isso presta atenção em um turista maluco, porque apesar de não estar trabalhando busca por inspiração.

— Eu estou impressionado. – respondeu boquiaberto.

— Eu devo ter errado tudo. – passou a mão por seus cachos castanhos, as bochechas arredondadas ganhavam um rubor por sentir-se um tonto.

— Certo, não tenho um cachorro, mas gostaria. Qual seu nome?

— Thomas Meriachie. – sorriu pensando no quão simpático era o rapaz.

— E qual nome você me daria? – fitou os amendoados olhos confusos a sua frente.

— Não sei... Andrew talvez...

— Apenas?

— Romanni. Andrew Romanni. – sorriu decidido.

— Gostei – empolgou-se – Andrew Romanni, a seu dispor.