Amor e Vingança-Reneslec
22 Amor Infernare
Notas iniciais
P.O.V. Alec.
Me lembro de quando fui praticamente forçado a admitir meus sentimentos por ela. O desespero de Chealsea quase me matou.
Flashback On.
P.O.V. Chealsea.
Eu quero ele de volta. Ele é meu. E farei tudo para conseguir o meu amor de volta.
Mas, a piranha híbrida está no meu caminho.
Fui até uma amiga minha que é uma feiticeira. Meio demônio, meio humana. E ela me deu uma poção. Amor Infernare. A poção do amor cego.
—Chealsea, tem certeza que quer fazer isso?
—Tenho.
—É perigoso Chel. É a poção do amor cego. Mas, dois avisos antes de te vender isso. Um: A poção não gera o sentimento, ela se alimenta do sentimento já existente, portanto se ele não tiver sentimento algum por você... a poção e nada é a mesma coisa. E Dois: Amor Infernare e Amor verdadeiro não se misturam. Pode ser fatal. Até mesmo para um vampiro.
—Muito bem.
Ela me deu o frasco com um líquido cor de rosa.
—Coloque isso na bebida dele e junto um pedacinho de você. Uma lasca de unha, uma mecha de cabelo. Seja o que for vai se dissolver na poção.
—Obrigado Charlotte.
Disse agradecendo á mulher de pele morena, cabelos castanhos que usava um vestido muito caro.
Cheguei ao Castelo, dei cabo de um humano qualquer e coloquei o seu sangue numa taça dourada junto com a poção e estava indo para o quarto do Alec quando trombo na Cullen.
—Porque está vestida assim?
—Estou cansada de me sentir fora de contexto. Aparentemente, sou a única pessoa daqui que usa roupas do século vinte e um. Então, decidi me adaptar.
—E quanto aos olhos?
—Posso fazê-los mudar de cor sempre que eu quiser.
Ela piscou e os olhos estavam castanhos, piscou de novo e estavam vermelhos.
—O que é isso ai?
Disse batendo o dedo na taça.
—Ai, eu quebrei a minha unha.
P.O.V. Narrador Onisciente.
Sem que nenhum das duas moças percebesse, a lasca que se quebrou da unha de Renesmee Cullen caiu dentro da poção e foi por ela absorvida.
—Não é pra você.
P.O.V. Chealsea.
Deixei a aberração falando sozinha e cortei um cacho do meu cabelo jogando dentro da poção e vi a coisa absorver o meu cabelo, como se ele tivesse sido jogado no ácido. Sorri e me dirigi até o quarto do Alec.
—O que está fazendo aqui Chealsea?
—Uma oferta de paz.
Disse estendendo a taça para ele.
—É sangue. Humano e ainda está quente.
—Muito bem. Isso eu não recuso.
Ele bebeu. Ele bebeu! Então, começou a fazer umas caretas.
—Como está se sentindo?
P.O.V. Alec.
O rosto dela passava na minha mente. De novo e de novo. Posso ouvir a sua risada, todo esse tempo... esteve bem na minha frente e eu não conseguia ver!
—Como fui cego.
—Mesmo?
—Mesmo. Todo esse tempo, eu não conseguia ver, mas agora vejo.
—Sim.
—Eu a amo!
—Eu...
Não ouvi o que Chealsea tinha para dizer e realmente não me importava.
P.O.V. Renesmee.
Eu estava falando com o Aro. E ele estava pistola comigo, mas sabia que não podia fazer nada.
—Posso saber porque está vestida assim?
—Considerando que eu sou a única pessoa que usa uma roupa desse século, neste Castelo... decidi aderir a sua moda. Ou a falta dela.
—Uma oferta de paz? Após matar o meu irmão?
—Não confunda isso com uma oferta de paz, é só uma camuflagem.
—Vejo que aderiu á nossa dieta também.
—Matar um humano? Nunca. Mas, não eu não bebo sangue animal.
Então, um Alec desesperado invade a sala do Trono, sem pedir licença, sem prestar reverência, sem nada. E então, ele me agarra e me beija.
—Que é isso?! Seu tarado maluco!
Eu esbofetei ele.
—Nossa! Como você é linda.
—Que é isso Volturi? Se bebeu sangue contaminado?
—Não. Eu te amo.
—Ein?! O que é que te deu?
—Eu te amo.
P.O.V. Jane.
Tava todo mundo com cara de o que tá acontecendo? Todo mundo até a Cullen.
—Se você fez isso com o meu irmão... desfaça.
—Eu não fiz isso.
—O amor não enxerga com os olhos, mas com o coração. A direção do amor verdadeiro nunca é uma linha reta.
—Que? Gente, agora eu to com medo.
—Não! Não! Não fique com medo.
O meu irmão parecia desesperado, meio louco. Ele ficou de joelhos na frente dela.
—Não fique com medo de mim, meu amor. Eu te amo.
—Gente, o que é que vocês deram pra ele?
—Eu sinto o nascer de um novo dia saindo da sua voz, a sua pele é tão macia, os seus cabelos são tão sedosos e exuberantes.
—Tá. Ele tá passando mal. É claramente uma aflição mágica.
—Não. A minha única aflição é ficar longe de você. É de ter o seu desprezo.
—Tá bem, Romeu. Eu vou ver o que consigo achar sobre isso.
Ela saiu e ele foi atrás dela.
—Ah, eu nunca havia reparado o quanto os seus olhos são lindos. Esse castanho chocolate tão... tão lindo. Poderia me afogar neste mar.
—É. Esse negócio é serio mesmo.
—É claro que é. Você é a única no mundo pra mim.
P.O.V. Renesmee.
Ele ficou de joelhos, pegou a minha mão e me pediu em casamento.
—Cruz credo! Você tá passando mal mesmo. E está esquentando. Isso não pode ser bom.
Enquanto eu tentava encontrar uma resposta nos meus grimórios ele ficava me agarrando.
—Ah, como você é cheirosa. Cheira a morangos silvestres.
Senti ele afundar o nariz no meu cabelo.
—Alec, você ta doente. Precisa de ajuda.
Então uma mulher, uma Volturi entrou no quarto arrombando a porta e ele ficou entre ela e eu.
—Porque isso tá acontecendo? O que você fez?
—Eu não fiz isso. Ele tá doente.
—Porque não funcionou? Ele deveria me amar e não a você sua abominação!
—O que?
—Não ouse chamá-la de abominação! Ou eu mesmo mato você Chealsea!
—Ok. Ninguém vai matar ninguém. Chealsea, o que você fez?
Então, o Alec caiu no chão. Ele tava fervendo de febre.
—Alec?
—Ele tá com febre! Caralho, Chealsea o que você fez?!
—Uma poção. Mas, isso não deveria acontecer! Ele devia me amar e não a você!
—Sua maluca! Agora me ajuda e colocar ele na cama.
Nós o carregamos até a minha cama e o deitamos.
—Precisamos diminuir essa febre. E você... vai me dizer exatamente o que fez a ele.
—É uma poção.
—E quais são os ingredientes?
—Eu não sei. Comprei duma amiga.
—Nome?
—Charlotte Fiorentino.
—E o nome da poção?
—Amor Infernare.
—Ótimo.
—Agora você vai atrás dessa outra bruxa e vai trazê-la aqui! Ou eu vou fazer você implorar para morrer.
Disse uma Jane encolerizada.
—Vai!
Chealsea saiu correndo.
—Tem como para isso?
—Não posso quebrar um encantamento que eu não conheça. Mas, precisamos baixar essa febre. Ou é capaz dele morrer. Me ajuda a tirar esse uniforme dele. E peça para alguém ir buscar água fria e uns panos.
Nós tiramos a roupa dele para tentar diminuir a temperatura. E trouxeram panos e água fria. Comecei a fazer compressas nele. E felizmente ele voltou a consciência.
—Ai Graças á Deus!
—Gostaria de acordar todo dia com esta visão tão maravilhosa.
A condição de Alec se deteriorava e quando finalmente a bruxa chegou ele estava quase morto.
—Meu Deus!
—Concerta isso!
—Eu disse a ela. Amor Infernare e Amor verdadeiro não se misturam.
—Então, ele ama a Chealsea?
—Obviamente.
Eu comecei a estalar a minha unha. Ai eu me lembrei.
—Minha unha. Ela quebrou hoje mais cedo, quando bati no cálice sem querer. Acha que a lasca de unha caiu dentro da poção e deu tiu-tiu?
—Por quem ele... ficou apaixonado?
—Por mim.
—Bem, então isso foi um acidente.
—Só salva ele!
—Não posso. O único jeito de acabar com esse feitiço é matando quem o lançou.
—Eu?
—Não. Chealsea.
—Meu santo Deus! Tem certeza de que não tem uma brecha? Uma brecha melhor que essa? Um jeito de salvar os dois?
—Lamento. Tem que escolher ou Chealsea ou Alec.
—Eu já fiz a minha escolha.
Disse Jane. E ela foi atrás da Chealsea.
Podia ouvir os gritos da mulher e quando ela foi estraçalhada. Aquele barulho de vidro quebrando. E então... fogo.
—Jesus!
Me levantei e virei de costas. Ainda indignada com uma coisa daquelas.
P.O.V. Alec.
Quando acordei, estava de cueca, ensopado e numa cama que não era a minha.
—Jesus!
Olhei bem para aquela figura de longos cabelos castanhos cheios de cachos. Usava um vestido de meados de mil e quatrocentos. A parte de baixo, a saia era rosa claro. Então havia uma capa azul, recoberta por outra preta e roxa.
—A que ponto chega uma pessoa obcecada? Dar uma poção do amor para um cara? Que falta de auto estima.
Então, ela olhou para mim.
—Oh, está acordado. Como se sente?
—Estou bem.
—Do que se lembra?
—Eu disse umas coisas e fiz... coisas. Sinto muito Cullen.
—Está tudo bem. Não foi você. Foi o Amor Infernare.
—O que?
—Chealsea foi atrás duma feiticeira e te deu uma poção. Uma poção que chama Amor Infernare. A poção do amor cego. O problema foi que sem querer uma lasca da minha unha caiu na taça e... algo deu errado.
—E onde está a Chealsea?
—Ela morreu. Não teve outro jeito. Era ou ela ou você. A Jane decidiu salvar você.
Olhei bem para ela e esta sentia-se culpada.
—Porque está vestida assim?
—Porque eu sou a única pessoa dentro deste Castelo que usa uma roupa condizente com o nosso século. E eu não to mais afim de me sentir fora de contexto.
Ela tentou colocar a mão em mim.
—O que está fazendo?
—Relaxa. Só quero ver se ainda está com febre.
—Com febre?
A híbrida colocou a mão na minha testa.
—Não. Está tão gelado quanto um defunto. Pois é. Como diria a minha vó Vaso ruim não se quebra fácil. E você? Você é daqueles vasos bem baratos comprados no camelô.
—Ahm, obrigado.
—Disponha.
Notei que estávamos no quarto dela. Haviam velas por todos os lados, frascos com ervas, livros antigos, um pequeno pilão. Também haviam clássicos da literatura em sua estante como Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade. Drácula, o Médico e o Monstro, Frankenstain de Mary Shelley.
O quarto tinha cheiro de vela queimada, morango e perfume floral. E sob a escrivaninha um belo notebook Apple prateado novinho. No criado mudo repousava o IPhone 11 com capa cor de rosa cheia de brilho.
—Acho que deveria se vestir.
—Claro.
Coloquei o uniforme de volta e fui falar com a minha irmã que me mandou ver a bruxa. A mulher jovem que usava uma blusa florida e calça jeans. Ela tinha um ótimo senso de moda.
—Posso saber porque quis me envenenar?
—Te envenenar? Não. Eu vendi a poção á Chealsea. É verdade. Mas, eu avisei que não se mistura amor verdadeiro com Amor Infernare. Eu vendo os produtos, o que os meus clientes fazem com eles não é da minha conta.
—Amor verdadeiro?
—Ela não contou essa parte, contou? Não existe no mundo, em nenhuma dimensão poção alguma que gere amor. Isso é uma ilusão. A Amor Infernare só amplia qualquer sentimento de afeição que aquele que a ingere possa sentir por aquele que a faz.
—E como foi que a sua poção mágica me fez me apaixonar pela híbrida Cullen?
A mulher riu.
—Você não entendeu, não é? A poção só ampliou o que já estava... aqui dentro.
Disse colocando seu dedo no meu peito. No lado esquerdo.
—E para você ter ficado no estado em que ficou... realmente deve amá-la mais do que imagina.
—Sua bruxa maluca!
—Não sou uma bruxa. Eu sou uma feiticeira! Sou a Alta Sacerdotisa do submundo de Volterra!
—Grande diferença.
—Menino, feiticeiros são híbridos. Parte humanos, parte demônio. Eu sou filha do Príncipe do Inferno, Asmodeus!
—Uau! Estou impressionado. E eu sou mais velho que você.
—Não. Você não é. Quando o mar morto não passava dum laguinho, eu estava aqui. Antes da ascensão de Roma eu estava aqui. Sobrevivi a coisas que você nem imagina. Então, vou lhe dar um conselho. Se tem um amor como este dentro de você... não deixe-o escapar. Não o guarde. Ou vai se arrepender para sempre. E quando se é imortal, para sempre... é um tempo longo demais.
Disse a mulher enquanto montava sua tenda e arrumava suas cartas de tarô, sua bola de cristal.
—Essa coisa ai funciona mesmo?
—Funciona. Quer uma leitura?
—Não. Prefiro não saber.
—Muito bem.
—Qual é o seu nome?
—Charlotte Fiorentino. Conheci a ancestral da sua namorada. Amara Petrova. Ela era uma coisa aquela mulher. Bem, ainda é. Considerando que ainda está viva.
—Ela não é minha namorada.
—Claro. Mas, não desperdice essa chance. Seja esperto. Ao menos uma vez.

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